26/06/2023
Falando do Toque acelerado das batidas de tambor.
O toque do Tambor é Tradição!
Tradição não se questiona, se cumpre. Cadência é o ritmo que define a nação a qual se toca. Acelerar a cadência nos batuques, nos afasta da tradição primordial de louvar os Orixás. É preciso estudar, ouvir os mais velhos e respeitar cada lado. Hoje é preciso um preparo físico para dançar as batidas do tambor. Cabe aos dirigentes das casas orientar e formar seus Alabes para que mantenham a tradição dos cultos ou simplesmente estamos nos encaminhando para rodas de samba ou ensaios de desfiles de carnaval.
E sobre isso! É sobre saber que a batida do tambor segura e afasta as energias que buscamos. O santo não mudou, ainda é o mesmo. Só não consegue acompanhar o ritmo que se toca. Vai embora mais cedo, f**a deslocado ou não chega porque não reconhece sua história. No culto de Exu Quimbandeiro não existe mais cadência, somente batidas desesperadas sem objetivo e fundamentos. Firmar um ponto no tambor virou coisa de passado. Quem mudou? Se na sua casa não tem visitas de pessoas antigas na religião, pode ser pq vc não cultua a tradição. Tradição não se muda e não se questiona. Tradição se respeita, se segue e se mantém, para que nossos orixás a reconheçam em qualquer lugar. Tocar hoje qualquer um toca, mas chamar vibração e energia para o ritual e firmar a mesma do único ao fim.. São poucos. É preciso ter está persepcao para entender o que podemos fazer em meio a tantas modernidade.
Manter nossas tradições. Vc já sabe oque é uma Chula, vanerão ou chamamé? São ritmos de dança da tradição Gaúcha que se mantém ao longo dos anos e são passados de pai para filhos. Está tradição se matem viva e é reconhecida em qualquer CTG.
É exatamente sobre isso!
Texto: Pai Anderson de Agelú