22/01/2019
Nada como o tempo...
Como é bom e ao mesmo tempo gratificante olhar pra trás e ver o caminho religioso que venho seguindo.
Um caminho que nem sempre foi flores, posso dizer que não foi fácil, e não tem sido fácil... Mas com fé tudo vai se encaminhado.
Venho de uma família de batuqueiros, des de minha bisavó (mãe de meu avô) que tinha casa aberta! (Esta no sangue)
Durante minha infância confesso que tinha um pouco de medo de tudo que via, ate que um dia tive um sinal, algo q me chamava, algo que dizia que eu tinha nascido para aquilo.
Pois então com nove (9)anos de idade me entreguei de corpo e alma a religião, foi quando conheci a magia da natureza , dei início ao meu desenvolvimento na minha primeira casa de religião “Tenda de umbanda Cacique Sultão das matas e mãe Oxum” zelada pelos dirigentes mãe e pai Luciane Luis Garcez, onde desenvolvi um pouco de minha umbanda, mas tbm conheci a Kimbanda de Almas e a luz do exu, onde me encantei... uma quimbanda sem explicação, era tudo tão novo e tão magico ao mesmo tempo td me fascinava, foi quando Maria Padilha e Tranca Ruas de Embaré, trouxeram ate mim meus exus, que caminham lado a lado comigo...
O tempo se passou, e com ele muitas mudanças foi quando estava com treze (13) anos de idade e entrei para o axe de pai Xangô na umbanda de lei, onde conheci não apenas uma religiosa e sim uma mãe, mãe Tere.
Dia 26/08/2003 entrei para o Yle Reino de Xangô e Ossanha 29 de novembro.
Ja na casa com o passar dos tempos, conheci algo que pra mim era magico, a energia, força e luz do orixá.
(Nação Cabinda)
Ate que resolvi adentrar com tudo e fiz minha primeira obrigação ao meu orixá, td muito pequeno e simples, mas de grande importância pra mim...foi onde aquela magia se acendeu cada vez mais dentro de mim e dia 14/11/2008 assentei mãe Yemanja!
Des de então muita coisa aconteceu momentos que para sempre ficaram guardados em minha memória, cresci dentro desse axé, cresci materialmente, e espiritualmente, vivi momentos lindos, presenciei muita coisa, aprendi muita coisa que hj em dia não se ve mais... Permaneci a este axé durante quinze (15) anos de minha vida, os anos mais lindos de minha história.
Mas... como a vida se encarrega de deixar tudo certo, apenas fechei os olhos e entreguei meu destino a dona dele, mãe Yemanjá.
Mamãe me deu um colo, e me deu outra mãe, mãe que ja estava de braços abertos, dia 09/05/2018 aquela madrinha se tornou mãe e hj pertenço ao axe de Yá Eliane de Oxum (Nação Cabinda)
A vida me trouxe amigos e me colocou pessoas na qual todas tem um “porque” na minha vida, umas vieram a agregar e somar, outras vieram pra me ensinar a como NÃO SER IGUAL.
Entre pessoas e pessoas tive um amigo que sempre esteve do meu lado e no momento em que mais precisei ele estava ali com sua faca pronto pra finalizar minha obrigação com “catiço.”foi ai que o axe de Maria Mulambo entrou em minha vida, hj aquele amigo Gustavo Henrique Rodrigues , é meu feitor de exu. (Mussurubi)
Aos poucos tudo vai criando forma, e tudo vai se encaminhando.
Hj em dia com filhos e casa aberta, vejo o quanto tem sido minha caminhada, dura, mas iluminada, e sempre com fé, durante todos esses anos chorei muito, mas aprendi e sou grato por cada ensinamento que carrego de cada um dos que fizeram parte da minha história...
Sei que a roda da vida gira, e cada vez mais sei que essa história vai tomando outros rumos, mas uma coisa pra sempre será certo JAMAIS ESQUECEREI DE ONDE EU VIM...
At: Pai Jhonatta de Yemanja