Diocese de Castanhal

Diocese de Castanhal A Diocese de Castanhal, abrange 37 paróquias sendo 9 em Castanhal e as outras nos municípios que fazem parte da Diocese.

Magnífica Humanitas é  a primeira  Encíclica do Papa Leão  XIV
25/05/2026

Magnífica Humanitas é a primeira Encíclica do Papa Leão XIV

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na ...

𝐂𝐚𝐭𝐞𝐝𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐡𝐚𝐥 𝐫𝐞𝐩𝐥𝐞𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐢é𝐢𝐬 𝐧𝐚 𝐕𝐢𝐠í𝐥𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐧𝐭𝐞𝐜𝐨𝐬𝐭𝐞𝐬“Movidos pelo Espírito preparemos o Caminho do Senhor” é...
24/05/2026

𝐂𝐚𝐭𝐞𝐝𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐡𝐚𝐥 𝐫𝐞𝐩𝐥𝐞𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐢é𝐢𝐬 𝐧𝐚 𝐕𝐢𝐠í𝐥𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐧𝐭𝐞𝐜𝐨𝐬𝐭𝐞𝐬
“Movidos pelo Espírito preparemos o Caminho do Senhor” é a proposta que tem direcionado a Igreja Diocesana de Castanhal, neste ano de 2026, na caminhada de fé em sua região territorial.

Assim, conduzido pelo Espírito, o Povo de Deus, das diversas paróquias da Diocese, compareceu à Catedral Santa Maria Mãe de Deus, na noite deste sábado, 23, para participar da grande Vigília de Pentecostes. Entre os presentes, estavam os membros do Conselho Diocesano de Pastoral que, reunidos no Cenóbio da Transfiguração, durante dois dias, intencionaram a Celebração em ação de graças por mais um encontro de convivência fraterna e discernimento pastoral.

Dom Carlos Verzeletti, bispo emérito, presidiu a Santa Missa, na sua homilia, historicizou o nascimento da Igreja de Pentecostes, e desejou que a nossa seja uma Igreja que se encontra todo domingo para a Eucaristia, e não hesite em sair às praças ou ruas, para anunciar a mensagem que lhe foi confiada, para perturbar as consciências, para denunciar as injustiças, preocupada com as coisas de Deus, mas muito zelosa, também, com a vida e a salvação integral das pessoas.

𝐂𝐨𝐧𝐟𝐢𝐫𝐚 𝐧𝐚 í𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚 𝐚 𝐇𝐨𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐦 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐧𝐚 𝐕𝐢𝐠í𝐥𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐞𝐧𝐭𝐞𝐜𝐨𝐬𝐭𝐞𝐬:
**Meus caros padres, diáconos, seminaristas, religiosas,
Queridos crismandos, aqui da Paróquia Catedral que amanhã à noite, irão receber o dom do Espírito Santo.
Irmãos e irmãs todos nas diversas paróquias e comunidades de nossa Diocese de Castanhal.

Estamos nesta Vigília, grande Vigília do Pentecostes. A vigília da Páscoa se completa com esta Vigília. A Páscoa se completa com o Pentecostes, que marca o nascimento da Igreja e a sua primeira manifestação pública. Mas, qual Igreja? Qual foi a Igreja que nasceu? Que rosto tinha aquela Igreja, e como ela se manifestou?
Há um elemento fundamental neste acontecimento do Pentecostes, que é a surpresa, porque aquele grupinho, que tinha seguido Jesus, não esperava mais nada; estavam derrotados, dispersos, medrosos. Um grupo insignificante, cujo chefe, líder incontestável, tinha sido eliminado para sempre. O poder daquele tempo, rapidamente, restabeleceu a ordem, e a situação voltou ao normal, após aquela recente confusão causada pelo Profeta da Galileia e seus companheiros.

Aquela festa de Pentecostes que era tradição, uma longa tradição do povo de Israel, teria sido uma como as outras, se não tivesse acontecido algo de inesperado, que deixou as pessoas perplexas, estarrecidas. A Igreja nascente, isto é, aquele grupinho de galileus, cheios do Espírito Santo, pegou todo mundo de surpresa, desprevenidos. O Espírito colocou palavras novas, nunca antes ouvidas, na boca daqueles homens que não tinham experiência nenhuma, que não tinham nenhuma prática de pregação.

Nós, Igreja de hoje, temos que ser como a do Pentecostes: uma Igreja que surpreende, porque diz coisas inimagináveis; comporta-se de maneira incomum; faz propostas tão diferentes das costumeiras; tem a coragem daquilo que é novo; uma Igreja que perturba, abala e que se move com uma liberdade desconcertante, que carregava fogo, o fogo que desceu sobre aqueles homens, que foi se espalhando, incendiando tudo.

Ouvimos na segunda leitura, o relato tão bonito de como Deus fez Aliança com o povo de Israel, lá no Monte Sinai: era fogo, era vendaval! Aquelas duas imagens usadas pelo evangelista Lucas, no começo dos Atos dos Apóstolos. Lá, Deus fez aliança e entregou a lei. Agora, em Jerusalém, no Pentecostes, este grupinho recebe a nova Lei, não mais escrita na pedra, mais escrita no íntimo do coração; se realiza aquilo que os profetas tinham falado.

Nós temos esta consciência que a lei não salva ninguém. A lei nos mostra as coisas, o que está certo ou o que está errado, e nós, depois, nos tornamos incapazes de resolver os problemas. Sem a força do Espírito, nós não conseguiremos resolver os nossos problemas. É como, quando alguém, estando doente, faz uma tomografia, uma cintilografia, um raio x, e este é o trabalho da lei. A lei mostra os problemas que existem; a tomografia, o raio x, não resolvem o problema, e é necessário que haja a ação de outras pessoas para poder resolver aquele problema. E assim somos nós, também. Só a lei não salva ninguém. Sem a ação do Espírito nós podemos conhecer o bem e o mal, mas não conseguiremos nos livrar do mal, não conseguiremos dar um passo para frente.

Então, no Pentecoste, nós recebemos a graça do Espírito Santo que age em nós, e nos liberta, nos torna capazes de fazer as obras de Deus.

O Pentecostes não foi um incidente passageiro, mas um evento que de lá para cá, continua ainda surpreendendo, deixando consequências. Nós somos chamados a sermos uma Igreja assim: uma Igreja que surpreende pela ação do Espírito em nós; não uma Igreja amarrada à lei, mas uma Igreja que se deixa conduzir pelo Espírito, que O invoca incessantemente, para que Ele possa vir nos curar, queimar nosso mal, nos purificar de tudo o que não presta.

No Pentecostes, os apóstolos não produziram nenhum documento. Os documentos, aliás, só podem ser compreendidos somente por pessoas entendidas e, como diz o livro dos atos dos apóstolos: cada um os ouviu falando em sua própria língua. Os apóstolos, que não tinham nenhuma instrução, falavam a língua dos que estavam ouvindo. Estavam falando da vida, a língua da vida quotidiana que todo mundo entende, a língua do amor que se manifesta no gesto simples da acolhida, da recíproca atenção, do cuidado fraterno, do perdão, do serviço; esta é a língua que todo mundo entende, a língua do Pentecostes, a língua que também nós temos que praticar.

Não basta termos algo a dizer! Nós precisamos fazer um esforço para dizê-lo da forma mais clara e compreensível a todos. E não há palavra mais clara, mais simples, mais profunda, mais universal, do que o amor. Esta é a Boa Notícia, e esta Boa Notícia não precisa de especialistas para ser entendida; todos entendem esta Boa Notícia do amor.

O Espírito, acima de tudo, interveio sempre para nos dar inspiração, eficácia, poder e um pouco de fogo de amor; pois, quem ama, sempre consegue se explicar muito bem; consegue entrar no coração das pessoas, ser acolhido e acreditado.
Pentecostes é um fato claro, evidente, no entanto inexplicável. As pessoas imediatamente perceberam que aqueles homens estavam dizendo e fazendo coisas, que estavam além do seu controle. Todos ficavam admirados e perguntavam uns aos outros: o que significava isso. E alguns encontraram uma explicação, dizendo que estavam embriagados de vinho. Na realidade, nós bem sabemos, que estavam cheios, encharcados do Espírito de Deus; estavam cheios do Espírito Santo, que é o verdadeiro protagonista de Pentecostes, o sopro de Deus.

Toda a vida e missão da Igreja dependem do Espírito. A correta profissão de fé só é possível pelo Espírito. Como diz São Paulo: “ninguém pode dizer Jesus é o Senhor, a não ser pela ação do Espírito”. E o Espírito Santo não é privilégio de poucos, mas um dom comum para todos. A cada um, diz São Paulo, é dada uma manifestação particular do Espírito para o bem de todos.
Assim, é o Espírito que cria unidade na variedade de pessoas e carismas. É Ele que nos torna dóceis e livres ao mesmo tempo. A partir do seu primeiro discurso, Pedro naquele dia, oferece um esclarecimento fundamental, e diz ao povo que escutava: ‘não pensem que isso depende de nós.’ Pedro tinha consciência que ele era um simples instrumento da ação de Deus. Então, a Igreja de Pentecostes é a Igreja que provoca questionamentos, que encoraja as pessoas a procurar em outro lugar a resposta. É quase que inexplicável, mas dá para perceber que por trás deste evento, há uma ação divina, a única verdadeira explicação.

É claro que alguns teriam preferido que aqueles homens, paralisados pelo medo, continuassem medrosos, fechados em suas casas, assim como o Senhor Jesus os encontrou, naquela noite, quando entrou às portas fechadas, no cenáculo onde estavam reunidos com medo dos judeus. Em vez disso, o Mestre os lança ao mundo: “assim como o Pai me enviou, Eu também os envio”. O Espírito se encarrega de remover, definitivamente, todos os ferrolhos das portas e janelas; o Espírito vem escancarar tudo. A Igreja de Pentecostes, movida pelo Espírito, não segue um roteiro imposto;00 não se adapta ao papel que querem que ela desempenhe; é uma Igreja que não pode ser controlada ou usada para outros fins. É sempre algo de irregular, pois não segue as normas do mundo.

Assim, deve ser, também, a nossa Igreja Particular de Castanhal: uma Igreja que se encontra todo domingo, no cenáculo, para a Eucaristia, e logo não hesita em sair às praças ou ruas, para anunciar a mensagem que lhe foi confiada, para perturbar as consciências, para denunciar as injustiças, preocupada com as coisas de Deus, mas muito zelosa também com a vida e a salvação integral das pessoas.

É claro que, ainda hoje, existem pessoas que prefeririam a Igreja de antes do Pentecostes: uma Igreja dócil, calada, tímida, reservada, devota, e completamente absorta numa espiritualidade intimista e individualista, com dito inaudito de “cada um por si e Deus por todos”, exatamente o contrário do último desejo de Jesus: “ Pai que eles seja um, assim como nós somos um”.

Na espera da posse de dom Manoel Filho, nosso segundo bispo, pedimos que o Espírito Santo nos liberte da tentação de caminhar sozinhos, de criar panelinhas, semear divisões, permanecer indiferentes diante do sofrimento dos irmãos, parados em nossas sacristias, sem esperança e ânimo para sair ao encontro dos irmãos. Aquele Espírito que sacudiu os apóstolos e os lançou nos quatro cantos do mundo, faça deste tempo de passagem, do meu pastoreio àquele de dom Manoel, um tempo de graça e de renovação, de nascimento e de novo vigor. Uma oportunidade de graça para sacudir e fazer vibrar de profundo amor o povo santo de Deus da nossa Diocese de Castanhal, pronto para acolher de coração aberto, e com alegria seu segundo pastor, sabendo reconhecer nele o pastor das nossas almas, nosso senhor Jesus Cristo, comprometendo-nos a todos a continuar nossa caminhada sinodal na mútua escuta, na valorização recíproca, num esforço constante de comunhão, unidade e fraternidade.

Venha abundante um fogo do Espírito, incendiando e abrasando a cada um de nós, a dom Manoel , a Igreja toda e toda a face da terra. Amém.
Transcrição de Vânia Sagresti
Fotos da Pascom/TV Mãe de Deus Castanhal

24/05/2026
23/05/2026

VIGILIA DE PENTECOSTES - DIOCESE DE CASTANHAL - 23/05/2026

23/05/2026
21/05/2026

III MUTICOM - Mutirão de Comunicação da Diocese de Castanhal
Realizado de 15 a 17 de maio no Cenóbio da Transfiguração
Castanhal - Pará

Pᴀsᴄᴏᴍ Dɪᴏᴄᴇsᴇ ᴅᴇ Cᴀsᴛᴀɴʜᴀʟ ʀᴇᴀʟɪᴢᴀ ᴏ sᴇᴜ III MUTICOMO Mutirão de Comunicação da Diocese de Castanhal – MUTICOM, na sua ...
19/05/2026

Pᴀsᴄᴏᴍ Dɪᴏᴄᴇsᴇ ᴅᴇ Cᴀsᴛᴀɴʜᴀʟ ʀᴇᴀʟɪᴢᴀ ᴏ sᴇᴜ III MUTICOM
O Mutirão de Comunicação da Diocese de Castanhal – MUTICOM, na sua 3ª edição, reuniu agentes da Pascom das diversas Paróquias. Promovido pela Diocese de Castanhal e realizado pela equipe diocesana da Pascom, o encontro aconteceu neste último final de semana, de 15 a 17 de maio, no Cenóbio da Transfiguração, em Castanhal.

O Muticom quer que os comunicadores da Igreja de Castanhal tenham o conhecimento das políticas de comunicação na sociedade; o despertar para o aprofundamento de uma relação comunicacional comprometida com a justiça social, fortalecendo os laços de comunhão dos agentes, atuando numa pastoral de conjunto; a qualificação das mídias digitais disponíveis nas suas realidades e o fortalecimento das equipes Pascom paroquiais. (Plano Diocesano de Pastoral 2025-2029).

Dentro do tema central: A Comunicação Eclesial na Amazônia, com o lema: o Semeador saiu para semear (Mc3,34) e a Mensagem do Papa Leão XIV, para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Preservar rostos e vozes humanos”, dom Amilton Manoel, membro da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, (em conferencia on-line) ressignificou a temática em ”missionários digitais na Amazônia”, focando a presença da missão, em nome da fé, frente aos desafios da realidade e o anúncio do conhecimento de Jesus Cristo, não só pelas Redes Sociais, mas pelo testemunho do encontro pessoal com o Senhor. Na mensagem, o conferencista alertou: “do outro lado da tela, há pessoas, sentimentos, buscas e emoções. Não deixemos que os sistemas da inteligência artificial interfirem na informação e na relação entre as pessoas.”

O Mutirão teve a participação, on-line, de colaboradores da Pascom Brasil, como Natanael Leão, Marcelo Godoy e Ruan Carlos Braga, que apresentaram, respectivamente, os eixos da Formação, Produção e Espiritualidade. Padre Leonardo Teixeira, coordenador do Regional Norte 2 da CNBB, marcando presença, tratou do Eixo Articulação. Os eixos apresentados pelos expositores foram fundamentados no Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil.

Da Diocese de Castanhal, tivemos a participação do teólogo e designer gráfico Luciano Beserra. Ele abriu a programação da sexta-feira, dando a compreensão da logomarca do III Muticom. Disse que o Papa Leão nos convida a ‘preservar rostos e vozes’ e nós somos povo escolhido num pedaço da casa comum, a Amazônia, que guarda vida em diversas formas; vocacionados a lançar as sementes do Evangelho. ... “Faço referência às tramas das cestarias tradicionais da nossa região, ícone dos nossos saberes e da nossa tradição, e tecidas muitas vezes em comunidades ou em rodas de conversa.” (confira o flyer do III Muticom)

A Pascom Diocese de Castanhal tem na sua coordenação Elizangela Oliveira, Vânia Sagresti, Leal Junior, Everardo Freitas, Murilo Fernandes, Jean Barros, Larissa Maciel, Iron Damasceno e padre Jean Soares.
Texto de Vânia Sagresti
Fotos: Pascom

Memória das Visitas Pastorais
16/05/2026

Memória das Visitas Pastorais

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Rua Major Wilson
Castanhal Grande, PA
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