Diocese de Castanhal

Diocese de Castanhal A Diocese de Castanhal, abrange 37 paróquias sendo 9 em Castanhal e as outras nos municípios que fazem parte da Diocese.

Homilia de dom Carlos Verzeletti no 21º domingo do Tempo ComumEsta passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, nos rela...
26/08/2026

Homilia de dom Carlos Verzeletti no 21º domingo do Tempo Comum
Esta passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, nos relata um fato que aconteceu dois anos depois que Jesus tinha chamado os seus discípulos, e já estava se aproximando o tempo de subir para Jerusalém, para poder realizar a obra do Pai: entregar a sua vida. E Jesus faz questão de levar os apóstolos no lugar mais distante de Jerusalém.

Jerusalém estava no sul da Palestina e Jesus os levou até Cesareia de Felipe, lá no Norte, perto das montanhas, entre rochedos bonitos, onde nasce o Rio Jordão. Um lugar fértil, lugar de um clima extraordinário, o lugar que o rei Felipe tinha escolhido para ser a capital do seu reino e, para tanto, tinha construído uma cidade dedicada a Cesar, o imperador. E naquele lugar havia diversas divindades, diversos ídolos.

Daqueles rochedos, brotava água, aquela água que alimentava, e alimenta ainda hoje o Rio Jordão. Mas depois que a água jorrava dos rochedos, ela parecia cair dentro de um buraco profundo, que era chamado de inferno. E por todos os medos que o povo tinha, naquele buraco onde eram sacrif**ados os seus filhos daqueles que tinham medo da morte e queriam acalmá-la. E a água mais adiante aflorava, e começava o percurso do Jordão.

É neste contexto que Jesus pergunta para os discípulos: quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Jesus faz questão de querer ouvir o que as pessoas pensam a respeito d‘Ele, e Ele se autodefine Filho do Homem. No Evangelho, depois, nós encontramos Jesus chamado Filho de Deus e é aqui que aparece a sua humanidade. E quais foram as respostas que os apóstolos relataram para Jesus? O povo te considera um profeta, pensam que tu és João Batista, que Herodes tinha mandado degolar, que tu és João Batista que ressuscitou, outros pensam pela força da tua palavra, porque tu fala deste primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. Que tu és Elias, Elias que voltou e outros pensam que tu és Jeremias, todos concordam que tu és um profeta, mas sempre pensando que era alguém do passado, porque todos estes profetas já tinham passado, mas Jesus estava lá, vivo, em carne e osso.

Se Jesus perguntasse para nós: o que é que o povo pensa de mim? As respostas seriam as mais diferentes: alguns iam dizer que nem conhecem Jesus, que já o viram algumas vezes falar dele, mas, outros iriam dizer que é um homem importante, famoso, que fez muitas coisas boas, que pratica a caridade, outras iriam afirmar que Jesus foi um grande revolucionário, que teve a coragem de denunciar o que ninguém falava! Mas estas respostas parecem que não importam muito para Jesus. Logo em seguida, Jesus se dirigindo aos apóstolos, disse: e vós que estais comigo, há mais de dois anos, que ouvistes a minha palavra, que me vistes, também os prodígios que realizei! Vocês que me acompanharam em tudo, quem sou eu para vocês? Que lugar tenho na vida de vocês?

A pergunta que Jesus fez aos apóstolos, lá em Cesareia, está fazendo para mim e para vocês, agora aqui nesta noite, vocês católicos de Nova Timboteua. É claro que brota logo a resposta de Pedro, tu és o Messias! Logo, espontâneo, dizemos aquilo que nós aprendemos com Catecismo que é verdade! Mas, Jesus quer que cada um de nós dê a sua resposta pessoal. Quem é Ele para mim? Para tanto, se cada um olha para trás e vai lembrando os momentos onde se encontrou de verdade com Jesus, experimentou o seu amor, a sua misericórdia, a sua paciência, então você poderá dizer: Tu, Jesus, não és um qualquer. Não és um estranho para mim, Tu és o meu Amado, a pessoa em quem mais confio, em que apoio a minha vida e tudo que eu sou e que faço, depende de Ti.

A partir da experiência de cada um, virá a resposta certa. É claro, teremos que dizer: Jesus, Tu sabes que eu te amo, Tu conheces meus defeitos, os meus pecados. Tu sabes das minhas quedas, mas Tu sabes que eu te amo e que eu não posso viver sem Ti.

Na segunda leitura de hoje, São Paulo chega a afirmar que tudo é de Deus, por Ele e para Ele. a Ele a glória para sempre. Nós poderíamos dizer que aquelas palavras que nós professamos antes do Pai Nosso expressa, um pouquinho, a nossa fé em Jesus.

Quando nós, celebrando, levantado o Corpo de Jesus para o Pai, a gente diz: por Cristo, com Cristo, em Cristo. A vós, ó Pai... Tudo que nós somos, fazemos, é por Cristo, com Cristo e em Cristo e tudo tem sentido. Sem Ele, a nossa vida perde o sentido, a morte é fim de tudo, é o desastre maior. Com Ele, a partir d’Ele por causa da fé n’Ele, até a morte adquire um sentido profundo. Até a morte f**a iluminada e não nos espanta, assim como não espantou São Francisco.

E vós quem dizeis quem Eu sou? Pedro respondeu em nome dele, em nome dos outros apóstolos e também em nosso nome, dizendo: Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo.

Qual é o sentido desta resposta? A palavra Messias é uma palavra hebraica, traduzida no grego, quer dizer: Cristo. O nome era Jesus, Jesus de Nazaré, Yeshua, depois foi acrescentado a palavra Cristo, depois da ressurreição, porque esta foi a profissão de Pedro: tu és o Messias, o Cristo, tu és o Ungido de Deus, Tu és o Prometido, Tu és o enviado de Deus, e acrescenta: o Messias, o Filho de Deus. Esta é a fé de Pedro, é a fé da Igreja, é a nossa fé, também. Ungido pelo poder do Espírito Santo, foi concebido no ventre de Maria pelo poder do Espírito Santo. A sua missão se deu porque coberto pelo Espírito Santo. O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me enviou para anunciar a Boa Nova aos pobres. a libertação dos presos, para dar a vista aos cegos. Então, é o Espírito de Jesus, o Espírito Santo que acompanhou Jesus ao longo da sua caminhada, e foi exatamente o Espírito que Jesus nos entregou na hora da sua partida, na hora da sua morte.

Seria interessante esta pergunta: que dizem que eu sou? Perguntar a Nossa Senhora, e tu Nossa Senhora que dizes quem é Jesus, o teu Filho? Porque ela tem a melhor resposta. Ela lembraria aquilo que o anjo Gabriel lhe tinha falado que aquele menino dela, seria o Salvador da humanidade. Fico pensado será que Nossa Senhora, na medida em que, o menino crescia, se tornou adulto, ela foi revelando a Jesus aquilo que o anjo tinha falado para ela, eu acredito que sim. Acredito que sim, porque quantas vezes a minha mãe me lembrava, e dizia das coisas quando era pequeno, quando me esperava, quando estava grávida! Toda mãe procura partilhar com o filho aquilo que o filho não pode lembrar quando era pequeno, o que preparou a sua vinda no mundo.

Talvez Jesus não conseguisse entender quando Ele era criança ou adolescente, com o tempo, pouco a pouco, ele foi descobrindo a sua identidade de Filho de Deus, de ungido do Senhor. Ela deve ter dito para Ele: meu Filho, tu foste concebido, não por outro homem, mas com o poder do Espírito, então, aquela palavra ungido, tinha todo um sentido.

Depois que Pedro respondeu, depois do Messias, Filho do Deus Vivo, logo Jesus disse: muito bem Pedro, respondeu sério, mas não foi fruto da tua cabeça, não veio por causa da tua sabedoria, da tua inteligência, foi o meu Pai que te revelou isso.

Nós, nunca iremos entender quem é Jesus. Só confiando na nossa inteligência, se Deus não manifesta para nós a grandeza, a beleza do seu Filho, nós não podemos conhecê-lo, de verdade foi o Espírito enviado pelo Pai que iluminou Pedro, e que fez com que ele fizesse esta bela profissão de fé. Pedro falou, certo, disse a verdade. Pedro falou certo, mesmo que estivesse imaginando outra coisa, porque todo o povo de Israel esperava o Messias, mas, para quê? Para expulsar os romanos, para conseguir nova liberdade, para que Israel pudesse triunfar sobre os outros povos, um Messias valente, forte. É assim que pensava Simão Pedro.

Jesus, logo depois, termina o Evangelho, dizendo que mandou os apóstolos f**arem calados, não dissessem a ninguém que Ele era o Messias, por causa da falta de clareza que estava na cabeça dos apóstolos, estavam equivocados.

No Evangelho do próximo domingo, nós iremos ouvir Jesus dizendo: olha! o Filho do Homem vai sofrer, vai ser preso, vai ser condenado, vai ser morto e no terceiro dia vai ressuscitar...
Que bonito! Este é o caminho que nós temos que fazer, porque aquele Filho de Deus, o Ungido, escolhe o caminho da Cruz, do calvário, é o Servo Sofredor, que dá a vida por nós, o Cordeiro Imolado. Pedro vai entender isso só depois, e é nessa hora que Jesus confia a Pedro a responsabilidade de conduzir a Igreja, e Jesus muda o nome de Simão filho de Jonas, e disse, agora o teu nome será Cefas, Pedro, Pedra, e sobre esta Pedra construirei a minha Igreja.

E nos perguntamos, mas qual é o alicerce da Igreja: é Pedro ou é Jesus? Não há dúvida nenhuma! A Pedra, o alicerce fundamental sobre a qual está construída a Igreja é Jesus, Ele, como diz o salmo, como falavam também os mestres da lei: Ele é a Pedra rejeitada, foi rejeitado pelos fariseus, pelos mestres da lei e pelos pelas autoridades. Ele é a Pedra rejeitada que se tornou alicerce, e é sobre esta Pedra que está Pedro. Pedra que está lá apoiada em Cristo, e junto com a Pedra, Pedro, estão também as nossas pedras, cada um de nós é uma pedra, porque fazemos parte desta Igreja de Cristo, e estas pedras estão juntinhas, uma com as outras, todas encaixadas e apoiadas em Jesus. Que bonito! e Jesus fez questão de dar a Pedro esta responsabilidade: de manter a Igreja unida, fiel ao Evangelho.

E nós f**amos imaginando Nossa Senhora, estamos no final deste Círio, pois, na Igreja a missão, o serviço que Pedro realiza, o sucessor de Pedro, o Papa realiza, é exatamente, manter a Igreja unida que é também, podemos dizer, a mesma preocupação da mãe de Jesus. Maria e Pedro têm esta mesma missão. ...

Nós todos diferentes um do outro possamos crescer nesta unidade, nesta comunhão. Que bonito lembrar os primeiros cristãos: eram um só coração e uma sua alma, e Maria estava lá com eles, incentivando esta unidade, esta concórdia, esta harmonia.

Depois que Jesus ressuscitado subiu ao Pai, foi ela que manteve os onze reunidos em oração, na espera do dom do Espírito Santo, incentivando; ela ainda continua hoje nesta obra de unidade. Maria com sua maternidade, e Pedro com este poder que Jesus lhe deu, de abrir e de fechar; é claro que, a missão da Igreja, sobretudo é de abrir para acolher, acolher a todos, para não perder ninguém, para salvar a todos. A nossa tentação às vezes é fechar, mas o coração de Deus, o coração toca todos nós, sentimos esta presença bonita, uma presença visível que continua na história, através do Papa.

As outras igrejas não têm esta figura visível de unidade, que é o Papa, não tem! Então, cada um faz as suas coisas, brigam entre eles, e a Igreja, se tem uma prova que esta Igreja é de Cristo, e que conseguiu superar crises, dificuldades, e que o poder do inferno não prevaleceu sobre ela, são dois mil anos de história. São dois mil anos que existe a Igreja, construída por Jesus, que dando a vida com seu amor, e nós nascemos do lado aberto pela lança do soldado que de lá, jorrou sangue e água. De lá que nós nascemos e esta água, este sangue nos lava, nos purif**a. Ter esta presença de Pedro, do sucessor de Pedro que nos mantém no caminho da unidade.

E Jesus conhecia Pedro, sabia de suas empolgações, também conhecia suas fraquezas. Naquela noite, quando Jesus foi preso, processado lá no palácio dos sacerdotes, negou de conhecer Jesus por três vezes, e Jesus confiou a ele a Igreja. A Igreja caminha há dois mil anos, altos e baixos, crises, e até escândalos, porém, a Igreja continua viva, porque a obra de Deus, que é Cristo, a constrói. E de vez em quando, nos momentos de crise, Deus manda alguém para sacudir a Igreja, para que a Igreja se renove, para que a Igreja volte a sua origem. Assim aconteceu no tempo de São Francisco. São Francisco se sentiu chamado a reconstruir a Igreja, antes se pensava que se tratava de reconstruir a igreja de São Damião, mas depois, entendeu que devia trabalhar para renovar a Igreja, e não fez o que fez Lutero, que era padre católico, que saiu da Igreja, criou uma outra igreja. Não! Os verdadeiros santos, todos eles perceberam que a Igreja se muda a partir da mudança de nós mesmos. Antes de querer que os outros se convertam, cada um de nós tem que se converter e sou eu que tenho que mudar primeiro.

Então, o testemunho bonito destes homens de São Francisco, de São Domingos e de tantos outros, fizeram a diferença na Igreja. A Igreja continua a se renovando, e temos esta graça de ter o sucessor de Pedro que nos mantém na unidade. E na Igreja Católica esta presença bonita da mãe de Jesus. Inexplicável!
Ninguém é amado, venerado, quanto ela em todo lugar.

Em todo lugar, é exatamente a vocação da mãe. A ela, também, esta noite confiamos a nossa paróquia para que se mantenha unida, as nossas comunidades, as famílias unidas, os casais unidos, porque há sempre uma tentação. o diabo, que divide e quer nos separar de Deus, dos irmãos. E a mãe, aquela que une, que procura manter todos nós neste espírito de comunhão e de harmonia.
Então, confiemos a nossa vida, a caminhada da Igreja, os nossos propósitos de bem, e que cada um procure nestes dias, ter um momento para responder pessoalmente a Jesus, que quer saber: o que tu pensas de Mim, quem sou Eu para ti, que lugar tenho na tua vida?

Que cada um possa dar sua resposta pessoal. E dizer a Jesus: eu não posso viver sem Ti, Tu és a minha força, a minha luz, a minha esperança, o meu amparo. Tu és o meu rochedo, Tu és o meu Deus e Senhor. Amém.
Nova Timboteua, 23 de agosto de 2026.
Fotos: Pascom Nova Timboteua

23/08/2026
22/08/2026
Homilia de dom Carlos Verzeletti na Solenidade da Assunção de Nossa SenhoraQueridos irmãos e irmãs,Estamos celebrando a ...
19/08/2026

Homilia de dom Carlos Verzeletti na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
Queridos irmãos e irmãs,
Estamos celebrando a Missa da vigília da Assunção de Nossa Senhora. A primeira leitura nos fala da Arca de Deus. Nela estavam guardadas as tábuas de pedra onde estavam escritos os Dez Mandamentos. Se havia um lugar sagrado para os judeus era o Templo. Mas o lugar mais sagrado do templo era a Arca, chamada a Arca da Aliança. A Arca foi acompanhando o povo de Israel desde o Monte Sinai até a Terra Prometida, acompanhou a viagem ao longo daqueles 40 anos.

No começo a Arca estava guardada numa tenda, depois quando Salomão, o filho de Davi construiu o templo de Jerusalém, então, lá no templo, do santo dos santos, era naquele lugar que se entrava só uma vez por ano, para a festa do Kippur. Era o lugar mais sagrado. Mas, antes que Salomão construísse o templo, Davi tinha arca da Aliança fora de Jerusalém, e quis trazer a Arca para dentro da cidade, através de um cortejo, de uma festa bonita, com cânticos, com toques de tambores, de trombetas, com sacrifícios de animais, afinal, Arca era o símbolo de Deus que presente na Arca que caminha com seu povo.

A Igreja, desde o começo, sempre fez uma leitura dizendo: Nossa Senhora é a verdadeira Arca que traz para a humanidade, a presença viva de Deus. Deus se fez carne em Maria. Agora, aquela Arca que guardava as tábuas da lei, já passaram para trás, porque Deus mesmo se fez carne no ventre de Maria, então, a partir desta reflexão, a Igreja sempre disse: Maria é a verdadeira e definitiva Arca. Mas, esta entrada para Jerusalém, traz para nós, esta outra lição: Maria que ao longo de sua vida, acompanhou Jesus, seu Filho, que sempre procurou em tudo fazer a vontade de Deus. Maria, no final de sua vida, depois de sua morte foi levada em corpo e alma para o céu, e está junto de Deus. Então, a Arca que é Maria, está já na nova Jerusalém, já faz parte da Glória de Deus.

E nós queremos tirar uma lição de tudo isso. No Evangelho nos traz esta mensagem: Jesus já estava falando, e repente uma mulher animada por causa das palavras de Jesus, por causa daquilo que Ele dizia, pelo seu jeito de comunicar. Aquela mulher tinha percebido que Jesus não era um simples homem, um homem qualquer, mas era muito mais que Deus se manifestava n’Ele, aquela mulher explodiu quando com esta frase bonita: ‘feliz o ventre que te trouxe, e os seios que te amamentaram.’ Esta mulher não conhecia a mãe de Jesus, mesmo assim, faz este louvor à mãe e diz: se Tu és assim, como deve ser grande a mãe, como deve ser abençoada a mãe, por isso disse: ‘feliz o ventre que te trouxe’, a Arca é Maria, ‘os seios que te amamentaram.’ Maria que acolheu Jesus, que O gerou, que cuidou d’Ele desde pequenino, que educou, e que depois, O acompanhou até a Cruz.

Diante desta exclamação tão bonita, o que Jesus diz: ‘Quem ouve a palavra de Deus e a põe em prática, ‘Jesus não estava desprezando a mãe, pelo contrário, porque Maria antes de dar à luz ao seu Filho na carne, já tinha acreditado em Deus, tinha escutado a palavra de Deus, tinha ouvido e colocado em prática a palavra de Deus. Então podemos dizer duas vezes abençoada, e Jesus disse: ‘felizes!’ por isso está dizendo que, também nós, se ouvirmos a palavra de Deus e a praticarmos, também nós podemos gerar Jesus, também nos tornamos Arca de Jesus, aliás, desde o dia do nosso Batismo, Deus fez sua morada em nós. O Pai, o Filho, o Espírito Santo habita em nós, desde aquele dia. É que nós nos esquecemos desta presença extraordinária, de tal forma que, se é verdade que Deus se manifestava naquela Arca, lá no tempo de Davi e que depois, a verdadeira Arca se tornou Maria, porque deu à luz ao seu Filho, também é verdade que cada um de nós é esta Arca, que traz a presença de Deus, daí que devemos nos respeitar uns aos outros.

Aquela questão da dignidade humana! Em que consiste a dignidade humana? Consiste em reconhecer a presença de Deus em cada pessoa, e isso transforma as nossas relações, faz com que nós possamos ter um compromisso de respeito, de reconhecimento do outro. Então, que bonito! Nós, escutarmos estas palavras de Jesus, seremos felizes se ouvirmos a sua Palavra e se a praticamos.

E nós estamos caminhando, procurando escutar e praticar a Palavra. Maria já terminou a sua caminhada aqui na terra. Todos os que nascem, todos morrem. Também nós, todos iremos passar pela experiência da morte. Nós recebemos de nossos pais a vida biológica, esta vida biológica termina, e a gente pequenino vai crescendo, se torna um adulto forte, bonito, mas depois, quando o tempo começa a aparecer os cabelos brancos, a gente f**a careca, as juntas f**am travadas, a gente começa a sentir dor para cá, para lá, os galhos secam, é este corpo vai desmontando, vai se desfazendo, não tem como! E nós morremos, e também a mãe de Jesus morreu, como? É que Maria não morreu, é claro que! Nesta festa da Assunção se fala de Maria que dormiu. Os primeiros cristãos sempre quando alguém morria, não diziam que morria, dizia que dormia, e que um dia ia acordar, seria despertado para a ressurreição, de tal forma que, o lugar onde os cristãos enterravam os seus finados, era chamado de dormitório, traduzido em português: cemitério. O cemitério que é? O lugar daqueles que dormem na espera da ressurreição. Jesus verdadeiro Deus e verdadeiro homem morreu, morreu. A mãe de Jesus , também morreu! Mas como Jesus ressuscitou no terceiro dia, quando a sua mãe terminou a sua caminhada aqui nesta terra, Jesus fez questão de levá-la consigo em corpo e alma para o céu, porque não podia aquele corpo passar pela corrupção, não podia ser destruído porque era um corpo abençoado, o mais abençoado.
E aqui as palavras do apóstolo Paulo, iluminadoras, diz: quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade, e este ser mortal este tiver vestido de imortalidade, então a morte foi tragada pela vitória. Fala de um corpo que é corruptível, que se desfaz. é exatamente o corpo que recebemos de nossos pais, é a vida biológica, não tem como! Mas, pelo Batismo, nós recebemos uma vida divina, então nós cremos que a nossa pessoa não poderá ser destruída por nada, e pela ressureição de Jesus, porque Ele deu a vida por nós, e nos salvou do pecado, da morte, nós cremos, exatamente, que receberemos a vida eterna.

Jesus dizia a Marta: ‘Eu sou a Ressurreição e a Vida! Quem crê em Mim, mesmo sem morrer, ressuscitará, e esta festa da Assunção, vem-nos lembrar exatamente isso. Nós fomos criados para a imortalidade, para a eternidade. É quase instintivo, ninguém quer morrer, é claro! Fomos criados para a eternidade, para a imortalidade, então para nós, a morte, é uma passagem, é uma passagem, o corpo vai se desfazendo, vai virar terra, viemos da terra e a terra voltamos, fomos criados para a eternidade com esta convicção profunda, que na ressurreição final, nós ressuscitaremos glorif**ados, o corpo todo, a nova pessoa, tudo. Não ressuscitar somente a alma. É a pessoa de cada um de nós, nossa integridade plena. Então vamos fazer a experiencia de ser glorif**ados. Experimentaremos a mesma Glória de Jesus e a Glória que Maria está experimentado no céu.

É bonito imaginar a mãe de Jesus, que olha para nós, e que nos encoraja a ser fiéis a Jesus, a praticar o Evangelho, a amar, a fazer o bem. Quem ama! Não morre. A única coisa que levaremos conosco, no final da vida, será o amor que nós praticarmos, o resto não serve para nada. o amor é eterno, a morte não pode destruir o amor. Então, já aqui, enquanto passamos neste mundo, transcorremos alguns dias aqui, toda vez que amamos e fazemos o bem, nós já estamos antecipando o céu, já estamos preparando o céu, e Nossa Senhora nos encoraja, e nós: coragem! Pra frente! Coragem, exatamente nos aponta a casa final, o destino que nos espera, que não é o cemitério.

Então, esta festa da Assunção, nos anima aqui, a fazer o Reino agora, a reconhecer que Deus está presente em nós, e presente no outro. E reconhecer, então, que nós e os outros, somos Arca que manifesta a presença de Deus, fazer o bem, amar na esperança da feliz ressurreição.
Que bonito! A morte foi tragada pela vitória, ó morte, onde está a tua vitória, porque parece que quem sempre venceu, quem tem a última palavra é a morte, porque todo dia nós assistimos a partida de alguns irmãos, familiares, amigos conhecidos. A morte tá todo dia nas nossas cidades: um caixão indo na direção do cemitério, então, se a impressão de que a morte é a vencedora, mas desde que Jesus morreu, com sua morte Ele venceu a morte.

E aqui São Paulo diz Deus: ‘o aguilhão da morte é o pecado, o aguilhão que nos mata é o pecado, daí que, Jesus nos libertou do pecado, de quem procura viver na graça de Deus, participa da vitória de Jesus.

E nós estamos aqui celebrando a Assunção de Nossa Senhora, exatamente, nestes dias de festejo em honra da nossa padroeira, com este título bonito: Nossa Senhora das Vitórias, a vitoriosa. É ela, não porque ela foi grande, não porque ela usou o poder, a força, não! A mulher humilde, a pequenina que confiou em Deus, que se abandonou nas suas mãos, que acompanhou o seu Filho, até o fim. Ela é a senhora da Vitórias, e ela nos diz que, também, nós podemos vencer o mal, que também nós podemos fazer o bem, que também nós temos uma missão a cumprir neste mundo: transformar o mundo com a nossa bondade, transformar as nossas famílias para que seja, um lugar de convívio fraterno, de respeito, de amor, de mútua ajuda.

A mãe de Jesus, Nossa Senhora das Vitória, Nossa Senhora assunta ao céu, nos diz: coragem, mesmo coragem nos momentos difíceis da vida, mesmo nas horas de crise, de cansaço. Não desvaneça, não desista, é necessário lutar contra o pecado, lutar contra o egoísmo que está dentro de nós. Lutar contra as paixões erradas, para podermos permanecer fiéis a Jesus, e nesta luta não estamos sozinhos, nos sentimos acompanhados por Jesus e por Maria, daí o compromisso diário da oração. A devoção manifestada à mãe de Jesus, através da oração do Rosário, da Ave Maria, sentir que a mãe nos acompanha, que escuta nossos pedidos, que atende nossas necessidades, que intercede junto de Jesus, por todos nós.

Então, meus irmãos, meus amigos, ânimo! Coragem! a porta do céu está aberta, e Nossa Senhora está lá na porta, nos esperando para nos acolher e nos introduzir ao encontro do seu Filho Jesus. Amém.
Marapanim, 14 de agosto de 2026
Festividade de Nossa Senhora das Vitórias
Fotos: Pascom

Sãᴏ Mᴀxɪᴍɪʟɪᴀɴᴏ Mᴀʀɪᴀ Kᴏʟʙᴇ, ᴏ Sᴀɴᴛᴏ MáʀᴛɪR*Parque dos Castanhais, periferia da grande Castanhal, lá encontramos a Igrej...
16/08/2026

Sãᴏ Mᴀxɪᴍɪʟɪᴀɴᴏ Mᴀʀɪᴀ Kᴏʟʙᴇ, ᴏ Sᴀɴᴛᴏ MáʀᴛɪR
*Parque dos Castanhais, periferia da grande Castanhal, lá encontramos a Igreja dedicada a São Maximiliano Kolbe. Na parede frontal tem um número: 16670. Não é endereço postal, mas a identidade do prisioneiro frei Maximiliano Kolbe, no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

Na última sexta-feira, dia 14 de agosto, diante de uma assembleia atenta, silenciosa, dom Carlos Verzeletti, na Missa do dia de São Maximiliano Kolbe, reconta a história de vida desse santo, mártir da caridade.

Na íntegra a Homilia de Dom Carlos.
Queridos irmãos e irmãs, nos encontramos aqui, nesta noite, festejando um homem grande. Um pequeno homem que se tornou grande, porque muito amou. E não amou alguém que ele conhecia, mas alguém que lhe era desconhecido. Diante dele havia um pai de família, chorando, porque não ia mais ver os seus filhos e esposa, imaginando a morte trágica que ia acontecer consigo, e lá, de repente, uma voz levantou, dizendo: ‘deixai que eu fique no lugar dele! Nestas palavras, nesta escolha que são Maximiliano fez, podemos sentir o tamanho do seu coração, e se revela toda a sua vida, porque ninguém nunca chega a querer morrer no lugar do outro, assim de repente, a não ser se ao longo da vida já estava acostumado a amar os irmãos, a dar a vida pelos irmãos.

É bonita a vida de São Maximiliano. Quando criança, ele teve uma visão com Nossa Senhora, que apareceu para ele, oferecendo-lhe duas coroas: uma branca e uma vermelha, perguntando qual das duas ele ia escolher, e ele respondeu: as duas. A coroa branca - sinal da pureza, e a coroa vermelha, sinal do martírio. Na sua juventude se sentiu chamado para a vocação sacerdotal e a vida religiosa, e os que o conheceram, testemunham que, já no meio dos jovens, era alguém que fazia uma diferença: atraia, encantava e, quando jovem, era atraído pelo amor que ele tinha ao Imaculado Coração de Maria. Ele fundou a Milícia, que depois se espalhou no mundo inteiro. Ele, com outros jovens, começou a escrever, divulgar, publicar um pequeno jornalzinho com poucas cópias, mas estas cópias depois se tornaram milhares, milhões.
O amor a Nossa Senhora.

Ele tinha entregado o seu coração a ela, e tinha prometido de ser fiel e viver sua vida na pureza. Se tornou padre, e que padre! Padre santo, admirado por todos. O espírito missionário dele o levou longe, até o Japão. Nascido na Polônia e estudado em Roma, foi enviado ao Japão, exatamente para evangelizar, e ele tudo fazia, sentindo-se protegido e acompanhado por Maria.

Então, certo dia, ele fez questão de acrescentar ao seu nome o nome de Maria. Antes era Maximiliano Kolbe, depois, Maximiliano Maria Kolbe: ‘eu sou de Maria, eu pertenço a ela em tudo, ela me acompanha em tudo, e quando voltou do Japão, já a Milícia da Imaculada exigia uma presença maior por parte dele.

Nós estamos falando dos anos de 1930, no começo da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa estava virando uma pólvora: guerras por todo os lados. E uma das piores desgraças do mundo, foi exatamente, aquele movimento que tinha como cabeça: Hi**er, o chefe da Alemanha, querendo dizimar, eliminar de vez todos os hebreus, porque eram considerados uma raça impura. Hi**er dizia que a raça pura era a raça dos alemães, e começou a mandar soldados, polícia para todo lado para prender esses hebreus, e esses hebreus pediram ajuda, socorro, e foram pedir também hospitalidade, ajuda, no convento onde estava o frei Maximiliano Maria Kolbe, e ele dizia: temos que abrir as portas! E de fato já fazia há alguns anos que ele acolhia no convento, pessoas pobres, os hebreus também, e os escondia, preparava falsos documentos para eles fugirem. Quando a polícia alemã descobriu que lá havia uma comunidade de frades que defendia os pobres, e que na frente desses, estava frei Maximiliano, disseram: estão presos. Prenderam frei Maximiliano e os outros, e os levaram num campo de concentração na Polônia, um campo que tinha o nome de Auschwitz. Lá, onde morreram milhares e milhares de pessoas fuziladas, colocadas dentro da cadeia, sem comida, morriam de fome, e até cremados, milhares e milhares de crianças, jovens, adultos. Nesse tempo foram mais de 6.000 000 de hebreus que Hi**er mandou matar.

No ano de 1941, o frei Maximiliano foi preso e levado para o campo de Auschwitz, lá onde tinha outros milhares de presos, quase sem comida, tendo que trabalhar em trabalho pesados, e mesmo na prisão, Maximiliano continua a exercer o seu ministério de sacerdote, consolando, animando, confortando, repartindo até o pouco da comida que ele tinha.

E foi no dia 04 de agosto de 1941, quando fugiu um prisioneiro do bunker onde estava também o frei Maximiliano. E a regra era esta: fugindo um prisioneiro, dez seriam mortos no lugar daquele que fugiu. E assim os soldados reuniram todos os que estavam na bunker, e foram levados na frente do pátio. E começaram a escolher os dez. foram puxados à frente, pois eram os escolhidos para ser mortos. E foi exatamente nessa hora, que um pai desesperado que tinha sido chamado à frente, começou a gritar que não ia mais ver a esposa e os filhos, chorava desesperadamente, e frei Maximiliano saiu das fileiras e disse: ‘eu no lugar dele, não tenho filhos, nem esposa.’

Lá dentro, em Auschwitz, ninguém tinha nome, naquela roupa de presos cada um carregava um número, e aqui fora da igreja, está pintado o número dele: 16.670. A pessoa não valia nada, era um número. O comandante da polícia ficou assustado diante do que escutava. Todos f**aram assustados: ‘esse homem é louco! Como é que nós...!

E nós, aqui, iriamos reagir do mesmo jeito? Quem de nós está pronto a dar a vida pelo outro? Nem conhecia essa pessoa, nem sabia quem era! Mas, quando alguém encontra Jesus, quando alguém se sente amado por Jesus, quando alguém escuta o Evangelho e deixa que a Palavra tome conta do seu coração, não pode fugir.

Quantas vezes frei Maximiliano Kolbe tinha não só lido, mas tinha também meditado aquelas palavras que Jesus disse, durante a Última Ceia, que foram proclamadas agora no Evangelho: “Que vos amei uns aos outros, assim como Eu vos amei.
Como é que Jesus nos amou? Amou com palavras? Jesus não nos amou com palavras, Jesus não nos amou um pouquinho, com conta-gotas. Jesus não nos amou, assim, com o pensamento; Jesus nos amou dando a vida por nós, morrendo por nós, no nosso lugar, tomando nosso lugar, e morreu por mim, por você. Não porque nós prestávamos, não porque nós éramos bonitinhos, os melhores do que os outros, não! Porque éramos parentes, simpáticos! Morreu para nos salvar, na gratuidade.

Estas palavras de Jesus, este seu mandamento, o novo mandamento que muda o mundo. O mundo não vai mudar com Trump, com Putin. Não são esses grandes que continuam matando. Não são eles que vão mudando a história do mundo, pois quem muda a história do mundo, são os homens que amam, que perdoam, que servem, que dão a vida. Mas, além destas palavras, Jesus disse: “amai-vos como Eu vos amei!”. Nós amamos, já é uma coisa! Nós todos amamos, mas será que nós amamos como Jesus? Estamos tentando, nos esforçando! Além disso, Jesus, ainda falou: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos.” ... Maravilha! O esposo dá a vida pela esposa, os pais dão a vida pelos filhos! ... dar a vida pelo irmão. Que bonito!

Quando lemos as notícias: aquele filho deu um rim ao pai que estava em perigo, ...mas aqui é dar algo em família, mas aqui o fato é que não se conhece. É certamente algo de extraordinário isso que ouvimos. Ficamos encantados com o testemunho, com esta decisão, por esta entrega de São Maximiliano. E então, ele foi levado num bunker, no subsolo com os outros, e lá deixado sem comida e sem água, com fome, e o que espantou não só a polícia, acho que também deixou todo o campo assustado, e que eles o viam de longe, porque havia uma fresta naquele bunker, os viam de longe esses homens cantando, rezando, e foi ele, Maximiliano que animou, que acompanhou cada um até o final.

Ele foi o último a morrer e na verdade, os outros todos já tinha morrido e quando a polícia desceu, pensando que ele estava morto, ele estava ainda resistindo: sereno, consciente que estava indo ao encontro da morte. Para matá-lo tiveram que injetar uma substância no corpo dele, e teve uma morte atroz, sentindo dores horríveis. E logo, junto com os outros foram colocados no formo para serem cremados. Viraram cinzas, mas, todos aqueles que assistiram, testemunharam: aquele pai que teve a sua vida salva, no final da guerra, e isso aconteceu em 4 de agosto, ele disse: eu tomo o lugar dele e dez dias depois, 14 de agosto, como a festa de hoje, ele morreu e foi cremado, e em 1945, quando terminou a guerra, aquele pai conseguiu sobreviver. Ele andou no mundo inteiro contando essa história, falando para todo mundo, e o papa São João Paulo II, em 1982 proclamou Maximiliano Kolbe, santo e mártir, aquele pai de família estava lá com a sua esposa e com os filhos e netos, dando testemunho e foi chamado Mártir da Caridade.

Nós, ouvimos aqui na primeira leitura, São João, dizendo o seguinte: “nós passamos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos.” Quem ama não está mais na morte, está na vida. E mesmo se São Maximiano Kolbe passou da vida para morte, mas na morte dele, ele estava plenamente vivo, porque, no final da vida, o que é que sobrará? Não sobrará nada! A única coisa que sobrará é o amor que nós vivemos aqui no mundo. Quem ama vive para sempre, porque o amor é eterno, e nem a morte pode eliminar o amor, nada.’
E olha o que diz, sempre São João: ‘quem não ama, permanece na morte, não ama não tem futuro, não tem esperança. Quem não ama, pode estar vivo, mas está morto, e quantas pessoas que não amam, quantas pessoas que odeiam os outros, que fazem o mal, que matam, agridem. Quanta violência! Quando a gente abre o jornal, liga a televisão, a gente f**ar espantado diante de tanta violência, de tanto mal.

“Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida”. Tu podes dizer: mas eu não matei, mas se tu odeias, tu és homicida.” O primeiro homicida da história, lembram? Foi Caim que matou o seu irmão, de inveja, ciúme, e é uma história antiga que continua ainda hoje.

Quando você sente dentro de você algo de negativo, a vontade de se vingar, você pense bem! Você está escolhendo o caminho da morte. O pai que instiga o filho porque recebeu uma ofensa e pede de vingar-se, este pai não é um pai, é um monstro que está instigando ao ódio. Nós somos animais, mas animais inteligentes, que recebem o Espírito de Deus, e quando nós nos esquecemos que somos filhos de Deus, e deixamos estas forças instintivas, animalescas agirem dentro de nós, reagimos, nós fazemos besteiras, é o animal que destrói, que mata.

Alguém tinha dito tempos atrás, que o homem é um lobo, uma fera para o outro homem. Quando deixamos soltos estes instintos de violência, nós somos, estamos mortos, escravos, não tem cultura, não tem esperança para nós. Mas nós conhecemos o amor do Senhor. Logo, nós sabemos o caminho que devemos percorrer, e um dia, que não é impossível, porque ao longo da história, quantos homens e mulheres, entre eles, nós hoje colocamos para todos nós, como exemplo: São Maximiliano! Quantos homens e mulheres deram suas vidas, amaram, fizeram o bem, souberam perdoar, e esses homens e mulheres nos encantam.

E agora, qual é a missão que nós levamos para casa? É amar, saber perdoar e não ser agressivos nem com gestos, nem com palavras. Quando nós deixamos a fera, o animal que está dentro de nós, solto! Fazemos besteira. Viver o amor em casa, viver o amor com os colegas de trabalho, dar alguma atenção a aqueles que ninguém ama, esquecidos. Viver dando bons exemplos às crianças, para que elas cresçam num ambiente sadio e não fique espantados diante do mau exemplo dos adultos. Nós somos chamados a amar, mas não amar assim: eu amo, ah! eu amo. Temos que amar não com palavras, mas com obras.

E assim termina a primeira leitura: ‘meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e verdades. Peçamos que São Maximiliano seja de exemplo para nós, para que nós sejamos construtores de paz, neste mundo de tanta violência.

Não sigamos aqueles que escolhe a força, a agressão, para mandar, desmandar. Que nós possamos nos deixar conduzir, sempre, em tudo, pelo amor.
Assim nós pedimos a São Maximiliano Kolbe que reze por nós e por todos. Amem.

Igreja de São Maximiliano Maria Kolbe, Castanhal, 14 de agosto de 2026.
Fotos: Alysson Jr. Pascom Cristo Jovem
Fotos de arquivo de Vânia Sagresti- Pascom Diocese de Castanhal

Endereço

Rua Major Wilson
Castanhal Grande, PA
68742-530

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