28/03/2026
Nosso último encontro quaresmal: virtude da caridade. 💜
A caridade é a virtude teologal (dada por Deus) que nos leva a amar a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. (cf. Cat. n. 1822). Amar o próximo sem ser por amor a Deus é filantropia, mas não caridade. Santo Agostinho disse que: “A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos.” (Comentário ep. João, 10,4). A caridade, ou seja, o amor a Deus deve ser o princípio e a finalidade de todas as nossas obras e intenções - sem isso, tudo o que fizermos de nada vale aos olhos de Deus, ao ponto que, ao contrário, por menor que sejam nossas obras, se feitas por amor, se tornam grandiosas. Fruto do espírito e da plenitude da lei, a caridade guarda os mandamentos de Deus “Permanecei no meu amor. Se observades os meu mandamentos, Permanecerei no meu Amor “ ( joao 15,9-10). O amor a Deus brota em nosso coração o profundo desejo de não ofender a Deus e fazer a sua vontade, para lhe agradar, ou seja, cumprir seus mandamentos. Quando amamos, cumprimos todas as outras virtudes, porque o amor é justo, bondoso, temperante, prudente, paciente e capaz de suporta as maiores dificuldades. “Ama e fazes o que quiseres”. Cremos no amor de Cristo (fé) e nele esperamos (esperança). O amor é tudo. É o amor que renova nossos ânimos, que torna o julgo de Cristo leve, que dar sentindo à lei de Deus, que nos torna fiéis até o fim. O amor, também, desperta em nós a pressa de corresponder ao Amor que recebemos imerecidamente de Deus: não amanhã, mas hoje, agora! que é tudo o que temos. “Para amar-te nesse mundo só tenho hoje.” Todas as outras virtudes, um dia, alcançaram seu fim, mas a caridade jamais passará: amaremos a Deus, em plenitude, no hoje eterno do céu.