16/05/2026
Aconteceu no último dia 13 de maio a Roda dos Ancestrais 2026, evento promovido pela Associação dos Povos de Terreiros de Caruaru (APTC), reunindo sacerdotes, sacerdotisas, lideranças religiosas, filhos e filhas de santo e representantes dos Povos de Terreiros da cidade no Anfiteatro do Monte Bom Jesus, em Caruaru.
A atividade foi marcada por momentos de espiritualidade, memória, resistência e valorização das tradições afro-brasileiras, reafirmando a importância da ancestralidade dentro das religiões de matriz africana. Com a identidade voltada ao culto dos Ancestrais, especialmente das pretas e pretos velhos, a Roda dos Ancestrais tornou-se um espaço de reverência àqueles que abriram caminhos, transmitiram saberes e mantiveram viva a fé dos terreiros ao longo das gerações.
Durante a programação, foram homenageadas importantes personalidades ligadas à cultura, à religiosidade e à história do povo de terrereiro em Caruaru. Receberam homenagens o ex-vereador Lambreta, Sebastião Fernando Dias de Oliveira, em memória, reconhecido por sua trajetória de compromisso com o povo caruaruense; Mãe Lia de Ogun, referência de fé e acolhimento; Pai Batatinha de Iemanjá, símbolo de dedicação à espiritualidade e à cultura afro-brasileira; e Mãe Dulce de Ogun, reconhecida por sua caminhada de resistência, sabedoria e cuidado comunitário.
A Roda dos Ancestrais também destacou a importância de manter viva a memória dos sacerdotes e sacerdotisas falecidos, que dedicaram suas vidas ao sagrado, ao cuidado espiritual e à preservação das tradições ancestrais. Para os Povos de Terreiros, cultuar os ancestrais é reconhecer a continuidade da vida, da memória e da força espiritual que permanece guiando os caminhos das comunidades tradicionais de matriz africana.
Além das homenagens, o encontro fortaleceu o debate sobre respeito religioso, valorização cultural e preservação das práticas ancestrais, reafirmando o papel dos terreiros como espaços de acolhimento, resistência e produção de conhecimento. A Roda dos Ancestrais 2026 encerrou-se em clima de união, fé e gratidão, celebrando a ancestralidade como patrimônio vivo da cultura afro-brasileira em Caruaru.