Igreja Adventista De Bela Aurora

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27/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Quinta-feira - 27 de agosto

*Uma definição do amor*
Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não O conheceu. 1 João 3:1

No livro O Homem em Busca de um Sentido, o psiquiatra austríaco Viktor Frankl relata sua experiência em um campo de concentração nazista. Em um momento de dor extrema, ele se lembrou de sua esposa, cruelmente separada dele. Enquanto caminhava com outros prisioneiros no frio intenso do inverno, quase sem roupas e a caminho do trabalho forçado, a dor era insuportável. Mesmo nessa situação, Frankl se lembrou de sua amada e isso o ajudou a entender mais profundamente o amor de Deus. Ele disse:

“É a primeira vez na vida que experimento a verdade daquilo que tantos pensadores ressaltaram como a quintessência da sabedoria, por tantos poetas cantada: a verdade de que o amor é, de certa forma, o bem último e supremo que pode ser alcançado pela existência humana. Compreendo agora o sentido das coisas últimas e extremas que podem ser expressas em pensamento, poesia – e em fé humana: a redenção pelo amor e no amor! Passo a compreender que a pessoa, mesmo que nada mais lhe reste nesse mundo, pode tornar-se bem-aventurada – ainda que por alguns momentos – entregando-se interiormente à imagem da pessoa amada. Na pior situação exterior que se possa imaginar, numa situação em que a pessoa não pode se realizar através de alguma conquista, em que sua conquista pode consistir unicamente num sofrimento, com a cabeça erguida, nesta situação a pessoa pode se realizar na contemplação amorosa da imagem espiritual da pessoa amada que ela traz dentro de si. Pela primeira vez na vida entendo o que quer dizer: ‘Os anjos são bemaventurados na perpétua contemplação, em amor, de uma glória infinita.’”

Talvez seja esse amor que tenha capacitado os mártires a cantar durante o martírio e morrer louvando a Deus. Esse é o amor que devemos buscar para amar a Deus com todo o nosso coração, nossa alma e nossa mente. Acredito que esse amor vem de Deus, mas também deve ser cultivado e praticado na vida cristã. Ele é o amor dos cristãos maduros, que conhecem a Deus profundamente. Busquemos mais esse amor hoje.

26/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Quarta-feira - 26 de agosto

*O homem que roubou a si mesmo*
Porque qual será a esperança do ímpio, quando lhe for tirada a vida, quando Deus lhe arrancar a alma? Será que Deus ouvirá o seu clamor, quando lhe sobrevier a angústia? Jó 27:8, 9

Durante a década de 1920, um ladrão chamado Arthur Barry ficou famoso nos Estados Unidos. Ele era um ladrão de joias muito ágil, com um estilo próprio. Não roubava qualquer pessoa. As damas elegantes de Boston se orgulhavam de anunciar que Arthur Barry havia roubado seus diamantes.

Claro, a polícia não pensava o mesmo dele. Ele era perseguido dia e noite, mas sempre conseguia escapar. Uma noite, porém, foi surpreendido enquanto roubava uma casa. Deram-lhe três tiros, caiu de uma janela, mas acabou fugindo. Finalmente, uma mulher o denunciou, e Barry passou 18 anos na prisão. Quando saiu, foi viver em um pequeno povoado da Nova Inglaterra.

Um dia, souberam onde ele morava e numerosos jornalistas foram entrevistá-lo. Fizeram-lhe as perguntas de praxe, mas um jovem repórter lhe fez uma pergunta perspicaz: “A quem o senhor mais roubou?”

Arthur Barry disse que aquela era a pergunta mais fácil de responder. “O homem a quem mais roubei fui eu mesmo. Eu poderia ter sido um magnata de Wall Street, um empresário de sucesso, se tivesse usado legalmente os talentos que Deus me deu. Tive a chance de prosperar, mas, em vez disso, passei a maior parte da vida na prisão.”

Tristes palavras, não é? Que desgraça é perder as oportunidades da vida e, ao olhar para trás, ver o que poderia ter sido e não foi. Imagine saber que poderíamos ter sido grandes missionários, educadores, empresários ou servidores públicos, mas, ao fim, gastamos o tempo com coisas fúteis? Desperdiçar uma vida valiosa em ninharias é uma tragédia.

Sem dúvida, o mais aterrador é a possibilidade de olhar a cidade santa de fora, sabendo que poderíamos estar lá, mas estamos excluídos. Não se engane com isso. Tome as precauções necessárias para que isso não ocorra. Seria uma tragédia eterna! Não consigo imaginar a dor de um cristão que conheceu a verdade, mas ficou de fora da cidade de Deus. Não permita que isso aconteça com você.

25/08/2026

Terça-feira - 25 de agosto

*A última contribuição de Rachel*
Então ouvi uma voz do Céu, dizendo: “Escreva: ‘Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.’” “Sim” diz o Espírito, “para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Apocalipse 14:13

Rachel Beckwith tinha apenas 9 anos quando morreu, em 23 de julho de 2011. Sua história foi publicada em um artigo do New York Times, intitulado “A Última Contribuição de Rachel”, de Nicholas Kristof. Desde muito pequena, a menina tinha o desejo de ajudar. Aos 5 anos, doou seu cabelo para uma organização chamada Mechas de Amor, que faz perucas para crianças que perderam o cabelo devido ao câncer e outras enfermidades. Depois de cortar o cabelo, Rachel anunciou que o deixaria crescer para doá-lo novamente. E assim fez.

Quando estava para completar 9 anos, Rachel decidiu doar o valor de sua festa de aniversário para construir poços de água na África. Ela pediu aos amigos que, em vez de lhe darem presentes, doassem nove dólares para a organização que faria esse serviço. Sua meta era arrecadar 300 dólares, mas ela se entristeceu ao arrecadar apenas 220 dólares. No dia 20 de julho, Rachel sofreu um acidente enquanto viajava de carro com sua família e ficou gravemente ferida. Seus amigos e membros da igreja, buscando apoiá-la, souberam de sua contribuição e começaram a fazer doações em sua página de internet. Logo as doações ultrapassaram os 300 dólares e, antes de sua morte, chegaram a 47.544 dólares.

Em 23 de junho, Rachel foi desligada dos aparelhos. Seus pais decidiram doar seu cabelo mais uma vez, além de vários órgãos, para dar vida a outras crianças. A contribuição de Rachel continuou crescendo, ultrapassando a marca de um milhão de dólares.

O mesmo acontece quando, com amor, comunicamos o evangelho de Jesus. Pode ser que, por intermédio de você, convertam-se apenas algumas pessoas, mas você não sabe onde essa corrente de conversões pode chegar. Quando você semeia o evangelho com amor, o Espírito Santo multiplica seus esforços, e os resultados são eternos. Você aceita ser usado por Deus?

24/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Segunda-feira - 24 de agosto

*A maior prova de amor*
Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; portanto, também nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos. 1 João 3:16

No verso de hoje, o apóstolo João encoraja seus leitores a cultivar um amor tão profundo que, se necessário, os leve ao sacrifício supremo. Entregar a vida por outra pessoa é a maior prova de amor. No entanto, o amor que Cristo demonstrou foi ainda mais grandioso, pois Ele não entregou Sua vida apenas por Seus irmãos, mas também por Seus inimigos.

No livro O Homem em Busca de um Sentido, Viktor Frankl narra a história de Janusz Korczack, um médico polonês que dirigia um orfanato em Varsóvia. A história não lhe fez justiça, talvez porque poucos souberam de seu amor sacrificial. Mas os judeus não o esqueceram. Em sua homenagem, ergueram uma estátua no Yad Vashem, em Jerusalém, onde está localizado o Museu do Holocausto. A inscrição diz: “O doutor Korczak fundou um orfanato para salvar os filhos de judeus assassinados quando os nazistas aniquilaram o gueto de Varsóvia. Em 1942, os nazistas deportaram seus órfãos para o campo de concentração de Treblinka e lhe ofereceram a opção de não ir para lá. No entanto, Korczak recusou a oferta e subiu no trem junto com as crianças, segurando dois pequenos órfãos nos braços e contando-lhes histórias alegres. Ele foi morto pelos nazistas por solidarizar-se com seus órfãos. O grande homem não sobreviveu por causa de seu sentido de vida, mas morreu por causa dele. Outros heróis reais foram assassinados por defender um companheiro, por ocupar o lugar de outro prisioneiro na fila, por se recusarem a cumprir uma ordem da SS para agredir alguém ou por compartilhar um pedaço de pão com uma criança faminta.”

Esse amor capaz de sacrifícios tão profundos não pode ser explicado apenas por sentimentos humanos. É algo que Deus coloca em nosso coração. Embora nem todos sejamos chamados a dar a vida por outra pessoa, todos devemos experimentar esse amor supremo em nossa vida cotidiana. Às vezes, é necessário mais amor e coragem para viver dia a dia em consagração a Deus do que realizar atos heroicos em momentos de crise. Você está preparado para viver os princípios da Palavra de Deus, mesmo nadando contra a correnteza?

23/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Domingo - 23 de agosto

*Oito bilhões*
Esforçando-me, deste modo, por pregar o evangelho, não onde Cristo já foi anunciado, para não edificar sobre alicerce alheio. Pelo contrário, como está escrito: “Aqueles que não tiveram notícia Dele O verão, e os que nada tinham ouvido a respeito Dele O entenderão.” Romanos 15:20, 21

A decisão de cumprir a Grande Comissão tem impulsionado a igreja a ir a todas partes do mundo para pregar o evangelho. O apóstolo Paulo proclamou a mensagem desde Jerusalém, passando por toda a Ásia Menor, até a Ilíria (atual Montenegro), na Europa. Nos dias atuais, nossa igreja continua se esforçando para alcançar cada país, região e grupo étnico, cultural e social.

Há alguns anos, a Divisão Sul-Americana adotou um lema que reflete bem o espírito que domina a Igreja Mundial. É preciso ir:

• De país em país, até o último país.

• De ilha em ilha, até a última ilha.

• De cidade em cidade, até a última cidade.

• De povoado em povoado, até o último povoado.

• De aldeia em aldeia, até a última aldeia.

• De casa em casa, até a última casa.

• De pessoa em pessoa, até a última pessoa.

Essa grande missão inclui a responsabilidade de alcançar Vinice Mabansag, a bebê nascida em 15 de novembro de 2022, que se tornou simbolicamente a habitante de número oito bilhões do nosso vasto mundo. Ela nasceu em Manila, nas Filipinas. Vale destacar que Vinice é apenas uma entre vários bebês reconhecidos como parte da marca de oito bilhões de habitantes do planeta.

Os adventistas têm a responsabilidade de levar até ela, e a cada pessoa, a mensagem do evangelho eterno. Hoje, a tarefa de pregar a mais de oito bilhões de pessoas pode parecer humanamente impossível, mas será cumprida quando formos batizados pelo Espírito Santo, assim como os apóstolos no Dia de Pentecostes (cf. At 2:1-13). Você está pronto para assumir seu papel nessa grande missão?

22/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Sábado - 22 de agosto

*O desafio do nariz*
Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do Céu pregue a vocês um evangelho diferente daquele que temos pregado, que esse seja anátema. Gálatas 1:8

Você já se perguntou até que ponto pode confiar nos seus próprios sentidos? Muitas vezes, acreditamos que, se experimentamos algo, então deve ser verdade. No entanto, nem tudo o que experimentamos é confiável. A Bíblia nos ensina que Satanás pode nos enganar. Por isso, Deus é o único em quem realmente podemos.

Um simples experimento comprova isso. Você vai precisar de dois amigos, a quem chamarei Júlio e Mina. Sente-se com os olhos vendados e peça a Júlio que se sente à sua frente e olhe fixamente para você. Peça a Mina que se coloque à sua direita e que siga com precisão as seguintes instruções:

Pegue sua mão direita e dirija seu dedo indicador ao nariz de Júlio. Mova sua mão de maneira rítmica para que seu dedo bata repetidamente no nariz dele, em uma sequência aleatória, como no código Morse. Ao mesmo tempo, com sua mão esquerda, bata em seu próprio nariz. As batidas no seu nariz e no nariz de Júlio devem estar em perfeita sincronia.

Depois de 30 ou 40 segundos, a maioria das pessoas sente algo realmente extraordinário: a impressão de que estão tocando seu próprio nariz a um metro de distância ou que o nariz se deslocou para longe. É uma ilusão fascinante, mas, na realidade, é apenas uma ilusão. Por que acontece isso? O cérebro percebe as batidas do seu dedo no seu nariz e entende que estão em perfeita sincronia. Então, raciocina: “A batida no nariz de Júlio é idêntica às sensações em meu dedo. A probabilidade de que isso seja uma coincidência é zero. Portanto, a explicação mais provável é que meu dedo esteja batendo em meu próprio nariz. Mas, como sei que minha mão está a um metro de distância do meu rosto, isso significa que meu nariz também deve estar a um metro de distância.”

Você percebe como nossos sentidos podem nos enganar? Eu o incentivo a confiar mais no que a Palavra de Deus diz do que na opinião dos seus próprios sentidos. Acredite, é mais seguro.

21/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Sexta-feira - 21 de agosto

*Oskar Schindler*
Liberte os que estão sendo levados para a morte e salve os que cambaleiam ao ser levados para a matança. Você poderá dizer: “Não sabíamos de nada!” Mas será que Aquele que pesa os corações não o perceberá? Aquele que atenta para a sua alma não ficará sabendo? E não pagará Ele a cada um segundo as suas obras? Provérbios 24:11, 12

Oskar Schindler foi um rico empresário alemão que salvou milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Sua história se tornou conhecida por meio do filme A Lista de Schindler, dirigido por Steven Spielberg. O filme alcança o ponto alto quando, após se despedir dos judeus que salvou, ele recebe um anel de ouro como símbolo de gratidão. O anel foi feito a partir do ouro de uma prótese dental de um trabalhador, com a inscrição do Talmude: “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.” Schindler se sentiu lisonjeado, mas também envergonhado e disse:

– É de ouro. Poderia ser vendido para salvar mais uma vida! Poderia ter feito mais, muito mais.

– Oskar – disse Ithzak Stern –, você fez muito; agora há 1.100 pessoas vivas, graças a você. Veja-as!

– Eu desperdicei muito dinheiro, você nem imagina quanto – lamentou-se Schindler entre lágrimas. – Veja este carro, por que o conservei? Poderia ter salvado mais dez pessoas. Veja esta abotoadura, poderia ter salvado mais duas pessoas.

Chorando sem co***lo, ele disse:

– Poderia ter salvado uma pessoa mais. Por que não o fiz?

Isso acontecerá no fim dos tempos. Quantos lamentarão ter vivido pensando somente em si mesmos? Espero que isso não aconteça conosco. Que tipo de pessoa era Oskar Schindler? Um homem que vivia na Alemanha nazista. De onde tirou forças para realizar aquilo? Creio que do mesmo depósito de onde nós podemos tirá-las: do coração de Deus.

Quando o reavivamento chegar ao povo de Deus, veremos a piedade da igreja apostólica se repetir. A Bíblia diz: “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (At 2:45). Hoje é o momento de colaborar com Deus. Peça para Ele derramar amor em seu coração, a fim de que você esteja disposto a servir.

20/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Quinta-feira - 20 de agosto

*Quando a reconciliação é possível?*
Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: “Simão, filho de João, você Me ama?” Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela terceira vez: “Você Me ama?” E respondeu: “O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu O amo.” João 21:17

A Bíblia nos ensina que, para o nosso próprio bem, devemos perdoar aqueles que nos ofenderam, independentemente da gravidade da ofensa ou do arrependimento do ofensor. O perdão é unilateral e sara quem o oferece.

No entanto, a reconciliação nem sempre é possível. Ela depende de ambas as partes, que precisam se empenhar profundamente no processo para que aconteça. Quando, então, é possível restabelecer uma amizade que se rompeu? O escritor Lewis Smedes aponta quatro condições:

1. Compreensão do dano: Quem causou a ferida deve reconhecer a dor e a injustiça que causou. Algumas pessoas ferem os outros sem perceber, mas enquanto não reconhecem o mal causado e não se dispõem a restituir o que foi quebrado e reparar seus erros, não pode haver uma reconciliação genuína.

2. Sentir o impacto: Não basta compreender intelectualmente o problema. É necessário sentir a dor que o mal causou no outro.

3. Sinceridade no diálogo: A conversa cria o espaço para a reconciliação, sendo o momento em que ambos podem expressar suas perspectivas. Deve haver disposição para ouvir o relato do ferido e empenhar-se sinceramente em compreendê-lo. O ferido também deve se assegurar de que o outro compreendeu a dor que causou.

4. Compromisso com o futuro: Finalmente, deve haver sinceridade quanto a um futuro comum, incluindo a promessa de que quem causou o dano não voltará a ferir. A experiência de José é um bom exemplo: ele perdoou seus irmãos e renunciou à vingança antes de se encontrarem. Porém, testou-os para ver se haviam mudado antes que ocorresse a reconciliação. Jesus agiu de forma semelhante.

Esses passos não são fáceis. Requerem amor de quem perdoa e humildade de quem feriu. Também demandam tempo e esforço, e o processo não será perfeito, pois ninguém é. Mas, com a ajuda de Deus, é possível. Ele pode operar um milagre na sua vida. Você aceita?

19/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Quarta-feira - 19 de agosto

*Desculpar não é perdoar*
Porque Ele é a nossa paz. De dois povos Ele fez um só e, na Sua carne, derrubou a parede de separação que estava no meio, a inimizade. Efésios 2:14

O teólogo escocês Hugh Mackintosh definiu o perdão da seguinte maneira: “É um processo ativo da mente e do temperamento de alguém ferido, por meio do qual anula um dano moral para irmanar-se com quem o feriu, restabelecendo a liberdade e a alegria da amizade.” Incrível, não é? O perdão tem o potencial de transformar inimizade em irmandade e trocar dor por alegria. Quando estávamos presos ao ódio e ao ressentimento, foi o perdão que abriu caminho para a confiança e o amor.

Mas qual é o segredo da reconciliação? Segundo Mackintosh, tudo começa quando decidimos anular o “dano moral”. Isso é essencial, porque as feridas que carregamos criam barreiras entre nós e aqueles que nos machucaram. Quando alguém nos fere de forma injusta e profunda, essa dor se torna uma “parede de separação”, impedindo-nos de tratar o outro como irmão, já que a confiança e o amor foram traídos. Essa distância, por mais difícil que pareça, é natural e, muitas vezes, necessária para nos proteger de novas injustiças.

Por isso, desculpar não é o mesmo que perdoar – na verdade, é o oposto. Quando desculpamos alguém, negamos que tenha havido um dano, tornando o perdão desnecessário. Mas, para derrubar a “parede de separação”, primeiro precisamos reconhecer que ela existe.

Isso não significa ser sensível demais. Devemos superar questões triviais, mas reconhecer as feridas profundas. Porém, não basta reconhecê-las. É preciso abrir mão da vingança e, com a graça de Deus, perdoar quem nos feriu.

Quando pecamos, Deus não ignorou nossa culpa. Ele reconheceu sua gravidade, mas foi além: removeu a barreira do pecado, cumpriu a justiça e, por meio de Cristo, restaurou nossa comunhão com o Céu.

Existe algum “problema moral” que o separa de Deus? Convido você a confessar seus pecados e a aceitar o meio providenciado em Cristo para a reconciliação com Ele. Deus não o desculpa. Ele o perdoa. Você não precisa fingir nem se esconder. Apenas aceite a mão estendida em busca de sua amizade.

18/08/2026

*Meditação Jovem - Protagonistas*
Terça-feira - 18 de agosto

*A importância do trabalho*
Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra. Êxodo 20:9

Em 1931, foi publicada no México a primeira Lei Federal do Trabalho. Assim como em muitos países, antes da regulamentação das relações de trabalho, ocorriam grandes injustiças e lutas incansáveis, o que levou à criação de normas para proteger os trabalhadores. Com o passar dos anos, a dinâmica do trabalho mudou. Hoje, por exemplo, enfrentamos graves crises econômicas que ameaçam o emprego de milhões de pessoas.

Na realidade, o trabalho é um dom de Deus, instituído antes da entrada do pecado. Isso significa que ele não tem conotação negativa nem foi imposto como castigo divino à humanidade. A Bíblia afirma: “O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15). No entanto, muitos enxergam o trabalho como uma maldição ou um fardo, algo que prefeririam evitar. Em diversas culturas, a imagem de sucesso está associada à abundância de dinheiro sem a necessidade de trabalho.

Trabalhar é, de fato, um mandamento divino. Isso está implícito no quarto mandamento da lei de Deus. Se Ele nos ordena descansar um dia na semana – o sábado – é porque espera que trabalhemos nos outros seis. Sendo assim, o trabalho faz parte dos preceitos divinos e, de modo algum, deve ser visto como motivo de infelicidade, adversidade ou sofrimento. Pelo contrário, o trabalho é uma bênção de Deus, contribuindo para a formação do nosso caráter e nos preparando para a vida celestial.

Entre os antigos hebreus, era essencial que um jovem soubesse trabalhar. As comunidades israelitas não toleravam jovens desocupados, preguiçosos ou ociosos – todos tinham que exercer alguma atividade. Hoje, é fundamental mudar nossa atitude em relação ao trabalho. Fala-se muito sobre desemprego, mas, ao mesmo tempo, muitos buscam altos ganhos com o mínimo de esforço. Entretanto, a maneira como encaramos o trabalho impacta diretamente nosso desempenho profissional. Por isso, aprender a trabalhar é indispensável. Atualmente, um jovem trabalhador tem um valor inestimável.

Decida hoje mudar sua atitude em relação ao trabalho e peça a Deus que o ajude a enxergá-lo com alegria, gratidão e propósito.

Endereço

R. Princesa Isabel, 109/Bela Aurora
Cariacica, ES
29141-630

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