14/06/2025
Amor. Uma palavra tão dita… mas será que a vivemos?
Dizemos que amamos a Deus, mas viramos o rosto para o irmão na calçada. Entramos na igreja, mas saímos indiferentes à dor de quem sofre. Rezamos com os lábios, mas julgamos com os olhos. Cantamos sobre o Céu, mas esquecemos que o caminho até lá passa pelo outro.
De que adianta falar de fé, se ela não se traduz em amor concreto?
O Evangelho não nos chama a amar “quando der”, “se for fácil” ou “se a pessoa merecer”. Ele nos chama a amar sempre. Principalmente quando dói. Principalmente quando o outro nos fere. Principalmente quando a nossa vontade é virar as costas.
O verdadeiro amor, aquele que muda vidas não é confortável. Ele nos arranca de nós mesmos. Nos leva a enxergar Deus no invisível, no desprezado, no ferido, no inconveniente. No irmão que não tem mais forças nem para pedir ajuda.
Cristo não morreu por quem merecia. Morreu por amor. Amor gratuito, escandaloso, exigente.
E Ele nos pergunta: "Você ama como Eu amei?"
Porque, no fim, não seremos julgados pelo quanto rezamos, mas pelo quanto amamos. Pelo quanto nos inclinamos. Pelo quanto deixamos Deus amar através de nós.
Missão não é fazer o bem de vez em quando. É ser amor todos os dias.
Mesmo cansado. Mesmo sem retorno. Mesmo sem aplausos.
O amor verdadeiro não é um sentimento. É uma cruz.
E quem não aprendeu a carregar a cruz do outro… ainda não aprendeu a amar.
Agradecemos profundamente a cada pessoa que tem caminhado conosco, ajudando a levar esse amor aonde ele mais é negado. Que Deus os recompense com o que o mundo não pode dar: um coração cheio da paz que só nasce no servir