16/07/2020
O CONGÁ (OU CONGÁ) DE UMBANDA
A palavra CONGÁ tem origem no idioma banto, mas está diretamente ligada àquela que na língua latina significa altar, tendo tanto o alto e o acima, como o nutrir, o alimentar por significado. Definição bastante adequada à função desempenhada por todo o CONGÁ, onde se estabelecem pontos energéticos, dos quais o principal é o altar
Vários povos diferentes culturas, através de sua hierarquia espiritual( sacerdotes, xamãs, Pajés e outros) de alguma forma indetificavam locais onde energeticamente estabeleciam relações com suas divindades e onde aí consagração seus cultos e elas, como uma "ponte" entre os humanos e o sagrado, mesmo antes de se fazer templos destinados a seus cultos.
O CONGÁ é o ponto principal de axé do terreiro. Um local consagrado, onde as energias são permanentemente renovadas, através de nossas preces e outros objetos imantados que ali são dispostos, como velas, flores, copos com água, pontos riscados, pedras e imagens.
Imagens por vezes de santos católicos por conta do sincretismo religioso, de caboclos, de pretos velhos, entre outras entidades da UMBANDA
Assim como o CONGÁ, como um todo, é imantado todos os elementos presentes lá também o são. Os símbolos ali presentes são energizados para poderem fazer parte deste ponto sagrado dentro de casa de UMBANDA . É no CONGÁ que o altar suspenso se une a outros pontos energéticos de firmeza espíritual para irradiar a energia por todo o chão, onde os pés descalços absorvem todo o fluído.
Na UMBANDA lidamos com fluídos às vezes muito pesados e uma grande quantidade de pessoas não consegue ainda compreender o verdadeiro objetivo da UMBANDA. O CONGÁ é o mais potente aglutinador de forças do templo, ele é atrativo, condensador, escoador, expansor, transformador. Alimentador dos mais diferentes tipos de energias e de magnetismo. Existe um processo de constante renovação de força que emana do CONGÁ, com núcleo centralizador de todos os trabalhos da UMBANDA.