Presbitério de Campo Grande - PCGE

Presbitério de Campo Grande - PCGE Presbitério de Campo Grande (PCGE)

Hoje, 30/09/2024, às 11h30, estaremos ao vivo com a devocional. Participe!Separe esse momento para ouvir a voz do Senhor...
30/09/2024

Hoje, 30/09/2024, às 11h30, estaremos ao vivo com a devocional. Participe!

Separe esse momento para ouvir a voz do Senhor!

Te aguardamos!

Igreja Presbiteriana do Brasil no Alphaville Lagoa dos InglesesTema: Visão Geral do Livro de 2 Reis: A Sombra Vicária de Jesus CristoTexto Bíblico: 2 ReisPre...

22/04/2023

Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água.Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória.
Salmos 63.1-2

08/04/2022
29/01/2021
19/09/2020
10/08/2020
23/07/2020
14/07/2020

𝗟𝗲𝗶𝗮 𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗯𝗶𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮𝗻𝗼𝘀

Nos últimos dias li muita coisa sobre a indicação do Rev. Milton Ribeiro para ocupar o Ministério da Educação. Muito do que foi dito tem a ver com o fato dele ser um “pastor presbiteriano”. Encontrei termos como: obscurantismo, negativismo, anti-intelectualismo.

Em parte, entendo que para o senso comum do brasileiro, um “pastor evangélico” é uma pessoa com pouco estudo formal, culturalmente alienado, vivendo num ostracismo radical. Soma-se a esse estereótipo, a atitude de muitos pregadores televisivos que insistem em pedir dinheiro à título de dízimos e ofertas, em troca de supostas bênçãos financeiras. Deve ser dito que tal descrição expressa uma forma explícita de preconceito. Achar que todos os pastores agem desta maneira reflete um grave preconceito religioso, presente em nosso país. E, como toda a forma de preconceito, baseia-se numa série de generalizações.

Sou a quinta geração de cristãos protestantes presbiterianos de minha família. Sou membro e pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), assim como o Ministro Milton Ribeiro e o Ministro André Mendonça. A IPB é uma organização religiosa que completará em agosto 161 anos e possui uma tradição teológica e pastoral que remonta à Reforma Protestante do Séc. XVI, sendo uma denominação expoente do cristianismo histórico e da teologia reformada (ou calvinista). E, se você não sabe como alguém se torna um pastor presbiteriano, eu vou te contar.

Primeiro, ele precisa ser membro de uma igreja local. Essa membresia signif**a que ele deve dar provas de uma conversão sincera à Cristo e de um conhecimento dos princípios básicos da fé cristã, contidos nas Escrituras Sagradas. Essa pessoa é recebida como membro após a sua pública profissão de fé, sendo seguida pelo batismo, quando a mesma não foi batizada quando criança ou não recebeu o batismo em outra igreja cristã idônea.

Um homem (sim, entendemos biblicamente que o ministério pastoral é para homens, cabendo as mulheres outros ministérios na igreja) pode se apresentar para o ministério pastoral somente após três anos como membro de uma igreja local. Ele é examinado por conselho, que é formado pelo pastor da igreja e por presbíteros, que são homens leigos eleitos pela membresia para auxiliarem o pastor no governo da comunidade local. Se aprovado, ele se torna um Aspirante ao Sagrado Ministério da Palavra e dos Sacramentos. Por um ano inteiro, o aspirante será avaliado em aspectos morais e espirituais, além de habilidades que são peculiares ao pastorado, no contexto da igreja local.

Sendo aprovado neste período probatório inicial, o aspirante ao pastorado é examinado por um Presbitério, que é uma reunião de pastores e presbíteros de uma determinada região. Se aprovado pelo Presbitério, ele se torna um Candidato ao Sagrado Ministério da Palavra e dos Sacramentos. E, então, poderá ser encaminhado para um seminário.

A Igreja Presbiteriana do Brasil possui seminários teológicos espalhados pelo país. Estes seminários são geridos e administrados com recursos próprios pela denominação. Mesmo se tratando de um curso livre (modalidade de curso que possui regulamentação específ**a por parte do MEC), a formação teológica segue um padrão acadêmico que preza tanto pelo conhecimento geral quanto o conhecimento teológico. Um seminarista presbiteriano estuda filosofia, sociologia, antropologia e psicologia, além de todo aparato teológico. Por experiente, a grade de disciplinas por semestre supera muitas graduações por aí. Se o seminarista não alcançar as médias determinadas pela instituição, ele pode ser desligado do curso. Em geral, a duração do curso teológico é de quatro anos.

Quando se forma, o candidato não se torna automaticamente um pastor. Ele precisa passar novamente pelo Presbitério e ser novamente examinado. Se aprovado, ele iniciará um novo período probatório chamado licenciatura, que pode durar até três anos. Neste período, o licenciado deve dar provas de conhecimento bíblico e teológico, capacidade de ensinar e de cuidar de pessoas. Tudo isso, sob a tutela de um pastor mais experiente.

Sendo aprovado neste processo, o licenciado será novamente examinado pelo Presbitério. Sendo aprovado, ele é ordenado ao Sagrado Ministério da Palavra e dos Sacramentos. Somente, então, ele é denominado pastor ou ministro. E, permanece sob jurisdição de um Presbitério, a quem deve reportar-se e prestar relatórios periódicos por toda a sua vida ministerial.

No pastoreio da igreja que lhe foi direcionada pelo Presbitério, o pastor presbiteriano tem como principal função o ensino. Ainda que lhe seja atribuída a presidência do conselho da igreja ao lado dos presbíteros, sua função básica é a docência e não a administração. Especif**amente, a administração financeira é papel do tesoureiro, que é escolhido dentre a membresia pelo voto do conselho e nunca por uma decisão monocrática do pastor. Além do tesoureiro, a igreja local conta com uma comissão de exame de contas, que verif**a periodicamente as finanças da comunidade e o trabalho do tesoureiro. Tudo é auditado.

A maioria dos pastores presbiterianos cuidam de comunidades de cerca de 100 pessoas. Sua remuneração é estabelecida de acordo com a realidade de cada local e região. Por isso, é comum encontramos pastores presbiterianos que conciliam o ministério pastoral com o trabalho secular, atuando como funcionários públicos, profissionais liberais, comerciantes e empresários. Alguns tem optado por atuar na área do ensino, atuando como professores do ensino médio ao superior, possuindo outras graduações e formações. Poderia citar inúmeros pastores presbiterianos que possuem doutorados e pós-doutorados em instituições renomadas no Brasil e no mundo, mas não é o meu interesse.

A parcela que se dedica exclusivamente ao ministério pastoral na igreja local, também não f**a para traz no que diz respeito à educação continuada. Na Igreja Presbiteriana do Brasil isso é altamente estimulado. Possuímos um centro de pós-graduação com professores altamente capacitados. Além disso, o centro de pós-graduação possui relacionamento institucional com seminários teológicos de grande prestígio pelo mundo, garantido assim que os pastores presbiterianos tenham acesso ao que há de mais atual e relevante na reflexão teológica.

Também, deve ser dito que pastores presbiterianos têm participado da gerência de instituições filantrópicas mantidas tanto pela Igreja Presbiteriana do Brasil quanto pelas igrejas locais, por todo o país. Presbiterianos são mantenedores de Hospitais, Escolas, Faculdades e de outras instituições. Talvez, você, mesmo com o seu preconceito, já tenha sido assistido por uma destas instituições, sem nem mesmo saber disso.

Podemos falhar? Sim, podemos. Todos os pastores presbiterianos honrarão seus compromissos e promessas com Deus, com a Bíblia e com a Igreja? Infelizmente, não. Porém, isso não signif**a que todos falham e todos erram. E, para os que falham e erram, existe a disciplina eclesiástica, que serve tanto para o arrependimento e correção como para evidenciar o caráter profano e rebelde. Isso vale para todos, até para os que hoje são Ministros de Estado.

Por isso, faço três considerações finais: 1) Se você é presbiteriano, conheça melhor a sua denominação e valorize o seu pastor, ajudando-o como pessoa e como ministro da Palavra. 2) Se você é cristão, conheça a Igreja Presbiteriana e descubra como amamos a Deus, a sua Palavra e o quanto nos importamos com o cumprimento da missão cristã no mundo; 3) Se você apenas gosta de criticar sem conhecer o que critica, você é apenas mais um preconceituoso, mas você pode ser melhor que isso.

Assim, quando alguém falar de um “pastor presbiteriano” tente se lembrar de tudo isso que você leu.

Gladston Cunha
Pastor Presbiteriano
Ministro na Primeira Igreja Presbiteriana de Cachoeiro de Itapemirim

Endereço

Campo Grande, MS

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Presbitério de Campo Grande - PCGE posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar