24/07/2025
Ser do axé não é estar isento da dor, é saber atravessá-la com coragem e com a certeza de que não estamos sós.
Muitos pensam que ao entrar na Umbanda ou qualquer religião de axé, ao desenvolver a mediunidade ou ao se conectar com os Orixás e Guias, a vida passará a ser só paz, luz e calmaria. Mas a verdade é que estar na caminhada espiritual não nos livra dos desafios da matéria — apenas nos ensina a enfrentá-los com mais sabedoria.
Ser médium, ser umbandista, ser filho de fé, é assumir um compromisso profundo com a evolução do espírito. E evolução não acontece no conforto: ela se manifesta na superação, na transformação, na coragem de olhar para dentro de si e reconhecer onde ainda precisamos crescer.
A espiritualidade é linda, cheia de mistério, cheia de magia e nos ajuda muito em muitas questões graves e urgentes, se for do nosso merecimento, mas ela não está aqui para apagar nossos problemas cotidianos. O que ela pode fazer e faz mas poucos prestam atenção ou dão valor, é nos ensinar a caminhar, é nos mostrar a direção, é abrir nossos caminhos. Só que para isso quem precisa colocar um pé na frente do outro e andar, somos nós.
Há os que ficam parados, à espera de um milagre e acreditam que foram abandonados pela espiritualidade. Ela não te abandona, mas espera que você se movimente, que você reconsidere atitudes menos boas, que aceite o que não se pode ou não se deve mudar, que mude o que só depende de você, que abra os olhos para a luz, para o amor próprio e amor pelo irmão, que vá atrás do que sabe que precisa, para que aí, tendo você feito a sua parte, possa te ajudar na sua caminhada.
E ela é sim, a força que nos sustenta enquanto caminhamos. Os Orixás e Guias de Luz nos ensinam a atravessar as dificuldades com dignidade, com fé, com amor.
Muitas vezes, quanto mais nos aproximamos da luz, mais nos deparamos com nossas sombras — porque só assim podemos curá-las. Não existe vida sem dor. Mas existe dor com sentido, dor que transforma, dor que desperta. E é isso que a espiritualidade nos oferece: um novo olhar, uma nova força, uma nova maneira de viver os mesmos desafios com mais consciência e menos desespero, com a certeza de que não estamos sós.
Ser de axé é cair e levantar, é chorar e seguir, é agradecer mesmo quando ainda não se entende. É saber que os Orixás e nossos Guias de Luz nos acolhem com amor mas não prometem facilidades — prometem presença, proteção e caminhos para que possamos conquistar, com merecimento, a nossa paz.
Então, se você é do axé ou se você sente a espiritualidade te chamar, saiba: não espere que tudo fique mais fácil. Espere que você fique mais forte.
Salve a luz que te guia! Salve a sua jornada!