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6 lições da Rainha Ester válidas para hoje24/02/2021por Slovie Jungreis-WolffTradução Átila DrelichA Rainha Ester solici...
24/02/2021

6 lições da Rainha Ester válidas para hoje

24/02/2021
por Slovie Jungreis-Wolff
Tradução Átila Drelich

A Rainha Ester solicitou que o pergaminho que conta sua história, a Megillat Esther, fosse escrito e compartilhado com as gerações futuras. Ela queria que todo homem, mulher e criança, em todas as terras, ouvisse sua mensagem eterna. O legado da Rainha Ester também é válido para nós hoje.
Aqui estão seis lições de vida da Rainha Ester:

1. Domine o silêncio

A chave para que Ester f**asse no palácio de Achashverosh era manter um segredo. Mordechai disse a Esther para não revelar sua origem, para não saber que ela era judia. O momento não estava certo; Esther teve que dominar a arte do silêncio.
Na vida, às vezes devemos proteger nossa privacidade ou uma confiança que alguém compartilha. Quantos relacionamentos foram danif**ados e quantas amizades foram quebradas porque não conseguimos f**ar quietos? Eles nos deram para guardar um tesouro e não pudemos nos conter. Ou compartilhamos muito e expomos detalhes íntimos de nossas vidas. Em nosso mundo de mídia social, temos acesso a muitas fotos e conversas que devem ser mantidas ocultas. A modéstia não envolve apenas as roupas. É viver com dignidade e sensibilidade, sabendo o que e quando compartilhar e o que ou quando manter privado.

2. Você tem uma missão única na vida

Mordechai disse a Ester que ela deveria falar com o rei e implorar por seu povo. Ela respondeu: Isso é impossível. Todos conhecem as regras do reino: se você entrar nos aposentos do rei sem ser convocado, eles o matarão, a menos que ele estenda seu cetro de ouro. "Eles não me chamam há 30 dias! Esther disse a Mordechai.
A resposta de Mordechai deu instruções a Esther: "Você não pode f**ar em silêncio. Quem sabe? Você pode ter sido escolhida rainha apenas para este momento."
Cada encontro, talento e força que o Criador nos deu tem um propósito. Todos têm suas próprias impressões digitais espirituais para deixar no mundo. D'us nos coloca exatamente onde precisamos estar para cumprir nossa missão. Ester nos pede para descobrir o signif**ado de nossa existência.

3. Viva com coragem e compaixão

Depois de aceitar sua missão, Ester disse: "Eu irei até o rei. E se eu morrer, morrerei."
Eu dei tudo. Devo ter a coragem de fazer o meu melhor.
Conforme as estações da vida passam, muitas pessoas f**am com seus arrependimentos: Se ao menos ... Mas o momento já está perdido.
Ester nos diz para ter coragem, dar um passo à frente e, pelo menos, sempre saber que estamos tentando fazer a diferença.
Em uma de suas últimas entrevistas, perguntaram à minha mãe: "O que você quer que eu diga sobre o seu túmulo?"
"Quero que diga duas palavras: Eu me importei", respondeu ela.

4. Procure a mão escondida de D'us

Em todo o livro de Ester não há menção clara de D'us. Em hebraico, o nome "Ester" signif**a oculto e "Megilá" signif**a revelação. Esther revela uma poderosa verdade oculta.
É muito fácil pensar que a vida é uma série de eventos aleatórios. A história de Purim pode parecer uma história natural que aconteceu ao longo de muitos anos. Por acaso, o rei escolheu uma jovem judia doce e inocente. Mordechai soube que eles estavam planejando contra o rei, o rei passou a sofrer de insônia e, por fim, todas as peças se encaixaram.
Ester nos encoraja a acordar, a ver a mão escondida de D'us todos os dias. Não se trata apenas de grandes milagres, como a divisão do mar. O que importa são os pequenos momentos. D'us está em cada nascer do sol, em cada alma, em cada sucesso ou fracasso que a vida nos apresenta. Nem sempre entendemos os caminhos de D'us, mas Sua presença está lá, mesmo agora, em meio a um dos tempos mais difíceis que nosso mundo enfrenta.
Ester se recusou a perder as esperanças quando parecia que a presença protetora de D'us havia se perdido em uma névoa densa. Ela sabia que, em última análise, mesmo quando parece que a mão de D'us está escondida, Ele governa o mundo e cuida de nós. Ele nunca nos abandonará.

5. Não se curve a Hamã

Mordechai se recusou a se ajoelhar ou prostrar-se diante de Haman.
Cada geração tem seu Haman. Qualquer força que ameace sua capacidade de se conectar com sua alma ou que tente esfriar sua paixão pelo que é verdadeiro e correto é Haman. Haman é descendente de Amaleque, a primeira nação a tentar destruir o povo judeu após deixar o Egito. Estávamos em um alto estado, conectados a D'us, inspirados para nos tornarmos uma bênção neste mundo. Eles tentaram quebrar nosso espírito.
Sempre haverá pessoas que menosprezarão seu desejo de ser melhor e de viver melhor. Haverá aqueles que irão zombar de você por defender a verdade, seu povo e a Terra de Israel. Não quebre. Não se curve. Nunca perca sua paixão pelo bem. Fique forte assim como Mordechai fez.

6. Unidade dá força

Haman descreveu o povo judeu ao rei como uma nação "dispersa e dividida". Suas palavras estremecem. "Eles constantemente discutem e brigam uns com os outros. Você não precisa se preocupar com eles se unindo e organizando uma ofensiva unida. Eles não podem concordar em nada. Ninguém virá em sua defesa, porque eles são odiados. Livre-se deles."
Ester teve sucesso em sua missão de salvar seu povo unindo os judeus e reunindo-os em oração e jejum. Ao deixar seu desejo para nós, seus filhos, Esther pediu que celebrássemos este dia juntos com alegria, festas, caridade e enviando porções de comida uns para os outros. ”Esther nos diz para criar um sentimento de unidade e paz. O antídoto a todos os argumentos e ódio é abordar o outro com amizade. A união traz força.
Nossos inimigos nunca perguntaram: "Que tipo de judeu você é?" Ninguém foi salvo da câmara de gás por causa de sua observância ou por causa da maneira como ele cobriu a cabeça.
Não temos que ser os mesmos. Só precisamos saber que somos irmãos e irmãs, uma família.
Pare de julgar. Comece a amar.

Tenha um Purim Saméach.
Fonte: Page: Pérolas da Sabedoria Judaica

A Arquitetura da SantidadeDaqui até o final do livro Shemot, a Torá descreve, em minuciosos detalhes e em grande extensã...
19/02/2021

A Arquitetura da Santidade

Daqui até o final do livro Shemot, a Torá descreve, em minuciosos detalhes e em grande extensão, a construção do Mishcan, a primeira casa de culto coletivo do povo judeu. Instruções precisas são dadas para cada item - o próprio tabernáculo, as estruturas e cortinas, e os vários objetos que ele continha - incluindo suas dimensões.

Assim, por exemplo, lemos:
“Fazei o tabernáculo com dez cortinas de linho finamente retorcido e fios azuis, roxos e escarlates, com querubins trançados nelas por um trabalhador qualif**ado. Todas as cortinas terão o mesmo tamanho - vinte e oito cúbitos de comprimento e quatro cúbitos de largura... Faça cortinas de pelos de cabra para a tenda sobre o tabernáculo – onze juntas. Todas as onze cortinas terão o mesmo tamanho – trinta cúbitos de comprimento e quatro cúbitos de largura... Faça estruturas de madeira de acácia para o tabernáculo. Cada armação deve ter dez cúbitos de comprimento e um cúbito e meio de largura...” (Shemot. 26:1-16).

E assim por diante. Mas por que precisamos saber quão grande era o tabernáculo? Não teria duração infinita. Seu principal uso foi durante os anos no deserto. Ao final foi substituído pelo Templo, uma estrutura completamente maior e mais magníf**a. Qual é então o signif**ado eterno das dimensões dessa construção modesta e portátil?

Para colocar a questão ainda mais nitidamente: não é a própria ideia de um tamanho específico para a casa da Shehiná, a presença Divina, sujeita a uma percepção incorreta? Um D’us transcendente não pode ser contido no espaço.

O Rei Shlomo disse:
“Mas D’us realmente habitará na terra? Os céus, mesmo os céus mais altos, não podem contê-LO. Quanto menos este templo que eu construí” (1 Melachim 8:27).

Yeshayahu disse o mesmo em nome do próprio D’us: “O céu é o meu trono, e a terra é o escabelo de meus pés. Onde está a casa que você vai construir para mim? Onde estará o meu repouso?” (Yeshayahu 66:1).

Portanto, nenhum espaço físico, por maior que seja, é grande o suficiente. Por outro lado, nenhum espaço é muito pequeno.

Assim diz um midrash marcante:
Quando D’us disse a Moshê: “Faça para mim um santuário”, disse Moshê com assombro: “A glória do Santo, bendito seja Ele, preenche o céu e a terra, e ainda assim manda: faça para mim um santuário?”

D’us respondeu: ‘Eu não penso como você pensa. Vinte tábuas no norte, vinte no sul e oito no oeste são suficientes. Na verdade, eu descerei e confinarei a Minha presença mesmo dentro de um cúbito quadrado’ (Shemot Rabá 34:1).

Então, que diferença poderia fazer se o tabernáculo fosse grande ou pequeno? De qualquer maneira era um símbolo, um foco, da presença Divina que está em toda parte, onde quer que os seres humanos abram seu coração a D’us. Suas dimensões não deveriam importar.

Encontrei uma resposta de forma inesperada e indireta há alguns anos. Eu fui à Universidade de Cambridge para participar de uma conversa sobre religião e ciência. Quando a sessão terminou, um membro do público se aproximou de mim, um homem calmo e despretensioso, e disse: “Escrevi um livro que acho interessante para você. Vou lhe enviar”.

Eu não sabia na época quem ele era. Uma semana depois o livro chegou. Intitulava-se “Apenas Seis Números”, subtítulo “As forças profundas que moldam o universo”. Com um choque eu descobri que o autor era o então Sir Martin, agora Barão Rees, Astrônomo Real, mais tarde presidente da Royal Society, o mais antigo e famoso corpo científico do mundo, e Mestre do Trinity College de Cambridge. Em 2011, ele ganhou o Prêmio Templeton.

Eu estava falando com o cientista mais ilustre da Grã-Bretanha. Seu livro era apaixonante. Explicava que o universo é moldado por seis constantes matemáticas que, se tivessem variado por um milionésimo ou trilionésimo de graus, não teriam resultado em nenhum universo ou, pelo menos, em nenhuma vida. Se a força da gravidade fosse ligeiramente diferente, por exemplo, o Universo teria expandido ou implodido de forma a impedir a formação de estrelas ou planetas. Se a eficiência nuclear tivesse sido ligeiramente inferior, o cosmo consistiria apenas em hidrogênio; nenhuma vida teria emergido. Se tivesse sido ligeiramente superior, teria havido rápida evolução estelar e decadência, não deixando tempo para a vida evoluir. A combinação de improbabilidades foi imensa.

Os comentaristas da Torá, especialmente o falecido Nechama Leibowitz, chamaram a atenção para o modo como a terminologia da construção do tabernáculo é a mesma usada para descrever a criação do universo por D’us. O tabernáculo era, em outras palavras, um microcosmos, um lembrete simbólico do mundo que D’us criou. O fato da Divina presença descansar dentro dela não sugere que D’us está aqui e não lá, nesse lugar ou naquele. Tem a intenção de sinalizar, poderosa e claramente, que D’us existe em todo o cosmos. É uma estrutura feita pelo homem para espelhar e concentrar a atenção no universo divinamente criado. É, no espaço, o que o Shabat é no tempo: um lembrete da criação.

As dimensões do universo são precisas, matematicamente exatas. Se elas diferissem, mesmo no menor grau, o universo, ou a vida, não existiria. Só agora os cientistas começam a perceber tal precisão, e até esse conhecimento parecerá rudimentar para as gerações futuras. Estamos no limiar de um salto quântico em nossa compreensão de toda a profundidade das palavras: “Quão abundantes são Tuas obras, ó D’us; Tu as fizeste todas com sabedoria” (Tehilim 104:24).

A palavra “sabedoria” aqui - como nas muitas vezes que ocorre no relato da construção do tabernáculo - signif**a “precisão, artesanalmente exato” (ver Maimônides, O Guia dos Perplexos, III:54).

Em outro lugar da Torá há a mesma ênfase em dimensões precisas, a saber, a arca de Noach: “Faça para você uma arca de madeira de cipreste. Faça quartos nela e cubra-a com piche por dentro e por fora. É assim que a edif**arás: a arca será de trezentos cúbitos de comprimento, de cinquenta cúbitos de largura e trinta de altura. Faça um telhado para ela, deixando debaixo do telhado uma abertura de um cubico de altura ao redor” (Beresh*t 6:14-16).

A razão é semelhante àquela no caso do tabernáculo. A arca de Noach simbolizava o mundo em sua ordem divinamente construída, a ordem que os seres humanos haviam arruinado pela sua violência e corrupção. D’us estava prestes a destruir aquele mundo, deixando apenas Noach, a arca e o que ela continha como símbolos do vestígio da ordem que restou, com base na qual D’us criaria uma nova ordem. A precisão importa. A ordem importa. O deslocamento de alguns dos 3,1 bilhões de letras no genoma humano pode levar a devastadoras condições genéticas. O famoso “efeito borboleta” - a batida de uma asa de borboleta em algum lugar pode causar um tsunami em outros lugares, a milhares de quilômetros de distância - nos diz que pequenas ações podem ter grandes consequências.

Essa era a mensagem que o tabernáculo pretendia transmitir. D’us cria ordem no universo natural. Somos encarregados de criar ordem no universo humano. Isso signif**a ter cuidado no que dizemos, no que fazemos e no que devemos evitar fazer. Há uma coreografia precisa para a vida moral e espiritual, pois há uma arquitetura precisa para o tabernáculo. Ser bom, especif**amente ser santo, não é uma questão de agir como o espírito nos move. É uma questão de nos alinharmos à Vontade que fez o mundo.

Lei, estrutura, precisão: dessas coisas o cosmos é feito e sem elas deixaria de existir. Era para assinalar que o mesmo se aplica ao comportamento humano que a Torá registra as dimensões precisas do tabernáculo e da arca de Noach.

Nota: Texto original: “THE ARCHITECTURE OF HOLINESS” por Rabino Jonathan Sacks Tradução Rachel Klinger Azulay para a Sinagoga Edmond J. Safra - Ipanema

Por Rabino Jonathan Sacks z
Fonte:Chabad

O dia santíssimoComo você explica que todos os anos, nesta mesma época, podemos ver milagres incríveis novamente?Rabi Na...
18/02/2021

O dia santíssimo

Como você explica que todos os anos, nesta mesma época, podemos ver milagres incríveis novamente?

Rabi Natan de Breslev nos ensina que a iluminação de milagres da primeira celebração de Purim na época de Mordechai e Ester na Pérsia, é renovada a cada ano que passa. E é por isso que nesta época do ano podemos ver milagres revelados. Rabino Natan também diz que Purim é o começo de todos os começos e é essencialmente o dia mais sagrado de todo o ano (Likutei Halachot Birkat Hodaa 4).

Vamos analisar este princípio então:

Rabi Shalom Arush diz que Purim não é apenas o dia mais sagrado de todo o ano, mas também o início de nossa Redenção Final. E vou explicar o porquê:
Há aqueles que afirmam que o dia mais sagrado de todo o ano é Shavuot, que foi quando HaShem se revelou no Monte Sinai para dar aos israelitas a Torá. No entanto, a Gemara do tratado Avodá Zará 2b diz que os israelitas no Monte Sinai receberam a Torá à força. Pelo contrário, em Purim, os judeus fizeram teshuvá (eles se arrependeram) por amor e voluntariamente renovaram seu compromisso com a Torá, como a própria Megilat Ester atesta no nono capítulo, versículo 27. Vemos então que Purim é espiritualmente superior a Shavuot .
Muitos outros afirmam que o dia mais sagrado do ano é Yom Kippur. Mas em Yom Kippur todos fazem teshuvá por medo e reverência ao grandes feriados e o julgamento anual, em que é decidido quem vai viver e quem vai morrer. A Gemara no 86º tratado de Yoma ensina que a teshuvá, que é um produto do medo da punição, pode mitigar um decreto severo, reduzindo a transgressão intencional ao nível de transgressão acidental. Mas a alegria de Purim invoca uma teshuvá que resulta do amor. E esta mesma Guemara afirma que a teshuvá por amor transforma as transgressões em ... boas ações!
Além disso, no Yom Kippur, confessamos e nos arrependemos por causa de uma longa lista de pecados específicos. Por sua vez, Purim tem o poder de fortalecer nossa Emunah destruindo a força espiritual da heresia, que é conhecida como Klipat Haman Amalek. E visto que a heresia e a falta de Emuná são a raiz de todos os pecados, Purim também arranca a causa do pecado. Nesse sentido, Purim é espiritualmente superior a Yom Kippur.

Klipat Haman Amalek

Isso é o oposto de santidade e Emuna, ou seja, é heresia e impureza espiritual. No entanto, o Klipat Haman Amalek não tenta convencer uma pessoa de que não existe D'us no universo, porque muito poucos cairiam em uma armadilha tão absurda. De fato, de acordo com o que Rabi Shalom Arush me ensinou, Klipat Haman Amalek lança dúvidas sobre o princípio Emuná de que HaShem faz tudo com a Providência Divina absoluta e precisa, feita sob medida para cada indivíduo e para seu próprio bem. Vejamos então as implicações da Klipat Haman Amalek de uma maneira prática:

Assim que alguém sente que há um certo aspecto de sua vida que não é bom, diz-se que essa pessoa absorveu a Klipat Haman Amalek para dentro de si.
Assim que a pessoa não está feliz, Klipat Haman Amalek está ao lado dela.
Assim que a pessoa não está satisfeita com o que aconteceu com ela em vida, Klipat Haman Amalek envolveu seu coração.
Assim que você reclama de alguma coisa ou f**a amargurado por algum contratempo ou dificuldade da vida, é sinal de que Klipat Hamán Amalek penetrou em seu coração.
Assim que a pessoa se sentir triste ou deprimida, é um sinal de que Klipat Haman Amalek a dominou completamente.

Adam e Haman

A Guemara (Tratado Julin 139b) diz que Haman já é mencionado na Torá. Lá está escrito que a frase " hamin ha-etz " (Gênesis 3:11) é uma referência a Haman. Em hebraico, isso é escrito hei-mem-nun, assim como Haman, mas tem um signif**ado completamente diferente, referindo-se à árvore proibida da qual Adam comeu. A questão é o que a árvore proibida de Adam tem a ver com Haman ...

E a explicação, dada pelo Rabino Arush, é a seguinte:

Hamã era o vizir e efetivamente governava o Império Persa, que compreendia 127 países. Ninguém em toda a história tinha o dinheiro, o poder e o prestígio que Hamã tinha e ninguém os terá novamente até que o Mashiach chegue. Haman tinha todos os bens materiais que poderiam existir. Haman também teve mais de 200 filhos. Todos estavam a seus pés. Mas foi o suficiente para um único velho judeu chamado Mordechai se recusar a se curvar a ele para que Haman declarasse o estado de emergência nacional, convocar o conselho de segurança e apresentar uma petição urgente às Nações Unidas, declarando (Ester 5:13) que “Do nada vale tudo o que tenho quando vejo o judeu Mordechai!”. Hamã é como um cego que não vê todas as bênçãos que possui e f**a desanimado quando um pequeno detalhe não acontece em sua vida.

A mesma coisa aconteceu com Adam. HaShem colocou o mundo inteiro à sua disposição. Ele poderia fazer o que quisesse. Ele poderia comer abacaxi de Maui, beber café da Colômbia e comer salmão defumado do Alasca. Ele poderia esquiar nos Alpes ou tomar sol no Taiti. E como se tudo isso não bastasse, os arcanjos assaram costeletas de cordeiro na grelha e serviram-lhe o melhor vinho (Sanhedrin 59b). A única coisa que HaShem pediu a Adam foi que não comesse o fruto de uma única árvore que estava no Jardim do Éden. Mas Adam não ficou satisfeito com o que lhe acontecera em vida e, foi assim que se deixou convencer a comer o fruto proibido.
Nesse sentido, Adam foi o precursor de Haman. Ambos tinham o mundo inteiro a seus pés e ambos estavam insatisfeitos. Essa é a Klipat Haman Amalek que nos priva de nossa felicidade e corrói nossa Emuná.
Portanto, quando celebramos e festejamos em Purim, não estamos apenas enterrando Amaleque novamente, mas também destruindo o Klipat Haman Amaleque. E ao fazer isso, estamos destruindo a raiz de todos os pecados, que é a falta de Emuna. Isso, por sua vez, nos permite ter um Pessach sem chametz e um ano inteiro livre de transgressões. Um homem!

Fonte: breslev.co.il
Por: Atila Dreich

A Culpa do Cobre - Parashat TrumáRabino Lazer BrodyTradução Átila Drelich"... e você deve cobri-lo com cobre" (Shemot 27...
16/02/2021

A Culpa do Cobre - Parashat Trumá

Rabino Lazer Brody
Tradução Átila Drelich

"... e você deve cobri-lo com cobre" (Shemot 27: 2)

Rashi explica que a cobertura de cobre do altar sagrado do Tabernáculo expia o descaro. Embora nenhum ser humano seja capaz de compreender completamente os segredos da Torá, temos que tentar descobrir a conexão entre o cobre e o descaro.

Curiosamente, existe uma conexão linguística intrínseca entre cobre e imprudência. Bronze é uma liga de cobre e a palavra brazen (em inglês - descaro) é um derivado do termo bronze. Vemos então que quando dizemos que alguém é desavergonhado (descarado) é como dizer que está coberto de cobre ou coberto de bronze. Além disso, em inglês, por exemplo, o termo latão (bronze) é um termo informal para expressar "ousadia" ou Chutzpá. Portanto, o bronze é um lembrete de que nosso comportamento insolente em relação a HaShem deve ser retif**ado.

Pode-se pensar: comportamento insolente em relação a HaShem? Quem eu? Mas se eu comer kosher, observar o Shabat, orar com um minyan e fizer caridade sempre que posso? Do que você está falando?

Imagine que você está participando da cerimônia de coroação do rei. Quando o rei é coroado, o coro real canta: “Viva o rei!”  acompanhado por uma orquestra real de 120 instrumentos. A guarda de honra está firme. Neste momento solene, o venerável profeta da monarquia coloca a coroa de ouro incrustada de diamantes na cabeça do rei. E junto com as dezenas de milhares de participantes leais, a orquestra e o coro estão em silêncio como se uma nuvem de silêncio sagrado tivesse descido sobre toda a assembléia ...

De repente, rompendo a santidade daquela hora histórica, o celular de um dos presentes emite um ruído estridente com um toque de heavy metal. “Ok”, responde o dono do telemóvel sem moderar o tom de voz, “então marque a consulta para as 14h00. Vou cuidar do assunto assim que chegar ao escritório… ”.

Poderia haver um insulto maior ao rei? Um cidadão sem cabeça que esqueceu de desligar seu celular acaba de destruir a santidade absoluta deste momento único na história com sua conversa mundana. Antes que se pudesse contar até três, dois corpulentos guardas de honra o levantaram pela lapela e o algemaram. Esqueça o compromisso das 14h e também os negócios. Agora ele está a caminho da prisão e em breve será julgado por enfrentar o monarca.

No tribunal, o condenado ouve que os juízes o sentenciam a vinte anos de trabalhos forçados na pedreira. Ele imediatamente exclama: “Vinte anos? Isso é justiça? ”.

O sargento de armas o silencia enquanto o juiz responde: “Senhor, não se dá conta da gravidade do seu crime. Uma conduta desavergonhada como a sua durante a coroação de Sua Majestade constitui uma afronta ao trono que é punível com pena de morte… ”.

“Mas eu não queria machucar ninguém! Não tenho absolutamente nada contra o rei e não queria insultá-lo de forma alguma! ”, Gritou o arguido.

“O tribunal levou isso em consideração, e por isso ele foi condenado a vinte anos em vez da guilhotina ...”.

A alegoria acima é um exagero? Ao contrário! É um eufemismo!

Nossos Sábios nos dizem que sempre que dez judeus oram juntos, a Presença Divina está com eles. E agora que não temos o Beit Hamikdash, o Templo Sagrado em Jerusalém, nossas casas de oração são nossos templos em miniatura. A lei judaica estabelece até que ponto devemos manter a santidade de nossas sinagogas. Porque? Porque HaShem está lá! Cada vez que alguém diz “Amém, ihie shema raba ...” durante o Kadish, está coroando o Rei dos Reis e santif**ando o Santo Nome de HaShem da maneira mais magníf**a! Não foi à toa que Rabi Yehoshua HaLevi prometeu que todos os que disserem essas palavras com a devida intenção serão resgatados, mesmo que tenham setenta anos de decretos severos contra eles. Aquele que coroa o Rei não apenas obtém uma mitigação de suas faltas, mas também obtém bênçãos magníf**as!

Por que as pessoas falam na sinagoga? Por que as mensagens de texto estão sendo enviadas quando deveriam estar elogiando o rei? Provavelmente eles estão perdendo emuná. Eles não entendem por que sua saúde - seu sustento - sua paz conjugal é tão ruim, ou por que é difícil para eles encontrar um parceiro. É possível que haja uma imprudência, um cobre que seja o culpado por tudo isso? Muito provavelmente sim.

Então, o que faremos se não tivermos o altar de cobre para expiar nossas faltas? Os pequenos conduítes que ativam o SIM do celular são feitos de cobre. Quando mostramos respeito pelas casas de oração e pelo nosso Rei, desligando nossos celulares e dedicando toda a nossa atenção ao Rei, o cobre do celular expia nossas faltas. E então todas as nossas orações serão aceitas e veremos todas as salvações que estamos esperando, incluindo o Mashiach e nosso Templo Reconstruído. Um homem!

Fonte: Breslev Israel

O Segredo de EstherRabino Lazer BrodyTradução Átila DrelichEm Purim, celebramos a queda de nosso arquiinimigo Haman, o d...
16/02/2021

O Segredo de Esther

Rabino Lazer Brody
Tradução Átila Drelich

Em Purim, celebramos a queda de nosso arquiinimigo Haman, o descendente de Amalek que ansiava por aniquilar o povo judeu, assim como seus predecessores e todos aqueles que seguiram seus passos até hoje, D'us nos livre.

A rainha Esther era mais astuta do que Haman. Sendo o catalisador para a salvação de Hashem, ela não se opôs a Haman de uma maneira direta ou o confrontou. Ao contrário de seu tio Mordechai, o tzaddik da geração que se recusou a se curvar a Hamã, Esther convenceu Hamã de que ela era sua melhor amiga e fã, e então Hamã baixou a guarda. Esther o convidou para um banquete privado cujos únicos participantes eram ela e o rei Achashverosh.

Vamos ver como Haman reage: “A rainha Esther não convidou mais ninguém para seu banquete particular com o rei. Só eu! ". Haman é uma sensação fantástica. Isso é exatamente o que o rei Salomão profetizou quando disse "A arrogância precede a destruição e um espírito altivo precede a queda."

Qual foi o segredo por trás da escolha de um banquete privado como forma de provocar a queda de Hamã?

Esther, que possuía um espírito profético, viu com sua mente que julgamentos muito rígidos estavam pendurados contra seu povo. O que eles fizeram de errado? Eles haviam transgredido a lei rabínica ao comparecer ao banquete de Achashverosh, embora ele tivesse reservado uma mesa especial “Glatt kosher” para eles. Eles pecaram com o vinho, e Esther sabia que deveria retif**ar aquela transgressão e também com vinho. Mas isso era extremamente perigoso, como um eletricista tentando consertar uma conexão de alta tensão que eletrocutou seu colega. O que exatamente Esther viu?

Nossos Sábios nos dizem: "O vinho entra, os segredos são revelados." Esther sabia que o equivalente numérico de ambas as palavras hebraicas (vinho e segredo) é 70. E ela também sabia que se o exílio persa-babilônico durasse mais de 70 anos, então os judeus permaneceriam no exílio para sempre, D'us me livre. Ela percebeu que era o vinho que causaria a queda de Hamã.

E nos perguntamos: “Como é possível que o vinho provoque a queda de uma pessoa? No Judaísmo, usamos o vinho nas ocasiões mais sagradas (a libação no Templo Sagrado, o Kidush no Shabat e feriados, a principal bênção em casamentos e circuncisão) ”. E esse é precisamente o ponto em questão - assim como o vinho tem o poder de extrema santidade, ele também pode ser absolutamente devastador e destrutivo. Como a poeira atômica, que pode iluminar uma cidade ou deixá-la reduzida a cinzas, o vinho pode elevar espiritualmente os justos e enterrar os ímpios.

O santo Rebe de Apta, Rabi Yehoshua Shia Haschel, explica que existem dois tipos de taças de vinho: a taça da salvação e a taça do veneno. Segundo ele, Esther, com seus poderes prodigiosos, derramou o vinho do cálice de Achashverosh com a intenção de que fosse “o cálice da salvação”, para que o rei tivesse compaixão do povo judeu e anulasse o decreto contra eles . Mas quando ela derramou o vinho na taça de Haman, ela o fez com a poderosa kavanah (intenção) de que seria uma taça de veneno, causando a queda de Haman. E assim foi.

Disto aprendemos duas lições muito importantes: primeiro, que não podemos derrotar Amalek com armas convencionais, mas apenas com armas espirituais. E em segundo lugar, quando bebemos vinho em Purim, também podemos provocar a queda de nossos inimigos, porque há um Purim em cada geração.
Fonte: Breslev Israel

Começa!...Rav David Ashear   Na Parashat Terumah dessa semana, o Povo Judeu foi ordenado a construir um Mishkan (taberná...
16/02/2021

Começa!...
Rav David Ashear


Na Parashat Terumah dessa semana, o Povo Judeu foi ordenado a construir um Mishkan (tabernáculo) onde a Presença Divina iria residir. O passuk diz que as tábuas do Mishkan deveriam ter dez cúbitos de altura, algo entre três e cinco metros. Rashi escreve na Parashat Pekudei que as tábuas eram muito pesadas para serem movidas e não era humanamente possível de alguém carregá-las. Então, quando chegou a hora de levantar o Mishkan, Moshe perguntou para Hashem: “O que devemos fazer? Não conseguimos levantá-las.” Hashem respondeu a Moshe, "Faça o seu esforço e Eu lhe assegurarei que ele se levantará."

Essa é a história de nossas vidas. Nosso papel é nos esforçarmos, e Hashem se incumbe de realizar. Se vislumbramos uma necessidade na nossa comunidade, pode parecer prepotente nossa intenção de cuidar de tudo, mas tudo que nos cabe é fazer o que tem de ser feito e, se for um projeto digno, Hashem o fará dar certo. Se uma pessoa está motivada a agir com intenções puras, ele receberá ainda mais a ajuda Celestial.

Temos tantas organizações maravilhosas que ajudam milhares de pessoas. Administrar essas organizações requer esforços heroicos de centenas de pessoas. Em vários casos, elas começam com uma pessoa ou um casal que agiu l'shem Shamayim, com intenções puras. Essas pessoas nunca imaginariam que seus esforços iriam tão longe, fizeram o que tinham que fazer e Hashem construiu o resto do caminho.

A organização Boneh Olam atua em seis países diferentes e até agora ajudou a trazer mais de 8.500 bebês ao mundo para casais que lutam pela fertilidade. Tudo começou com um ato altruísta de bondade. Um dos membros do conselho fundador e sua esposa estavam viajando para uma consulta médica com um renomado especialista em fertilização na Europa. Vários procedimentos experimentais e tratamentos eram oferecidos, por um custo extremamente alto. Os participantes tinham que levar dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas iniciais. Após alguns te**es preliminares, ficou determinado que um dos casais presentes era o candidato ideal para um procedimento específico, com uma chance de sucesso extremamente alta, porém com um custo altíssimo. O problema era que o casal não tinha recursos para comprar os caros medicamentos que eram pré-requisitos para o procedimento. A possibilidade de eles perderem a oportunidade de ter um filho por falta de recursos financeiros era de partir o coração. A esposa estava sentada no lobby do hotel compartilhando sua angústia com outras pessoas, quando uma outra mulher que estava la escutou. Esta se aproximou do seu marido e eles decidiram abrir mão de seu próprio dinheiro e renunciar ao tratamento, para dar a esse outro casal a alegria de ter um filho. A probabilidade de sucesso daquele casal era muito maior do que a deles e, por isso, deram-lhes o dinheiro com alegria. O tratamento foi bem sucedido e esse ato altruísta se tornou um ímpeto para esse casal, junto com outros casais, iniciarem essa organização, que desde então trouxe milhares de novos bebês ao mundo.

Quando as pessoas agem l'shem Shamayim e fazem o que podem, Hashem os carrega e traz muito sucesso, muito além de seus sonhos. Eu li o seguinte trecho extraído do Boletim sobre a Parashah Semanal do Rav Amram Sananes, escrito pelo Sr. Jack Rahmey. A organização Hatzalah, que opera em quinze diferentes países e responde a mais de setenta mil chamadas por ano, começou com as boas intenções de um Yehudi.

O Rav Hershel Weber testemunhou que um amigo de quarenta anos tinha sofrido um ataque cardíaco em 1968. Ele ligou para o 192 e teve que esperar quarenta e cinco minutos até que a ambulância finalmente chegasse. Infelizmente era tarde demais e seu amigo faleceu. Naquela época, surgiu o desejo do Rav Weber de evitar que isso acontecesse novamente, e já na semana seguinte começou a ler o livro da Cruz Vermelha e aprendeu sozinho os procedimentos de primeiros socorros. Ele deu o livro para alguns amigos para fazerem o mesmo e eles começaram, então, com uma rede de voluntários que pudessem chegar ao local de emergência o mais rápido possível e fazer o que puderem para ajudar a vítima a sobreviver, até a chegada da ambulância. Uma coisa levou à outra. Eles conseguiram levantar dinheiro para comprar sua própria ambulância, e agora inúmeras vidas foram salvas devido à resolução deste homem de fazer a diferença.

לא עליך המלאכה לגמור– Não cabe a você completar a obra. Nós não temos que ter tudo planejado sobre como iremos cumprir nossos objetivos, mas se estivermos motivados l’shem Shamayim e nos esforçarmos, Hashem nos ajudará com o resto do caminho.

Fonte: Emunah Todo Dia

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Campo Grande, MS

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