29/03/2022
O uso de cogumelos mágicos (principio ativo psilocibina) acompanha o homem desde seus primórdios. É uma prática mais antiga que a escrita; na verdade, é mais antiga que o início da própria civilização.
Infelizmente muito do que foi estudado pelas civilizações antigas sobre os cogumelos mágicos foi apagado pelos intensos processos religiosos e de colonização no mundo.
Os Astecas chamavam seus cogumelos de “teonanácatl”, que significa, a carne dos deuses. Os raros registros astecas que sobreviveram à brutal colonização espanhola, em conjunto com registros feitos por missionários europeus, nos mostram a importância que tinham na sociedade asteca o “teonanácatl” e outras plantas psicoativas.
Eram considerados presente dos Deuses, o presente fundamental da própria vida, pelo qual se obtinham contato e a sabedoria dos seres superiores. Com frequência eles se reuniam para comer a carne dos deuses, riam, cantavam, choravam, e dançavam, depois partilhavam suas experiências e visões.
Na Grécia antiga, a adoração da Deusa Deméter incluía o consumo de uma bebida que se acredita fortemente que possuía além de outras substâncias, a psilocibina.
No Egito, os cogumelos eram representados em diversas formas de arte, esculturas, estátuas, e um vasto número de palavras e termos, que se referiam aos cogumelos como “filhos dos deuses” ou “comida dos deuses”, entre outros. Por não brotar de uma semente, os egípcios acreditavam que os cogumelos mágicos eram colocados na terra pelo próprio Osíris, por isso, seu consumo era permitido apenas a classes superiores.
Em 2019 um centro de pesquisas com foco em substâncias psicodélicas foi inaugurado na John Hopkins University, nos EUA. Há também pesquisas que estão sendo realizadas para a introdução da psilocibina no tratamento de casos graves de depressão crônica, de vício em opioides, álcool e outras dr**as, doença de lyme, transtorno pós traumático, e outras mazelas.
O que faz a “magia” de um cogumelo mágico é a psilocibina.....
Continua nos comentários...