22/05/2026
*O Sagrado Não Pede Licença*
Falar sobre Candomblé, Umbanda e Jurema Sagrada no Brasil não é apenas falar sobre fé; é falar sobre a resistência histórica de povos que transformaram a dor em axé, a exclusão em acolhimento e o silêncio em toque de tambor.
Nossa espiritualidade é o fio que nos conecta à terra, às águas e aos antepassados.
Infelizmente, o que deveria ser visto como patrimônio cultural e espiritual é alvo constante de violência.
O preconceito não nasce da falta de conhecimento, mas de um projeto de dominação que tenta demonizar o que é diferente e, principalmente, o que é de origem negra e indígena.
A intolerância religiosa é uma ferida aberta na democracia brasileira e ser ativista dessas causas é entender que o nosso sagrado é um ato político.
Defender o terreiro é defender o meio ambiente, a dignidade humana e o direito de existir plenamente.
Respeitar o axé do vizinho não é uma opção, é um dever civilizatório.
Não queremos tolerância - palavra que sugere suportar algo desagradável - *queremos respeito*.
Queremos que o toque do atabaque e o cheiro do defumador sejam compreendidos como a poesia que são: orações em movimento.
Axé, Saravá e Amém!