31/12/2025
A cada virada de ano, somos convidados a rever o planejamento feito no último ano e planejar o ano seguinte.
Na maioria das vezes o nosso planejamento está relacionado diretamente com *produtividade*. Listamos metas, criamos resoluções, organizamos expectativas. Queremos produzir mais, render melhor, alcançar resultados mais altos. Pensamos em crescimento profissional, estabilidade financeira, sucesso acadêmico, melhora de performance física e reconhecimento. Tudo isso parece legítimo — e muitas vezes é.
Mas raramente paramos para perguntar:
“Estou crescendo apenas em produtividade e performance ou também em profundidade?”
Na casa de Betânia, duas irmãs receberam Jesus. Marta estava ocupada, servindo, trabalhando e resolvendo coisas. Maria, por outro lado, sentou-se aos pés do Mestre para ouvi-lo. Marta não estava fazendo algo errado — mas estava deixando algo essencial. Jesus não elogia a eficiência de Maria, mas sua escolha: “Maria escolheu a boa parte.”
Produtividade impressiona pessoas. Profundidade transforma vidas.
Talvez este novo ano precise menos de agendas cheias e mais de corações atentos. Menos correria e mais permanência. Profundidade na relação com a família — tempo de qualidade, conversas honestas, risadas, descanso e presença real. Profundidade no relacionamento com Cristo — não apenas conhecê-lo melhor, mas tornar-se como Ele.
Isso envolve:
* leitura bíblica não como tarefa, mas como encontro;
* oração não como obrigação, mas como dependência;
* culto dominical não como hábito social, mas como resposta de adoração;
* relacionamentos significativos na fé;
* serviço e obediência que nascem do amor, não da culpa.
Jesus continua dizendo, a cada virada de ano:
“Uma coisa é necessária.”
Que nossos planos não sejam apenas para fazer mais, ganhar mais ou alcançar mais — mas para amar mais, ouvir mais e permanecer mais nEle. Porque produtividade passa. Profundidade permanece.
Que Deus te abençoe e um Feliz 2026.
Daniel Alves