15/05/2026
Jesus disse aos seus irmãos: “O mundo não pode odiar vocês, mas odeia a mim”. Essa afirmação nos lembra de uma verdade importante: existe uma tensão inevitável entre Jesus e o mundo, entre a história bíblica e as demais histórias que nos cercam e tentam insistentemente nos fazer conformar a elas.
Isso não significa que o cristão deve viver contra as pessoas, distante da sociedade ou indiferente às dores do mundo. Pelo contrário. Jesus amou o mundo. Mas ele não amou o mundo se conformando a ele. Jesus amou o mundo confrontando suas mentiras, revelando sua escuridão e oferecendo a verdadeira vida.
Por isso, a igreja não existe para apenas repetir o que a cultura já diz, confirmar as tendências do momento ou buscar aprovação pública. A missão da igreja é anunciar Cristo e sua Palavra, chamando homens e mulheres a encontrarem nele a verdadeira humanidade.
Os irmãos de Jesus queriam que ele fosse a Jerusalém para se mostrar, ganhar visibilidade, construir influência e ocupar o centro das atenções. Para eles, se Jesus queria ser alguém importante, precisava estar no lugar certo, na hora certa, diante das pessoas certas.
Mas Jesus recusou esse caminho.
Jesus viveu de modo contrário àquilo que o mundo considera impressionante: nasceu no lugar errado, em uma família humilde e longe dos centros de poder.
Esse também é um chamado para nós. O discípulo de Jesus precisa aprender a enxergar além da superfície. Não podemos medir a vida por aparência, status, beleza, influência, inteligência ou reconhecimento. Somos chamados a ver o valor eterno das pessoas, a alma por trás da aparência, e aquilo que Deus pode fazer em cada vida.
As narrativas culturais nos mantém adormecidos. Elas nos prendem ao consumo, à ansiedade, ao glamour e à necessidade constante de aprovação. A vida verdadeira está em Cristo que é a verdadeira fonte de vida.
Continua…