17/04/2022
Na Oitava de Páscoa vivemos a mesma alegria que tomou conta dos nossos corações no Domingo da Ressurreição do Senhor.
Por esse motivo, a Liturgia dos próximos dias nos fará contemplar as diversas aparições do Ressuscitado aos seus discípulos.
Mas por que, podemos perguntar-nos, Jesus faz questão de aparecer somente aos que já o seguiam? A resposta a essa pergunta está no fato de que, com a morte de Cristo na Sexta-feira Santa, morreu também a fé dos Apóstolos.
Foi só o Coração de Maria SS. que permaneceu fiel, crendo até o fim quando ninguém mais, na Igreja então nascente, tinha ânimo para crer e esperar.
Por isso, o Senhor se mostrará aos discípulos ao longo de quarenta dias com o fim de ressuscitar-lhes a fé que outrora tiveram. No Evangelho de hoje, de modo particular, Ele aparece às santas mulheres, que o foram buscar onde Ele já não se encontrava: no meio dos mortos. E a primeira coisa que lhes diz o Ressuscitado é: “Alegrai-vos!” Mas não se trata de uma alegria passional, dependente das disposições tão passageiras dos nossos sentidos ou sentimentos.
A alegria pascal, a alegria de saber que a Vida venceu a morte, é antes de tudo fruto do Espírito. Ora, a alegria é a primeira reação de quem saber ser amado, e que amor maior podemos esperar que o de Deus, morto e humilhado para que, renascidos a uma vida nova e melhor, fôssemos exaltados no céu? Ele, que nos amou como ninguém, está vivo: eis a alegria que Ele quer infundir hoje em nossas almas. Que essa alegria, a mais profunda e verdadeira, nos leve a confessar sempre, sem temores vãos nem respeitos mundanos:
Cristo ressuscitou verdadeiramente!
Feliz Páscoa.