30/01/2026
O significado do Setsubun e do Rishun
No dia 3 de Fevereiro, vai haver um importantíssimo acontecimento no Mundo Espiritual, que em japonês chama-se Setsubun. No calendário ocidental, que é um calendário solar, existem 12 ciclos, mas no antigo calendário oriental, que é lunisolar, são 24 ciclos e cada um deles tem um significado. O dia 3 de Fevereiro é a véspera de um importante ciclo chamado Rishun, que inicia no dia 4. A respeito desse ciclo, Meishu-Sama nos orientou que ele é muito importante do ponto de vista espiritual porque, nesse dia, 4 de Fevereiro, começa um período de queima das máculas espirituais. É um período de limpeza e de “acerto de contas” no Mundo Espiritual, onde as impurezas, as imperfeições e as máculas excedentes têm que ser purificadas. Consequentemente é um período também muito propenso para purificações através de doenças, danos materiais, conflitos, acidentes, calamidades naturais, etc.
Mas qual é a origem do Rishun? Meishu-Sama nos orientou que, na antiguidade, quando ainda os deuses viviam sobre a Terra, eles eram comandados, por um deus chamado Kunitokotati-no-Mikoto. Esse deus era muito bom, muito honesto, muito correto mas também era muito severo. Não permitia o mínimo pensamento, sentimento ou atitude que não respeitasse as Leis de Deus Supremo e essa sua severidade foi incomodando alguns deuses que queriam agir livremente. Quando eram punidos pelos seus erros, alguns não aceitavam a rigorosidade do deus Kunitokotati-no-Mikoto. Entre os deuses descontentes, havia um em particular que se chamava Amanowakahiko-no-Mikoto, conhecido também pelo nome de Amanojako. Qualquer coisa que Kunitokotati-no-Mikoto dizia, ele não concordava e sempre contrariava. Assim, aos poucos ele começou a criar antipatias contra o Kunitokotati-no-Mikoto, ao ponto que um grupo rebelou-se e criou um plano para aprisioná-lo. Através de um estratagema, atraiu-o para dentro de uma caverna e, estando os deuses rebeldes escondidos atrás de uma grande rocha que havia na entrada, empurraram-na e ele ficou preso lá dentro da caverna. Este facto ocorreu no dia do Setsubun (03 de fevereiro). Assim, eles ficaram contentes e começaram a fazer tudo o que queriam livremente, impunemente, porque já não tinha mais o deus da justiça que, com severidade, os colocasse na linha. Entretanto, fazendo o que queriam, uns começaram a fazer mal aos outros, porque o sentimento egoísta, sempre fere ou magoa alguém, sempre sobrepõe a sua força sobre alguém e esse outro alguém sofre. Como esse deus Kunitokotati-no-Mikoto era da linhagem do Sol, quando ele foi aprisionado dentro da caverna, nasceu uma Era de Trevas e, no escuro espiritual, o Mal começou a dominar. Essa é a origem da Era das Trevas; da Era da Noite. Kunitokotati-no-Mikoto sabia do plano para aprisioná-lo; ele não foi enganado. Ele deixou-os fazer o que queriam porque tinha a certeza que assim iriam aprender através do sofrimento, que eles próprios estavam criando. Sabia também que um dia se arrependeriam e voltariam para libertá-lo. Era um deus verdadeiramente sábio.
O nascimento da nossa Igreja e a missão do Messias Meishu-Sama têm profunda relação com a libertação do deus Kunitokotati-no-Mikoto. A nossa missão é, através das atividades do Johrei, da Agricultura Natural e do Belo, abrir essa caverna para que ele possa novamente atuar. A nossa missão é fazer força para abrir a caverna. Por que é que nós temos que fazer força para abrir? Porque, em uma das nossas vidas anteriores, nós estávamos lá para empurrar a pedra para fechar a caverna. A mesma intensidade de força que fizemos para fechar, agora temos que fazer para abrir. Eu acho que devo ter feito mesmo muita força! (risos) Devo ter suado a camisa para empurrar aquela pedra, porque agora está difícil de puxá-la de volta! (risos) Essa é a nossa missão: liderados por Meishu-Sama, libertar o deus da justiça e construir o Paraíso Terrestre.
Portanto, no dia 4 de Fevereiro vai iniciar esse processo de limpeza do Mundo Espiritual. Limpando o Mundo Espiritual, no dia 15 de Junho, aumenta a intensidade da Luz. Não pode aumentar a Luz com a mesma quantidade de impureza. Todos querem a Luz mais forte, mas para isso é preciso haver a limpeza que precede o aumento da Luz. Em um poema, Meishu-Sama diz que: “A cada 15 de Junho, pouco a pouco, se abrem as portas do Céu”. Esse “abrir as portas do Céu” é “abrir a porta da caverna” para o deus Kunitokotati-no-Mikoto poder sair e manifestar-se em forma de Luz, de energia do fogo. Quem está no caminho correto, obedecendo a vontade de Deus, não tem medo da severidade, porque está no justo e no correto. Quem tem medo da severidade de Deus é porque tem consciência que está fora do Seu caminho.
Com o sofrimento que os homens criaram para si mesmos, agindo fora das Leis Divinas, hoje encontramo-nos justamente nesse alvorecer da Nova Era. Só que trazemos connosco essa bagagem do que cometemos de errado durante aquele período, em que fizemos o que queríamos, conforme a nossa vontade egoísta, não respeitando as Leis Divinas. Agora chegou a hora do acerto de contas, que cada um só pode fazer por si mesmo. Esse é um trabalho individual. A nossa dedicação é colectiva, as nossas orações são colectivas, mas o aprimoramento é individual. Cada um tem a sua quota de doença, miséria e conflito, conforme o que acumulámos com o mau uso do nosso livre arbítrio. Na verdade, ninguém é vítima de ninguém, é uma questão de “causa e efeito”. Criámos aquela causa e agora chegou a hora de mudarmos a causa para eliminarmos o efeito. Se conseguirmos isso, vamos cumprir a nossa missão. Para isso é que nasceu a Igreja Messiânica Mundial, para nos dar a força, a Luz, a sabedoria e os instrumentos para que possamos fazer essa reforma interior do nosso espírito. Sem o Johrei, sem o Belo e sem a Agricultura Natural não se consegue essa reforma.