Nova Geração Jovens em Cristo

Nova Geração Jovens em Cristo Grupo de Jovens Adoradores do Senhor que levam Deus através da música, palavra e dança.

Acreditamos em um nova Geração marcada pelo Amor ✝
Nosso carisma levar ,através da música, o evangelho da paz

09/08/2020

09AGO2020

COR LITÚRGICA: VERDE

19º Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Mt 14,22-33)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🔥🕊️
09AGO2020

“Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: ‘É um fantasma’. E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mateus 14,26).

Depois que Jesus despediu aquelas multidões quando multiplicou os pães, Ele se retirou para um lugar à parte para orar e ali permaneceu no silêncio da oração e da adoração, porque a oração era o Seu alimento: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou” (João 4,34).
A oração renova, purifica, liberta e fortifica o homem e a mulher de Deus. O quanto nos falta nos retirarmos para a oração, para que ela tire de nós aquilo que nos enfraquece, adoece e nos adormece. O combate da renovação humana é na oração.
Temos que trabalhar, cuidar do outro e de nós, mas só vamos cuidar bem do outro e de nós mesmos e darmos o melhor de nós para o mundo se nos abastecermos na força e no poder da oração. Foi por isso que Jesus se retirou neste lugar à parte, porque o barco da vida precisava ir para a frente.

A oração renova, purifica, liberta e fortifica o homem e a mulher de Deus

A noite chegou, a noite avançava e eles pegaram a barca para ir adiante para atravessar para o outro lado, mas quando os discípulos viram as ondas agitadas, se agitaram mais do que as ondas, porque o vento estava ao contrário.
Estamos bem, a alma mansa, mas quando os ventos vêm contrários, quando enfrentamos as contrariedades, entramos em dificuldade, porque começamos a agitar, preocupar-nos e perturbar-nos; toda essa perturbação cresce em nós, agita o nosso interior, tornando até obscura a nossa mente, a nossa visão de vida e de realidade.
Quando os discípulos viram Jesus, eles gritaram: “É um fantasma”. Eles estavam com a vista ofuscada. Estamos com a mente ofuscada, com os olhos cegos, porque não vemos nem Jesus diante de nós. Enxergamos medos, fantasmas, fantasias, perigos, mas não enxergamos a graça.
Jesus quer nos acordar. “Coragem! Sou eu”. Deus está conosco. Alguém pode imaginar que, pelo fato de Deus caminhar conosco, as coisas não irão se agitar, as coisas negativas não irão acontecer. Elas acontecem e muito. Há uma diferença, é que Jesus está conosco, ao nosso lado, mas se não estamos com Ele e estamos ligando para o medo e para as agitações, até de Jesus teremos medo, Ele será um fantasma para nós.
Quando reconhecem que era o Senhor, Pedro diz: “Senhor, manda-me ir ao seu encontro”. Jesus responde: “Vem, Pedro”. E Pedro vai andando nas águas, mas quando bate o primeiro vento contrário, ele começa a afundar.
Estamos afundando por falta de fé, de confiança, por falta de alimentarmos a nossa fé e sermos fracos na fé. O normal não é ser fraco na fé, o normal é robustecer a fé, alimentá-la e pedir para que ela cresça, seja verdadeira e autêntica.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥️

16/03/2020

16MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana da Quaresma - Segunda-feira

Evangelho (Lc 4,24-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊️🔥
16MAR2020

“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” (Lucas 4,24).

Jesus está nos contando dois fatos importantes. Você se lembra que, na época do profeta Elias, quando não chovia há três anos, houve muita fome, ele não foi enviado a nenhuma outra pessoa, mas ele foi enviado a uma viúva de Sarepta, na Sidônia. Ou seja, numa região, uma viúva que nem fazia parte do povo judeu. Do mesmo jeito aconteceu com o profeta Eliseu, pois havia muitos leprosos em Israel, mas nenhum leproso foi curado a não ser Naamã, o sírio.
A graça de Deus chega para o coração que acolhe e se abre. A graça de Deus não chega para quem se apropria e se acha dono de Deus, das coisas d’Ele, proprietários da graça de Deus. Algumas pessoas se apropriam até do Espírito Santo e se acham donas da Palavra de Deus, do Reino d'Ele; e a graça do Senhor não acontece, porque não podemos nos apropriar d'Ele. É Deus quem se apropria de nós, Ele deve tomar posse de nós, é Deus que vem habitar em nós para conduzir a nossa vida.
Muitas vezes, em nossas igrejas, convivências, grupos e relações, a profecia e a graça de Deus não são recebidas! Elas são rejeitadas, porque foi em Sua pátria, foi em Nazaré que Jesus foi expulso da sinagoga. Foi em Nazaré que levaram Jesus a um alto monte para poder lançá-Lo a um precipício, pois O rejeitaram, não O acolheram.

A graça de Deus não chega para quem se apropria e se acha dono de Deus

A Palavra de Jesus vem, muitas vezes, em contraposição ao que queremos, acreditamos ou àquilo que achávamos que deveria ser. A Palavra de Deus incomoda, mexe com as estruturas do poder, da sabedoria humana, do coração humano, as estruturas daqueles que acham que tudo podem, e querem que o mundo e o Reino de Deus seja do seu jeito.
Ou você acolhe Jesus com a mensagem d’Ele ou você O rejeita. Ou você acolhe a mensagem de Jesus com aquilo que Ele quer fazer ou você adultera a Palavra de Jesus em favor dos seus interesses, das suas pretensões e ilusões, e assim você vive o Reino do seu jeito, mas não é o Reino que Jesus trouxe até nós.
Convertamo-nos, acolhamos Jesus que veio e vem sempre fazer novas todas as coisas.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥️

11/03/2020

11MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana da Quaresma - Quarta-feira

Evangelho (Mt 20,17-28)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 17enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.
20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊🔥
11MAR2020

“Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mateus 20,26-28).

Olhamos para Jesus, o servo servidor, Aquele que, de fato, serve a todos. Ele não veio ao nosso meio para ser cortejado e elevado, mas Ele se coloca aos pés dos homens, Ele serve toda a humanidade: pobres, doentes, enfermos, sofredores e pecadores. Tamanho é o amor do nosso Deus por nós.
Quando Jesus, na última Ceia, lava os pés dos Seus discípulos, Ele sintetiza o que fez em toda a Sua vida: Ele serviu a todos. E quem quiser segui-Lo precisa aprender a escola do serviço, precisa entrar na escola da caridade. A escola que nos ensina a nos colocar aos pés uns dos outros, não querer ser o maior, o grande, não querer tornar-se o mais importante, não querer elevar-se, não querer títulos, não buscar reconhecimentos, mas se colocar no último lugar, se colocar no lugar daquele que serve sem esperar nada em troca.
Vivemos na sociedade onde tudo que se faz tem um interesse, até as pessoas quando vão servir aos outros, estão servindo por interesses, para receber algo em troca, para ter reconhecimento, para ser valorizado, para buscar as honrarias humanas.
O servidor do Evangelho tudo faz por amor, a sua recompensa e motivação é o amor; o seu impulso é o amor divino no seu coração. Ele aparece para servir e desaparece quando é para ser reconhecido. Ele aparece para se colocar à disposição e desaparece para a hora das honrarias.

Dar a vida é doar o esforço, é doar o melhor de si, é doar-se por inteiro para que o outro seja cuidado, amado e valorizado

O servo servidor, a exemplo de Jesus, nosso Mestre e Senhor, é aquele que não busca o primeiro lugar, é aquele que não busca os aplausos humanos, é aquele que não busca simplesmente levar vantagens sobre os outros. A única vantagem para ele é poder doar-se mais, servir mais, estar ao serviço dos outros. Essa é a graça, é o sentido e a razão de ser daquele que se faz discípulo seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dar a vida é muito mais do que estar presente, vivo em algum lugar; dar a vida é doar o esforço, é doar o melhor de si, é doar a própria honra e doar-se por inteiro para que o outro seja cuidado, amado, valorizado e tenha vida.
Jesus deu a vida por nós! Aprendamos com Ele a dar, doar e entregar a nossa vida em favor dos irmãos.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥

09/03/2020

09MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana da Quaresma - Segunda-feira

Evangelho (Lc 6,36-38)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊🔥
09MAR2020

“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6,36).

Se tem um substantivo, e talvez o único substantivo que deveria estar pregado em nós, é a misericórdia; e uma vez que está em nós, torna-nos homens e mulheres misericordiosos, e a graça de Deus está estampada em nós quando vivemos a misericórdia.
O que nos torna as pessoas de Deus não é falarmos d’Ele, não é pregarmos todas as coisas que sabemos sobre Ele. O que nos torna pessoas de Deus não é falarmos novas línguas nem orarmos dessa ou daquela forma. O rosto de Deus em nós resplandece quando vivemos a misericórdia, porque o nome d'Ele é misericórdia.
A misericórdia é a expressão mais profunda do amor divino, é a expressão mais profunda de um Deus que nos cura e nos resgata, que nos coloca de pé sem levar em conta os nossos pecados e os nossos erros, mas que nos trata com o mais profundo amor.
Quais são os traços da misericórdia verdadeira? O Evangelho nos ensina que, primeiro, é não julgar. Uma pessoa misericordiosa não vive julgando os outros.
Criamos verdadeiros tribunais em nossos meios, na sociedade, nos grupos em que vivemos e dos quais fazemos parte. A Igreja não é um tribunal de julgamentos, mas sim a casa da misericórdia.

A misericórdia é a expressão mais profunda de um Deus que nos cura e nos resgata

Em nossa casa, em nossa família, na participação em grupos, inclusive, nas redes sociais (até precisamos sair de muitos para sermos curados), estamos sendo muito mais julgadores em vez de sermos o bálsamo da misericórdia divina para o mundo tão marcado pela violência, pelo combate e pelos embates.
Só é presença de Deus quem sabe ser presença misericordiosa, sem julgar pelas aparências nem pela razão que achamos que temos.
O coração misericordioso é aquele que não condena. O quanto nós, até de forma intuitiva, condenamos uns aos outros! Emitimos sentenças de morte, de prisão, rotulamos as pessoas, e essa é a forma mais clara do nosso julgamento. Dizemos que tal pessoa não presta, não vale nada, jogamos essa pessoa no inferno. Enfim, criamos rótulos de julgamentos e condenação para as pessoas.
Uma coisa é julgar, pois aí já falta a misericórdia, e a falta da misericórdia extrapola quando condenamos, quando excluímos, quando lançamos as pessoas no calabouço do mal de acordo com nossos critérios, de justiça ou a falta dela.
“Perdoai e sereis perdoados”. A face mais extrema e mais bela da misericórdia é a dimensão do perdão. Como Deus nos perdoa e não se cansa de nos perdoar! Como Deus nos perdoa todas as vezes que buscamos a Sua misericórdia, e como o perdão d'Ele não leva em conta os nossos pecados! Como Deus se atreve a nos amar tanto!
Eu não tenho outra coisa para oferecer ao meu irmão a não ser o meu perdão verdadeiro e sincero, o perdão de quem experimentou a misericórdia de Deus e se tornou expressão dela para os outros.
Não amemos com palavras, mas com a profundidade da misericórdia divina.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ❤️

08/03/2020

08MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

2º Domingo da Quaresma

Anúncio do Evangelho (Mt 17,1-9)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊🔥
08MAR2020

“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz” (Mateus 17,1-2).

Neste domingo da transfiguração, Jesus está nos conduzindo na nossa caminhada quaresmal ao Seu encontro, ao encontro da luz, da graça e do amor de Deus que faz transparecer a nossa alma da forma como Deus a criou. Para isso, é necessário sairmos de onde estamos para sermos conduzidos à presença d'Ele.
Precisamos ir em um lugar à parte, ou seja, precisamos nos apartar daquilo que costumamos fazer e onde costumamos estar, porque, se não nos retirarmos, não encontraremos o Senhor e, na nossa vida, não transparecerá a graça que Deus quer nos dar.
Ir a um lugar à parte é retirar-se das ocupações cotidianas, é deixar de lado o trabalho, aquilo que nos preenche no dia a dia, é ter a coragem de passar um tempo sem celular na mão, sem a televisão ligada. É ter a coragem de se despir de tudo que prende (pessoas, situações).
Todos nós precisamos ter esse tempo de nos retirar. Ou nos retiramos para estarmos a sós com o Senhor ou a vida vai tirando de nós aquilo que é o mais essencial e fundamental.
Sei que muitos de nós temos responsabilidades e achamos impossível sairmos delas. Se você é pai, mãe e têm crianças pequenas, têm obrigações e compromissos.
Estamos ficando cada vez mais ansiosos, nervosos, mas precisamos nos retirar e dar tempo ao tempo. Mães, peguem as crianças, deixe o pai cuidar delas e retire-se para estar na presença do Senhor.
Não sei por quanto tempo você pode e consegue, mas quanto mais tempo você der para aquilo que é essencial, mais vai ver a graça de Deus resplandecer em você.
Por que precisamos sair para encontrar o Senhor? Para que Ele possa curar os nossos sentidos, a começar pelos nossos olhos. Não estamos vendo Deus no meio de nós, não estamos enxergando a graça d’Ele em nós. Estamos olhando as coisas apenas com o nosso olhar humano e terreno.

É necessário sairmos de onde estamos para sermos conduzidos à presença do Senhor

Como a nossa humanidade está ferida e machucada! Se ela não for transfigurada, continuaremos nos ferindo. Precisamos transfigurar as realidades com a presença de Deus no meio de nós, e para isso os nossos olhos precisam se encher da graça d'Ele.
Precisamos transfigurar os nossos ouvidos para ouvir, porque escutamos muito a nós, as nossas necessidades, o nosso orgulho e os barulhos do mundo que estão gritando dentro de nós. Precisamos calar o que faz barulho em nós para ouvirmos o Senhor.
Precisamos purificar a nossa língua, que diz tantas coisas impróprias, coisas que são frutos do coração que está machucado. Uma vez que esse coração for transfigurado, a língua proclamará e dirá a verdade, proclamará o Reino de Deus onde nos fizermos presentes.
Contemplemos a glória do Senhor nos retirando do mundo para nos colocarmos na presença d’Ele pela via da oração, sobretudo, na oração silenciosa, contemplativa e meditativa.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥

06/03/2020

06MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana da Quaresma - Sexta-feira

Evangelho (Mt 5,20-26)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊🔥
06MAR2020

"Quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão" (Mt 5,23-24).

Nós estamos vivendo este tempo da graça, o tempo quaresmal, que nos chama a uma profunda e verdadeira conversão. Podemos viver, na vida, a conversão de uma forma superficial, enganosa, passageira e ilusória; alguns estão achando que a essência da Quaresma é a penitência que praticamos, é a comida que não comemos, é o refrigerante que deixamos de beber, são práticas penitenciais importantes e necessárias, mas se elas não atingem a profundidade do coração humano, elas não passam de práticas humanas.
Quando o coração humano é atingido? Quando ele é curado das suas feridas mais profundas. Todos nós nos machucamos, os outros nos machucam e nós também machucamos os outros durante toda a nossa existência aqui na Terra. Quando olhamos para a nossa alma, somos um poço de feridas. Quantos espinhos estão espezinhando a nossa alma por dentro! E uma vez feridos, nós também nos ferimos uns aos outros.
Quaresma é tempo de graça, mas a graça sublime deste tempo se chama reconciliação. Reconciliamo-nos conosco e temos a graça de nos reconciliar com Deus, mas não há conversão verdadeira sem a reconciliação com o irmão, não há conversão autêntica se não nos reconciliarmos uns com os outros, por isso não trate reconciliação de uma forma superficial, não a trate de qualquer jeito.

Quaresma é tempo de graça, mas a graça sublime deste tempo se chama reconciliação

Nós sabemos que temos pessoas com as quais precisamos nos reconciliar e situações para serem resolvidas. Não nos façamos de indiferentes nem tenhamos aquele coração duro, orgulhoso, aquele olhar arrogante, soberbo, para dizer: “Ele me feriu, ele me fez mal, eu vivo melhor sem ele”. Não! Nós não entramos no Reino dos Céus, nós ficamos parados na porta, enquanto não pagarmos o último centavo, enquanto não nos reconciliarmos com a última pessoa que nós ferimos nessa vida.
Infelizmente, nós tratamos reconciliação de uma forma superficial, pois gostamos de nos reconciliar com quem é favorável a nós, com quem vai nos fazer falta. A reconciliação é com todos, e ela começa com os mais próximos a nós, dentro da nossa casa, da nossa família, com os irmãos que não falam com irmãos, irmãos que não se entendem.
E não preciso negar que, dentro da nossa Igreja, nós fazemos muito barulho, promovemos tantas coisas espirituais, mas promovemos muito pouco a reconciliação. São grupos contra grupos, pessoas que estão lá, dentro da Igreja, mas não se entendem, não vivem a comunhão. Não é para ninguém viver coladinho um com o outro, mas sem reconciliação não há comunhão com Deus.
Busquemos, neste tempo da graça, viver a necessidade do amor reconciliado, busquemos aquilo que foi quebrado pelo mal, pelo pecado, pelo orgulho e pela ofensa. Procuremos superar os ressentimentos e as mágoas para vivermos a Páscoa verdadeira em nós, reconciliados no amor de Deus.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥

03/03/2020

03MAR2020

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana da Quaresma - Terça-feira

Evangelho (Mt 6,7-15)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

*HOMILIA* 🕊🔥
03MAR2020

"Quando orardes não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras" (Mateus 6,7).

Jesus nos ensina no que consiste verdadeiramente a oração, pois, a verdade é que muitos de nós não sabemos como orar. Humildemente precisamos admitir isso e aprender a orar de verdade, porque não podemos fazer a nossa oração como os pagãos a fazem, nós não podemos fazer a nossa oração como muitos a fazem.
A oração é expressão da nossa comunhão mais profunda com Deus, o "Pai-Nosso que estais no Céu", pois é Ele a quem nos voltamos, é Ele a quem nos dirigimos. A oração é a nossa comunhão com o Pai.
Quando alguém me pergunta: "Como Deus se expressa a nós?". No mais profundo silêncio. Olha como Deus é silencioso e como nós somos barulhentos; agitados. Então, na hora de rezar, nós também somos assim: falamos, falamos e falamos... Até criamos as fórmulas, as ladainhas que têm importância, mas não podem, de forma alguma, ocupar aquilo que é o essencial, ou seja, a oração precisa nos levar à comunhão com Deus; e a comunhão com Ele se faz pela via do silêncio: silenciar a alma, o coração, vencer a sede de falar.
A primeira necessidade é a de ouvir, pois, se nós não ouvirmos a Deus, nós não rezamos, não oramos nem fizemos comunhão com Ele. Como é que vamos ouvir, se não silenciarmos e não calarmos o nosso interior, a nossa alma e todo o nosso ser?

A comunhão com Deus se faz pela via do silêncio

Oração é despojamento da alma e do espirito; dos sentimentos, dos afetos e da razão. Oração é nos colocarmos "nus" na presença de Deus para que Ele possa nos despir de tudo aquilo que o mundo tem nos revestido. Quantas coisas mundanas estão em nós... Quantos sentimentos estão expelindo dentro da nossa alma e dentro do nosso coração nos gritando, perturbando, agitando e criando todo esse complexo de ansiedade interior em que nós vivemos.
É preciso mergulhar a alma no mais inquieto silêncio. O silêncio é perturbador, mas é ele quem nos coloca em comunhão mais íntima com o Senhor, nosso Deus.
Hoje, como é difícil o silêncio! Até em nossa Igreja, como é difícil nos concentrarmos para rezar, porque as pessoas querem conversar, falar. Como é difícil nos sentarmos para orar porque estamos "borbulhando" com muita coisa para resolver, temos muitas ansiedades que nos inquietam, então, começamos a falar, falar e falar.
Silenciemos a alma, o coração e entremos em comunhão com o Pai para glorifica-Lo, exalta-Lo, santificar o Seu Nome e clamar pelo Seu Reino; para rendermos a nossa vontade e fazermos a vontade do Senhor; para vivermos a comunhão com o Pão, o Pão que não é meu, e sim que é nosso; o Pão que o Pai nos dá para partirmos e partilharmos uns com os outros.
A oração é quem nos faz mergulharmos na vivência mais dinâmica e verdadeira do perdão, pois, quem não perdoa não reza. E não há oração que não conduza a alma para o perdão, porque a primeira coisa é suplicar a Deus que é quem nos perdoa. Então, esse Deus que nos perdoa dá um balsamo à nossa alma que nós saímos impelidos a perdoarmos uns aos outros.
A oração que clama para nos livrarmos do mal, nos libertarmos do poder do mal, além disso, nos instalarmos, lutarmos e construirmos o Reino de Deus no meio e nós.
Que a nossa alma mergulhe na profundidade da oração no coração do Pai.
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Santo dia ♥

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