Centro Espírita Amparo de Maria - Ceam Cameta

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Anjos decaídos Na Bíblia, conta-se o episódio da queda dos anjos.Trata-se de uma narrativa rica de simbolismos e, por ve...
27/05/2026

Anjos decaídos

Na Bíblia, conta-se o episódio da queda dos anjos.

Trata-se de uma narrativa rica de simbolismos e, por vezes, de difícil interpretação.

Causa perplexidade a ideia de que seres perfeitos possam, de repente, cair em desgraça.

Afinal, os sentimentos puros e a conduta reta e equilibrada são inerentes ao estado de perfeição.

Jesus é o único exemplo de ser angélico que já pisou o solo do planeta.

Invariavelmente sábio e bondoso, constitui o Modelo a ser seguido pela Humanidade.

Entretanto, à parte a literalidade da linguagem, a passagem dos anjos caídos enseja relevantes reflexões.

Nela, estão estampados velhos vícios humanos.

Por exemplo, o desejo incontido de brilhar e de ofuscar os outros.

Segundo a Bíblia, os tais anjos queriam se assemelhar a Deus, em Sua glória.

Outra falha corriqueira nos homens reside na ingratidão.

Veja-se que, tendo recebido tudo do Senhor da vida, os agraciados se revoltaram contra Ele.

Na esteira dessas reflexões, é possível concluir que essa tragédia bíblica se repete todos os dias.

Ela não costuma ser percebida diretamente, mas é comum.

Trata-se de homens dotados por Deus com os mais variados talentos, mas ingratos.

Podem ser intelectuais, artistas, empresários, professores ou administradores.

Embora ricos de possibilidades e recursos, não cuidam de tornar o mundo melhor.

São inúmeros os artistas que excitam o que há de pior nas criaturas.

Idealizam e executam obras de violência e devassidão.

Aproveitam sua notoriedade para propagar vícios e leviandades.

Engendram danças e músicas lascivas com o talento que Deus lhes concedeu.

O mesmo se dá com alguns grandes intelectuais.

De suas mentes saem invenções voltadas à guerra e à exploração.

Muitos deles, em sua arrogância, pretendem provar a inexistência do Criador.

Também há os empresários indiferentes à ética e ao interesse público.

Utilizam seu gênio para dominar os mercados, a todo custo.

O mesmo se pode afirmar de professores que dão maus exemplos aos alunos ou que pouco ensinam.

Todo homem talentoso, que não age em favor do progresso, corporifica a metáfora dos anjos caídos.

Por certo, não é perfeito.

Caso contrário, não erraria.

Mas recebeu da Divindade importante depósito do qual precisa dar conta.

Sua tarefa é tornar o mundo melhor, qualquer que seja a sua área de atuação.

Se decide utilizar seus recursos de forma egoísta, ou desvirtuá-los, lança-se em um precipício.

Por livre vontade, candidata-se a dolorosas expiações, que podem durar séculos.

Tudo no Universo pertence a Deus.

Em Sua bondade, Ele aquinhoa Seus filhos dos mais ricos e belos dons.

A felicidade e a plenitude decorrem da saudável utilização desses recursos.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 24, ed. FEP.
Em 27.5.2026

Ninguém te condenou?Muitos de nós recordamos do encontro de Jesus com a mulher surpreendida em adultério.Ela recebeu o r...
26/05/2026

Ninguém te condenou?

Muitos de nós recordamos do encontro de Jesus com a mulher surpreendida em adultério.

Ela recebeu o rótulo de adúltera devido ao vício humano de julgar sem indulgência.

Ela era muitas outras coisas, tinha outras características. Por que rotulá-la por causa de um dos seus deslizes?

Jesus interveio no momento certo, evitando mais um apedrejamento, comum na época e, curiosamente, ainda persistente nos tempos atuais, mesmo que seja com outras características.

Passado o momento, o Apóstolo João, desejando aprender mais, voltou-se para o Mestre, inquirindo qual a razão de Ele não ter permitido que a lei antiga fosse cumprida.

Ela pecou e fez jus à punição. Não está escrito que os homens pagarão, ceitil por ceitil, os seus próprios erros?

Jesus se serve da indagação para demonstrar como as leis de Deus são muito maiores, muito mais amorosas e belas do que nossa compreensão.

É nesse instante que o Nazareno apresenta o amor da Sua revelação em contrapartida à rigidez das leis antigas, sem jamais deixar de respeitá-las.

Sorriu e, sem se perturbar, respondeu:

Ninguém pode contestar que ela tenha pecado. Porém, quem estará impecável na face da Terra?

Há sacerdotes da lei, magistrados e filósofos que prostituíram suas almas por baixo preço. Contudo, ainda não vi seus acusadores.

Vejamos que Jesus inicia concordando que houve equívoco e que todos somos passíveis de errar no mundo. Destaca a hipocrisia da sociedade que enxerga os erros de alguns apenas, enquanto mantém na penumbra equívocos maiores de tantos outros.

E continuou esclarecendo:

Deus é o Pai de bondade infinita que aguarda os filhos pródigos em Sua casa.

Faz menção à parábola antes contada, do pai amoroso que recebe o filho perdido de braços abertos, que deseja o bem de suas criaturas, que deseja o fim do pecado e não do pecador.

Em seguida, prosseguiu:

Podemos desejar para a pecadora tormento maior do que aquele a que ela própria se condenou por tempo indeterminado?

Quantas vezes lhe tem faltado pão à boca faminta ou a manifestação de um carinho sincero à alma angustiada?

Raras dores do mundo serão idênticas às agonias de suas noites silenciosas e tristes. Esse o seu doloroso inferno, sua aflitiva condenação.

Jesus oferece um novo ângulo para nossa visão: enxergar o outro, entender as suas dores, perceber que quem erra já sofre as consequências do mal praticado, isto é, já se encontra no processo de quitação de dívidas com as leis maiores.

Esse é o ponto que nos escapa, como julgadores impiedosos. Só vemos uma parte, não enxergamos o todo. Quem enxerga o todo é o Criador, por isso a justiça mais sábia estará sempre nas mãos divinas.

Jesus entendeu que aquela punição era demasiada. Uno com Deus, conhecia as dores íntimas daquela mulher. Conhecia-lhe toda a história.

Será que, quando nos pomos a julgar, temos ciência de toda a história da pessoa que estamos condenando severamente?

Pensemos nisso. Lembremos de Jesus e de como compreendeu a história dessa mulher. Uma mulher, um ser humano, como você e eu, ainda falhos. Apenas isso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13,
do livro Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 26.5.2026

Poderíamos ser melhores Raul Teixeira narra, em oratória de profundas reflexões, episódio ocorrido consigo e que lhe con...
25/05/2026

Poderíamos ser melhores

Raul Teixeira narra, em oratória de profundas reflexões, episódio ocorrido consigo e que lhe conferiu sábia lição.

Conta que foi a uma cidade e percebeu que, quando falava em determinada assembleia religiosa, os integrantes da outra instituição não compareciam.

E vice-versa. Aquilo lhe causou estranheza. Como os lidadores do bem, os que se encontram vinculados a uma Instituição que tem por objetivo espalhar a semente da boa nova, podem ter esse tipo de comportamento?

Ele mesmo se perguntou: Como falarei de Cristo, de paz, de trabalho, de Evangelho no meio dos cristãos de mal um com o outro?

Confessa que sofreu muito. Mas deu conta de todas as tarefas. De retorno à sua cidade, Niterói, chegou em casa, depôs a mala, sentou-se na cama e chorou.

Descreve que a sensação que tinha era de quem enxugava gelo com pano quente. Para quem ele fora pregar?

Recordou das palavras de advertência de Espírito amigo, que registrara:

Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa.

Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Angustiado, deixava que as lágrimas lhe lavassem a face, quando lhe apareceu o Espírito Camilo, seu benfeitor espiritual.

Olhou profunda e demoradamente a Raul, que se sentiu como que radiografado.

Então, lhe perguntou como se já não houvesse auscultado a alma do seu pupilo: Por que você chora?

Acabrunhado, Raul declinou as razões, extravasou toda sua tristeza. Quando concluiu, ouviu a voz do amigo:

Pois é, meu filho, e pensar que você já poderia estar longe de tudo isto.

A frase chocou o orador. Mas deu-se conta de que aquilo valia mesmo para ele.

E vale, igualmente, para nós. Essa é a realidade dos que sofremos com a injustiça, que nos martirizamos com a criminalidade, que nos sentimos violados em nossos direitos com a violência tranquilamente livre nas nossas sociedades.

Poderíamos ter saído desse tormento, deste mundo aturdido em que nos achamos.

Quantas vezes já ouvimos o chamado de Jesus. E, com tudo que ouvimos, que nos foi reprisado, ainda não nos unimos a Ele.

Poderíamos não mais viver as situações tristes que vivemos. Poderíamos ser melhores.

E, se fôssemos melhores, o mundo seria melhor. Já viveríamos o mundo de regeneração, de menos dores e mais trabalho no bem.

De menos maldade e maiores benefícios pela família humana.

Poderíamos estar vivendo a realidade crística: Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.

Isso é possível, de forma mais rápida. Basta nos decidirmos pela sua concretização.

Talvez, para acelerar nossa vontade, nos recordemos dos convites do suave nazareno:

Vem e segue-me. O meu jugo é suave e meu fardo é leve.

Vinde, benditos de meu pai para o reino que vos tenho preparado.

Redação do Momento Espírita, com narrativa extraída do curta Poderíamos ser melhores, disponível no e citação do cap. XX, item 4 de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 25.5.2026

Como vemos o outroNão vemos os outros como realmente são. Vemos os outros como nós somos.É de se estranhar a afirmativa....
23/05/2026

Como vemos o outro

Não vemos os outros como realmente são. Vemos os outros como nós somos.

É de se estranhar a afirmativa. Como assim, ver o outro como somos?

Toda vez que fazemos um julgamento, toda vez que fazemos avaliação de uma pessoa, estamos fazendo com os instrumentos que temos, isto é, com a nossa própria lente.

Acontece que essa lente é complexa. Foi formada com nossas experiências ao longo de anos, séculos, até milênios.

Cada um de nós enxerga com uma lente própria, com seus valores, com sua cultura, com tudo aquilo que aprendeu.

Nossos óculos têm um pouco dos óculos dos nossos pais. Têm outro tanto dos amigos com quem convivemos. Outra parte do próprio caldo cultural no qual estamos inseridos.

Alguns de nós temos as lentes bastante distorcidas, rachadas, quebradas, pois vivemos experiências que nos marcaram ou traumatizaram profundamente.

Em decorrência disso, a nossa visão está afetada. Naturalmente, o nosso julgamento será diferente daquele que está ao nosso lado, e não sofreu o que sofremos.

Imaginemos que cada um de nós se serve de um par de óculos. Esses óculos estão conosco há muito tempo e vêm sendo configurados conforme nossas necessidades.

Eles são parte de nós. Tudo que enxergamos é através deles.

Podemos entender por que a visão que temos do outro, da vida, passa sempre pelo filtro próprio desses nossos óculos?

Eles podem estar escurecendo tudo. Pode ser um par de óculos, com filtro que bloqueia certos reflexos, mostrando cores diferentes do que outros enxergam.

Pode ainda estar com pequenos pontos de sujeira, o que nos fará jurar sempre que alguma coisa está errada em tudo que enxergarmos.

Quem sabe possamos entender por que é temerário sair por aí emitindo julgamentos sobre a vida do outro, achando que somos os donos da verdade.

O que seria a verdade? Seria a realidade sem lentes alteradas. E quem de nós a possui?

Impossível não emitir julgamentos, alguém poderia argumentar. Sim, certamente, porém a lição é inspirada na prudência proposta por Jesus.

Não julgueis, a fim de não serdes julgados, porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros.

Vejamos, primeiro, exatamente a ideia das lentes. Uma vez que nos colocamos na posição de julgadores vorazes, naturalmente estamos nos expondo a sermos igualmente julgados dentro da mesma regra: por lentes limitadas e repletas de imperfeições.

Em segundo lugar, o Mestre nos ensina que não devemos julgar os outros com mais severidade do que julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos.

Em nossos óculos, deve haver bondade, compreensão, indulgência.

Em nossos óculos, devemos perceber a sutil incidência de raios de luz transversais que, ao baterem na lente pelo lado de dentro, mostram o nosso próprio reflexo.

Olhar para o outro é olhar para nós mesmos.

Por isso o sábio Mestre de Nazaré estabeleceu que a lei do amor mantém sempre unidas as propostas de amar ao próximo e a si mesmo.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita
Em 23.5.2026

✨ PALESTRA ESPÍRITA | EFICÁCIA DA PRECE ✨É amanhã! 🙏💙Uma noite especial de reflexão, aprendizado e fortalecimento da fé ...
22/05/2026

✨ PALESTRA ESPÍRITA | EFICÁCIA DA PRECE ✨

É amanhã! 🙏💙

Uma noite especial de reflexão, aprendizado e fortalecimento da fé espera por você no Centro Espírita Amparo de Maria.

🗣️ Palestrante: Raimundo Barra
📖 Tema: Eficácia da Prece
📅 Data: 23 de maio (amanhã)
⏰ Horário: 20h
📍 Local: Centro Espírita Amparo de Maria
📌 Trav. João Augusto, 585 – São Benedito, Cametá/PA

💫 Venha compreender melhor o poder da prece e fortalecer sua conexão espiritual através de uma palestra edificante e acolhedora.

✨ Após a palestra, haverá passe, proporcionando um momento de renovação espiritual e paz interior.

Evento gratuito! Convide sua família e amigos e venha viver esse momento de luz conosco. Esperamos por você! 🙌💙

Aprendizado fundamental Ele era baixo, pesado, de cabelos loiros e testa curta. Estava sujo e malvestido. Além de tudo, ...
22/05/2026

Aprendizado fundamental

Ele era baixo, pesado, de cabelos loiros e testa curta. Estava sujo e malvestido. Além de tudo, tinha um ar de bobo.

Bateu à porta do mosteiro. De imediato, foi rechaçada a ideia de acolher um bárbaro como aquele entre os muros sagrados, para conviver com homens cultos, alguns deles nascidos nas melhores famílias do império romano.

Ninguém o desejava ali. Nem de longe se recordaram que o que os unia era a mensagem cristã, que recomendava o amor ao próximo. Ninguém se recordou, sequer, da célebre parábola do bom samaritano.

Daquele que teve compaixão para com o caído na estrada, desconhecendo-lhe a origem, a nacionalidade, o motivo pelo qual sofrera tamanha agressão.

Ninguém, a não ser Bento, o abade-chefe de todos os monges. Ele não pensava como os demais, que estavam dispostos a deletar de suas vidas um homem grosseiro e pobre de espírito.

Apesar de jovem, o abade era sábio e viu uma grande oportunidade para todos irem além de si mesmos e exercitarem a tolerância.

Bento lembrou aos seus comandados que fazia parte da tradição daquela ordem religiosa acolher a qualquer um que batesse à sua porta.

Bento acolheu aquela criatura. Ofereceu-lhe alimento, cama limpa. E um trabalho.

Era uma tarefa muito difícil: ceifar os espinheiros perto de um lago, preparando o terreno para futuro plantio.

E o homem se dedicou a trabalhar com plantas repletas de espinhos, da manhã ao cair da tarde, decidido a tornar aquele local um campo limpo.

No entanto, aconteceu que, um dia, ele perdeu a lâmina da sua ferramenta. Ela voou longe e caiu no meio do lago.

O abrigado se desesperou. Era a Idade Média e os instrumentos agrícolas eram considerados preciosos. Imaginou que os monges o mandariam embora por causa da sua perda.

Quando soube do acidente, Bento foi ao campo. Encontrou o homem com o rosto lívido, o cabo da foice, sem lâmina, nas mãos.

Não teve dúvidas. Entrou no lago e foi recuperar a lâmina. Era seu dever ser tolerante e acolhedor. E devia dar o exemplo aos demais.

*

Tolerância para com o outro. Por vezes, nos parece bem difícil quando pensamos que os verbos abranger, incluir e acolher são os que melhor definem o que é a tolerância.

Cabe-nos pensar que todos nós, em algum momento, na família, no trabalho, na sociedade em geral, podemos nos sentir rejeitados como o bárbaro que procurou abrigo no mosteiro.

A Terra é o grande mosteiro. Convivemos com pessoas de múltiplas culturas, origens e modos de vida diferentes.

Estamos diante da diversidade humana todos os dias, o tempo todo.

E, da mesma forma que desejamos ser aceitos, acolhidos, o outro também deseja. Quando encontramos alguém que nos cause antipatia, tudo que ele fizer nos será intolerável.

Precisamos nos tornar mais maleáveis, precisamos nos libertar do Eu gosto ou Eu não gosto, e mudarmos nossa maneira de olhar o outro.

Tratá-lo como gostaríamos que nos tratassem. Não é essa a grande norma estabelecida pelo Mestre que dizemos seguir?

Tolerância. Aprendamos a aceitar mais, entender mais, acolher mais.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Tolerância, de Liane Alves, da Revista Vida Simples, nº 206, de abril 2019.
Em 22.5.2026

Sempre com DeusLembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.Se te encontras cansado, pensa nEle, o et...
21/05/2026

Sempre com Deus

Lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.

Se te encontras cansado, pensa nEle, o eterno Pai que jamais descansa. Como nos ensinou o próprio Jesus, o Pai trabalha constantemente.

Se te encontras triste, eleva a Deus os teus sentimentos, meditando na alegria solar com que, todas as manhãs, a infinita bondade do Pai dissolve as trevas, anunciando um dia novo de oportunidades.

Se estás doente pensa em como Deus, na Sua compaixão e equilíbrio, reajusta os quadros da natureza. Pensa em como, após a tempestade, que arranca árvores centenárias e destrói montanhas, tudo se asserena.

Se te sentes incompreendido, ainda assim volta-te para Deus. Ele, o eterno Doador de todas as bênçãos, quantas vezes é incompreendido pelas criaturas que criou e sustenta.

Mesmo assim, a Sua paciência inesgotável não desanima, aguardando que nos decidamos por abandonar nossas imperfeições.

Se te sentes humilhado, entrega a Deus as dores da Tua sensibilidade ferida ou do orgulho menosprezado, refletindo no anonimato com que Ele esconde a Sua imensa grandeza, servindo-nos todos os dias.

Se te sentes sozinho, busca a companhia sublime de Deus na pessoa daqueles que seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento.

Os mais solitários que tu mesmo, que se encontram em provações mais difíceis que as tuas. Procura aqueles que a miséria encara todas as horas e necessitam da tua ajuda para matar a fome, a sede, acalmar a dor.

Sai de ti mesmo e procura-os. Eles se encontram nas favelas, nas praças, nos hospitais, nos asilos, nas prisões.

Talvez, ao teu lado, nos familiares que te esperam um gesto de carinho, uma palavra amiga, um pouco de atenção.

Se estás aflito, confia a Deus as tuas ansiedades. Fala-lhe de tudo aquilo que te vai na intimidade e nEle, que é o amor, todas as tuas tormentas haverão de se acalmar.

Enfim, seja qual for a dificuldade, recorda o Todo misericordioso que não nos esquece.

Na oração haverás de encontrar a força a fim de te ergueres e superares os problemas, pequenos ou grandes que te estejam a supliciar.

Na oração, que é rota de luz, não haverá de te faltar o ânimo para enfrentar mais este dia, com coragem, bom ânimo e alegria, porque, afinal de contas, dia como este nunca houve e nem haverá igual.

* * *

Na vida, auxilia quanto puderes. Faze o bem sem olhar a quem.

Imagina que és o lavrador e o teu próximo é o campo. Tu plantas e o outro produz. Tu és o celeiro, o outro é o cliente.

Se desejas seguir para Deus, pensa que entre Deus e tu mesmo, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas através das criaturas.

Por isso mesmo, é preciso viver e servir.

Redação do Momento Espírita com base nos cap. 13 e 19 do livro O Espírito da verdade, por diversos Espíritos, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. FEB. Disponível no CD Momento Espírita v. 6, ed. FEP.
Em 21.5.2026

Uma luz há de virPor vezes, tanto empeço na estrada,que indagas, coração, de alma desencantada,por que meios humanos pro...
20/05/2026

Uma luz há de vir

Por vezes, tanto empeço na estrada,

que indagas, coração, de alma desencantada,

por que meios humanos prosseguir...

Entretanto, ergue a fronte, ao vasto firmamento,

da nuvem mais pesada ou do céu mais cinzento

uma luz há de vir...

*

O trecho do poema de Maria Dolores acalenta nosso coração, relembrando-nos algo precioso: tudo passa e devemos confiar mais e confiar sempre.

No entanto, que fique claro: não se trata de uma confiança incerta, que tem cara de quem sabe, talvez ou espero que...

Não, essa confiança, que também chamamos de fé raciocinada, pode ser construída sobre o fundamento da certeza e da razão.

Conforme vamos conhecendo as leis divinas, conforme vamos nos apropriando de parte da beleza de como tudo funciona, vamos nos sentindo mais confiantes.

No Universo, nada está no lugar errado. Nenhum astro, dos bilhões e bilhões que já descobrimos, nenhum deles escapa ao cumprimento das leis universais.

Para que estivéssemos vivos hoje pela manhã, e para que a vida no planeta Terra fosse possível, muita coisa teve que dar certo ao mesmo tempo, muita coisa teve que ser pensada, calculada, colocada em seu devido lugar.

Nada a esmo, nada jogado, nada deixado aqui ou ali de qualquer jeito.

Segundo alguns cálculos das ciências, para que a vida fosse possível na Terra, mais de cem variáveis físicas e químicas precisaram ser exatas.

Um ajuste fino, que, estatisticamente calculado, nos mostra que a probabilidade de ter sido feito ao acaso é de um em dez, elevado à potência cento e trinta e oito. Isso é, de longe, pela matemática, considerado probabilidade zero.

Não há acaso no Universo e as ciências sabem disso.

Não há acaso em nossas vidas, da mesma forma.

Tudo está como está por alguma razão. Tudo se alinhou dessa forma, neste momento, por uma série de fatores, muitos deles provocados por nós mesmos.

Esse nós mesmos pode ser entendido de uma maneira mais ampla. O eu de hoje e o eu milenar, que vem seguindo através das eras.

Se pudéssemos olhar melhor o passado, se soubéssemos observar melhor o cuidado das leis para com nosso processo evolutivo, iríamos perceber que uma luz sempre veio.

A maior delas chamou-se Jesus.

Jesus foi a luz que o Pai amoroso enviou para a Terra, servindo-nos de Guia e Modelo.

Muitas outras luzes O seguiram e O seguem até hoje.

Francisco de Assis iluminou a Idade Média. Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, irmã Dulce foram outras tantas luzes que nos exemplificaram como é seguir a luz.

Saibamos ver e procurar pela luz.

Quem trabalha pelo bem, quem serve sem olhar para trás, certamente logo a vê.

Quem confia na grandeza do Universo, respeita suas leis e abraça seu próximo com amorosidade faz a sua própria luz.

Os empeços na estrada são lições da escola. Os desafios precisam existir, caso contrário, nos acomodamos aos vícios.

Não peçamos vida fácil; saibamos lidar com as lutas, confiando sempre na luz que há de vir!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 37, do livro Maria Dolores, pelo Espírito Maria Dolores, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDEAL.
Em 20.5.2026

O endereço certo O jovem rapaz fazia os últimos preparativos para a viagem que se avizinhava.Ficaria distante da família...
19/05/2026

O endereço certo

O jovem rapaz fazia os últimos preparativos para a viagem que se avizinhava.

Ficaria distante da família, do país, na busca de novos desafios profissionais.

Estava às portas de iniciar uma nova fase da vida, na qual precisaria se afastar do lar, dos amigos.

Pela primeira vez, pensava ele, estaria sozinho, dono de si e de seu destino.

Os vinte e poucos anos davam-lhe o combustível para correr em busca dos sonhos e das aventuras, no desejo natural de se descobrir e descobrir a vida.

Certo dia, o avô o chamou, pois queria ter com ele uma conversa antes de partir.

Recebido entre abraços e brincadeiras carinhosas, o velho senhor o convidou a ouvi-lo, pois tinha um último conselho a lhe dar antes da viagem.

O jovem, afeito aos cuidados naturais do avô, imaginou que seriam as falas de sempre, aqueles conselhos para se cuidar, mandar notícias, e outras coisas do gênero.

Sentou-se e esperou. Contudo, com o peso da sabedoria que os anos lhe possibilitavam, o avô o olhou, profundamente, nos olhos e lhe disse:

Meu filho, por onde quer que você vá, não importam os caminhos e possibilidades que a vida lhe oferte, lembre-se de nunca perder o endereço de sua casa.

O rapaz achou, a princípio, que se tratava de alguma brincadeira, ou mesmo que o juízo do avô falhara por alguns instantes. Afinal, como ele iria esquecer o nome da rua, o número da casa que lhe fora lar por toda a vida?

Como assim, vovô, perder o endereço de casa? O senhor acha que eu não vou me lembrar onde moro?

Depois de uma pausa natural, o ancião explicou:

Meu filho, muitos serão os convites que lhe chegarão. E cada convite, será uma bifurcação na estrada de sua vida. Você terá a opção de ir para um lado ou para outro.

Terá sempre a chance de dizer sim ou de dizer não. A sua resposta, para cada convite é que definirá o rumo de sua caminhada, o destino que você estará construindo para si mesmo.

Assim, quando tiver dúvidas, quando se perguntar se vale a pena isso ou aquilo, lembre-se do endereço de sua casa.

Lembre-se dos valores com que foi educado. Lembre-se de que é aqui que você aprendeu a ser honesto, honrado, solidário com o próximo, a ser uma pessoa de bem.

As propostas que o afastarem da sua casa, tenha certeza, não valerão à pena.

Não importa se possam acenar com sucesso, conquistas, dinheiro ou reconhecimento social.

Escutando as valiosas palavras do avô, o jovem, emocionado, o abraçou, guardando na alma a lição.

* * *

Os valores recebidos no lar deverão nos acompanhar vida afora, aonde quer que nos conduzam nossos passos e nas mais diversas circunstâncias, sorria-nos o sucesso ou as momentâneas nuvens do fracasso.

Os conselhos dos que nos antecederam na jornada reencarnatória devem nos merecer acurada reflexão, uma vez que, tendo experienciado determinadas lutas, eles têm, além do peso natural dos anos, a própria vivência a lhes guiar as palavras.

Pensemos nisso. Fiquemos atentos às ponderações dos que nos querem bem e somente desejam que sejamos felizes nesta vida, sob a bandeira da honestidade e da dignidade.

Redação do Momento Espírita.
Em 19.5.2026

Atirar-se às ondasNaquele momento, Jesus preparava os apóstolos para o que estava por vir.Mostrava-lhes o que deveria su...
18/05/2026

Atirar-se às ondas

Naquele momento, Jesus preparava os apóstolos para o que estava por vir.

Mostrava-lhes o que deveria suceder a Ele, cumprindo as palavras dos grandes profetas do Velho Testamento.

Filipe, emocionado com aquelas revelações, interrogou:

Mestre, como pode ser isso, se sois o modelo supremo da bondade? O sofrimento será, então, o prêmio às Vossas obras de amor e sacrifício?

Eis uma dúvida genuína: Por que Jesus precisou mergulhar no sofrimento se não tinha nada para resgatar?

Vim ao mundo para o bom trabalho e não posso ter outra vontade, senão a que corresponda aos sábios desígnios dAquele que me enviou.

Minha ação se dirige aos que estão escravizados, no cativeiro do sofrimento, da expiação. Instituindo, na Terra, a luta perene contra o mal, tenho de dar o legítimo testemunho dos meus esforços.

Necessitamos ponderar que as palavras dos ensinos somente são justas, quando seladas com a plena demonstração dos valores íntimos.

Acreditais que um náufrago pudesse sentir o conforto de um companheiro que apenas se limitasse a dirigir-lhe a voz amiga, lá da praia, em segurança?

Para salvá-lo, será indispensável ensinar-lhe o melhor caminho, atirando-se, igualmente, às ondas, partilhando dos mesmos perigos e sofrimentos.

O fardo que sobrecarrega os ombros de um amigo será sempre mais agravado em seu peso, se nos pusermos a examiná-lo, muitas vezes guiados por observações inoportunas.

Ele, entretanto, se tornará suave e leve para aquele a quem amamos se o tomarmos com os nossos esforços sinceros, ensinando-lhe como se pode atenuar o peso, nas curvas do caminho.

* * *

Reflitamos sobre as palavras de Jesus.

Ele se utiliza da imagem de um náufrago ouvindo a voz amiga de um companheiro, que está na praia.

Em paralelo, compara com a atitude desse mesmo companheiro quando se atira às ondas, partilhando dos mesmos perigos e sofrimentos.

Da praia, falamos com o coração, mas sem nos colocarmos no lugar do outro.

Quando nos atiramos às ondas, conseguimos nos entregar às dores alheias, damos um passo a mais na direção do próximo. Nossa visão se amplia e a ajuda é mais eficaz.

Atirar-se às ondas não pode ser entendido como cair, como corromper-se ou envolver-se nos mesmos problemas do outro.

A linguagem figurada do Mestre nos acena a ideia de partilhar a dor, de estender a mão, de doar nosso tempo, de nos encharcarmos da vida do outro para podermos ajudar.

Avisos, conselhos ditos em voz alta, à distância, mostram boa intenção. Contudo, por vezes, sequer são ouvidos porque quem está envolvido no problema precisa de algo mais.

Quem somos nós nessa imagem?

Os que olhamos da praia e nada falamos? Os que observamos da areia e gritamos, preocupados? Os que nos decidimos a mergulhar os pés no mar e conseguimos ver o náufrago, em toda sua aflição?

Somos aqueles cujos joelhos já estão no nível d'água? Ou, quem sabe, somos os que nos atiramos às ondas, no intuito de auxiliar verdadeiramente?

Reflitamos a respeito.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 21, do livro Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 18.5.2026

Os mais altos lourosPodemos definir um herói como alguém que age em benefício do outro ou de uma causa maior, muitas vez...
16/05/2026

Os mais altos louros

Podemos definir um herói como alguém que age em benefício do outro ou de uma causa maior, muitas vezes sob risco pessoal ou sacrifício significativo. O que o qualifica é sua ação.

Citamos os heróis da Pátria, que se evidenciaram em momentos estratégicos da nossa História. Lemos sobre seus atos nos livros de História. E os reverenciamos.

Não menos herói é, no entanto, o bombeiro que entra em um prédio em chamas ou alguém que doa um órgão para salvar uma vida, mesmo que seja a de um estranho.

Às vezes, o maior ato heroico é simplesmente continuar. É o heroísmo de quem enfrenta doenças graves, luto ou pobreza extrema e mantém a integridade e a ajuda aos outros.

Herói é um pai ou mãe que trabalha em três empregos para garantir o futuro dos filhos sem nunca perder a ternura.

Christopher Reeve, em seu martírio de nove anos de paralisia, depois de seu trágico acidente equestre, disse que o herói é um indivíduo comum que encontra a força para perseverar e resistir apesar dos obstáculos devastadores.

Em resumo, podemos dizer que o herói demonstra sua natureza no exato momento em que o nós se torna mais importante do que o eu.

Foi o que aquela jovem demonstrou, às vésperas de seu vigésimo terceiro aniversário, naquele fatídico dia de setembro de 1986.

O voo Pan Am 73 pousara apenas para reabastecimento, quando o avião foi invadido por quatro homens armados, instalando o pânico entre os passageiros.

Na frente da cabine estava a comissária-chefe, Neerja Bhanot. Ela poderia ter se evadido, de imediato. Mas ficou.

Enviou um sinal aos pilotos, permitindo-lhes escapar pela escotilha de emergência. Com isso, frustrou o plano dos terroristas de sequestrar o avião, levá-lo para outro país ou jogá-lo ao chão.

Foram dezessete horas de terror, que ela enfrentou com calma. Para que não fossem identificados os passageiros visados pelos terroristas, ela escondeu seus passaportes.

Neerja acalmou as crianças, abraçou passageiros assustados. Não pensou em si mesma. Nem por um segundo. Manteve e transmitiu calma.

Quando a noite caiu, as luzes do avião se apagaram. Os terroristas abriram fogo. O pânico foi geral.

A porta de emergência estava aberta e os passageiros correram para ela. A comissária permaneceu firme, empurrando as pessoas para fora.

Quando três crianças ficaram paralisadas de medo, ela as cobriu com seu corpo, recebendo todas as balas.

Ela não sobreviveu àquela noite, mas salvou mais de trezentas pessoas.

Postumamente, recebeu a mais alta condecoração da Índia por bravura em tempos de paz. Um filme lhe foi dedicado. Nas companhias aéreas, seu comportamento tornou-se parte dos programas de treinamento.

Ela se tornou um exemplo de fidelidade além do dever. Afinal, quando teve de escolher entre a sua vida e a dos outros, ela escolheu a deles. Sem hesitação. Sem medo.

Nesse dia, guindou-se ao altar dos que se sacrificam pelo bem-estar alheio.

Ela retornou para a pátria espiritual, coroada dos mais altos louros: o sacrifício da vida pelos outros.

Redação do Momento Espírita,
com base em fatos.
Em 16.5.2026

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