Ilê Àse Opô Ajáokèjiy

Ilê Àse Opô Ajáokèjiy Nosso Ilê Àse tem como sacerdote Betto de Oxoguian, descendente do Ilê Àse Opô Ajáomin, do Bab

No último domingo, dia 04/06 o nosso Babalorixá, Pai Betto, esteve juntamente com o nosso Asògún Ajamoriê (Alex de Oguia...
06/06/2023

No último domingo, dia 04/06 o nosso Babalorixá, Pai Betto, esteve juntamente com o nosso Asògún Ajamoriê (Alex de Oguian) e nosso Elémòsó Ajáníokàn (Hector de Oguian), prestigiando a celebração da Feijoada de Ògúm no Terreiro Unzó Tatêto Lembá do amigo Táta Ricardo Tavares. Celebramos também a obrigação de seu filho o Táta LuandêRoxe (Ricardo Tavares).
Agradecemos a maravilhosa recepção de sempre.

Todos estão convidados…
09/05/2023

Todos estão convidados…

Você e sua família são nossos convidados 🕊️⚔️🤍🛡️
25/04/2023

Você e sua família são nossos convidados 🕊️⚔️🤍🛡️

23/04/2023
😢🖤😢
10/06/2022

😢🖤😢

O Ilê Àse Opô Ajàokéjiy festejou no último dia 24/07 a saída dos yaôs, Adriano Neto de Ògúm (Tôjundessiy) e Elimario Fer...
29/07/2021

O Ilê Àse Opô Ajàokéjiy festejou no último dia 24/07 a saída dos yaôs, Adriano Neto de Ògúm (Tôjundessiy) e Elimario Ferreira de Omolu (Kaiojiy), tivemos ainda a obrigação de 1 ano “Odú Kíní” de Bruno de Oxaguian (Obitunjê).

1ª Seção Da Lua 2021 - Caboclo Jirataiy. Tão bom estarmos juntos novamente louvando o sagrado!
16/06/2021

1ª Seção Da Lua 2021 - Caboclo Jirataiy.
Tão bom estarmos juntos novamente louvando o sagrado!

Os ibejis enganam a morte.Um dia a Morte resolveu concentrar em uma aldeia sua colheita. Aí tudo começou a dar errado. A...
23/05/2021

Os ibejis enganam a morte.
Um dia a Morte resolveu concentrar em uma aldeia sua colheita. Aí tudo começou a dar errado. As lavouras f**aram inférteis, as fontes e correntes de água secaram, o gado e tudo o que era bicho de criação definharam. Já não havia o que comer e beber. No desespero da difícil sobrevivência, as pessoas se agrediam umas às outras, ninguém se entendia, tudo virava uma guerra. As pessoas começaram a morrer aos montes.
Instalada ali no povoado, a Morte vivia rondando todos, especialmente as pessoas fracas, velhas e doentes. A Morte roubava essas pessoas e as levava para o outro mundo, longe da família e dos amigos. A Morte tirava a vida delas. Na aldeia morria-se de todas as causas possíveis: de doença, de velhice, e até mesmo ao nascer. Morria-se afogado, envenenado, enfeitiçado. Morria-se por causa de acidentes, maus-tratos e violência. Morria-se de fome, principalmente de fome. Mas também de tristeza, de saudade até de amor. A Morte estava fazendo o seu grande banquete.
Havia luto em todas as casas. Todas as famílias choravam seus mortos.
O rei mandou muitos emissários falar com a malvada, mas a Morte sempre respondia que não fazia acordos. Que ia destruir um por um, sem piedade. Se alguém fosse forte o suficiente para enfrentá-la, que tentasse, mas seu fim seria ainda muito mais sofrido e penoso. Ela mandou dizer ao rei, por fim: “Para não dizerem que sou muito rabugenta, até concordo em dar uma chance à aldeia, basta que uma pessoa me obrigue a fazer o que não quero. Se alguém aqui me fizer agir contra a minha vontade, eu irei embora, mas só vou dar essa oportunidade a uma única pessoa. Não vou dar nem a duas, nem a três.” E foi-se embora dali, saboreando antecipadamente mais uma vitória.
Mas quem se atreveria a enfrentar a Morte? Quem, se os mais bravos guerreiros estavam mortos ou ardiam de febre em suas últimas horas de vida? Quem, se os mais astutos diplomatas havia muito tinham partido?
Foi então que dois meninos, os Ibejis, os irmãos gêmeos Taió e Caiandê, que os fofoqueiros da cidade diziam ser filhos de Ifá, resolveram pregar uma peça na horrenda criatura. Antes que toda a aldeia fosse completamente dizimada, eles resolveram dar um basta aos ataques da Morte. Decidiram os Ibejis: “Vamos dar um chega-pra-lá nessa fedorenta figura.”
Os meninos pegaram o tambor mágico, que tocavam como ninguém, e saíram à procura da Morte. Não foi difícil achá-la numa estrada próxima, por onde ela perambulava em busca de mais vítimas. Sua presença era anunciada, do alto, por um bando de urubus que sobrevoavam a incrível peçonhenta. E o cheiro, ah, o cheiro! A fedentina que a Morte produzia à sua volta faria vomitar até uma estatueta de madeira.
Os meninos se esconderam numa moita e, tapando o nariz com um lenço, esperaram que ela se aproximasse. Não tardou e a Morte foi chegando. Os irmãos tremeram da cabeça aos pés. Ainda escondidos na moita, só de olhar para ela sentiram como os pêlos dos seus braços se arrepiavam. Mas podia-se dizer que a Morte estava feliz e contente. Ela estava até cantando! Pudera, tendo ceifado tantas vida e tendo tantas outras para extinguir.
Nesse momento, numa curva do caminho, enquanto um dos irmãos f**ava escondido, o outro saltou do mato para a estrada, a poucos passos da Morte. Saltou com o seu tambor mágico, que tocava sem cessar, com muito ritmo. Tocava com toda a sua arte, todo o seu vigor. Tocava com determinação e alegria. Tocava bem como nunca tinha tocado antes. A Morte se encantou com o ritmo do menino. Com seu passo trôpego, ensaiou um dança sem graça. E lá foi ela, alegre como ninguém, dançando atrás do menino e de seu tambor.
O espetáculo era grotesco, a dança da Morte era, no mínimo, patética. Nem vou contar como foi a cena: cada um que imagine por conta própria. E é bem fácil imaginar.
Bem; lá ia o menino tocador e atrás ia a Morte. Passou-se uma hora, passou-se outra e mais outra. O menino não fazia nenhuma pausa e a Morte começou a se cansar. O sol já ia alto, os dois seguiam pela estrada afora, e o tambor sem parar, tá tá tatá tá tá tatá.
O dia deu lugar à noite e o tambor sem parar, tá tá tatá tá tá tatá.
E assim ia a coisa, madrugada adentro. O menino tocava, a Morte dançava. O menino ia na frente, sempre ligeiro e folgazão. A Morte seguia atrás, exausta, não agüentando mais. “Pára de tocar, menino, vamos descansar um pouco”, ela disse mais de uma vez. Ele não parava. “Pára essa porcaria de tambor, moleque, ou hás de me pagar com a vida”, ela ameaçou mais de uma vez. E ele não parava. “Pára que eu não agüento mais”, ela implorava. E ele não parava.
Taió e Caiandê eram gêmeos idênticos. Ninguém sabia diferenciar um do outro, muito menos a Morte. Pois bem, o moleque que a Morte via tocando na estrada sem parar não era sempre o mesmo menino. Uma hora tocava Taió, enquanto Caiandê seguia por dentro do mato. Outrora, quando Taió estava cansado, Caiandê, aproveitando um curva da estrada, substituía o irmão no tambor. Os gêmeos se revezavam e a música não parava nunca, não parava nem por um minuto sequer. Mas a Morte, coitada, não tinha substituto, não podia parar, nem descansar, nem um minutinho só. E o tambor sem cessar, tá tá tatá tá tá tatá.
Ela já nem respirava: “Pára, pára, menino ma***to.” Mas o menino não parava. E assim foi, por dias e dias. Até os urubus já tinham deixado de acompanhar a Morte, preferindo pousar na copa de umas árvores secas. E o tambor sem parar, tá tá tatá tá tá tatá, uma hora Taió, outra hora Caiandê.
Por fim, não aguentando mais, a aparição gritou: “Pára com esse tambor ma***to e eu faço tudo o que me pedires.”
O menino virou-se para trás e disse: “Pois então vá embora e deixe a minha aldeia em paz.”
“Aceito”, berrou a nauseabunda.
O menino parou de tocar e ouviu a Morte dizer: “Ah! que fracasso o meu. Ser vencida por um simples pirralho. ”Então ela virou-se e foi embora. Foi para longe do povoado, mas foi se lastimado: “Eu me odeio. Eu me odeio.”
Tocando e dançando, os gêmeos voltaram para a aldeia para dar a boa notícia. Foram recebidos de braços abertos. Todos queriam abraçá-los e beijá-los. Em pouco tempo a vida normal voltou a reinar no povoado, a saúde retornou às casas e a alegria reapareceu nas ruas.
Muitas homenagens foram feitas aos valentes Ibejis. Mesmo depois de transcorrido certo tempo, sempre que Taió e Caiandê passavam na direção do mercado, havia alguém que comentava: “Olha os meninos gêmeos que nos salvaram.”
E mais alguém complementava: “Que a lembrança de sua valentia nunca se apague de nossa memória.
Neste domingo, saudamos as crianças sagradas, Onipé Ibéjì 🍬🍭
❤️

Oxum era uma rainha muito rica que se orgulhava por ser uma mulher belíssima e por possuir muitas jóias, vestidos, e tam...
22/05/2021

Oxum era uma rainha muito rica que se orgulhava por ser uma mulher belíssima e por possuir muitas jóias, vestidos, e também o seu enorme e sedoso cabelo.
Passava muitas horas se admirando no espelho e vendo refletir seu rosto.
Seu reino foi alvo de guerras e Oxum precisou fugir e abandonar tudo.
A partir daí passou por momentos de privação e trabalho duro.
Das suas roupas luxuosas só lhe restou um vestido que desbotou de tanto lavar no rio.
Teve que vender suas jóias para comer e devido ao seu sofrimento perdeu seu cabelo.
Oxum estava pobre e só .
Oxum chorou na beira do rio e como todos os rios desembocam no mar ,as suas lágrimas chegaram até o fundo do mar onde vive Iemanjá sua irmã mais velha.
Então na verdade Oxum não estava sozinha.
Dona de todas as riquezas do oceano e pessoa que mais amava Oxum sobre a Terra, Yemanjá decidiu ajudar a sua irmã.
Yemanjá foi ao encontro da sua irmã que estava destruída, pobre e se sentindo abandonada.
Yemanjá então disse a Oxum:
“Não chore mais Oxum, tuas lágrimas se cravam em meu coração.
Rainha foi e rainha serás novamente nas graças de Olofin.
De hoje em diante, serás seu todo ouro que se encontrar nas entranhas da terra e todos os corais que se encontram no fundo do mar para que se enfeite com eles.
Não voltarás a trabalhar como escrava e irá sentar-se em um trono dourado como as rainhas.
E para que não fique mais atormentada porque perdeu os seus cabelos, olhe, vê os meus cabelos?
Recordas que és meu orgulho assim como o seu era para ti? Toma e faça uma peruca com eles até que os seus cabelos voltem a crescer.”
Dita estas palavras Oxum com sacrifício e lágrimas nos olhos cortou um pedaço do cabelo de Yemanjá.
Desde esse dia Oxum defende sempre as filhas de Iemanjá e vice-versa.
Essa é a causa pela qual as filhas de Oxum e Iemanjá devem evitar cortar muito os cabelos.
Neste sábado saudamos nossas Rainhas, Ora Yê Ié, Ô Oxum! Odò Ìyá Iemanjá! 🌊

Uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lYÁN, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je-Iyán ou Orisá...
21/05/2021

Uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lYÁN, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je-Iyán ou Orisájiyan. ÒRÌSÀ do dinamismo e movimento construtivo, da cultura material. Seu domínio são as lutas diárias por sustento e trabalho e a paz. ÒSAGIYÁN incentiva o trabalho e a superação. ÒSAGIYÁN é o provedor, é o guerreiro da paz. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos. É sempre retratado como um guerreiro forte, astuto e conquistador, ÒSAGIYÁN rege as inovações, a busca pelo aprimoramento, o inconformismo. É um ÒRÌSÀ relacionado com o sustento do dia a dia, gostando de mesa farta. Seu sustento vem do fundo da terra ou da floresta. Ele detém todas as armas e as usa para alcançar seus objetivos, que são: dar para quem tem fome e até tomar de quem tem muito e não tem fome.
ÒSAGÌYÁN como ele mais gosta de ser chamado, Ewúléèjìbò “Senhor de Ejigbô” onde é tratado por Kábiyèsi, é um dos Orixás mais emblemáticos do candomblé. Sobre ele também recai uma série de segredos rituais guardados pelos terreiros, embora muitas coisas já se tenham escrito. Acredito sim nessa complexidade em se cultuar o maior dos Orixás, pois sua energia é tão suave, tão magníf**a, magnânima e tão sutil que nem todo mundo tá preparado para se harmonizar e poder interagir de seu Axé.
Diz-se que enquanto OGÚN fornece meios (ferramentas e armas) ÒSAGIYÁN fornece inteligência e vontade para vencer. Representa o início de um movimento. Este ÒRÌSÀ tem personalidade violenta e severa. É com ÒXAGIYÁN que se encerra o ciclo das festas de ÒÒSÀÀLÀ com a festa do Pilão de ÒSAGIYÁN (OJO ODO)- o dia do pilão.
ÒSAGIYÁN na mitologia ioruba é um jovem guerreiro, um ÒÒSÀÀLÀ jovem, seria filho de ÒSALÙFÓN, identif**ado no jogo do MERÍNDILOGÚN pelo ODU EJIONILE e é representado materialmente e imaterial pelo Candomblé, através do assentamento sagrado denominado IGBA ÒSAGIYÁN. Seu templo principal é em Ejigbo, estado de OSÚN, onde ostenta o título de Eléèjìgbó (Rei ou senhor de Ejigbo)
É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de ÌRÓKÒ e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto ao inhame. É o pai de INLÉ, come com ÒGÚNJÁ, ODE INLE, AIRA, ÈSÙ, OYA e ONÍRÁ. Tem muito fundamento com OYA, pois é o dono do ATORI, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de ÒSAGYÁN devem agradar muito a OYA. Vem pelos caminhos de ONÍRÁ; tem ligação forte com ÈSÙ. Seus filhos devem evitar brigas e mentiras e principalmente, não devem enganar a ÒGÚN.
“PANKORO ELEBO TI SE ODO”
(“Em silêncio ele amassa o inhame seco no pilão”).
Nesta sexta feira, saudamos nosso pai, Epí Epí Bàbá Oxaguian 🗡🛡🕊

Òṣósi, garoto ainda, mas já demonstrando paixão pela caça e consequentemente pela mata, saía todas as madrugadas e volta...
20/05/2021

Òṣósi, garoto ainda, mas já demonstrando paixão pela caça e consequentemente pela mata, saía todas as madrugadas e voltava sempre ao anoitecer, sempre, trazendo uma novidade. Ele tinha poucos amigos, pois era desconfiado. Falava pouco, mas quando escapava uma conversa, falava muito de um amigo, Òsányìn. A mãe não gostava muito das proezas do amigo. Este fazia as pessoas se perderem na floresta, assustava a quem passava distraído, sem pedir licença – “ago”.
Certo dia, a mãe o chamou e disse: – Tive um sonho desagradável com você, por isso, hoje não saia de casa. Ele insistiu e ela disse: – Então não vá para longe. Como Òṣósi era destemido, achou que era controle ou repressão. Sabia também que não era de briga ou agressão. Saiu. Adiante, encontrou com o amigo Òsányìn, que pulou em sua frente o assustando. Quando reconheceu o amigo, abraçaram-se e foram andando. Ele contou a conversa da mãe, ao que o outro respondeu: – Toda mãe é boba. Nem de briga você gosta. Você não é como Ògún. Andaram muito, tiveram sede. Odé, nas pressas, não pegou o embornal da água e se lamentou. O outro disse: – Tem nada não, tenho aqui uma coisa melhor que água. No primeiro gole, Odé achou forte e disse que não queria. O outro falou: – Você parece uma mocinha. Ao que ele respondeu – Sei que sou homem. E bebeu.
A sede aumentou, Odé bebeu mais e mais, ficou embriagado, sentou e dormiu. O outro gozador jogou a bebida pela cabeça do companheiro. A tal bebida era meladinha – aguardente e mel de abelha – e colocou um punhado de p***s da cabeça aos pés, pelo rosto, braços. Pôs no corpo todo. Estando embriagado, Odé não sentiu. Ao acordar, horas depois, meio zonzo, achando-se estranho, pensou que era ap***s efeito da bebida, foi para casa já bem tarde, depois da hora de costume. A mãe ao vê-lo fantasiado e trôpego, o expulsou de casa. Ele voltou para a mata desolado, não encontrou mais Òsányìn que tinha se tornado invisível, depois da peça que pregou. Odé tonto, triste, com fome e sede, todo cheio de p***s, não teve condições de seguir em frente.
Pela madrugada chegou Ògún, encontra Odé nesse estado deplorável, toma conhecimento do ocorrido absurdo, manda que vá tomar banho no rio, prepara uma cabana de folhas e o põe dentro e f**a de guarda até passar o efeito da embriaguez, até o amanhecer. Deste dia em diante, Ode tomou horror ao mel de abelhas, não quer nem ouvir falar no nome.
Nesta quinta feira, saudamos o grande caçador, Okê Arô 🏹

Ossãe, Ossaim, Ossain, ou Ossaniyn, orixá e deus africano das folhas, é o vodun da caça e das florestas. Filho de Nanã e...
20/05/2021

Ossãe, Ossaim, Ossain, ou Ossaniyn, orixá e deus africano das folhas, é o vodun da caça e das florestas. Filho de Nanã e Oxalá, Ossaim recebeu de Olodumaré o segredo das folhas medicinais e litúrgicas, chamadas de folhas sagradas, usadas nos ritos do candomblé numa mistura especial de nome abô.
Cada Orixá tem a sua folha, mas só Ossaim detém os segredos de todas elas. Só ele sabe quais delas trazem calma, vigor, sorte, honra, glória e honras ou, ainda, miséria, doenças e acidentes. Ele sabe também que sem as folhas e seus segredos não há o poder do axé. Portanto, sem elas nenhuma cerimônia religiosa é possível.
Como todos os orixás dependiam de Ossaim para garantir o sucesso de seus trabalhos, um dia Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e imperioso, ficou irritado por essa desvantagem e decidiu pedir a Iansã, sua esposa e senhora do vento, para tirar de Ossaim a propriedade das folhas.
Xangô explicou que, em certos dias, Ossaim sempre pendurava num galho de árvore uma cabaça contendo suas folhas mais poderosas. Seu plano era que Iansã desencadeasse uma tempestade bem forte num daqueles dias.
Então Iansã fez o vento soprar grandes rajadas, levando o telhado das casas, arrancando as árvores, quebrando tudo por onde passava, até soltar a cabaça do galho onde estava pendurada. A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram.
Os orixás se apoderaram e tornaram-se donos de algumas delas. Mas Ossaim permaneceu senhor do segredo de suas virtudes. Só ele sabe das palavras que devem ser pronunciadas para provocar a ação de cada folha. É por isso que, até hoje, ele reina como senhor absoluto sobre as plantas.
Nesta quinta feira, saudamos o grande feiticeiro, Ewé Ó Ossaim🍃🌿

Endereço

Rua Elisio Neto, Bairro Poço, Barra De Pojuca
Camaçari, BA

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