Por volta do ano de 1944, existia aqui em Cajati, somente algumas casas de madeira, uma pequena farmácia, uma escola e um barracão que servia de garagem aos caminhões da Serrana S/A que iniciava seus trabahos de estrada de minérios. Até essa data, aqui era só mata apenas. Numa dessas casas residia o Sr. Antonio de Souza Netto e sua esposa D. Vieram de São Paulo como funcionários da empresa para in
iciar esses trabalhos aqui. Começa então, a partir desse momento a se formar a primeira comunidade. Sendo o aniversário do Sr. Antonio , 1º administrador da firma dia 13 de junho, e muito católico, gostava de comemorar com uma reunião de amigos daqui e até de outras cidades.Nesse dia, realizava-se uma Santa missa, em um altar improvisado e com boa participação. Após a Santa Missa, a comemoração tomava rumo de festa, com muitos comes e bebes. Aí se encontravam pessoas de todos os níveis, sem diferença de classe para a comemoração do dia em louvor a Santo Antonio. Pelo incentivo dos chefes da Serrana, sempre era aguardado com ansiedade o dia de Santo Antonio por todos os moradores. O celebrante da Santa Missa, era o Pe. Victoriano Badia que há muitos anos antes da data acima, já percorria estes sertões pregando o evangelho. Espanhol, grande em seu tamanho físico, corajoso, perseverante e grande missionário de Jesus Cristo. Esse padre participava ativamente das festividades. Ele permaneceu por muitos anos ainda nestas redondezas. Antonio de Souza Netto, voltou para São Paulo com sua esposa, mas permaneceu a vontade de sempre se encontrar. O povo continuou se reunindo e sempre fazendo todos os anos a festa de Santo Antonio. Em 1948, o novo administrador, não lembro o nome, e sua esposa e mais dois casais, doaram uma bonita imagem de Santo Antonio. Essa imagem permaneceu em casa do administador, no prédio da Serrana, que nessas alturas já tinha muitos moradores. A comunidade Católica já era grande. Por duas vezes o Pe. Badia lançou a pedra fundamental para a constução de uma capela, que por motivos ignorados, não chegou a ser realizado. No ano de 1950, chega em Cajati, o Sr. Joaquim Seabra, de Oliveira, homem religioso, católico, destemido, ele era escrivão do cartório. A partir da sua chegada, a comunidade católica tomou um novo impulso. De quando em quando, este senhor, mandava vir padres para cá, através do seu contato com o bispo de Santos. O padre que chegava, era recebido com procissão. Todo ano o sr. Joaquim dirigia nas casas a via sacra. Aos domingos realizava o terço. Não tardou muito, e no ano de 1953 resolveu construir uma capela para Santo Antonio. Só que desta vez saia fora do quadro da Serrana s/n. Organizou-se uma equipe que juntamente com ele, programavam shows de teatro, promoções e festas par angariar fundos. O tesoureiro, era o Sr. Vicente Rodrigues de Mattos, e os artistas eram pessoas da comunidade, entre eles, o Sr. Alfredo Coelho Salvador e esposa, D. Helena de Oliveira Salvador. José Zanella e sua esposa, D. Célia Machado Zanella, e o próprio Joaquim Seabra de Oliveira com sua família e muitos outros que não lembro. Em tempo, também D. Maria Barnabé Mattos, esposa do Sr. Vicente Rodrigues de Mattos, fazia parte do elenco; marcando muito, especialmente nas celebrações religiosas. Era pessoa dedicada, com muito jeito, dirigia os cantos, rezava terço, e hospedava o padre em sua casa. Com a colaboração de todos, a capela não demorou para ficar pronta, e então foi trazida a imagem do já padroeiro Santo Antonio. Depois da capela contruida, o trabalho de Evangelização melhorou muito a fé do povo e surgiram muitas comunidades; graças aos esforços dos padres que aqui vinham: Pe. Joaquim Clementino Leite; Pe. Nélson Lopes e Pe. Pedro Djalma Vicente dos Santos. De 29/06/1970 a 1974 antendeu Pe. José Porfírio de Deus Filho. Em 1974 o Pe. Miguel Renaud (Francês) passa a visitar Cajati e celebrar as missas. Ele percebeu logo que a comunidade construída em 1953, tornava-se pequena. No ano de 1975, lançou a primeira campanha, que posteriormente, daria possibilidades de se construir uma Igreja maior. Tratava-se da campanha do metro quadrado para comprar o terreno. Miguel deixou o terreno comprado e Cajati passou a ser atendida em 1976 pelo então vigário de Jacupiranga, Pe. Mariano Venzo (Italiano). Em 1977 três vigários de Jacupiranga passam a atender Cajati. São eles: Pe. Pedro dos Prazeres Leite; Pe. João Dezidério Baptista; Pe. Basílio Alves de Assis. Todos os três são brasileiros e naturais do Vale do Ribeira. O Pe. Pedro dos Prazeres Leite, deu nova vida à comunidade no campo da Evangelização. Criou vários grupos, entre eles o de comunicação, formado por senhoras que se encarregavam das visitas às famílias, levavam o padre quando necessário; entregavam os envelopes do dízimo; fazer novenas, via sacra e círculos bíblicos. Executaram um trabalho formidável estas senhoras. Nesta altura tínhamos já as comunidades nos bairros do Bico do Pato, Parafuso, vila Antunes, Capitão Braz, Barra do Azeite, Inhunguvira, Vila Tatu, Ribeirão da Batata. Pedro dos Prazeres Leite, retoma a iniciativa do Pe. Miguel, criou uma comissão que lhe ajudaria na difícil tarefa. A construção de uma nova Igreja com grande capacidade de acolhimento aos fiéis; e que mesmo sem saber no momento, mais tarde se tornaria a Igreja Matriz. Esta comissão, era formada por Pe. Pedro, Luiz Gonzaga Guimarães, Ludovico Patekoski e Laerte Carvalho. Muito trabalharam e incentivaram outras pessoas, no sentido de promoções e arrecadações. Esta equipe lançou a primeira campanha do tijolo, onde qualquer pessoa da comunidade podia doar o seu tijolo, aceitava-se qualquer quantia. A recem formada equipe, de comunicação entrou em ação nesta campanha, e não podia ser melhor. Pois, para cada rua da cidade de Cajati, tinha uma destas senhoras que chegavam com um caderno e marcavam as doações; que podiam ser em dinheiro, sabendo-se o preço de cada tijolo. Entre elas, destacam-se: Maria Barnabé de Mattos, Miriam Oliveira Grothe, Neife Carravieri de Oliveira,Célia Machado Zanella, Maria dos Prazeres, Adenir Catarina Bot e outras. Levamos a campanha nos bairros de Parafuso, dirigente: Izail Cristina e Vila Antunes dirigente: José Satil Cunha. Também o Bico do Pato contribuiu.