26/03/2021
"haverá dias em que jejuareis", disse Jesus. (Mt 9:14-17)
Mais do que nunca, é tempo de jejuar e orar.
Mas o jejum não pode ser com motivos de receber bençãos ou conquistar algo, se não o de prepará-lo para entrar em oração profunda e sincera com arrependimento e quebrantamento diante de Deus.
João Calvino, no século 16, assim se expressou:
“Digamos algo sobre o jejum, porque muitos, por falta de conhecimento e uso, desconsideram o valor de sua necessidade, e, outros o rejeitam por supérfluo; enquanto, por outro lado, onde a sua prática não é entendida, o jejum facilmente se degenera em superstição. O jejum, santo e legítimo, serve a três fins; o praticamos para restringir a carne, isto é, para preservá-la da licenciosidade e, ao mesmo tempo, como uma preparação para tempos de oração e de meditação piedosa, e como um testemunho de nossa humilhação na presença de Deus quando desejosos de confessar nossas culpas diante dEle.”
(Institutas, IV. 12, 14, 15)
O Didaquê, um manual de instrução para a igreja existente no fim do primeiro século, diz:
“Não permitais que vossos jejuns sejam com os hipócritas, pois que eles jejuam nas segundas e nas quintas-feiras, mas vós, fazei vossos jejuns nas quartas e nas sextas-feiras.” (7:1)
Em outras palavras, a igreja, em seu princípio, buscou distanciar-se de um exercício vazio do jejum, sem, ao mesmo tempo, perder o valor de sua prática.
Epifânio, um bispo do quinto século na Itália, disse:
“Quem não sabe que o jejum praticado no quarto e no sexto dia da semana é observado por cristãos através de todo o mundo?”