14/01/2026
Nas décadas de 80 e 90, aqui no Brasil, tivemos um pastor que tornou-se referência para nós, para os da América do Sul e de grande relevância nos EUA. Este pastor era alguém que os outros pastores queriam estar perto, queriam ouvir, queriam aprender e muitos até copiavam, na íntegra, as suas mensagens. Até que num determinado ano este pastor confessou, ninguém descobriu, ele foi à público e confessou que havia traído sua esposa com a secretária. Deste momento em diante, todos os pastores que “bebiam da água” que jorrava dele, que queriam estar pertos dele não só para aprender, mas também para terem notoriedade – nos dias atuais seriam para alcançar engajamento, terem mais seguidores – passaram a usar todas as “armas” possíveis para destruí-lo, para acabar com a imagem dele, isso para poderem ficar com os “despojos ministeriais” dele, isto é, para arrebanharem aqueles que o tinham como pastor referência, os que o tinham como homem de Deus e seus representantes.
Estes dias um pastor estava orando por um outro pastor, ambos da mesma denominação, num momento da oração, o pastor que orava disse: “Senhor, nós não somos adversários, somos colegas de ministério, o nosso adversário é o satanás”. Não foi intencionalmente, mas esta oração demonstra o que permeia uma considerável parte da igreja evangélica, principalmente entre os líderes. E o que permeia? A disputa por ter “sucesso”, por ser “bem sucedido”, mas isto aos olhos do próprio ego, aos olhos do mundo e não aos olhos do nosso Senhor. Observe as falas de João Batista: Ele é aquele que vem depois de mim, e não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias” – Jo 1:27, “É necessário que ele (Jesus) cresça e que eu diminua”. Agora veja o que Jesus disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” – Mt 12:27, Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” - Mc 10:45, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste - Jo 17:21-23. Eu poderia seguir com tantos escritos, semelhantes, de Paulo, mas quero terminar com somente dois versículos mais: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes” - Tg 1:17, “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo – Ef 4:3-7.
Quem acha que viver para Jesus é uma disputa com o próximo, é uma medida de ego, é ser famoso, ainda vive somente para si e para satanás, ainda não nasceu de novo. Se não entendermos que somos escravos (doulos), servos, de Jesus, ainda não nos convertemos.
Pense nisso. Rogério do Amaral.