22/05/2026
Tem gente que passa a vida inteira tentando entender por que a vida dos outros anda pra frente enquanto a dela anda e retrocede, anda e retrocede, sobe e despenca de novo como uma montanha-russa.
Consegue conquistar alguma coisa?
Consegue.
Mas daqui a pouco perde.
Daqui a pouco afunda de novo.
Daqui a pouco volta pro mesmo lugar.
E geralmente a resposta tá no caráter, na postura e no tipo de energia que a pessoa alimenta dentro dela.
Porque espiritualidade nenhuma sustenta vida desorganizada, gente amarga, gente invejosa, gente desonesta ou gente que passa a vida inteira destruindo a si mesma e infernizando a vida dos outros.
As pessoas romantizam muito o caos, como se viver na lama emocional, financeira e espiritual fosse algum tipo de profundidade.
Não é.
É só falta de estrutura, postura e caráter mesmo.
Eu, graças a Deus, aos meus Orixás e à minha espiritualidade, nunca vivi assim.
Eu venho de uma família estruturada, com pai e mãe trabalhadores, que construíram a vida pensando nos filhos. Então sim, eu fui agraciada desde o berço. Nunca me faltou o básico, nunca me faltou dignidade, nunca me faltou estrutura emocional e financeira. Nunca.
E isso também é merecimento, aliás, abençoada desde quando fui gerada. E isso também é merecimento.
Tem gente que acha bonito dizer:
“Ah, eu construí tudo sozinho.”
Ótimo.
Tu precisou.
Eu, não.
Os meus pais pensaram no meu futuro antes mesmo de eu nascer. Trabalharam madrugadas inteiras pra deixar filhos bem estruturados. E eu não tenho vergonha nenhuma disso. Muito pelo contrário.
Isso é bênção.
Isso é amor.
Isso é axé.
E eu nunca procurei religião porque estava desesperada, perdida ou afundada na vida.
Eu procurei porque me encontrei espiritualmente ali.
Fui criada dentro da Igreja Católica, já frequentei igreja evangélica também e respeito profundamente qualquer lugar onde exista fé verdadeira. Mas quando eu entrei num batuque pela primeira vez e ouvi o som do tambor, eu entendi exatamente onde era o meu lugar.
Ali meu coração bateu diferente.
E toda a minha trajetória religiosa foi construída do jeito certo. Sem pular etapa, sem personagem, sem teatro espiritual.
Eu sou agraciada na vida financeira, na vida emocional, na vida amorosa e na minha família.
Eu sempre tive relacionamentos longos porque eu não consigo viver vida vazia. Eu construo relações. Eu permaneço. E hoje eu tenho um casamento maravilhoso com um homem maravilhoso.
Então sinceramente? Quando eu vejo gente se contorcendo com a minha felicidade, eu não sinto raiva.
Eu sinto pena.
Porque inveja é uma doença triste. A pessoa olha pra vida do outro e, ao invés de buscar crescer, melhorar ou evoluir, prefere tentar diminuir quem tá feliz.
E isso explica muita coisa.
Explica por que tem gente que sobe e desce a vida inteira.
Explica por que algumas pessoas nunca conseguem sustentar nada.
Explica por que algumas vivem eternamente em guerra com a própria realidade.
Porque quem não sustenta caráter também não sustenta conquista.
E aí qualquer migalha vira milagre.
Qualquer pão com margarina vira motivo pra se ajoelhar e agradecer chorando.
Porque quando a pessoa vive afundada na própria miséria interior, até o mínimo já é lucro.
Enquanto isso, eu continuo aqui.
Feliz.
Estruturada.
Amada.
Prosperando.
E vendo minha vida andar pra frente.
E isso enlouquece muita gente.
Mãe Vanessa D'Yemanjá