Ero Okun Disseminar com amor e humildade nossa cultura religiosa, com respeito a todas nações.

19/04/2026

VOCÊ SABIA O FUNDAMENTO DA COBRANÇA DO JOGO DE BÚZIOS?

Muitas pessoas se questionam por que cobramos para jogar búzios, e não entendem quando um sacerdote se nega a abrir o jogo sem o valor estipulado para o mesmo.

Conta-se que em determinada época, há muitos e muitos séculos, em um tempo do qual não nos lembramos mais, um determinado moço, vivia nas esquinas com uns objetos nas mãos e com eles, fazia uma espécie de adivinhação da vida de todos que por ali passavam em troca de algum pagamento.

Interessada em aprender aquele ofício, Oxum solicitou que aquele rapaz se apresentasse em seu castelo, e esse rapaz era Bará.

Após uma conversa amigável, Oxum perguntou a ele como ele fazia para que pudesse “consultar” as pessoas que por ali passavam, então, Bará lhe mostrou os búzios com os quais praticava seu dom e esses eram 21.

Imediatamente Oxum, mostrou interesse em aprender com ele o manuseio daquelas “conchas” encantadas, mas ele disse-lhe que de graça não poderia lhe conceder os mistérios, mesmo sabendo que Olorúm assim desejava.

Ela disse-lhe que desse seu preço e ele cobrou dela sete barris de ouro.

Ao efetuar o pagamento, Bara começou então a passar para ela os mistérios do Ifá, mas com uma condição: de que ela jamais passasse os segredos do jogo dos 21 búzios para a humanidade, pois assim teríamos o dom da imortalidade.

Oxum foi conversar com Ifá e este disse que Bara estava certo e acrescentou mais: que todos o que desejassem se beneficiar dos segredos do Oráculo pagassem tributo a ela, a Bara e a ele mesmo, Ifá, e assim nasceu o pagamento pelo jogo de búzios, e Oxum passou e a ser a verdadeira senhora desse processo juntamente com Bara.

Quando um sacerdote joga os búzios sem receber a salva de seu anjo de guarda, Oxum lhe tira a visão, pois ela teve que pagar a Bara para que ele lhe passasse seus segredos e com o dinheiro ali arrecadado, esse sacerdote deve retirar uma parte para pagar tributos ás divindades se quiser continuar enxergando o que falam os búzios em sua queda.

Assim, quando se dirigir a uma casa de santo para um jogo, lembre-se de que, ali está um segredo muito grande e é obrigação do sacerdote cobrar para fazer uso do mesmo, sob pena de perder a visão do jogo.

A cobrança do jogo, não é comércio como pensam muitos, mas sim, um preceito religioso e deve ser obedecido à risca.

Simples assim

Texto de
Pai José do Xango Aganju

06/04/2026
Não é somente no candomblé.Concordam?Muitos sabem tudo diante das redes sociais, ou na rede de descanso...Religião é amo...
13/01/2026

Não é somente no candomblé.
Concordam?

Muitos sabem tudo diante das redes sociais, ou na rede de descanso...
Religião é amor, é respeito, é comprometimento, né não é o fio de contas, o bordado caro da roupa que se faz com o pano mais glamouroso.

Pensemos!

07/01/2026

O Mieró
​"O Omieró (ou Mieró) é o banho sagrado de folhas, no Batuque Gaúcho. Essencial em ritos de iniciação e manutenção espiritual, ele é composto por ervas específicas maceradas em água (ou outros elementos sagrados), com o objetivo de purificar o corpo e o Ori (cabeça). Esse ritual prepara o indivíduo para se conectar com os Orixás e transmitir o Axé.
Na primeira obrigação do iniciado, depois do jogo dos Búzios, e a confirmação do Orí (cabeça), é feito lavagem do Orí, simbolizando o nascimento espiritual. Além disso, o mieró é fundamental em ritos de passagem de fundamentos, como o 'tirar a mão' de um antigo zelador, permitindo que uma pessoa já iniciada estabeleça um novo vínculo hierárquico e espiritual ao trocar de casa de santo." E em muitas outras obrigações, quase tudo (Guias, ferramentas, quartinhas e etc) passaram pelo Omiocé (lavagem com as ervas sagradas). Apesar de minimizado hoje por alguns sacerdotes, ele é muito essencial para os Batuqueiros, não esquecendo que: sem as ervas sagradas não existe nada ....

Alex do Ogum

Imagem meramente ilustrativa

Descanse em paz! Com a certeza que a missão foi realizada ✨
26/12/2025

Descanse em paz! Com a certeza que a missão foi realizada ✨

🕊️ Axé e reverência a uma grande ancestral 🕊️

Mãe Carmen, ialorixá que esteve à frente do Terreiro do Gantois por mais de 20 anos, fez sua passagem na madrugada desta sexta-feira (26). Internada há duas semanas no Hospital Português, em Salvador, ela lutava contra uma forte gripe e partiria poucos dias antes de completar 99 anos, na próxima segunda-feira (29).

Quinta religiosa a conduzir o Gantois, Mãe Carmen foi iniciada no candomblé ainda criança, aos 7 anos de idade, e desde 2002 assumiu a missão de zelar, ensinar e manter viva a força do axé deixado por suas ancestrais.

🌿 Sua história é de fé, resistência, sabedoria e amor à tradição.
✨ Seu legado permanece vivo em cada canto do terreiro, em cada ensinamento e em cada coração tocado por sua presença.

Que os Orixás a recebam em luz.
Axé eterno, Mãe Carmen. 🖤

Endereço

Cachoeira, BA

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