Roça do Ventura

Roça do Ventura Zogbodo Malè Bogun Seja Hunde

Roça do Ventura
Roça de Candomblé da nação Jeje Mahin, localizada na cidade de Cachoeira-BA, próximo à Salvador.

Zògbódó Màlé Bògún Sɛ̀jáhùnɖé (Roça do Ventura), ancestral terreiro jeji maxi de Cachoeira (BA) e primeiro consulado honorário cultural dos povos tradicionais fon do mundo, comandado por Hungan Alaíde de Oyá e Ogan Buda. Ordem Genealógica de Lideranças:

Maria Ogorensì,
Sinhá Abalhe,
Dofona Pararasì,
Fomo Aguésì,
Gamo Lokosì
Dofonitinha Alaíde de Oyá - Atual sucessora. Somos uma Organização Reli

giosa, sem fins lucrativos, administrada pela Sociedade Cultural da Roça do Ventura. Sociedade esta mantida por doações de recursos oriundos de seus membros, adeptos e simpatizantes. Informamos que não recebemos quaisquer repasse de recursos de orgãos públicos tais como IPHAN. Todas as informações, contatos ou dúvidas favor entrar em contato no campo de mensagem de nossa página.

A Família Zògbodo Malè Bogun Sejá Hundé, Roça do Ventura, manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do nosso ir...
23/02/2026

A Família Zògbodo Malè Bogun Sejá Hundé, Roça do Ventura, manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do nosso irmão Balogun Akogun Ifá Loba, Sacerdote Jeje Mahin do Terreiro Kere Ahoçu-Ho Lefan. Nossas casas compartilham hoje a dor desta perda inestimável. Mais do que um aliado religioso, perdemos um guardião de nossa herança.

Estendemos nossa solidariedade e conforto à família biológica e à família espiritual de Balogun Akogun Ifá Loba. Rogamos ao Vodun Ayzan que, em sua infinita sabedoria, guie seus passos em direção ao Orun, acolhendo-o entre os nossos ancestrais.

Que a terra lhe seja leve e sua luz permaneça viva em nossos fundamentos.

Não poderíamos celebrar a história da Roça do Ventura sem reverenciar aquelas que pavimentaram o caminho da liberdade co...
09/01/2026

Não poderíamos celebrar a história da Roça do Ventura sem reverenciar aquelas que pavimentaram o caminho da liberdade com fé, estratégia e união. Nossa homenagem à Irmandade da Boa Morte é um reconhecimento profundo à primeira organização feminina do Brasil, que se organizava para comprar alforrias e garantir a dignidade de africanos escravizados, tornando-se um pilar de resistência negra. Nossa ligação é indissociável: a Irmandade foi fundada pelas africanas Daómeanas da Roça de Cima, tendo sua sede estabelecida na Casa Estrela — espaço que também servia de apoio às nossas primeiras vodunsis. Honrar a Boa Morte dentro do Zògbodo Malé Bogun Sejá Húnde é reconhecer que a nossa fé e a nossa luta por liberdade nasceram das mesmas mãos ancestrais, como as de Ludovina Pessoa e tantas outras lideranças Jeje. Honramos o legado, a persistência e a força dessas mulheres que são a base da nossa identidade e da resistência negra em Cachoeira. Que a sua proteção continue guiando nossos passos!

A força de Oyá conduz o nosso destino com sabedoria e axé. Homenagear nossa Hungá, Etemi Alaíde de Oyá, por seus 96 anos...
09/01/2026

A força de Oyá conduz o nosso destino com sabedoria e axé. Homenagear nossa Hungá, Etemi Alaíde de Oyá, por seus 96 anos de vida, é celebrar a própria continuidade do Zògbodo Malé Bogun Sejá Húnde. Iniciada pela saudosa Gaiaku Adalgiza Combo Pereira, a Dofona Pararasì, Etemi Alaíde é o pilar que sustenta nossa tradição, tendo superado marcas históricas ao realizar cinco jornadas e reafirmar a renovação constante de nossos ritos. Sua liderança é o elo sagrado entre o que foi plantado por nossas ancestrais e o que floresce hoje sob sua proteção. Em seus passos, encontramos o caminho; em sua voz, a memória de um povo que não se curva e que mantém vivos os fundamentos do antigo Dahomé. Longa vida à nossa liderança!
Kolofé, Gbenoi, Aó, Hungá!

Ontem dia 8/01/2026 celebramos um reconhecimento importante para a nossa ancestralidade: a Roça do Ventura é patrimônio ...
09/01/2026

Ontem dia 8/01/2026 celebramos um reconhecimento importante para a nossa ancestralidade: a Roça do Ventura é patrimônio vivo do Brasil. Celebrar uma década de tombamento da nossa Casa Matriz, o Zògbodo Malé Bogun Sejá Húnde, é reafirmar que o caminho trilhado por Tio Xarene, Ludovina Pessoa, Vovô Ventura, Salakó, Zé de Brechó, Maria da Motta, Julia Guimarães, permanece inabalável. Somos o solo sagrado onde o culto a Dan e os ritos do antigo Dahomé encontram morada, proteção e resistência em solo baiano.
Este marco histórico de preservação é fruto de uma poderosa rede de apoio e luta coletiva que garantiu a salvaguarda de nossa memória. Expressamos nossa profunda gratidão institucional ao IPHAN () e à AFA - Associação Afro Ameríndia (), cuja atuação foi decisiva e incansável em todo o processo de tombamento. Estendemos nosso agradecimento à UFRB (), pelo suporte acadêmico e documental, e ao Ministério Público Estadual (MP-BA) e Federal (MPF), pela atuação firme na garantia de nossos direitos e na proteção de nosso território.
Mais que uma preservação arquitetônica, celebramos a continuidade da tradição Jeje Mahi em Cachoeira. Do quilombo Rua do Pasto, a constituição da Irmandade dos Martírios do Povo Jeje Roça de cima Kpó Zerén e atual Sejá Hundê, seguimos honrando aqueles que plantaram nossos fundamentos. Somos história viva, somos o Ventura!

Já está chegando o grandioso dia vamos que vamos com todo v***r a casa do nosso pai já em função das festa e obrigações
29/12/2025

Já está chegando o grandioso dia vamos que vamos com todo v***r a casa do nosso pai já em função das festa e obrigações

28/12/2025

Zògbódó Màlé Bògún Sɛ̀jáhùnɖé (Roça do Ventura), ancestral terreiro jeji maxi de Cachoeira (BA) e primeiro consulado honorário cultural dos povos tradicionais fon do mundo, comandado por Hungan Alaíde de Oyá e Ogan Buda.

28/12/2025

O BOM VODUNSI

 Ao chegar à roça, já no abassá, beber um copo de água para esfriar o corpo da rua;

 Descansar, não falar com ninguém, bater papo ou colocar a fofoca em dia;

 Já descansado, entrar, tomar seu banho e trocar de roupa;

 Dar dopé; conforme foi ensinado; nas portas e/ou nos pejis; para a Gaiaku, Mejito ou Doné;

 Tomar a benção a todos os seus irmãos, de acordo com a ordem de iniciação;

 Caso não haja nada em que se possa ajudar (o que é improvável), poderá ir para sua zã (esteira) ou zimpò (banquinho).

 Se dormir na Roça; deve levantar antes do sol nascer ou junto;

 Ao se levantar não deve falar com ninguém antes de fazer sua higiene pessoal;

 Não deve falar mal e nem dar ouvidos aos que estimulam conversa contra a casa, contra os mais velhos ou seus irmãos, e sim, enaltecer as forças de sua origem, pois isso traria prejuízos aos outros e a si mesmo que será cobrado pelos Voduns;

 Não deve ocultar acontecimentos que venha trazer prejuízo para a casa;

 Não deve fumar ou fazer uso de bebida alcoólica na frente de seus mais velhos em qualquer situação ou local;

 Deve-se ficar agachado, com a cabeça baixa em frente à Gaiaku, Mejito ou Doné, nunca em pé;

 Nunca interrompa a conversa de seus mais velhos;

 Quando tiver visita no abassá (etemis, egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), é de bom-tom que os vodunsis se abaixem próximo a Gaiaku, Mejito ou Doné para dirigir a palavra. Então pedir AGÔ (Licença) e esperar que lhe digam AGÔ YA. E de cabeça baixa, falar baixo;

 Não se comportar de forma inconveniente na roça, porque isso refletirá negativamente em sua pessoa e no nome e divulgação da casa;

 Não deve passar pela sua Gaiaku, Mejito ou Doné com a cabeça erguida, e sim um pouco curvada para frente;

 Só pode sentar em zimpò (banquinho), quem teve a autorização da Gaiaku, Mejito ou Doné;

 Não se deve deixar dormir roupa em corda;

 Não se deve sentar em soleira de porta;

 Não se deve pegar sol de Meio-dia, mesmo com cabeça coberta;

 Deve-se estar com seu pano da costa toda vez que for ao abassá;

 Não se deve entrar em hospital, matadouro, cemitério, etc., só em casos muito especiais, e somente com a permissão da Gaiaku, Mejito ou Doné;

 Não se deve ir à praia (banho de mar, areia, beira de mar), sem ter suas obrigações em dia, e somente com a permissão da Gaiaku, Mejito ou Doné;

 Não se deve ser mal-educado, nem mesmo entre os irmãos da roça e com visitante seja ele conhecido ou não, e sim bastante paciente e cortês;

 Não se deve impor seus desejos, nem mesmo entre os irmãos de barco, seus desejos ou vontades serão discutidas;

 Não se deve tornar público as coisas nas quais participarem em caráter de segredo da casa;

 Não se deve menosprezar os outros e nem se colocar em falso pedestal, e sim ser humilde;

 Nunca, jamais, em hipótese alguma, seja no seu abassá ou no alheio, deve-se sentar na mesma altura que sua Gaiaku, Mejito ou Doné, mesmo que o dono da casa o chame, cabendo a você recusar;

 Vodunsi novo e abiã não bebem nenhum líquido em copo de vidro dentro de sua casa ou na do alheio;

 Por que desperdiçar comida? Faça a quantidade para os que ali estão sem causar desperdícios;

 Nas casas existem hierarquia e essa deve ser respeitada também na hora do wa du nu. Antes os mais velhos devem se servir, pra só depois os Vodunsis novos e abiãs se servirem;

 Após terminar seu wa du nu, pegue seu abã e agurunké e lave-os;

 Ao visitar a Gaiaku, Mejito ou Doné, colabore com uma modesta colaboração para o wa du nu;

 Terminou de fazer todo o serviço, agora você pode pegar o seu zimpò ou zã e descansar;

 Quem sustenta a casa? Sim, os visitantes! Sendo assim, trate muito bem aos visitantes e os que vão dar obrigações, pois, é daí que vem maior parte do dinheiro para cobrir despesas da casa;

 Nas festas, deve-se colaborar com dinheiro para a compra do wa du nu do povo, das obrigações e despesas da casa;

 É de suma importância a contribuição de sua mensalidade, pois a casa tem despesas que não param mesmo quando não está em atividade;

 Após as festas, ainda existe muito trabalho a ser feito e juntos terminaremos mais rápido e irmos todos juntos e felizes para suas casas;

 Em casa de candomblé, seja em sua casa ou na do alheio, não é lugar de ficar de cochicho e risinhos irônicos e não tão pouco paquerando. As casas de candomblé são locais sagrados onde se louva e cuida-se dos Voduns;

 Caso veja fora do seu abassá algo diferente do que ocorre em sua casa, não fique chamando de marmoteiro, pois você não é o dono da verdade e nem ninguém o é. Respeite a casa dos outros para respeitarem a sua;

 Venha sempre cumprir suas obrigações junto a seus irmãos;

 Se sua irmã tem roupas mais humilde do que a sua, nada de ficar zombando, lembre-se o mundo dá voltas;

 Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso não existe;

 Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade pedindo a bênção ao Vodun da pessoa;

 Quando você estiver dentro da sua casa ou de outro abassá qualquer, baixe sua cabeça e peça a benção, é preferível você pedir a benção a alguém mais novo do que errar passando por cima dos mais velhos;

 Lembre-se que para nossa Gaiaku, Mejito ou Doné seremos sempre vodunsis novos, logo respeitar e ter educação para com ela será para sempre.

Zogbodo Malé Bogun Seja Hundè – Roça do Ventura

Boa noite irmãos e irmãs! Venho hoje agradecer ao nosso irmão Olissasí Roberto, por ter comparecido ao dorozán de Dofono...
13/12/2025

Boa noite irmãos e irmãs!

Venho hoje agradecer ao nosso irmão Olissasí Roberto, por ter comparecido ao dorozán de Dofono Eduardo. É de extrema importância a união dos filhos, amigos e familiares em momentos como esse para o crescimento do nosso povo.
Adianto a todos que em breve estaremos em Belo Horizonte para realizar o excelentíssimo zandló e dorazán de pai Olissá na casa do nosso filho Roberto.
Eu Ògán Buda de Bobosa e a família Seja Hunde ficamos felizes em levar o nosso legado por mais um estado, sempre com fé e ancestralidade. Obrigado pelo meu filho por se dedicar, honra e seguir com o processo por mais que não queiram.

01/12/2025

Nota de esclarecimento

O terreiro zogbodo male bogun seja hunde - Roça do Ventura esclarece que:
Após a partida do saudoso Mejitó Dancy, a Roça do Ventura ficou responsável pelos ritos do Kwe, sendo assim o seguimento da casa se enquadrava na ritualística da nação Jeje Mahi.
A partir do momento em que deixaram de ser respeitados e cumpridos pelo dambala, mesmo após reiteradas solicitações de alinhamento com o ogã Buda de Bobosa, que sempre incentivou a atual sacerdotisa continuar o legado do seu falecido pai, tudo sempre foi conversado antes de ser realizado devido ao pedido do fundador da casa, pois sempre quis seguir a sua matriz, não restando alternativas que não fosse o desligamento total.
Com isso, a razão pela qual foi ordenado o desligamento irrevogável com o terreiro Dambala foi pelo fato de a atual gestão não estar correspondendo a sua matriz, nós do jeje não damos seguimento a obrigações quando se perde um membro da casa entre outras coisas.
A roça do Ventura sempre vai respeitar o novo segmento do dambala, e afirmamos que a partir da data 23/11/2025 não temos mais nenhum vinculo ou responsabilidade por nada que venha a acontecer pois já que agora já não ostenta a identidade de casa Jejê Mahi.

26/11/2025

Endereço

Rua Benjamin Constant, S/n
Cachoeira, BA
44300-000

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