04/05/2022
“Assim o homem deu nomes a todo o gado, às aves do céu e a todos os
animais do campo; mas não se achava uma ajudadora adequada para
o homem. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem,
e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas e fechou a carne
em seu lugar; e da costela que o Senhor Deus lhe havia tomado, formou
a mulher e a trouxe ao homem” (Gn 2.20-22)
Um dos princípios mais importantes estabelecidos na criação foi a autoridade concedida
ao homem. Em Gênesis 1.28, Deus ordenou que o homem dominasse sobre toda a criação; esse domínio foi estabelecido desde o princípio. Mas precisava ser exercido com responsabilidade. Deus ordenou que a terra fosse cultivada e cuidada (Gn 1.28), o que, certamente, não permitia ao homem depredá-la, como nós vemos em nossos dias. Era dever do homem zelar pela terra criada por Deus.
É interessante notar que Deus trouxe todos os animais à presença de Adão e ele (e não
Deus) lhes deu um nome (v. 19,20). Esse fato representa justamente a autoridade que
Deus concedera ao homem sobre os animais.
De igual modo, após ter formado a mulher, Deus a trouxe diante de Adão e este lhe deu
o nome, confirmando a mesma autoridade que colocou o homem no papel de liderança da família, e que, certamente, deveria ser exercido com parcimônia e sensibilidade.
Com o mesmo zelo com que deveria liderar sobre a natureza, o homem deveria cuidar de sua mulher, apreciando e considerando-a como igual, em valor, exatamente como o texto de Gênesis 2.23 indica. Sua liderança deveria ser exercida com moderação, levando em conta o apreço que certamente nutria pela esposa dada por Deus.
A liderança concedida ao homem foi estabelecida na criação. Tal liderança deveria
ser exercida na sociedade em geral, no seio da família (1Co 11.3) e também no contexto
da igreja (1Co 11.7-11). Ao exercer essa autoridade, o homem deveria se espelhar no
caráter do próprio Deus, que é amor (1Jo 4.8). Essa liderança fundamentada no amor
viria a ficar ainda mais clara no Novo Testamento (Ef 5.25), como veremos mais à frente.