19/06/2025
*Sobre o que era o espinho na carne de Paulo*
conforme 2° Co 12.1-10
E, para que não me exaltasse pelas excelências das revelações, foi me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
2° Co12.7-9
Uma das objeções mais comum hoje o ministério da cura é o *espinho na carne* de Paulo. Uma ideia tradicional tem levado a outra ideia tradicional. A doutrina promulgada em toda parte de que Deus é o autor da doença e deseja que alguns de Seus filhos mais devotos permaneçam enfermos para O glorif**arem, exibindo coragem e paciência, sem dúvida, tem levado à ideia de que Paulo padecia de uma enfermidade que Deus Se Recusava a curar. Não cremos que alguém que despenda tempo para ler tudo o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto da cura possa chegar a tal conclusão.
É com um sincero desejo de ajudar a cada leitor honesto que apresentamos o seguinte estudo sobre "O espinho na carne de Paulo". Milhares de pessoas padecem desnecessariamente durante anos, crendo que agradam a Deus, o qual, supostamente, permitiu que Paulo sofresse alguma doença.
Para compreendermos bem esse caso, consideremos o que a Bíblia diz acerca desse espinho na carne:
1) O que era esse *espinho*?
2) Qual o propósito do *espinho*?
3) Por que foi enviado a Paulo?
*Primeiro*:
*O que era o espinho de Paulo?*
A expressão *espinho na carne* é usada no Antigo e no Novo Testamento apenas como ilustração. A figura do espinho na carne não é empregada nenhuma vez na Bíblia como enfermidade.
Todas as vezes que essa expressão é usada na Bíblia, declara-se especif**amente o que signif**ava. Em Números 33.55, a expressão "*espinho em vossos olhos*" ilustrava os habitantes de Canaã. Em Josué 23.13, refere-se às nações pagãs de Canaã (cananeus). Nesses dois casos, a Bíblia afirma claramente o que eram esses espinho na carne. Em ambos os casos, os espinhos eram *personalidades*.
Paulo declara com a mesma clareza o que era seu espinho. Ele diz que era um *mensageiro de Satanás* ou, conforme outros tradutores, *o anjo do diabo*, *anjo de Satanás* etc. A ilustração *espinho na carne* refere-se a uma *personalidade*, a um *mensageiro* de Satanás.
A palavra *mensageiro* é traduzida da palavra grega Angelos que aparece 188 vezes na Bíblia. Angelos é traduzida por anjo 181 vezes e sete vezes por *mensageiro*. Em todas as 188 vezes na Bíblia inteira, sem exceção, trata-se de uma pessoa e não de uma coisa. O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, ou mensageiros Mt 25.41, e o espinho na carne de Paulo era um desses mensageiros do diabo. Paulo o definiu assim.
Os pregadores e mestres têm imaginado que o espinho na carne de Paulo pode ser tudo, desde uma doença oriental (oftalmia) até uma esposa não convertida! Parece-me tão irracional especular o que era o espinho na carne, já que o próprio Paulo declara exatamente o que era: *Um mensageiro de Satanás*.
*Segundo*:
*Para que foi enviado o espinho na carne de Paulo?*
Paulo não apenas revela que seu espinho era um mensageiro de Satanás, mas nós diz também o que esse mensageiro ou anjo do inimigo veio fazer: *para me esbofetear*.
A palavra *esbofetear* signif**a *dar bofetada após bofetada*, como quando as ondas esbofeteiam um navio e como quando Cristo foi esbofeteado. A mesma palavra é usada em Mt 26.67; Mc 14.65; 1°Co 4.11; 1°Pd 2.20.
Essa palavra, usada em 2° Co 12.7 para descrever o suplício de Paulo, preso a esse mensageiro de Satanás, deve concordar com o mesmo sentido da passagem em todos os versículos. Em nenhum dos casos se refere à doença.
Esse mensageiro ou anjo de Satanás foi enviado para esbofetear Paulo continuamente (para dar bofetada após bofetada) nesse fiel homem de Deus. A palavra *bofetada* em 1°Co 4.11 é traduzida na Bíblia de língua espanhola como *me golearam com muitas bofetadas*
A enfermidade jamais poderia golpear uma pessoa ou esbofetear alguém, mas a obra hostil de um anjo do diabo cabe bem nessa descrição. A descrição seguinte dos sofrimentos de Paulo (bofetadas constantes do mensageiro de Satanás) durante seu ministério explica como esse anjo do diabo moléstia a vida do apóstolo. Não precisamos acrescentar doença à lista. Nem Paulo nem as escrituras mencionam tal associação.
Após a conversão de Paulo, Deus enviou- Ananias para informá-lo de que ia mostrar-lhe quanto devia padecer por Seu nome (At 9.16). Isso se cumpriu nos seguintes acontecimentos:
1. Os judeus, logo após sua conversão, tomaram conselho entre si para matá -lo (At 9.23).
2. Impedido de a juntar-se aos discípulos (At 9.26-29).
3. Sofreu oposição de Satanás (At 13.6-12).
4. Resistido pelos judeus amotinados (At 13.44-49).
5. Expulso de Antioquia da Pisídia (At 13.14, 50-52).
6. Atacado pela multidão e expulso de Icônio (At 14.1-5).
7. Fugiu para Listra e Derbe, onde foi apedrejado e deixado como morto (At 14.6-19).
8. Tinha de disputar continuamente com irmãos falsos (At 19.8).
9. Açoitado e lançado na prisão em Filipos (At 16.12-40).
10. Atacado pelas multidões e expulso de Tessalônica (At 17.1-10).
11. Atacado pelas multidões e expulso de Bereia (At 17.10-14).
12. Atacado pela multidão em Corinto (At 18.1-23).
13. Atacado pela multidão em Éfeso (At 19.23-41).
14. Conspiração dos judeus para matá -lo (At 20.3).
15. Preso pelos judeus, atacado pelas multidões, julgado cinco vezes e muitos outros padecimento.
Além do opróbrio, de necessidades, perseguições e aflições mencionadas em 2° Co 12, no capítulo 6 dessa mesma epístola, ele menciona açoites, prisões, tumultos, desonra, infâmia, como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos (v.9).
E no capítulo 11 menciona [...] açoites, mais do que eles; em prisões muito mais; em perigo de morte, muitas vezes ( v.23).
.
(2° Co 1124-27)
Somos injuriado [...]; somos perseguidos [...]; somos blasfemados [...]; .
1° Co 4.12b-13
*Quem, a não ser o anjo de Satanás, pode ser responsável por todos esses sofrimentos?* Vemos que Paulo, ao enumerá-los, menciona quase tudo em que se podia pensar, menos doença dos olhos.
A única coisa que ele não cita, a religião se apropria e diz que era seu espinho. Por que esses pregadores e mestres colocaram doença nos olhos ou enfermidades, coisas de que Paulo não fala, no lugar das bofetadas, as quais ele menciona?
Obviamente, o espinho de Paulo não podia ser a visão deficiente, porque os seus olhos foram curados de cegueira. Ele recebeu Boa visão ( At 9.18). Com certeza, a Bíblia não diria isso se os olhos de Paulo fossem tão fracos como alguns teólogos querem fazer crer.
Para responder a essas duas questões, baseamo-nos no que o próprio Paulo disse: *O que era o espinho na carne de Paulo?* Resposta: um mensageiro (anjo)
de Satanás. *O que esse mensageiro veio fazer?* Resposta: *esbofetear-me* (dar bofetada após bofetada).
Muitas vezes, debatendo sobre o espinho na carne de Paulo, os pregadores e mestres emitem suas opiniões, ou o que eles pensam, ou o que parece ser, ou o que alguém disse.
Confortam os doentes com esta mensagem: Paulo era doente e orou três vezespara ser curado e Deus não quis curá-lo. O Senhor disse a Paulo que Sua graça lhe bastava, portanto, devemos fazer como Paulo: suportar nosso espinho de enfermidade, fiel e pacientemente, para glória de Deus.
A Bíblia não diz nada a cerca de Paulo estar enfermo, de ele orar para ser curado nem de que o Altíssimo o obrigou a permanecer doente.
Em vez das revelações que a Bíblia não contém, o que realmente as Escrituras dizem é o seguinte:
E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi me dado um espinho na carne (não uma doença), a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim (Paulo não diz que orou três vezes para ser curado). E (Deus) disse-me: A minha graça te basta, Porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder deCristo (2° Co 12.7-9).
Deus não disse: "Não, Paulo, quero que fiques enfermo".
*Terceiro:*
*por que o espinho foi enviado a Paulo?*
Agora, considere está terceira pergunta. A resposta é tão clara como as duas primeiras.
Por que o mensageiro de Satanás foi enviado para esbofetear Paulo?
Resposta: Para que ele não se exaltasse pelas excelências das revelações.
É por causa da excelência das revelações que os doentes hoje devem ser ensinados a considerar sua enfermidade como um espinho que deve permanecer, para que não se exaltam demais? A razão do próprio Paulo para aquele espinho exclui quase todas as outras. Você deve reclamar se sua doença for um espinho como o de Paulo, a menos que também tenha recebido, como ele, tão grande abundância de revelações, que precise de algo para não se exaltar.
Se reclamar porque tem um espinho, terá de concordar com o resto das Escrituras acerca do espinho de Paulo. Ele gloriava-se em todas as bofetadas que sofria das mãos do mensageiro de Satanás.
Se as bofetadas de Paulo fossem enfermidades, e se você estiver sofrendo enfermidade, como dizem que Paulo sofreu, você deveria gloriar-se em sua enfermidade em vez de tentar f**ar livre dela? Se alguém se gloria de seu espinho, não deveria ir ao melhor cirurgião para removê-lo.
Consideremos as Escrituras citadas para provar que o espinho de Paulo era uma enfermidade.
*Enfermidades*
De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas.
2° Co 12.9b.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas.
2°Co 12.10a.
Estando em fraqueza de carne.
Gl 4.13b.
E eu estive convosco em fraqueza.
1°Co 2.3a
A presença do corpo é fraca.
2° Con10.10b
A minha graça te basta, Porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
2° Co 12.9a
A palavra *fraqueza* é traduzida da mesma palavra grega que Paulousa em Romanos 8.26 quando diz: E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
É também a mesma palavra usada em Hebreus 11.34 quando fala dos profetas que dá fraqueza tiraram forças. Em 2° Co 13.14, é usada para exprimir a maneira como Cristo foi crucif**ado: Porque, ainda que tenha sido crucif**ado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus.
A palavra *fraco* (ou *fraqueza*) usada nesses versículos é a mesma usada em 2° Co 12.10b quando Paulo disse: Porque, quando estou fraco, então, sou forte. Se a palavra *fraco* queria dizer *enfermo*, então *forte* queria, logicamente, dizer que tinha boa saúde. Os termos traduzidos por *fraqueza* ou *fraco* sobre a vida de Paulo nunca foram usados para dar ideia de enfermidade ou de alguma doença dos olhos.
Observemos o uso das palavras *debilidade* e *fraqueza* (traduzidas da mesma raiz da palavra citada anteriormente) nos seguintes versículos. Coloque as palavras *enfermidade* é *doença* no lugar delas, e veremos que não dá certo: Rm 4.19; 8.3; 14.2-21; 1° Co 8.9; 9.22; 15.43; 2° Co 13.4; Gnésio 5.2; 7.28
Em vários desses versículos, a Palavra fraqueza contrasta com poder e força, sem qualquer ideia de fraqueza resultante da doença. Quando Paulo fala de sua fraqueza diante da igreja, exprime sua insignificância em seu próprio poder, confiando inteiramente no Espírito é no poder de Deus, para que a fé dos coríntios não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus (1° Co 2.5).
*Tentação*
Não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne.
Gl 4.14a
A palavra *tentação* (interpretada como uma espécie de doença) é traduzida da mesma palavra grega usada para exprimir o desafio de Satanás a Cristo no deserto: Acabando o diabo toda a tentação (Lc 4.13a). Foi usada por Jesus quando disse: *Orai, para que não entreis em tentação* (Lc 22.40b). Nenhuma dessas duas palavras faz referência a doença de qualquer espécie.
*A"letra geande de Paulo"*
Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão Gl 6.11
Aprendemos que Paulo ficou quase cego, a ponto de precisar escrever letras grandes, mas consideremos os seguintes fatos.
A palavra *letra* que Paulo empregou é traduzida da mesma palavra grega usada em 2° Co 3.6b: Porque a letra mata, e o Espírito vivif**a. Isso, certamente, não se refere a uma letra do alfabeto.
A palavra *grande*, usada para definir a letra de Paulo, é traduzida de uma palavra grega que signif**a uma *forma quantitativa*, como a palavra * quanto* e não *grande*. Além disso, a palavra *grande*, traduzida do grego, não é a mesma que se usa para exprimir tamanho, em Lucas 22.12, ao falar de *um grande cenáculo*. A palavra *grande* em Lucas é traduzida da palavra grega megas, que signif**a simplesmente *grande em tamanho*.
A carta de Paulo era grande em quantidade. Uma letra do alfabeto pode ser grande em tamanho, mas não em quantidade. Sem dúvida, Paulo fala sobre sua Epístola ser grande (*em quantidade*), simplesmente, porque não era seu costume escrever com sua mão.
*Eles teriam dado os próprios olhos a Paulo*
Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os olhos e mos daríeis. Gl 4.15
Esse versículo é usado como mais uma prova de que os olhos de Paulo eram doentes (conforme a especulação teológica, talvez com a doença oriental - oftalmia -) e de que o povo estava pronto a dar-lhe os próprios olhos para colocá-los no lugar dos seus olhos doentes. Não há dúvida de que a expressão dos gálatas era, simplesmente, de carinho e amor para com o ministério fiel de Paulo.
Na reunião de despedida de nossa cruzada, durante a qual mais de cem surdos-mudos e mais de noventa pessoas completamente cegas foram curadas, um dos pastores nos disse em seu discurso de adeus: "irmão Osborn, nosso povo o ama. Eles estão louvando a Deus por sua vinda aqui. Querem que saiba que cortaria o braço direito e o dariam a voce se fosse possível". Essa expressão de devoção, com certeza, não era prova de que tinha um câncer no braço direito.
Veja que a especulação teológica sobre o espinho na carne de Paulo é baseada em passagens que não dão base a tais suposições, quando as lemos sem ideias preconcebidas. Se Paulo realmente era quase cego de um olho doente, se era fraco e doente no corpo e orou três vezes para receber cura, mas não recebeu (porque recebeu revelações espirituais de que precisava ser mantido humildade por causa das enfermidades e nos olhos e no corpo), tais alegações contrariam muitas outras verdades bíblicas que examinarmos no próximo capítulo.
*Fatos para meditar sobre o espinho na carne de Paulo*
1. Uma vez que a cura é um elemento essencial das Boas-Novas, como Paulo podia desfrutar a plenitude da bênção do evangelho (Rm 15.29), como de fato desfrutava, e permanecer doente? A cura não é uma parte da bênção do evangelho?
2. Se Paulo era doente, como podia o povo, a quem ele pregou em Éfeso, receber fé para tais *maravilhas extraordinárias* de curas? (At 19.11-12).
3. Se Paulo era doente, ao pregar o primeiro sermão em Listra, como poderia ter criado tamanha fé no coração de um pagão *paralítico desde o seu nascimento* (At 14.8), a ponto de aquele homem ser curado instantânea e milagrosamente?
Se Paulo fosse doente, aquele pagão creria no primeiro sermão de Paulo e receberia fé suficiente para ser milagrosamente curado? Os críticos petguntam- me repetidamente: "Se o senhor f**asse doente, o que aconteceria à sua mensagem?". Podemos crer que Paulo, enfermo, fraco e quase cego, podia criar fé suficiente em um incrédulo com um sermão para produzir o milagre de cura?
4. Se Paulo era enfermo ou doente, como conseguiu ver a obediência dos gentios, por palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus? (Rm 15.18-19a). Noto que aqueles doentes que declaram ter um espinho na carne como Paulo, geralmente f**am incapacitados em seus ministérios e, raramente, ou nunca, operam sinais, prodígios e milagres.
5. Se Paulo era doente, como que na pregação dele na ilha de Malta, o pai de Publio e os demais que tinham enfermidades, vieram a ter com ele e [...] sararam ( At 28.8-9)? Teria sido um resultado notável para um homem que estava doente e quase cego!
6. Se o espinho não impedia a fé do povo na cura de doenças do plano físico em Éfeso, Malta, Listra e em quase todos os demais lugares por onde Paulo pregava, por que devemos usá-lo atualmente como justif**ativa para impedir a fé na cura física?
7. No tempo da Bíblia, a fé veio pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17), enquanto atualmente a *fé desaparece pelo ouvir a palavra.do pregador*, pois o pregador declara que Paulo era doente e Deus não quis ouvi -lo, apesar de ele ter orado três vezes. *Portanto, talvez não seja a vontade de Deus curar você*.
Argumentos como esses levam as pessoas a abandonarem as promessas de Deus para curar *todos* que pedem; promessas fundamentadas na Palavra que nos são concedidas para produzir fé.
Tais argumentos nos obrigam a procurar *uma revelação especial do Espírito de Deus* em cada caso para determinar se é, ou não, vontade de Deus curar determinada pessoa. Se fosse assim, essa fé não viria apenas pela Palavra, como Paulo ensina, mas pela oração, rogando até recebermos uma revelação especial da vontade divina.
Não é estranho que aqueles que pregam que Paulo era doente, em vez de orarem e pedirem a Deus que os cure, como afirmam que Paulo fez, recorrerem ao médico que creem ser mais habilitado para libertá-los do "espinho" de enfermidade, independentemente se Deus quer remové-lo ou não?
Não é estranho que pregadores, os quais ensinam que o *espinho* de Paulo era um tipo de doença, recomendem que seu povo se submeta a operações e tratamentos médicos para ser restaurado, em vez de orar a Deus pedindo que revele se é Sua vontade ou não, como afirmam que Deus revelou a Paulo?
Para serem consistentes, esses pregadores deveriam recomendar que Seu povo *se gloriasse* nas enfermidades, como ensinam que Paulo fez, em vez de esforçar-se para f**ar livre do *espinho*.
8. Paulo jamais ficou incapacitado de desempenhar seu ministério por causa de seu espinho na carne, porque ele podia testif**ar: Trabalhei muito mais do que todos eles (1° Co 15.10c). Não é razoável dizer que um homem *enfermo* podia trabalhar muito mais que todos os demais pregadores de Boa saúde.
O pregador que afirma que sua enfermidade é o *espinho na carne* que Paulo tinha, geralmente f**a incapacitado. Seu auxiliar desempenha grande parte de seu ministério, enquanto ele mesmo passa grande parte do seu tempo *em repouso para recuperar a saúde*.
Paulo, que por certo cumpria o que pregava, ensina-nos que cada um deve estar preparado para *toda* boa obra (2° Tm 2.21b); perfeitamente instruído para *toda* boa obra (2° Tm 3.17b); zeloso de boas obras (Tt 2.14c); aplica-se às boas obras (Tt 3.8); aperfeiçoe em *toda* A boa obra, para fazerdes a Sua vontade (Hb 13.21a); e que abundemos em *toda* graça (2° Co 9.8). É claro que um homem doente não pode fazer tudo isso.
9. Se a declaração: A minha graça te basta (2° Co 12.9) quisesse dizer que Deus estava falando a Paulo que deveria permanecer enfermo, como muitos ensinam atualmente, seria o único caso, em toda a Bíblia, em que o Senhor disse a uma pessoa que Ele queria que permanecesse doente, que lhe daria *graça* para o corpo fisicamente doente.
Em texto algum, as Escrituras declaram que Deus concedeu graça ao corpo físico. A própria palavra *graça* mostra que é o *homem interior que precisa de auxílio, pois a graça de Deus é transmitida somente ao homem interior*. Paulo diz que, nesse caso, *renova-se dia após dia*.
A graça de Deus é para o *homem espiritual*, mas a *vida* de Jesus se manifesta em nossa *carne mortal* (2° Co 4.11).
10. O espinho de Paulo não impediu que ele completasse sua carreira. No entanto, muitos que consideram esse espinho uma enfermidade e, portanto, creem que suas enfermidades são como o espinho de Paulo é apisentam-se no meio da vida e do ministério.
11. O ministério de Paulo *abundava* constantemente em milagres, sinais e maravilhas em todo lugar onde ministrava. Como é estranho que tantos pregadores nos ensinem que o espinho de Paulo era exatamente o que Paulo não disse que era e, então, empreguem seus argumentos especulativos *contra* o mesmo ministério em que esse apóstolo *abundava em milagres e curas*.
12. A pregação de Paulo sempre produziu fé em seus ouvintes para serem curados, e os milagres de cura eram comuns em seu ministério. Os pregadores que ensinam que Paulo sofria de uma enfermidade, a qual Deus não queria curar, *quase nunca produzem fé para a cura dos enfermos*, como se vê no fato de serem quase ausentes os milagres (senão totalmente) de suas igrejas. Muitos até nos dizem que o tempo dos milagres já passou.
13. Paulo disse: Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar (At 20.20a). Aqueles que deixam de pregar as bênçãos e a provisão da *cura*, certamente, retém uma benção que é muito útil aos enfermos.
14. Paulo disse: Tenho pregado o Evangelho de Jesus Cristo (15.19c) para obediência dos gentios, por palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus (Rm 15.18-19a).
A cura é *definitivamente* uma parte do Evangelho, portanto, aqueles que não pregam sobre a cura, *não pregam o Evangelho integralmente*, como Paulo o fez. Aqueles que negligenciam a parte do Evangelho que trata da *cura* não tem levado muitas pessoas à obediência a Deus por meio de sinais, prodígios e maravilhas. Por outro lado, aqueles que pregam a cura como parte do Evangelho estão conduzindo milhares de pessoas à obediência por meio de sinais, prodígios e maravilhas, *exatamente como Paulo fez*.
15. Não é estranho que muitos pregadores, quando querem ensinar sobre a cura, escolham o texto sobre o espinho de Paulo? Eles interpretam mal essa passagem.
Apesar de Paulo dizer que o *espinho* era um *mensageiro de Satanás*, eles afirmam que era doença, olhos doentes etc.
Não obstante Paulo ter afirmado que foi *para esbofeteá-lo*, declaram que foi para mantê-lo doente. Apesar de Paulo orar até Deus falar-lhe acerca do espinho e esclarecer-lhe a razão, eles recorrem ao hospital para retirar o próprio espinho.
Embora Paulo tenha dito que o espinho lhe foi dado por causa da excelência das revelações, alguns pregadores não têm qualquer revelação. Não sabem por que têm seu espinho nem estão interessados na *causa* enquanto o médico pode retirá -lo por meio de cirurgia ou tratamento.
Paulo pregava e apresentava sinais, milagres e maravilhas, ganhando multidões para Cristo, mas tais pregadores não fazem nada disso e ganham muito poucos para Cristo.
Apesar de Paulo pregar *todo o Evangelho de Cristo*, provando que a fé é pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17), esses pregadores pregam somente *uma parte* do Evangelho. Quando pregam especialmente sobre cura, evitam a parte da Palavra escrita com o objetivo de produzir fé para a cura.
Uma vez que a fé signif**a crer que o Altíssimo fará o que prometeu ou esperar o cumprimento de Sua promessa, como os doentes podem receber fé para serem curados quando o pregador evita a parte da Palavra que trata das promessas divinas de cura?
*Se as pessoas nunca ouvem falar nas promessas de Deus para curar, não podem receber fé a fim de que o Senhor cumpra Sua promessa e restaure-as*.
É estranho, para mim, que alguém desejoso por ensinar sobre cura física pela Bíblia enfatize o caso do espinho na carne de Paulo, sobre o qual os *estudiosos* admitem não poder provar qualquer ligação com doença nem com cura.
Se você realmente quer edif**ar fé nos corações das pessoas que sofrem fisicamente, de modo que sejam milagrosamente curadas, eu recomendo que lhes ensinem estás coisas: *Jeová-Rafah*.
A aliança de Deus sobre a cura.
O ensinamento e as promessas da cura no Antigo Testamento.
O exemplo da cura por meio da história do Antigo Testamento.
As palavras, no ensinamento, os mandamentos, as promessas e as curas do ministério de Cristo, pelos quais Ele revelou a vontade de Deus acerca de nosso corpo.
Os dons da cura, fé e milagres colocados na igreja pelo Espírito.
A ordenança de a igreja fingir com óleo alguém que esteja doente.
O fato de Cristo levar por nós tanto nossas enfermidades como nossos pecados.
O fato de Cristo, quando aqui na terra, ter curado *todos os que O invocam*, com o fato de que Jesus Cristo é o mesmo [...] hoje (Hb 13.8).
A questão de milhares de pessoas terem sido curadas pelo poder de Deus desde os dias dos apóstolos, e outros milhares estão sendo curados de toda sorte de doenças incuráveis, em quase todos os países do mundo, mesmo na época em que vivemos.
Essa rica porção estraí do livro "Curai enfermos" de T.L.Osborn