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2ª Parte — Estudo e Devoção​Charles Spurgeon — Manhã e Noite(Indicação de livro para devocional)​Jejum​O que é?​Não é pa...
10/08/2026

2ª Parte — Estudo e Devoção
​Charles Spurgeon — Manhã e Noite
(Indicação de livro para devocional)
​Jejum
​O que é?
​Não é passar fome!
​Não é dieta!
​"Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas ao seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará."
— Mateus 6:16-18
​É uma disciplina espiritual bíblica; expressa humildade e busca sincera por Deus. Não é um ritual, mas algo dedicado a Ele.
​Existem situações em nossas vidas em que, mesmo com a oração em concordância, ainda é necessário o jejum para completar a potência das armas que o Senhor nos disponibilizou.
​Oração e jejum são armas para agir em causas legítimas, aguçando nossa audição e força espiritual.
​"Ele respondeu: 'Essa espécie só sai pela oração e pelo jejum'."
— Marcos 9:29
​Se Jesus — Filho Santo de Deus, Criador de todas as coisas e concebido sem pecado — jejuava, por que acreditamos que nós, meros mortais e pecadores, não precisamos dessa prática?
​Está em crise? Precisa tomar uma decisão importante? Ore e jejue!
​Santificação
​Pureza de Coração
​"Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração."
— Mateus 12:34
​"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."
— Provérbios 4:23
​Separação do Pecado
​A vida santa exige uma ruptura com o pecado. Não devemos viver em ambientes onde esteja disponível aquilo que nos faz pecar.
​A atitude precisa ser nossa ao identificar e escolher não estar ali, para que não venhamos a cair em pecado.
​"Mantenham-se afastados de toda forma de mal."
— 1 Tessalonicenses 5:22
​Vida Consagrada
​Como as pessoas com quem convivemos nos veem como cristãos? Veem uma vida exemplar a ser seguida?
​Pense em como a sua vida tem sido vista!
​Uma vida de consagração tem um preço, não apenas aparência. Uma mudança exterior de aparência não tem relação com uma transformação interior.
​Família
​Devoção familiar
​Exemplo no lar
​Prioridades
​Nossa família precisa ser cuidada e orientada para que ninguém se perca. Nossa casa precisa refletir a graça de Deus.
​1º lugar: Deus em nossa vida.
​2º lugar: Nossa família, refletindo nossa fé e caminhada com Deus.
​Que os nossos olhos sejam abertos para ver o que temos entregue em nosso lar!
(1 Timóteo 3)
​Marcação do Tempo com Deus
​70% das pessoas não dedicam nem 1 hora de devoção a Deus.
​TEMOS QUE MARCAR UM TEMPO COM O SENHOR!
Vamos nos organizar para termos esse tempo essencial em nossa vida espiritual.
​Cuidado com a Alma
​Não transfira o cuidado da sua saúde espiritual. A oração do outro não vai resolver uma responsabilidade que é nossa.
​Descanso e renovação
​Renovação espiritual
​Exemplo de Jesus:
​Oração ao amanhecer
​Retiros de oração
​Comunhão constante com o Pai
​Oração nos momentos críticos
​Práticas Devocionais:
​Rotina matinal
​Diário espiritual
​Memorização da Palavra
​Adoração pessoal
​Silêncio e contemplação
​Preletor: Luiz Henrique
Data: Domingo, 09/08/2026
Local: Missões Trono da Graça — Caçapava

04/08/2026

_Resumo da palavra de ontem_
​A Vida Devocional
​Charles Spurgeon viveu entre 1834 e 1892, um período marcado pela Revolução Industrial e por intensas transformações culturais, tornando-se conhecido como o "Príncipe dos Pregadores".
​O ministério nasce no tempo de relacionamento com Deus, e Charles viveu isso intensamente, mesmo diante de tudo o que acontecia ao seu redor. Jesus é o nosso modelo perfeito, e Charles seguiu esse exemplo em sua vida.
​"Vocês mesmos são a nossa carta, escrita no nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, no coração." (2Coríntios 3:2-3 NVI)
​A comunhão com Deus é insubstituível; nossa vida espiritual depende exclusivamente do relacionamento que temos com Ele. Ativismo e frequência nos cultos sem comunhão real com Deus não passam de religiosidade.
​A intimidade diária nutre a nossa vida — assim como o nosso corpo precisa de refeições diárias, a nossa alma precisa de intimidade com Deus. Quando não temos comunhão, nossa vida enfraquece. Spurgeon dizia que sua esposa percebia, antes de qualquer outra pessoa, quando ele não havia tido tempo com Deus, pois isso refletia diretamente em seu modo de ser.
​A Vida de Oração
​Agenda com Deus: A vida de oração precisa ter um horário agendado. Precisamos reservar um momento diário e contínuo em nossa rotina para o Senhor.
​Voluntariedade: A oração deve ser voluntária; não devemos esperar as coisas ficarem difíceis para falarmos com Deus.
​Intencionalidade: Em nossa oração, precisamos ter a clareza de que estamos falando com o Criador. Por isso, não deve ser algo repetitivo ou genérico, mas sim uma conversa abundante e profunda.
​Oração e Ministério
​A oração é a base de todo serviço a Deus. Como o próprio Spurgeon afirmava: "A oração é o nervo motor do ministério" e "Prefiro ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar".
​Intercessão: Uma vida de intercessão é nossa responsabilidade contínua e intencional em relação à nossa vida, família e ministério.
​Preparo Espiritual: Podemos ler e estudar, mas a nossa confiança deve estar integralmente em Deus.
​Dependência de Deus: Precisamos buscá-Lo sempre como nossa referência para qualquer tomada de decisão e direção.
​Palavra e Meditação
​Leitura Diária da Bíblia: Deve ser contínua para nos nutrir espiritualmente, o que reflete diretamente na diminuição de nossas quedas e tropeços.
​Meditação nas Escrituras: Buscar entender o "porquê" e o "para quê" em cada leitura, ocupando nossos pensamentos com a Verdade.
​Aplicação Pessoal: Praticar no dia a dia e em nossa rotina tudo o que aprendemos da Palavra. Uma vez que a Palavra de Deus nos é revelada, somos transformados; o simples conhecimento intelectual não muda ninguém.
​"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia!" (Mateus 23:27 ARA)
​O nosso testemunho precisa corresponder à fé que professamos. Se estivermos preparados, encontraremos oportunidades diárias para ser luz na vida de alguém.
​Jejum
​O jejum é um propósito bíblico que requer disciplina espiritual. É um instrumento de consagração que nos alinha com Deus de maneira ainda mais profunda do que a oração isolada. Existem momentos em que precisamos praticá-lo, pois ele nos liberta das fraquezas humanas e nos fortalece no Senhor.
​Aprofundando essa dinâmica, Jesus nos ensina em Mateus 17:21 que "esta casta não sai senão por meio de oração e jejum". Isso nos mostra que o jejum não muda a Deus, mas sensibiliza e mortifica o nosso espírito para exercer a autoridade que a oração já possui no mundo espiritual.
​Um erro comum que muitos cometem diante das dificuldades — ou quando não veem o efeito esperado — é parar de orar, esquecendo-se de que muitas vitórias dependem justamente dessa junção indissociável entre oração e jejum.
​Para refletir: Como tem sido a nossa vida com Deus?

Parte 1
Luiz Henrique
Missões Trono da Graça -Caçapava Panorama
Domingo 02/08/2026

02/08/2026
12/07/2026

O Tribunal de Cristo e a Qualidade das Nossas Obras
​Por Luiz Henrique
​2 Coríntios 5:10 (NVI)
"Pois todos nós devemos comparecer diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer boas, quer más."
​Quando nos aprofundamos no estudo da Bíblia, muitos enganos são desconstruídos. Quando éramos crianças e assistíamos a desenhos animados, criamos uma imagem distorcida de como eram o céu e o inferno. O Tribunal de Cristo, no entanto, não é para os que estão fora do corpo de Cristo ou de Sua Noiva; ele se destina àqueles que se dedicaram a viver para Ele, os que "dormiram em Cristo". Paulo nos mostra o verdadeiro objetivo desse tribunal, e nós precisamos entender o que acontece depois que o nosso tempo aqui na Terra chegar ao fim.
​Todos os salvos passarão pelo Tribunal de Cristo. Ele não tem como objetivo a condenação, pois já fomos salvos, mas sim julgar as nossas obras durante o tempo em que vivemos aqui. Quando compreendemos isso, passamos a ter uma perspectiva completamente diferente sobre a maneira como tomamos nossas atitudes, decisões e ações. Na Terra, costumamos ver juízes duvidosos, mas diante de Cristo será bem diferente.
​1 Coríntios 3:12-15 (NVI)
"[12] Se alguém constrói sobre esse alicerce usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, [13] a sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz. Ela será revelada pelo fogo, e o fogo provará a qualidade da obra de cada um. [14] Se o que alguém construiu permanecer, este receberá uma recompensa. [15] Se a obra que alguém construiu for consumida, este sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."
​Ouro, Prata e Pedras Preciosas vs. Madeira, Feno e Palha
​Ouro, prata e pedras preciosas não se consomem ao passar pelo fogo. As obras equivalentes a esses materiais receberão galardão (recompensa). Olhando para a nossa caminhada, podemos analisar o que fazemos e ter uma noção de como serão as nossas obras na eternidade. Por outro lado, madeira, feno e palha se consomem rapidamente ao passar pelo fogo, e o mesmo acontecerá com as obras equivalentes a eles.
​Como podemos saber se temos praticado obras que não se consomem? A resposta está na própria Bíblia:
​Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo;
​Buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça;
​Maridos, amem suas esposas e deem a vida por elas;
​Filhos, honrem pai e mãe, para que tudo vá bem.
Entre outras direções dadas por Deus em sua palavra...
​Assim como na lei humana não existe crime se não houver uma lei anterior que o defina, os mandamentos da Palavra de Deus são a régua pela qual seremos avaliados. Ao olharmos para a nossa própria vida, podemos ajustar os pontos que ainda estão pendentes por meio do arrependimento.
​O Perigo do "Modo Automático" e o Engano Religioso
​O versículo 14 nos alerta que alguém pode passar a vida inteira fazendo muitas coisas e, diante do Tribunal de Cristo, ver todas as suas obras serem consumidas pelo fogo. Essa pessoa não terá galardão, embora ainda seja salva.
​Isso expõe um grande engano no meio evangélico atual. Muito se prega que "Deus perdoa" e que "Ele é amor", mas esquece-se de que Ele também é fogo consumidor. Deus é misericordioso, mas também é perfeitamente justo. Hoje em dia, mensagens que alertam sobre o inferno ou sobre a gravidade do pecado costumam ser evitadas para não deixar as pessoas desconfortáveis.
​Aqueles que forem salvos, mas não tiverem galardão, caminharam no limite da salvação. Eles correram o risco — como acontece com alguns — de não serem verdadeiramente conhecidos por Cristo. Devemos ter muito zelo e cuidado com a nossa vida cristã para não entrarmos no "modo automático", onde a mente se divide e o temor se perde quando estamos longe dos olhos dos outros. Havia quem frequentasse os cultos, mas não era conhecido por Cristo, vivendo na ilusão de que estava salvo.
​A Importância da Intimidade no Quarto
​Para sermos conhecidos de Deus, precisamos de relacionamento com Ele. Jesus nos deu o segredo para isso: entrar no quarto, fechar a porta e orar ao Pai em secreto; e Ele nos recompensará. Isso é algo insubstituível.
​O serviço cristão pode ser substituído por outra pessoa, mas a intimidade não. O nosso lugar no quarto de busca a Deus é intransferível.
​Não há como terceirizar a nossa responsabilidade de buscar a Deus. E lembre-se: logo após o Tribunal, será realizada a Boda do Cordeiro, onde aqueles que perseveraram e não tiveram suas obras consumidas receberão o seu galardão.
Domingo 24/05/2026
Missões Trono da Graça -Caçapava Panorama

12/07/2026

Queda de Davi
1. A Brecha da Omissão (2 Samuel 11:1-4)
“Decorrido um ano, no tempo em que os reis costumam sair para a guerra, enviou Davi a Joabe, e seus servos, com ele, e a todo o Israel, que destruíram os filhos de Amom e sitiaram Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém.”
Conhecemos bem a história de Davi: suas vitórias, suas conquistas, mas também os seus fracassos. Neste episódio, Davi não foi à guerra; em vez disso, mandou aquele em quem confiava para fazer o que ele mesmo deveria ter feito. Embora o exército tenha vencido a batalha pela misericórdia de Deus, a ausência de Davi abriu uma brecha perigosa. Foi nessa omissão que ele viu o que não deveria ver: uma mulher casada tomando banho.
“Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa. Davi mandou perguntar quem era. Disseram-lhe: É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu. Então, enviou Davi mensageiros que a trouxessem; ela veio, e ele se deitou com ela…”
O texto enfatiza que era a época em que os reis saíam para a guerra, mas Davi escolheu ficar. O pecado do rei não começou no olhar para Bate-Seba; começou nos pés que se recusaram a ir para o campo de batalha.
Aplicação: Onde o líder do lar não está presente espiritualmente, o inimigo m***a um terraço de tentações. A negligência espiritual e a busca pelo conforto na hora do combate criam o ambiente perfeito para a queda moral.
2. A Integridade de Fora vs. A Omissão de Dentro (2 Samuel 11:5-7, 9-11)
Quando Bate-Seba engravidou, Davi tentou encobrir o erro chamando Urias, o heteu, de volta da guerra, esperando que ele se deitasse com a esposa. Porém, Urias demonstrou uma lealdade inabalável:
“…Porém Urias se deitou à porta da casa real, com todos os servos do seu senhor, e não desceu para sua casa. [...] Respondeu Urias a Davi: A arca, Israel e Judá ficam em tendas; Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao ar livre; e hei de eu entrar na minha casa, para comer e beber e para me deitar com minha mulher? Tão certo como tu vives e como vive a tua alma, não farei tal coisa.”
Urias, um estrangeiro de nascimento, mas integrado a Israel, demonstrou mais temor à Arca da Aliança e compromisso com seus companheiros do que o próprio rei ungido. Enquanto o exército sangrava no campo de batalha, Davi buscava o luxo do palácio.
Aplicação: Às vezes, pessoas de fora da igreja dão lições de integridade que nós, que conhecemos a Palavra, esquecemos de praticar dentro de casa. A liderança do lar exige espírito de sacrifício, não a busca por privilégios egoístas.
3. O "Efeito Eco" nas Próximas Gerações (2 Samuel 11:15, 21; 12:2-10)
Para tentar esconder seu pecado, Davi ordenou que Urias fosse colocado na linha de frente para morrer. Diante disso, Deus enviou o profeta Natã, que confrontou o rei através da parábola do homem rico que roubou a única cordeirinha do homem pobre. Diante do furor de Davi, Natã disparou a sentença: “Tu és o homem.”
A consequência foi severa: “Não se apartará a espada jamais da tua casa...” O que Davi tentou fazer em oculto, seus filhos repetiram em público (Absalão violou o palácio e Amnon cometeu abuso). O pecado de um pai gera um "efeito eco" na vida dos filhos.
Aplicação: Nossos filhos são nossos maiores imitadores. Se formos pais que terceirizam a educação espiritual para a igreja ou para a escola, criaremos órfãos espirituais. Quando terceirizamos as nossas responsabilidades, corremos o risco de falhar exatamente naquilo que é intransferível.
4. O Padrão de Deus para a Família e a Liderança do Lar
Os homens foram chamados para exercer liderança, especialmente em suas famílias. O casamento é o ambiente onde o casal tem a obrigação mútua de buscar a excelência sob a direção de Deus. Dentro do lar, o marido deve representar a figura de Cristo no cuidado com a Sua igreja.
Quando há esse zelo e responsabilidade entre o casal, os frutos alcançam os filhos. O homem que cuida bem de sua esposa receberá dela amor, cumplicidade e respeito, o que se refletirá diretamente na atmosfera da casa. O desgaste gerado pelas tarefas diárias afeta a todos, e, como cristãos, não podemos permitir que a negligência roube a harmonia do lar.
Firmes na Palavra: A palavra dos pais precisa ser um parâmetro seguro para os filhos — onde o "sim" é sim e o "não" é não, sem atalhos. Lembramos aqui o exemplo do Apóstolo Paulo, que mesmo algemado nas "prisões" das adversidades e do cansaço diário, mantinha o zelo pelo estudo e pela pregação da Palavra. Ele não parava de se dedicar.
Conclusão: Não Delegue a Sua Responsabilidade
Se você percebe que tem feito as coisas "de qualquer jeito", é hora de buscar zelo e tempo de oração para que seus filhos vejam a sua transformação. Se falta respeito com a Palavra na sua casa, resgate esse temor, pois as promessas de Deus não voltam vazias.
Não podemos confundir a força da juventude com o descuido — seja com a vida espiritual, seja com a nossa própria saúde física e mental. Tudo o que temos vem de Deus, e colheremos os frutos da nossa sabedoria ou os danos da nossa negligência nas próximas gerações.
Assuma a posição de quem ouve a Deus e traz a direção para dentro de casa. Não terceirize a sua fé, a educação de seus filhos ou o cuidado com o seu cônjuge. Quando zelamos pelo padrão de Deus, não negligenciamos nada, e o resultado será uma casa que reflete a glória do Senhor!
Matheus
Domingo 31/05/2026
Missões Trono da Graça -Caçapava Panorama

12/07/2026

O livro de Atos dos Apóstolos (também conhecido historicamente como Atos do Espírito Santo ou simplesmente Atos) é o registro histórico da igreja primitiva — a primeira formação da igreja originada por Jesus e seus discípulos. Jesus veio à Terra e fundou a Sua igreja com os doze apóstolos do Cordeiro.
​Em Atos 1:8, antes de Sua ascensão, Jesus deixou uma ordem clara:
​"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra." (Atos 1:8 ARA)
​Jesus morreu no ano 33 d.C., ressuscitou e subiu aos céus. Mesmo passados 5 a 6 anos após a ascensão de Cristo, os apóstolos e a igreja ainda permaneciam concentrados em Jerusalém (período que contextualiza o capítulo 8 de Atos). Eles haviam recebido a ordem de ir pelo mundo para levar a verdade de Cristo, mas ainda se encontravam em uma zona de conforto.
​Da Perseguição ao Cumprimento do Chamado
​Deus, então, utilizou a perseguição como um instrumento para fazer a igreja aproveitar as oportunidades e sair daquele estado de acomodação. Esse movimento teve início com a morte de Estêvão, um servo exemplar do Senhor.
​"E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria." (Atos 8:1 ARA)
​Apesar da dor do momento, a dispersão era necessária para que o mundo fosse alcançado pela salvação de Cristo. O texto de Atos 11:19-26 relata os frutos desse movimento:
​"Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor..." (Atos 11:19-21 ARA)
​A notícia chegou à igreja de Jerusalém, que enviou Barnabé a Antioquia. Barnabé, um homem bom e cheio do Espírito Santo, alegrou-se ao ver a graça de Deus e buscou Saulo em Tarso para auxiliá-lo. Durante um ano inteiro, eles reuniram-se naquela igreja e ensinaram uma numerosa multidão. Foi em Antioquia que os discípulos foram chamados de "cristãos" pela primeira vez.
​Isso nos ensina que, mesmo em situações difíceis que nos tiram do conforto, surgem oportunidades para sermos sal e luz neste mundo. Naquela época, as pessoas faziam o serviço para Deus sem a preocupação de serem exaltadas ou terem seus nomes em evidência; o que importava era que a obra do Senhor fosse realizada.
​A Importância Estratégica de Antioquia
​Por que era tão importante fundar a igreja em Antioquia naquele período?
​Porque Deus, em Sua soberania, já sabia que Jerusalém seria destruída pelos romanos no ano 70 d.C., ocasião em que não ficaria pedra sobre pedra. Com a queda de Jerusalém, a igreja de Antioquia tornou-se o novo centro do cristianismo.
​Muitas vezes não entendemos as situações difíceis ou os momentos complicados pelas quais passamos, mas Deus nos mostra o que pode ser feito pelo Seu Reino. Ele permanece conosco, e o resultado será a frutificação.
​Maturidade Espiritual e Envio
​O amadurecimento da igreja em Antioquia é consolidado no capítulo 13:
​"Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram." (Atos 13:1-3 ARA)
​Nesta nova fase, os líderes da igreja também passam a ser chamados de "enviados" (apóstolos da igreja). Isto representa um avanço na maturidade da congregação. Se antes a igreja dependia exclusivamente dos apóstolos diretos de Cristo, agora chegara o tempo de gerar filhos espirituais e formar novos obreiros para a seara. A igreja amadureceu ao ponto de produzir sua própria mão de obra para a colheita.
​Assim como no casamento, onde o casal precisa de maturidade para estabelecer uma família e criar os meios para que a união aconteça, o mesmo se aplica à igreja. Que os nossos projetos e avanços aconteçam dentro do tempo de Deus, evidenciando a maturidade de uma congregação que compreende que o Senhor tem um chamado que precisa ser respondido.

Luiz Henrique
Domingo 07/06/2026
Missões Trono da Graça -Caçapava Panorama

Um Lugar em Deus de GratidãoLucas 17:11-19 (NTLH)[11] Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões...
12/07/2026

Um Lugar em Deus de Gratidão
Lucas 17:11-19 (NTLH)
[11] Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. [12] Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe [13] e gritaram: — Jesus, Mestre, tenha pena de nós! [14] Jesus os viu e disse: — Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados. [15] E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. [16] Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. [17] Jesus disse: — Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? [18] Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? [19] E Jesus disse a ele: — Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.
Reflexão da Palavra
Jesus fez um milagre na vida de dez leprosos que vinham de um lugar marginalizado, num contexto de violência e prostituição. Jesus entrou em uma aldeia onde estavam esses leprosos; eles clamaram quando O viram e Ele os orientou. Depois de terem sido curados, somente um deles, que era samaritano, voltou glorificando em alta voz e O adorou prostrado.
E a pergunta de Jesus foi: "Onde estão os outros nove?"
Jesus deu uma primeira ordem aos dez, mas aquele que voltou recebeu uma segunda palavra de Cristo: sobre a fé que o salvou! A primeira palavra de Jesus liberou algo natural (a cura física), mas a segunda palavra para o que voltou foi de salvação!
Isso mostra que é possível receber as bênçãos temporais de Deus e, ainda assim, perder o que é eterno por falta de relacionamento e reconhecimento.
Quando um dos apóstolos operava um milagre, eles não aceitavam a adoração das pessoas. No entanto, Jesus recebeu a adoração do homem que foi curado, porque ele havia reconhecido quem Jesus era.
A gratidão nos leva a reconhecer a divindade de Cristo. Ele não é apenas um "curador", Ele é Deus.
Enxergando as Bênçãos Diárias
Deus tem feito maravilhas em nossas vidas, e precisamos identificá-las. Ao observarmos de perto, veremos nossa família, nossa saúde, nosso alimento, nosso lar, nossa proteção, nosso trabalho... Podemos ver uma grande quantidade de bênçãos que precisam nos levar à gratidão.
Tudo de bom que temos não pode ser normalizado, mas precisa ser agradecido. A partir do momento em que essas bênçãos se tornam normais aos nossos olhos, entramos na área da murmuração, agindo como se Deus não tivesse feito algo de bom por nós.
Deus não deve nada a ninguém!
Quando Deus criou Adão e Eva, o jardim já estava pronto para suprir as necessidades deles. Ele prepara as bênçãos com antecedência. Os romanos construíram estradas, mas não foi apenas para o uso deles; mais tarde, elas foram usadas pelos cristãos em suas viagens missionárias. É a soberania de Deus trabalhando no cenário da história humana para favorecer a Igreja. Por isso, vemos que o Senhor prepara tudo o que precisaremos antes mesmo de chegarmos à ocasião.
Gratidão versus Murmuração
Temos que ser gratos todos os dias: ao levantar ou em qualquer ocasião em que experimentamos o cuidado do Senhor. As práticas de ações de graças sobem diante de Deus como um cheiro agradável; o contrário acontece quando murmuramos. Israel murmurou, e por isso o povo demorou para chegar à Terra Prometida, e muitos morreram no deserto.
Existem as questões naturais que parecem ser importantes, mas, diante da eternidade, elas não são tão relevantes quanto a forma como nos posicionamos em relação às coisas espirituais. Quando Jesus voltar para buscar a Sua igreja, Ele voltará para uma noiva agradecida, dedicada e fiel (1 Tessalonicenses 4).
O ladrão na cruz, que reconheceu Jesus, achava-se pequeno, mas pelo seu reconhecimento de Cristo, ele foi salvo.
O Perigo de Esfriar na Fé
Se deixarmos de ver o que recebemos diariamente da parte de Deus como bênção, podemos esfriar e viver em murmuração, o que nos afasta de Deus.
Quando o milagre vira rotina ou obrigação, o coração se torna mimado e assume uma postura de que "Deus me deve algo".
Existem pessoas entrando em um lugar perigoso, acreditando que Deus está em dívida com elas porque esperam coisas maiores.
Deus não se atrasa; Ele determina o tempo para tudo. Contudo, por conta do coração do homem, ele pode receber um "sim" ou um "não" do Senhor, ou acabar vivendo no deserto por mais tempo do que o necessário. O deserto do povo de Israel não se estendeu por um erro de cálculo de Deus, mas pela postura do coração do povo.
Se existe uma situação que está tomando tempo demais na nossa vida, precisamos avaliar como temos procedido e como tem sido o nosso coração. Para que Deus possa se mover, precisamos reconhecer nossas falhas e pedir perdão.
Observe suas palavras e suas ações. Verifique se o que transborda em você é gratidão ou amargura! A murmuração fecha portas que, muitas vezes, Deus já havia deixado abertas, mas que perderam o espaço por falta de gratidão.
Luiz Henrique
Domingo 14/06/2026
Missões Trono da Graça -Caçapava Panorama

O Propósito da Ceia e o Perigo do Legalismo​ # # # 1. O Diagnóstico da Igreja de Corinto​1 Coríntios 11:18-22 VFL [...] ...
12/07/2026

O Propósito da Ceia e o Perigo do Legalismo
​ # # # 1. O Diagnóstico da Igreja de Corinto

1 Coríntios 11:18-22 VFL [...] A igreja de Corintos tinha manifestação dos 9 dons do Senhor, mas existia divisão, vaidades, adultério, falhas como desordem durante o culto. Vemos que hoje existem denominações que praticam coisas semelhantes. Vemos muitos costumes, doutrinas de homens que estão interferindo na ceia do Senhor, que muitas vezes são pessoas que não veio como ordem de Deus.
​ Corinto prova que ter dons espirituais não é sinônimo de maturidade espiritual. O erro deles (e de muitas denominações atuais) foi deixar a cultura humana e o egoísmo entrarem no lugar da ordem de Deus. Quando os "costumes de homens" pesam mais do que a Palavra, o foco da Ceia é distorcido.
​ # # # 2. A Necessidade do Arrependimento Sincero

Todos os homens pecaram, e quando não assumimos isso, é falta de arrependimento, engano, e não estamos avançando na fé em Deus. Em Corinto estava uma desordem total, e ninguém esperava ninguém, e quem chegava depois, não tinha o que cear, e Paulo observou e os advertiu que não era assim que deveria ser feita a ceia.
​ O primeiro passo para o crescimento espiritual é a quebra do orgulho. O pecado daquela igreja se manifestava na falta de amor prático: os ricos comiam antes e os mais pobres (que trabalhavam até mais tarde) ficavam sem nada. Paulo adverte que a Ceia sem amor ao próximo deixa de ser a Ceia do Senhor.
​ # # # 3. O Significado e o Alvo da Ceia

A ceia é o momento que relembramos o sacrifício de Jesus para nós trazer a salvação através de sua morte. A ceia nos lembra do dia em que fomos salvos, onde era para morrermos sem salvação, mas Ele se entregou por nós. A igreja em comunhão está unida! Ao ceiarmos manifestamos nossa fé, de que Jesus virá nos buscar. Mateus 26:26-28 VFL [...]
​ A Ceia tem três dimensões no tempo: Passado (lembra a nossa redenção na cruz), Presente (comunhão e união visível da igreja) e Futuro (a promessa do retorno de Cristo). Ela é o selo da Nova Aliança no sangue derramado para o perdão dos pecados.
​ # # # 4. A Mesa dos Imperfeitos

Confissão de pecado, arrependimento, é isso que Deus nos chama a fazer, para que possamos ceiar, um momento em que a igreja está em união e comunhão aos pés do Senhor. Os discípulos que ceiaram durante a ceia, se fôssemos analisar suas vidas por suas falhas não ceiariam, Jesus tinha poder para impedi-los. Felipe, andava com Jesus, viu milagres, mas não via quem era o Pai (João 14), ainda não sabia que Jesus era Deus, e Deus Nele. Judas não buscou arrependimento João discípulo amado, largou Jesus no jardim quando viu os soldados. Tomé duvidava de tudo, é mesmo depois da morte de Jesus, não acreditava que seria possível a ressurreição de Jesus, só acreditou depois que viu. Simão zeloti, fazia parte de grupo que se manifestava contra Roma, mas andava com Jesus. Pedro recebeu uma palavra de Cristo, ele sabia quem Jesus era, viu milagres, mas quando Jesus foi preso, ele o negou, dizendo que não conhecia o Senhor, ele também ceiou, mas se arrependeu profundamente, e foi perdoado. Os discípulos eram homens que vacilaram, mas mesmo assim Jesus os chamou, e entregaram suas vidas por amor ao Senhor, depois de se arrependerem , e receberem o Espírito Santo em suas vidas.
​ Este é o coração da mensagem. Se a exigência para sentar-se à mesa fosse a perfeição, a primeira Ceia da história estaria vazia. Jesus serviu a homens cheios de falhas, dúvidas e fraquezas políticas e emocionais. A diferença crucial entre Pedro e Judas não foi o tamanho da falha, mas a direção para onde correram depois: Judas correu para o remorso e o isolamento; Pedro correu para o arrependimento e a restauração.
​ # # # 5. Quebrando Barreiras e Tomando Posição

O diabo não vê idade para ele destruir, e as denominações põem restrições para as crianças. A igreja precisa ensinar desde pequenos o valor e o princípio da ceia, porque o único que julga é o Senhor. Se existi algo que te separa de Deus, de estar em união e comunhão, busque arrependimento, ajuda em oração com os irmãos, para que seja vencido esses obstáculos. Temos que tomar uma decisão a respeito disso. Quando for dia de ceia, tenha em mente tudo o que Senhor espera nesse momento. 1 João 1:9-10 VFL [...]
​O peso das regras humanas muitas vezes faz com que as pessoas fujam do culto no dia da Ceia, quando deveriam correr para o altar. A advertência do texto combate duas coisas: a exclusão espiritual das crianças (que precisam ser discipuladas no princípio da aliança) e o isolamento de quem está lutando contra o pecado. A mesa do Senhor exige posicionamento, confissão e abandono do orgulho.
​ Everton — Missões Trono da Graça - Caçapava Panorama (21/06/2026)

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