23/08/2020
O domingo! Ah, o domingo... domingo antes marcado pela alegria de acolher, a alegria de receber, este ano ficou vazio!
O domingo que amanhecia ao som de caixas, cavacos, reco-recos, pandeiros e sanfona, no som que embalava, no som que acordava à todos, no mais receptivo dos dias, este ano tomou nova forma, forma de reflexão forma de saudade e forma de esperança.
Refletimos sobre o quanto valorizamos: o valorizar dos que estão perto, o valorizar da família, e o valorizar de uma tradição que muitas vezes deixamos de dar prioridade ao ser comparada com o que foge do sentido religioso.
Refletimos sobre o que deixa saudade: saudades do emaranhado de manifestações, uma miscigenação de características tão distintas, de culturas e significados, que tanto engrandecem a essência de nossa festa. São tantos marujos, catupés, índios e congos que vindos de diversos lugares, se sintonizam na mesma expressão, a expressão do louvor, a expressão de fé, muitas vezes simplória, mas ao mesmo tempo, especial aos olhos de quem vê.
Deixemo-nos inundar pelo espírito de esperança, a esperança de que um próximo ano de fé está por vir, que no próximo ano possamos receber pra esta linda festa os que amamos, e termos o prazer de nos deleitar com as ilustres visitas que nos acolhem com tanta fé, ao serem acolhidas, formando então este espírito festivo que tanto amamos.
Reflexivos, saudosos e cheios de esperança, demos graças, pra que, pelas intercessões de Nossa Senhora do Rosário, possamos juntos estarmos abrigando o verdadeiro sentido de louvar, no próximo ano!
Viva Nossa Senhora do Rosário!
Viva Santa Efigênia!
Viva São Benedito!