03/09/2026
O que mulheres evangélicas pensam sobre família, igreja e seu próprio lugar no mundo?
Por quatro anos, o ISER ouviu mais de 180 delas, em todo o país, para descobrir.
A igreja aparece, antes de tudo, como espaço de pertencimento e acolhimento, mas também como um lugar de louvor, adoração e de busca pela paz. E a família, para elas, vai além do modelo nuclear, incluindo vizinhos, parentes e a comunidade de igreja.
Nos papéis de gênero, a fórmula que aparece ano após ano é uma defesa da divisão mais justa das tarefas domésticas. Elas também cobram leis contra a violência doméstica e reconhecem que, na prática, mulheres têm menos direitos que homens.
A maioria dessas mulheres sempre reconheceu a importância do feminismo como luta por direitos, mas, em 2025, pela primeira vez, a maioria das entrevistadas afirmou ser possível ser cristã e feminista.
Neste sumário executivo, é possível observar que o livre-arbítrio funciona como uma espécie de guarda-chuva ético que permite respeitar religiões de matriz africana, pessoas trans e famílias homoafetivas sem necessariamente concordar com elas. Mas esse guarda-chuva encontra um limite quando falamos de ab**to. Na percepção delas, o termo "ideologia de gênero" aparece associado à noção de identidade de gênero, assumindo um sentido diferente daquele que é disputado no debate público por lideranças religiosas.
Quer ler mais profundamente o que ouvimos nesses quatro anos também sobre Estado, políticas públicas, violência e segurança?
Acesse o relatório completo em: https://religiaoepoder.org.br/artigo/mulheres-evangelicas-politica-e-cotidiano-os-principais-achados-de-quatro-anos-de-pesquisa