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QUE É A SUA VIDA?“Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um...
11/11/2015

QUE É A SUA VIDA?
“Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa”. Tiago 4.14

Nos últimos dias estive pensando muito acerca da fragilidade que é a vida humana. Tudo parece caminhar bem, até que em dado momento as coisas começam desandar. A saúde desvanece, o desemprego bate à porta abalando a vida financeira, os ‘amigos’ somem, relacionamentos são desfeitos e a vida chega ao fim. Afinal de contas, que é a nossa vida?
Tiago irá tratar no capítulo quatro dos versos 13 ao 17 sobre o perigo da presunção. J.A Motyer define que a presunção vem de um entendimento errado de nós mesmos e das nossas ambições. É assegurar a nós mesmos que o tempo está do nosso lado e à nossa disposição. É planejar como se estivéssemos no total controle do futuro. É viver como se nossa vida não dependesse de Deus. Logo, a presunção é um pecado gravíssimo, pois envolve tomar em nossas próprias mãos a decisão de planejar e comandar a vida à parte de Deus. Ela atinge várias áreas da nossa vida. Tiago não está condenando o fato da existência de um planejamento, e sim um planejamento à parte de Deus. Champlin aponta que a pessoa que se diz teísta na teoria, mas que não permite que Deus guie a sua vida, na realidade é um ateu prático. Nesses versículos, Tiago tece uma crítica aos ateus práticos que vivem uma vida baseada na autoconfiança.
No entanto, o texto aponta que é tolice a autoconfiança do homem em seus planos. Ter o controle da vida é algo complexo, pois envolve o hoje e o amanhã; tomamos diversas decisões que evolvem pessoas, lugares, dias, anos, etc (4.13). São questões perpassam a capacidade humana manter as rédeas da vida nas mãos, pois ela é incerta, tal como o autor de Provérbios aponta: “Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que produzirá o dia” (Pv. 27.1). A vida não é incerta para Deus, Ele tem o controle de todas as coisas, porém ela é incerta para nós. Só podemos confiar no futuro se estivermos debaixo da dependência de Deus, se os nossos planos estiverem de acordo com os planos de Deus para nós.
Que é a nossa vida para planejarmos sonhos e projetos à parte de Deus? A nossa vida é muito breve. Tiago compara nossa vida como a neblina (4.14b). Encontramos outros exemplos na Bíblia que expressam como a vida é passageira, Jó disse: “os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão...” (Jó 7.6), “...nossos dias sobre a terra são uma sombra” (Jó 8.9), “...os meus dias são mais velozes do que um corredor” (Jó 9.25), “O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e cheio de inquietação. Nasce como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece” (Jó 14.1,2). Moisés falou: “...acabam-se os nossos anos como um suspiro... pois passa rapidamente, e nós voamos” (SI 90.9,10). Além de breve, nossa vida é frágil (4.16). Não podemos controlar o futuro, não temos essa capacidade. James Boyce diz que qualquer tentativa para achar segurança longe de Deus é uma ilusão.
Como você tem planejado sua vida? Deus tem feito parte dos seus planos? Você ora para que seja feita a vontade de quem? Que o Senhor possa libertar-nos de nossa autoconfiança e presunção. Que possamos entregar a Deus os nossos sonhos, projetos, e as nossas vidas, confiados de que no Senhor o nosso futuro é certo. “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará (Sl 37:5).”

André Fellipe dos Santos

SOLI DEO GLORIA“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Romanos ...
31/10/2015

SOLI DEO GLORIA
“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Romanos 11:36

Glória para quem? Soli Deo Gloria é mais um dos pilares da Reforma Protestante. O ponto que este slogan defende é que somente Deus deve ser glorif**ado em nossa salvação, no louvor e em nossas vidas.
Calvino reclamava dos crentes da Idade Média que viviam tão preocupados e sobrecarregados com a tarefa de salvar as suas próprias almas, e se tornaram tão zelosos de boas obras para ter uma vida piedosa, que se esqueciam do próprio Deus, Sua Majestade, Sua glória, e de amar ao próximo e querer bem aos seus irmãos. Se Deus nos escolheu antes da Criação do mundo; se Ele nos redimiu quando ainda éramos seus inimigos, não existe a necessidade de buscarmos ‘recompensas’. Buscar recompensa é dizer que somos merecedores e isso “ofusca” a glória de Deus (CANUTO, A fé protestante).
Comentando sobre a glória de Deus John Piper aponta que ela é a santidade de Deus colocada em exposição, ou seja, o Seu valor sendo manifestado. A glória de Deus é o resplendor da sua santidade, a irradiação do seu valor infinito. É uma forma de dizer que há uma realidade objetiva e absoluta para a qual apontam todas as maravilhas, respeito, veneração, louvor, honra, elogio e adoração dos seres humanos. Nós fomos feitos para encontrar o nosso mais profundo prazer em admirar o infinitamente admirável - a glória de Deus. Essa glória não é a projeção psicológica do desejo humano insatisfeito sobre a realidade. Pelo contrário, o desejo inconsolável do ser humano é a evidência de que fomos feitos para a glória de Deus (PIPER, Soli Deo Gloria).
Em nossos dias temos visto no meio do povo de Deus a glória sendo “invertida”. Ela está centrada mais em homens do que em Deus. Canções que se voltam ao “Eu quero”, “Eu preciso”, “Para mim”, “Eu determino”, “Eu declaro”, etc. A verdade tem sido limitada em muitos púlpitos, pois muitos pregadores restringem-se em proclamar mensagens que amaciam o ego dos ouvintes. Isso porque quando essas mensagens os incomodam logo repreendem os pastores.
O Evangelho é cristocêntrico e não antropocêntrico. O culto deve ser voltado para glória dEle. Os louvores, a mensagem, as orações, tudo deve ser para sua honra e glória. Foi para sua glória que fomos criados. A primeira pergunta do Catecismo Maior de Westminster é: qual o fim principal do homem? A resposta é “glorif**ar a Deus e gozá-lo para sempre”. Ele nos criou para o louvor da sua glória, e tudo o que fizermos deve ser tão somente pra glorif**ar a Deus assim como Paulo escreve aos coríntios “quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31)
Você tem vivido pra glória de Deus? Suas orações, louvores, mensagens têm girado em torno de você ou de Deus? A Reforma não acabou no século XVI, constantemente precisamos reformar a nossa vida, reafirmando esses valores bíblicos, em busca da perfeição. Que Deus nos abençoe e nos capacite a viver pra Sua glória.

André Fellipe dos Santos

SOLA FIDE“Mas o justo viverá pela fé." Hebreus 10:38aComo posso alcançar a salvação? Como uma pessoa pode ser aceita por...
29/10/2015

SOLA FIDE
“Mas o justo viverá pela fé." Hebreus 10:38a

Como posso alcançar a salvação? Como uma pessoa pode ser aceita por Deus? Você já pode ter se questionado quanto a isso. Enquanto esteve no monastério agostiniano de Emfurt, Martinho Lutero abrigou-se em uma vida de autoflagelação, passando dias sem dormir, em jejum, castigando seu corpo a ponto de rejeitar o uso de cobertor, chegando a quase morrer congelado. Diferente de outros monges ele passava horas confessando seus pecados. Tudo isso afim de alcançar a aprovação divina (CANUTO, A fé protestante).
Porém, Lutero sabia que isso não era suficiente. Ele via a diferença entre um Deus que é Santo, reto, justo, perfeito e nós, opostamente pecadores, imundos e injustos. Por isso ele levantou um dos questionamentos fundamentais da Reforma: “Como pode um homem injusto sobreviver à presença de um Deus justo?” Ele descobriu a resposta ao estudar o livro de Romanos: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.” (Rm 1:16,17)
A absolvição dos pecados que Lutero tanto almejava estava em Cristo. Através dele somos justif**ados! Ele nos trata como se nunca tivéssemos cometido pecado algum e como se tivéssemos cumprido pessoalmente toda obediência que Cristo cumpriu por nós. Não somos justos por nossa fé, mas mediante a obra de Cristo na cruz. Porém, só possuímos a justif**ação pela fé somente.
A fé mediante a qual somos justif**ados não é cega ou mera credulidade. É mais que um exercício intelectual. Fé é confiar, é entregar-se nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo que somos culpados, indignos, miseráveis. É reconhecer nossa incapacidade para libertar-nos de nossos pecados. É admitir que qualquer esforço humano, por maior que possa ser é inútil para fins de justif**ação. É lançar mão do valor infinito da pessoa e obra do Filho de Deus. Ter fé em Jesus Cristo é deixar-se salvar por Ele. SOLA FIDE!
Fé também implica em obedecer. Quando o homem crê que o Evangelho é a verdade, sente-se na obrigação de obedecê-lo. Segundo a doutrina da Reforma, o pecador é justif**ado só pela fé, mas a fé que justif**a não permanece só. Não é uma fé estéril, muito menos morta. O ensino de Tiago (2.14-26) se harmoniza plenamente com o ensino de Paulo, o qual afirma que não somos salvos por obras, mas sim, para obras que Deus “de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10) (ULTIMATO nov/dez 1998).
Você tem se achegado a Deus exclusivamente pela fé em Cristo, reconhecendo que não há absolutamente nada de bom em você ou você tenta ‘dar um jeitinho’ para Deus o aceite? Que possamos depositar a nossa fé em Cristo Jesus, reconhecendo que nada somos ou podemos sem ele. “Somente ponho a minha fé na graça excelsa de Jesus, no sacrifício remidor, no sangue do bom Redentor. A minha fé e o meu amor estão firmados no Senhor, estão firmados no Senhor”(HNC 93).

André Fellipe dos Santos

SOLUS CHRISTUS"Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” Mateus 17:5Fala-se com frequência das 95 teses pre...
19/10/2015

SOLUS CHRISTUS
"Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” Mateus 17:5

Fala-se com frequência das 95 teses pregadas por Martinho Lutero na Catedral de Wittemberg, mas é preciso lembrar-se das teses expostas por outro pai da reforma, Zuinglio. Em 1523 ele apresentou suas 67 teses. Dentro desse compilado de artigos, Zuinglio exaltou à Jesus Cristo afirmando que: “A suma do Evangelho é que o nosso Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Deus, tornou conhecida a nós a vontade de seu Pai celestial e nos redimiu da morte eterna por Sua inocência, e nos reconciliou com Deus” (Tese 2). “Portanto, Cristo é o único meio de salvação para todos que eram, são e serão salvos” (Tese 3). “Quem quer que seja que procure ou que mostre outra porta, erra; sim, é um assassino de almas e um ladrão” (Tese 4). “Cristo é o cabeça de todos os crentes que são o Seu corpo e sem Ele o corpo está morto” (Tese 7). “Cristo é o único mediador entre nós e Deus” (Tese 19). “Cristo é a nossa justiça” (Tese 22).
Vivemos em uma época em que o gospel vem crescendo consideravelmente no mercado musical. Com isso surgem as 'estrelas gospel', cantores cheios de estrelismo, pregadores que arrastam multidões e sentem-se celebridades. O povo tem se esquecido de Cristo. O povo tem esquecido de dar a glória ao ÚNICO que merece a glória, o louvor e a adoração. Em muitos ajuntamentos (leia-se cultos), tem espaço para tudo, louvor, dança, teatro, comida, menos para o principal: Jesus. Em muitas dessas reuniões ele tornou-se apenas um mero coadjuvante, e não o protagonista. Cristo é a essência do Evangelho. Ele é o caminho a verdade e a vida (Jo 14.6). O nome que esta acima de todo nome, diante dele todos irão se ajoelhar e confessar que ele é o Senhor (Fp 2 5-11). Ele deve ser o centro! Não há Evangelho sem Jesus! Não há vida cristã sem Jesus! Não há acesso a Deus sem Jesus Cristo!
O versículo em destaque nos traz o momento em que Jesus é batizado e Deus, dos céus, profere essas palavras acerca de Cristo: ele é meu filho amado, nele eu tenho prazer! Não há nada, nem ninguém além de Cristo que possa satisfazer a Deus. O Senhor se alegra no seu filho, e unicamente nele.
Tendo dito isso, Deus nos dá um imperativo: “ouçam-no”. Champlin aponta que esse imperativo subtende a singularidade do cristianismo. Foi por meio de Cristo que a mensagem de Deus veio à terra. Os homens que quiserem aprender alguma coisa sobre a vontade de Deus para com os homens são forçados a dar atenção à personalidade de Jesus. É em Cristo que habita a aprovação de Deus. Sua pessoa constitui a mensagem distinta de Deus. Jesus Cristo ocupa o centro do Evangelho (CHAMPLIN, 1979, p.454).
Somente em Jesus Cristo somos aceitos pelo Pai. Por sua causa é que somos atendidos por Deus, não há outro mediador entre nós e Deus (1Tm 2:5). Em Cristo somos amados por Deus, salvos de sua ira. É através de Jesus que Deus nos imputa justiça (Rm 3.26). Por meio de Cristo temos a paz com Deus e a sua paz que excede todo o entendimento (Rm 5.1). Lembremo-nos que não há salvação fora de Cristo, somente por ele somos reconciliados com Deus.
O que Jesus é pra você? Ele é o centro da sua vida? Você tem procurado andar como ele andou? “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como Ele andou.” (1Jo 2.6)

André Fellipe dos Santos

SOLA GRATIA“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para...
12/10/2015

SOLA GRATIA
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8,9

“Assim que a moeda no cofre tilintar, alma do purgatório saltará”, essa expressão era dita por Tetzel, um dos mais talentosos vendedores de indulgencias. Uma vez adquirida, a igreja e seus mercadores afirmavam aos fiéis que as indulgências garantiam a salvação. O anúncio feito era de que os compradores poderiam obter remissão de seus pecados e de seus entes, se estes já houvessem morrido e ido para o purgatório. Para assegurar a salvação bastava comprar os certif**ados assinados pelo Papa (Manoel Canuto - A fé protestante).
As informações acerca da venda das indulgências provocou a ira do professor de Teologia da Universidade de Wittemberg, Martinho Lutero. Lutero, após muito refletir nas Escrituras, chegou a conclusão que a salvação é somente pela graça de Deus. Sola Gratia é um dos pilares da Reforma. Baseavam-se nas Escrituras para afirmar que o homem é pecador, e não há salvação por seus méritos ou esforços. É somente pela Graça, como nos mostra Paulo aos efésios no versículo em destaque.
Ao comentar sobre a graça na salvação do homem C.H. Spurgeon escreve que: “Vou ainda mais longe e digo que, se a Graça Divina deve levar-nos cada centímetro da estrada para o céu, caso isso não aconteça em um, estaremos perdidos por causa desse último centímetro! Se, no edifício da salvação da nossa alma, existe somente uma pedra deixada para nós a colocarmos em seu lugar, sem ajuda da graça de Deus, aquele edifício nunca será concluído! Do princípio ao fim, tudo deve ser pela Graça. Concordo com o maior doutrinalista sobre este ponto, que não há, e não pode haver uma coisa boa no coração de qualquer homem, se não foi operado nele pela Graça Soberana de Deus”.
Somente pela graça é que somos abençoados por Deus. A graça é o favor imerecido de Deus a nós. É receber aquilo que não merecíamos. Não temos o direito de estar na presença de Deus, mas por sua maravilhosa graça podemos adentrar a Sua presença. Não merecíamos a salvação, mas Deus, através de Sua graça incompreensível nos dá por intermédio de Cristo Jesus.
A graça exalta a Deus e humilha o pecador. Em nosso meio evangélico ouvimos muito “eu determino”, “eu declaro”, “eu isso, eu aquilo”, esses se esquecem que não são dignos nem merecedores perante Deus de reivindicar qualquer coisa. Essa confiança tola na capacidade do homem de realizar qualquer coisa é produto de nossa natureza humana decaída. Que somos para conseguir alguma coisa sozinho? Que é nossa vida para recebermos algo por nossos esforços? A nossa vida é comparada como uma neblina (Tg 4.14b). Jó ao falar sobre a brevidade de sua vida compara-a a lançadeira do tecelão (Jó 7.6), como uma sombra (Jó 8.9), Moisés por sua vez comparou-a como um suspiro (Sl 90.9,10).
É pela graça de Deus que vivemos. É por ela que somos salvos. Que reconheçamos a nossa incapacidade e dependência de Deus. Rendemo-nos ao Senhor da graça!

André Fellipe dos Santos

SOLA SCRIPTURA“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a i...
05/10/2015

SOLA SCRIPTURA
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” 2 Timóteo 3:16

No mês de outubro de 2015 comemoramos os 498 anos da Reforma Protestante, um movimento que transformou a história da Igreja de Cristo no mundo. Marca sua volta ao cristianismo apostólico, rejeitando toda e qualquer doutrina que não se baseava na Palavra. Vários homens foram usados por Deus para conduzir este movimento, dentre eles destacam-se Martinho Lutero, João Calvino, Zwinglio, John Knox.
Manoel Canuto aponta que o protestantismo surgiu em uma época difícil: “O povo vivia na ignorância das Escrituras, cheios de superstições, crendices, alheios às verdades do Evangelho. O culto a Deus era um emaranhado de invenções humanas. O povo ‘não conhecia ao Senhor’ (Juízes 2:10). Os líderes espirituais eram incultos e viviam na imoralidade.”
A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja protestante, temos a nossa origem na Reforma, e faz-se extremamente necessário relembrarmos algumas questões cruciais que foram defendidas na Reforma do século XVI , sobretudo por vermos – em nosso “meio evangélico” – muitos caindo em pontos que os pais da reforma condenaram. Os princípios fundamentais são sintetizados em cinco “solas”. “Sola” é uma palavra em latim que signif**a somente. Essas “solas” representam os pilares da Reforma Protestante. Veremos aqui a “Sola Scriptura” (Somente a Escritura).
Somente a Escritura é a regra inerrante na vida das igrejas, ela é quem deve ditar a vida do cristão. Somente por ela, o homem recebe tanto a revelação da Pessoa como da vontade de Deus. Podemos conhecê-lo, ser salvos e habilitados para a sua boa obra. Porém em nossos dias tem crescido uma visão da irrelevância e relatividade da Palavra de Deus, ela não tem sido a autoridade final, mas apenas mais uma fonte a respeito de Deus e a prática cristã.
É somente nas Escrituras que as pessoas que desejam ser usadas por Deus devem se apoiar. O versículo em destaque mostra que TODA a Escritura é inspirada por Deus e é o único meio proveitoso (“e útil”) para analisarmos se algo que está sendo pregado é saudável ou não. Ela deve ser o único meio pelo qual devemos instruir (“para o ensino”) ou corrigir (“para a repreensão”) os irmãos em Cristo. Contudo, muitos têm sido enganados e levados por qualquer vento de doutrina por não se alimentar da Palavra, perecem por falta de conhecimento (Os 4.6).
A Declaração de Cambridge de 1996 ao abordar essa questão aponta que “a Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massif**ada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de ideias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.”
Qual destaque a Bíblia tem em sua vida? Você tem procurado alimentar-se e conhecer a Deus através da Palavra? O seu posicionamento enquanto homem/mulher temente a Deus, perante a sociedade, é baseado apenas em ‘diz que me disse’ ou nas Sagradas Escrituras? “Santif**a-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo. 17.17).

André Fellipe dos Santos

ESPERANÇA“Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança.” Lamentações 3:21Estamos atravessando tempos difíceis,...
29/09/2015

ESPERANÇA
“Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança.” Lamentações 3:21

Estamos atravessando tempos difíceis, nossa política entregue à corrupção, nossa sociedade mergulhada na perversão ética e moral; a falta de amor à vida e ao próximo expresso nos números alarmantes da violência que assola nosso país. Soma-se ainda as questões pessoais como problemas de cunho familiar, no trabalho, enfermidades, as finanças, etc. Vários quesitos, como os citados anteriormente, roubam a esperança de muitos.
A Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio (IASP) lançou o movimento Setembro Amarelo, que tenta associar esta cor à causa da prevenção do autoextermínio. Para ter-se ideia, no mundo, a cada 40 segundos um caso de suicido é registrado. No Brasil, são 32 casos por dia!(fonte: G1) Dentre as diversas causas que levam uma pessoa a cometer o suicídio está a falta de esperança, de perspectiva da vida. Permita-me fazer uma pergunta: em que você tem esperança?
Esperança é comumente relacionado a uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos que estão relacionados com eventos ou circunstância da vida. Nós temos esperança que determinada ‘coisa’ aconteça, mas nós não temos a certeza se realmente acontecerá. Isso pode ser considerada uma esperança vã e fútil, porque é qualquer coisa, menos uma certeza.
R. C. Sproul comenta que quando a Bíblia fala de esperança, ela não se refere a um desejo por um resultado futuro que é incerto, e sim a um desejo por um resultado futuro que é totalmente certo. Se nossa esperança estiver baseada nas promessas de Deus, podemos ter plena certeza quanto ao resultado. Se nos refugiamos nela, teremos esta esperança “como âncora da alma, firme e segura” (Hb 6.19).
É dessa esperança que nos mostra um resultado certo que Jeremias, no versículo em destaque, quer lembrar-se. No capítulo três do livro de Lamentações, após personif**ar em si todo o sofrimento e aflição que seu povo estava passando, a ponto de declarar que havia tornado motivo de riso dos outros (Lm 3.14), ele escreve aquilo que poderia dar esperança: “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!” (Lm 3. 22,23) Jeremias punha sua esperança em Deus e em sua misericórdia infalível. Apesar de todo sofrimento que o povo estava passando, ele cria na fidelidade de Deus e na Sua aliança com o Seu povo.
R. K. Harrison aponta que o crente tem uma esperança viva, pois confia em um Deus vivo cujas promessas são tão garantidas quanto seus juízos (II Co 1.20). Podemos esperar em Deus confiados em suas promessas, pois ele é fiel (Dt 7.9; Nm 23.19; Sl 33.4; II Tm 2.11-13), imutável (Sl 102.12, 25-28; Ml 3.6), verdadeiro (I Rs 17.24; Sl 119.142,151; Pv 22.21; Jo 17.17)perfeito (Mt 5.48)!
Em que você tem confiado? Em que você tem esperança? “O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam” (Lm 3.25).

André Fellipe dos Santos

CHAMADOS PARA SERVIR.“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate...
24/09/2015

CHAMADOS PARA SERVIR.
“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Marcos 10.45

O cristão precisa levar uma vida de serviço a Cristo e aos outros. Jesus é um modelo de servo de Deus. Aquele que não veio para ser servido, mas para servir, como nos mostra o versículo chave. Nos Evangelhos, ele demonstrou esse princípio, ao servir ao seu povo e aos seus discípulos. Embora seja um elemento fundamental do cristianismo, o serviço muitas vezes tem sido ‘terceirizado’ dentro das igrejas. Isso f**a evidente no pensamento de muitos irmãos: “não precisamos visitar, pagamos o pastor para isso”, “não precisamos evangelizar, nós já sustentamos o missionário”, “não precisamos nos envolver com questões sociais, isso é responsabilidade do governo”, etc. No entanto, fomos chamados para servir. TODOS têm essa responsabilidade.
Jesus é o “homem ideal”. Quem pode comparar-se a ele em grandeza? Ele é o filho de Deus, o Príncipe da paz, Conselheiro, Deus forte. Apesar de toda sua glória ele esvaziou-se de si mesmo e se fez SERVO, tornando-se semelhante a nós. Fez-se homem e se humilhou, sendo obediente até sua morte, e morte de cruz!(Fp 2.8-9). O apóstolo Paulo alertou a igreja de Filipo para que tivessem a mesma atitude de Cristo (Fp 2.5). Ele é o modelo a ser seguido. Na cerimônia de “lava pés” Jesus mostra claramente a necessidade de servirmos uns aos outros: se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (Jo 13:14,15)
Devemos usar os nossos dons para servir uns aos outros (1Pe 4.10). Esse é um chamado para sair de nós mesmos e dos nossos problemas, e dedicarmos aos outros. É deixar o egoísmo de lado e dar espaço para o amor; não apenas com palavras, mas em AÇÃO. Não há desculpa para ignorar o serviço. Todo cristão possui algum dom fonte da graça de Deus, e tem a responsabilidade de utilizá-lo no serviço dentro e fora da comunidade. Ênio R. Mueller ao comentar essa passagem, aponta que o cristão precisa utilizar os seus dons, pois todos foram chamados para suprir as necessidades uns dos outros. Acrescenta ainda que essa questão não deve ser apenas espiritualizada, pois essas necessidades muitas vezes serão materiais e rotineiras.
Devemos nos dedicar uns aos outros com amor fraternal (Rm 12.10). O serviço está no DNA do cristão, e é preciso ser posto em prática. Você tem sido um servo bom e fiel? O que tem impedido você de servir? Que Deus nos conceda graça e misericórdia, e nos encha com o seu Espírito para praticarmos seus ensinamentos.

André Fellipe dos Santos

LIBERDADE! “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” João 8:36Liberdade é algo que muitos almejam. ...
07/09/2015

LIBERDADE!
“Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” João 8:36

Liberdade é algo que muitos almejam. Guerras e revoltas já aconteceram em seu nome, poemas e canções já foram declamados ansiando sua chegada. Muito sangue inocente foi derramado em nome de ideais libertários. Hoje comemoramos 193 anos da Independência do Brasil, um marco importante, pois simboliza o início de nossa liberdade ao passar de uma colônia portuguesa para um país independente. Porém é impossível falar de liberdade sem observar o que a Palavra nos diz a seu respeito.
No versículo em destaque, Jesus nos oferece a liberdade, a verdadeira liberdade. Mas o que nos impede de ser livre? Do que Cristo nos liberta? Em Romanos 6.16-18, o apóstolo Paulo escreve que éramos escravos do pecado, no entanto, ao sermos alcançados pela graça de Deus fomos libertados do julgo do pecado. Com isso estamos livres do domínio das trevas (Ef 5.8) e caminhamos para participar da própria vida de Deus (II Pe 1.4). Também somos livres do receio da morte (Hb 2.15). Quando o assunto é morte muitos f**am apavorados, uma das razões é a incerteza do que vem depois. Contudo Jesus dissipa esse medo ao afirmar que ele é a ressurreição e a vida, quem nele crê, ainda que morra viverá (Jo. 11.25). Cristo também nos livrou da maldição da lei, quando se fez maldição por nós ao morrer na cruz (Gl 3.13).
A expressão enfática de Cristo de que somos de fato livres, no versículo em destaque, vai contra o pensamento que os judeus incrédulos tinham sobre liberdade. O conceito deles era imensamente inferior ao que Jesus estava se referindo. Citado por Champlin, Ellicott diz que os judeus reivindicavam possuir liberdade política, mas na realidade eram súditos de Roma. Reivindicavam possuir liberdade religiosa, mas na realidade eram escravos da letra da lei. Reivindicavam possuir liberdade moral, mas eram escravos do pecado. A liberdade que Jesus proclamou é a liberdade real, por tratar-se da verdadeira vida, libertada do julgo do pecado e posta em união com Deus.
Só alcançamos a verdadeira liberdade através de Cristo. Você é livre de fato? Onde você tem buscado liberdade? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8:32).

André Fellipe dos Santos

NÃO FUJA!“Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.” Jonas 1:3aGeorge William diz que a singulari...
02/09/2015

NÃO FUJA!
“Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.” Jonas 1:3a

George William diz que a singularidade deste livro está no fato de focalizar mais o profeta que a sua profecia. Jonas foi o único cuja profecia não consistiu no que ele disse, mas na sua própria vida e experiência. O texto em questão é uma análise do primeiro capítulo do livro de Jonas. Vejamos alguns aspectos que devem ser aplicados à nossa vida cristã.
Em primeiro lugar observemos o chamado. Jonas fora chamado por Deus (1.1) para pregar contra Nínive, anunciando que seus feitos malignos tinham subido até o Senhor (1.2). Nínive era a capital do Império Assírio, uma cidade mergulhada no orgulho, ganância, violência, adultério e idolatria (ver Jn 3.8; Na 2.11,12; 3. 1-4). Nós não fomos “chamados” tal como Jonas e outros profetas ou os apóstolos de Cristo, mas fomos comissionados a realizar uma tarefa semelhante: “ide pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16.15). É nossa missão falar a todos da necessidade de arrependimento e das boas novas de Deus para o homem.
Contudo, Jonas desobedeceu ao chamado de Deus, ele procurou fugir. Ele buscou ir para longe da presença do Senhor (1.3), ele estava disposto a abrir mão do seu papel de profeta. Társis localizava-se no que hoje é a Espanha, era a cidade mais distante conhecida pelos israelitas (aproximadamente 3000km de Jope, onde ele embarcou). Porém, por mais distante que fosse, seria impossível escapar de Deus, e ele sabia disso (Sl 139.7ss). Será que estamos procedendo como Jonas? Jonas foi egoísta, ao achar que o povo de Nínive não precisava ouvir a mensagem de Deus, nem se arrepender. Quando estamos somente aquecendo as cadeiras de uma igreja, sem engajar na obra, sem partilhar do Evangelho, estamos agindo como verdadeiros Jonas. Estamos em desobediência quando somos “agentes secretos”, fugindo do papel que o nosso Deus nos confiou.
A atitude do profeta, entretanto, teve consequências e não passou despercebida por Deus. Jonas não teve a voz de Deus para alertá-lo quanto a seu regresso, antes o Senhor mandou uma tempestade (1.4). Enquanto os pagãos clamavam com fervor aos seus deuses por salvação, Jonas permanecia dormindo profundamente no porão (1.5). Jonas recusou-se pregar a palavra de salvação e libertação ao povo de Nínive. Por serem pagãos ele simplesmente julgou que eles mereciam perecer. Os mesmos pagãos, por sua vez, mostraram uma atitude diferente ao tentar poupar a sua vida (1.13). Quantas vezes somos incrédulos, conhecemos um Deus poderoso, mas não o buscamos com fervor e entusiasmo. Conhecemos as maravilhas do Evangelho, mas vivemos como se isso não fosse verdade. Somos egoístas quando, assim como o profeta, escondemos essa mensagem maravilhosa das pessoas que carecem de ouvi-la.
Queridos, que possamos aprender com a história de Jonas. Busquemos exercer a missão a qual Deus nos confiou. Sejamos obedientes não fugindo de nossa responsabilidade. Falemos de Deus e de seu amor em nosso lar, trabalho, faculdade, com os nossos amigos. Que o Senhor nos conceda graça e sabedoria para cumprir o Seu querer. "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". (Lc 9:62)

André Fellipe dos Santos

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