Ilê Àse omo Ayira

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TEXTO INTERESSANTE SOBRE AYRÁ Fui iniciado em Ayra no Candomble Ketu, mas em pesquisas e morando no Benin e na Nigéria, ...
21/10/2024

TEXTO INTERESSANTE SOBRE AYRÁ

Fui iniciado em Ayra no Candomble Ketu, mas em pesquisas e morando no Benin e na Nigéria, não encontrei nenhum Orisa ou Vodun chamado Ayrá.
Viajei, falei com os mais velhos, conversei com hounnons de Heviosso, bokonos, hounnons, iyalorisas, babalorisas, babalawos, eleguns de sango e até ifa, mas não Ayrá.
Existem quatro cidades que adoram um orisa de trovão e fogo chamado Ará em Ketu, Ilará e Sabé (Savé), e ele é chamado Oranfé ou Oramfé em Ife.
Ará e Oranfé estão competindo orisas com o culto de Sangó.
Algumas cidades adoravam os dois.
Os santuários estavam perto dos santuários de Osoosi, Esu e outros caçadores, não obatala ou orisala.
Ará comeu carneiro e cachorro na verdade.
Ará tem muitas histórias sobre seus sacerdotes curando problemas de abiku (morte prematura de crianças).
os santuários têm edun ara não pedras do rio branco.
As cores são vermelho e azul e notas de branco. No entanto, não há chave em seu santuário.
Não há roupa branca ou ”Funfun”.
É muito difícil encontrar um sacerdote de Ará ou Oranfé porque seus cultos foram ofuscados pelo culto oficial ao Sango.
só porque algo soa como outra coisa, não faz o mesmo espírito.
Àrá não é Ayra ou Airá ou Aira. Oranfé não é Ayra.
Ayrá é puramente um orixá de candomblé, assim como Ogou Ferai é um vodun visto apenas no vodu haitiano.
Ayrá não é nigeriano ou beni ou orisa ou vodun, ele é afrobrasileiro, um orixa do Candomblé.
DE NOVO, UM ORIXA DO CANDOMBLÉ NÃO SIGNIFICA QUE NÃO EXISTE OU NÃO É REAL, SIGNIFICA QUE EXISTE EXCLUSIVAMENTE DENTRO DO CANDOMBLÉ.

Texto: Monroe Rodriguez Awo
Photo: Eleke criado por Monroe Rodriguez Awo
Mapa: Yoruba Thunder Deities and Sovereignty: Ara versus Ṣango

Ė káàárọ̀ Esclarecendo sobre Ẹgbẹ́ Ọ̀run .Ẹgbẹ́ Ọ̀run não é Òrìṣà.Ẹgbẹ́ Ọ̀run é um grupo de espíritos. Espíritos que são...
24/10/2023

Ė káàárọ̀

Esclarecendo sobre Ẹgbẹ́ Ọ̀run .
Ẹgbẹ́ Ọ̀run não é Òrìṣà.
Ẹgbẹ́ Ọ̀run é um grupo de espíritos. Espíritos que são habitantes do "céu" (Ara Ọ̀run).
Quando você fala minha Ẹgbẹ́ Ọ̀run você está falando de um grupo.
Esta falando sobre uma comunidade espiritual.
Não está falando de um único ser.
Ẹgbẹ́ Ọ̀run é Egúngún?
Não, pois Egúngún são Ancestrais ilustres e em algumas localidades da Nigéria Egúngún é Òrìṣà.
Em uma Ẹgbẹ́ Ọ̀run existem espíritos de toda ordem.
É complicado né?
Sim. Por isso não é qualquer um que está apto a "cuidar" de Ẹgbẹ́ Ọ̀run pra você.
Muitos não entendem nem seu universo particular.
Como irão cuidar de outro Ori?
mojuba a todos.

Ògúndá Méjì Síntese - regi todos os metais negro, os objetos feitos de ferro e o trabalho da forja, pois tem a natureza ...
17/09/2023

Ògúndá Méjì
Síntese - regi todos os metais negro, os objetos feitos de ferro e o trabalho da forja, pois tem a natureza do fogo ocupar-se também do arco e da flecha.
Posição - do seu poder sobre o ferro e o fogo. É Odù masculino.
Atribuições -este Odù deu condições de Sàngó descer a terra. Sàngó e Ògún não só são comparáveis, mas quase idênticos no que concerne à manifestação de sua cólera. E por isso que tudo o que se faz sobre a terra o sobre o mar xangô acaba sabendo. Onde estiver ocupado, ele o encontrará e o castigará. O raio de xangô jamais erra o alvo.
Corpo humano - ele comanda o p***s e sua ereção, os testículos, e a produção de es***ma, e determina até certo ponto, o frouxidão dos costumes e as doenças venéreas.
Regência - a humanidade aprendeu com Ògúndá a cortar e a dividir por isso, pode -se dizer que ele regi também os partos, e alguns chegam até afirma que é ele que traz as crianças ao mundo. Seria errado admitir que a decapitação estaria sob seu domínio. Ògúndá é apenas um instrumento.
Divindades — Ògúndá estar ao Ao lado de Èsù ,oxalá, Òsóòsí , Ògún ,Sàngó e Ibéji.
Observações - o fruto da árvore isso é o hábito de Pilar o inhame foram criados por Ògúndá . Os galináceos oferecidos Ògúndá devem ser mortos por decapitação devido a ideia de divisão que este Odù determina. Ògúndá também proíbe seus nativos de dançar na rua, que usar trajes sumários ou apertados, pular buraco ou fossa, deixa instrumentos de Ògún “ armas brancas ou de fogo“Perto do lugar onde se dorme, e de portas facas e punhas junto ao corpo.

Então vamos lá!O Candomblé é de origem africana e não podemos negar, mas temos que ter a consciência, que muitos ritos  ...
13/07/2020

Então vamos lá!

O Candomblé é de origem africana e não podemos negar, mas temos que ter a consciência, que muitos ritos e dogmas foram instituídos aqui e não tem como comparar, com o quê fazem em solo africano.
Já não basta todo o preconceito por adeptos de outras religiões e agora vem os doutores de ontem querendo desfazer e criticar tudo o que grandes Agbas fizeram pela preservação do Culto.
O Culto em solo brasileiro foi criado e reinventado por vários fatores e deve ser respeitado.
O Candomblé é resistência!
O Candomblé mostra a força de ancestrais, que lutaram pela preservação do Culto deles
O Candomblé mostra a força da união entre tribos e de pretos escravizados.
Não concorda? Problema! Mas respeite.
Não quer? Simples! Não se inicie.
Agora se você entrou? Então siga.
Se não gostou do que conheceu? Saia! Mas tenha dignade e respeite aqueles, que vieram antes de você.
Quer falar? Fale da tradição de sua família, mas sem criticar a família do outro.
Pois o Candomblé é um culto tradicional familiar.
Quer resgatar?
Resgate a União!
Resgate a Força da Fé que atravessou o oceano e se perpetua até hoje.

Por Milena Fernandes

OJIJIO primeiro Egbe no Orun e no Aiyé é chamado OJIJI, ou Sombra. Conforme você cresce, há sempre a sua sombra que, ao ...
11/07/2020

OJIJI
O primeiro Egbe no Orun e no Aiyé é chamado OJIJI, ou Sombra. Conforme você cresce, há sempre a sua sombra que, ao realizar o trabalho de Egbe, testemunhas, registros, relatórios. Para o Irúnmolè, sua vida tem valor. O que você faz é o que você faz e não pode ser desfeito. Mas isso pode ser corrigido. Então, à medida que você cresce, seu Ojiji cresce com você, registrando o que você faz no dia a dia e, às vezes, lembra o que foi dito no Orun.
Então Ojji é como Ẹlẹda (ou Ori) quem é o informante. Ojiji é o seu primeiro Deus que ve o que você faz 24 horas e, em reconhecimento, às vezes você pede para dar oferendas ou alimentar seu Ojiji também. Quando você alimenta seu Ori, você está reconhecendo sua promessa e se reconectando com seu caminho. Quando você está alimentando Ojiji você alimenta o Egbé de tudo o que você faz na vida que dará conta ao Irúnmole mesmo quando a pessoa morre. Ali a essência do seu Ojiji permanece até que o individuo seja escolhido para reencarnar na Terra. É Egbě que vai ressentir a pessoa de volta à vida com o mesmo Òjìji.
Até mesmo seu Örişà tem sua própria sombra, e a influência de seu Egbe e a influência de seu Egbé é a razão pela qual alguns de vocês se comportam como Şàngó ou Eṣu, etc. Então, quando queremos olhar para o primeiro caminho de Egbé, é o Ojji. Olódumarè também tem Egbé.
Cristãos e muçulmanos e outros sonham em encontrar alguém em um sonho usando um pano branco com muitas pessoas cantando. Alguns dirão que é Olódumare. E verdadeiramente Olódumarè pode vir na forma de Egbé. Na Biblia ou no Alcorão, vemos Deus falando do céu: essa reflexão é um canto de Egbé não Olódumarè. Chamamos essas pessoas de Irúnmole do Egbé da sombra do signo. Este caminho é importante para cada um de nós que estamos encarnados na terra. Você não pode ser mais forte que o seu Ojiji.

Ifa Gbe Wa O!
Por: Texto do grupo Olojobifasanu Ase Oduduwa Epeja

Aproveitando o momento....➡️ Sango não recusa o quiabo, porém, não é um alimento que ele tenha paixão e queira comer tod...
09/07/2020

Aproveitando o momento....

➡️ Sango não recusa o quiabo, porém, não é um alimento que ele tenha paixão e queira comer todos os dias.

➡️ A sopa de quiabo servida a Orisa Sàngó, é um prato com origem na cultura BANTU, destinado a Nkisi Nzazi.

➡️ Se você deseja oferecer quiabo com coroa pra cima e ponta pra baixo por que isso ou aquilo.... Ok, segue sua vida. Mas saiba que tal iguaria não agrada tanto assim o grande rei.

➡️ O AMALA TRADICIONAL, é feito da farinha de Inhame (Elubo).

➡️ Sango aprecia e muito o Gbegiri, um delicioso molho feito de feijão fradinho, azeite de dendê, cebola e sal.

➡️ Sango ama o Agbo (Carneiro Cozido), com pimenta, sal, azeite de dendê e tomate. Essa é uma comida servida ao rei e toda a comunidade!

Por : Ogã Luiz - Mistério dos Orixas
Fonte de estudos: alafin oyo Brasil.

Ewé Àjékòbàlé ou Ajé òfòlé Ewe Ajekobale – Croton SP.Para obter favores de Ìyámí e proteção contra feitiço.Osameji diz o...
09/07/2020

Ewé Àjékòbàlé ou Ajé òfòlé



Ewe Ajekobale – Croton SP.

Para obter favores de Ìyámí e proteção contra feitiço.

Osameji diz o seguinte sobre este ewé Ifá:

E ma r’ibi ba l’ara mi

Agba eleye

Ko ma ni r’ibi ba l’ori Ajekobale.

Você não tem chance para pousar em meu corpo

Anciã Proprietária do Pássaro

Você não tem chance para pousar no Àjékòbàlé



Croton é um género botânico pertencente à família Euphorbiaceae.

Plantas encontradas na área pantropical, ou seja, distribuídas nos continentes africano, asiático e americano.

Está inserida na Família Botânica Euphorbiaceae e possui como sinonímia: syn. Croton amabilis Müell. Arg., Croton gratissimus Burch).

A espécie Croton zambesicus, conhecida em Iorubá como Ajekobale (ajeofole, ajeobale), é utilizada no Estado de Ekiti, Nigéria, no cuidado da saúde dentária e bucal. Ela também é utilizada associada à Cassia occidentalis (ewe ori esi) e Newbouldia leavis (akoko), fervidas para tratar doenças gastrointestinais e diarréia.

As folhas de Croton zambesicus também são utilizadas tradicionalmente pela população do Benin, em forma de infusão, para tratar a hipertensão. Além disso, apresenta atividade anticoagulante, que associada com as propriedades vaso-relaxantes de alguns dos seus diterpenos pode revelar-se interessante para a prevenção de doenças cardiovasculares na medicina tradicional.

Muitas vezes ela costuma ser plantada ao lado das casas, por causa da forte crença de que essa planta afastaria bruxaria e os maus espíritos. é antídoto contra a intoxicação alimentar e ataque espiritual. Em alguns trabalhos de Ifá pode ser utilizada misturada com determinadas folhas e reduzidas a pó, que é esfregado em incisões na cabeça. Segundo alguns relatos, seriam 9 para o s**o masculino e 7 se o usuário for mulher. Esta mistura é considerada poderosa contra inimigos e qualquer forma de magia maligna. É interessante observar essa numerologia, uma vez que ela pode nos remeter a um conhecido itan, onde Ogun e Oyá travam uma batalha furiosa. Como resultado Ogun foi partido em sete (Meje) partes pela espada de Oyá, e Oyá foi dividida em nove (Mesan) partes pela espada de Ogun. Ògún Mèje ou Mèjéjé é o senhor dos sete cantos (aldeias) de Ire (Ògún Mèjéjé lóòde Ire). Ìyá omo mésàn (Mãe dos Nove Filhos) ou Ìyá Mésàn Orun (Mãe dos Nove Oruns) que com o tempo passou a ser chamada Iyansan, Senhora dos Ventos e dos Raios, Deusa do Rio Niger.

Texto : igbabo yorubá

Ewe - Pèrègún - O rei que desperta as divindades na TerraNome Yorùbá =Pèrègún.Nomes Populares =Nativo, Pau d‘água, Drace...
06/07/2020

Ewe - Pèrègún - O rei que desperta as divindades na Terra

Nome Yorùbá =Pèrègún.
Nomes Populares =Nativo, Pau d‘água, Dracena, Coqueiro de Vênus. Nome Científico =Dracaena fragrans.

Pèrègún, que simbolicamente signif**a alicerce, coluna. Na África, é considerada uma árvore sagrada, uma ―divindade‖, é de costume vê-la plantada em lugares sagrados para os òrìsà, junto ou próximo aos seus Ojúbo.
Em Òsogbo mesmo, encontramos muitos pèrègún plantados próximo ao Ojúbo Òsum (santuário de Oxum), divindade que tem a mesma como uma árvore sagrada dentro do seu culto e suas folhas, completamente

essenciais ao mesmo.
Também é utilizado para demarcar onde começa os patrimônios campestres de cada membro de um mesmo clã. A origem desta planta é africana, porém, com a vinda de escravos africanos para o Brasil, na infeliz época do tráfico escravista, esta árvore difundisse em nosso país .É considerada a planta mais popular dentro das Casas de Candomblé (Culto Afro-brasileiro), possuindo uma utilização bastante variada, essencial e indispensável na composição do Àgbo (banho lustral e litúrgico composto de folhas e outros elementos ritualísticos), banhos, sacudimentos, medicinas, magias e etc. É uma folha que possui a regência de diversos irúnmolè como:
Èsù, Ògún, Òsányìn, Òsóòsì,Obalúayé e principalmente Òsun. É uma folha
gún (de excitação).
Masculina e ligada ao elemento Terra.Sua principal ligação com Òsum se dá ao fato do acúmulo de água em seu caule. Não sendo a toa um dos nomes populares desta planta, PAU D‖ÁGUA. Por isso, é uma planta
que mesmo pertencendo ao elemento terra, possui grande ligação ao elemento água.Muitas medicinas são realizadas com o pèrègún, tanto para chamar e obter a sorte (àwúre oríire), quanto para agradar as feiticeiras (ìyónú ìyámi ).
Como folha gún, de excitação, tem o poder de despertar o transe, por isso é a primeira das utilizadas no
àgbo ìgbèrè (banho de iniciação):

―Pèrègún ní í pe irúnm olè l‘át‘òde òrun w‘áyé.

É Pèrègún que chama as divindades do céu para a terra.

Na África, os àmì (assentamentos) Òsun, são colocados muitas vezes sob a copa desta árvore, no Brasil, isso acontece com osàmì Ògún(assentamentos de Ògún). O Pèrègún é também utilizado como cerca viva em torno do assentamento de Ògún em algumas casas de culto.Uma folha de grande utilização nos àgbo (banhos) de sacramento dos objetos
litúrgicos de Ògún, Òsóòsì e Òsányìn.
Pèrègún é utilizado medicinalmente em banhos e chás para reumatismo.

Pèrègún alará gigùn o Pèrègún alará gigùn Oba o ni je o roro ókan
Pèrègún alará gigùn Pèrègún gba agbára tuntun

Peregum, Você é dono de um corpo excitado. Peregum, Dono de um corpo excitado.
O Rei que não deixa ter problema de coração. Peregum, Dono de um corpo excitado. Peregum que dá nova força (revigora).

Texto extraído da Página Igbado Yoruba

ÌKÓMOJÁDE Muitas pessoas me perguntam se existe batismo no Candomblé. Costumo dizer que não. Porque o sentido do batizad...
22/06/2020

ÌKÓMOJÁDE

Muitas pessoas me perguntam se existe batismo no Candomblé. Costumo dizer que não. Porque o sentido do batizado é de origem judaico-cristã e signif**a purif**ar (lavar o corpo) do “pecado original” cometido por Adão e Eva fazendo com que aquele ser renasça para a graça divina, recebendo um novo nome.

Para o Candomblé, que é uma Religião de matriz africana e não de origem judaico-cristã, o sentido do renascimento é outro. O ritual que propicia o renascimento com um NOVO nome, seria a própria iniciação. E a iniciação não pretende livrar ninguém de nenhum pecado de Adão e Eva, mas criar um laço entre o ser e sua divindade, tornando o corpo um verdadeiro altar do Òrìsà.

Contudo, existia um costume entre os yorubás que consistia em dar um nome (digamos o PRIMEIRO nome) pelo qual a criança seria chamada até que na sua iniciação fosse renomeada com o orunkó. Esse ritual era conhecido como ÌKÓMOJÁDE.

O Ìkómojáde era mais complexo do que simplesmente escolher um nome para o recém-nascido. A mãe e a criança f**avam confinados em casa até que o babalawô da Comunidade fosse visitá-los para consultar o Oráculo e conhecer o odu daquele novo ser, assim como todos os interditos, e os ebós necessários para afastar os possíveis males.

Essa visita seria no sétimo dia se o bebê fosse do s**o feminino, no nono, se fosse menino e no oitavo, em caso de gêmeos (independente do s**o).

Os nomes eram escolhidos conforme um certo critério. Podiam ser determinados por força de circunstâncias do nascimento, como por exemplo: Ije (os que nascem colocando os pés pela va**na e não a cabeça), Ilori (os que nascem de mulheres que não menstruavam mais), Olúgbodi (os que nascem com seis dedos em uma só mão).

Podiam ser determinados também por questões familiares: babatundê (papai voltou).

Outra possibilidade era a escolha do nome em razão de seu odu. Por exemplo, um àbíkú (o que nasce para morrer em tenra idade), poderia ser batizado de dúrójayé (fique e goze a vida).

O ritual do Ìkómojáde era procedido da seguinte forma: a criança era segurada por uma anciã da família, enquanto o babalawô encostava na cabeça do bebê os elementos e na boca os líquidos (os que a criança não pudesse engolir eram dados à sua mãe).
Os ingrediantes eram os seguintes: água (omi), representando a vida; o ataré (pimenta da costa), para purif**ar o hálito e levar os pedidos mais facilmente ao Orun; a terra (ilê), simbolizando a relação do homem com o solo que o abastece e com o chão de seus antepassados; o ogbi e o orogbô (as duas sementes que simbolizam os laços de amizade e a longevidade, respectivamente); o sal (iyó), que dá sabor à vida; o mel (oyin) ou ireke (cana-de-açúcar), utilizados para atrair coisas agradáveis à sua vida; o azeite de dendê (epô pupá), tem o poder de acalmar as divindades; o ejá (peixe), que deté a placidês de nadar nas águas e vencer as correntes e as profundezas.

Depois de utilizados os elementos e recitados os ofós, todo o povo daquela comunidade dançava e cantava em homenagem ao novo membro, louvando aos seus Òrìsàs

02/04/2020

Orí inú, a cabeça interna, onde reside a consciência humana, a voz de Olódùmarè dentro de cada um de nós. Orí inú é representado pelo orí, pela cabeça, pela nossa própria cabeça. O Orí de todos nós deve ser tratado com muito cuidado, ou seja, é muito importante que nós tenhamos conhecimentos de nossos ewò (quizilas) para que não venhamos agredir a nossa própria ecênsia. O orí pode ser agradado constantemente, todos os dias, podemos fazer isso utilizando um obì, um orógbó e um cópo de água. Junto com orí, existe o Elédà, Elédà para muitos é nosso òrìsà, dentro de que aprendi, não é, Elédà é nosso duplo, nosso eu no plano espiritual, que precisa sempre estar em harmonia com nosso orí, para que possamos sempre cumprir com o nosso destino. Elédà é nossa mente superior, enquanto orí é nossa mente interna. No culto de Orí, é extremamente importante prestar culto ao ìpònrì, o dedão do pé esquerdo, pois esse é o simbolo de nossos ancestrais, e de nossos pés, lésè, para que sempre tenhamos um Ona rere, bons caminhos. Para que nossos pés encaminhe nosso orí aos bons lugares. Orí é de fato o mais importante, mas nunca pode ser cultuado sózinho, antes de cultuar orí, devemos cultuar Èsù, Iponri e Elédà, pois essas energias em harmonia é o que possibilita que o ser se encontre na vida.

Orin orí: ORÍ ENI, OUN NI ÀWÚRE ENI
BI MO JI LOWURO, MA GBA ORÍ MI MU
ORÍ ENI, OUN NI ÀWÚRE ENI.

CANTIGA DE ORÍ: SOMENTE O ORÍ DE UMA PESSOA QUE PODE ABENÇOA-LA
TODA VEZ QUE ME LEVANTO PELA MANHA, ABRAÇO MEU ORÍ
SOMENTE O ORÍ DE UMA PESSOA, PODE ABENÇOA-LA.

ORÍ IRE ORI MI ÀSE ORÍ IRE O
ORÍ IRE ELÉDÀ MI ÀSE ORÍ IRE.

ORÍ DE SORTE, MEU ORÍ QUE A SORTE ACONTEÇA
ORÍ DE SORTE, MEU ELÉDÀ QUE A SORTE ACONTEÇA.

ORÍ MI
ELÉDÀ MI, SEBI OMO WIPE
OMODE NI MI, GBEJA O FÚN MI JA O

MEU ORÍ,
MEU ELEDA, SOU CRIANÇA, NÃO SEI LUTAR
SOU PEQUENO, LUTE POR MIM.

ÀDÚRÀ TI ORÍOrí ení kini sàka eníCabeça que está purif**ada na esteiraOrí ení kini sàka yanCabeça que está purif**ada na...
24/03/2020

ÀDÚRÀ TI ORÍ
Orí ení kini sàka ení
Cabeça que está purif**ada na esteira
Orí ení kini sàka yan
Cabeça que está purif**ada na esteira caminha soberbamente
Orí olóore ori jè o
A cabeça do vencedor vencerá
A saka yìn ki ya n’to lo ko
A cabeça limpa que louvamos mãe permita que façam uso dela
A saka yìn ki ègbón mi gbè
A cabeça limpa que louvamos meu mais velho conduzirá
Ìta nù mo bo orí o.
Ar livre e limpo oferendo a cabeça.
BORI — pronúncia correta BÓRÍ (alguns pronunciam BÔRÍ) — A palavra vem de bo + ori: adorar a cabeça, comida a cabeça; cerimônia através da qual a pessoa passa a ser consagrada ao orixa ori. Oferenda à cabeça. Ritual no qual é cultuado o Ori (cabeça), o princípio da individualidade, considerado por muitos sacerdotes como a grande iniciação.
Bori ou Bori signif**a “alimentar o Orí”, é uma cerimônia adepta também no candomblé e em Casas de Santo (orixá) de Nação (candomblé, jejê, nagô, angola, etc..), onde nós homenageamos (alimentamos) um dos mais importantes Orixás. O Bori é feito em muitas situações, tais como: antes de qualquer grande oferenda ao nosso Orixá (incluindo iniciação), quando nos sentimos enfraquecidos — sem poder de concentração, confusos, quando os búzios nos dizem para que o façamos, etc.
As oferendas são oferecidas à Orí ( Orixá que representa nossa cabeça) devem ser decididas através de consulta ao oráculo de Ifá, (ou jogo de buzios no candomblé) sendo classif**ados de acordo com os elementos integrantes de cada individuo em particular. O destino de uma pessoa depende de sua atitude para com a vida. O Orí é uma divindade que tem o objetivo de servir a uma pessoa à qual está ligado por força do poder de Olodumare.
Enquanto os Orixas (Orisa) são os intermediários entre os homens e Olodumare o Orí é o intermediário entre o homem e seu Orixa.
Neste ritual, a cabeça é quem fala e decide. Orí tem desejos próprios.
Veja uma “ Adura Orí ”(orin, reza, louvação, saudação), dedicada a Orí, ver que traduzido também f**a muito bonito o que se está cantando, e pedindo no ato de uma reza, o que se está pedindo para aquela pessoa, e os que estão presente em um fundamento altamente religioso do culto afro (culto de adoração aos Orixás).

APÉ RÉ ORI Ô – Nos pedimos boa sorte ao Orí

ADA NIXE WE – por que a cabeça tem muita luta

MO JUBÁ BE O ORÍ O – eu lhe saúdo minha cabeça

ADA NIXE WE – que tem muito a fazer

A N LÉSÉ ORIXÁ. – aos pés do Orixá

Como um mais antigo explicoume sobre ori : orixa individual e ancestral.

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Brasília, DF

Telefone

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