03/03/2023
Hoje, dia 3 de fevereiro de 2023... primeira sexta-feira, dia para nós dedicado aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, e para mim também a todos os Sagrados Corações da Igreja Celestial, a qual pertencem todos os verdadeiros santos homens e mulheres de todos os tempos e todos os lugares.
Acordei pensando... o que poderia escrever nessa manhã para os já muitos seguidores dessa página do Facebook dedicada à essa forma de devoção aos Sagrados Corações, todos Eles, em especial de Jesus e de Maria?
A primeira coisa que me veio a mente foi lembrar, indagar e tentar explicar algo sobre a frase do apóstolo Paulo, em uma de suas cartas, onde ele escreve sobre "o Cristo em vós, a esperança de glória".
Só nessa pequena carta, e só nessa pequena frase há um imenso mundo de coisas a serem conhecidas. Coisas que são fundamentais para os caminhos da verdadeira fé. Ah, a fé, outra grande desconhecida. Que nem sequer intelectualmente é bem conhecida...
pois é tida como sinônimo de crença, de acreditar em algo, quando a fé é muito mais do que crença, mesmo a mais verdadeira crença que possa existir nesse mundo. Sim, porque a fé necessita da compreensão para começar, e necessita de sintonia, de vivência que caminha na direção de crescente sintonia com aquilo que foi compreendido.
E é essa compreensão, e esse viver em crescente sintonia com o que foi compreendido que podem "mover montanhas", mesmo quando pequenina (mas verdadeira) "como um grão de mostarda". E não a mera crença em algo que não compreendemos, porque a mera crença é uma espécie de "caixa de Pandora" da mitologia grega (de onde advém os grandes símbolos dos ritos e Mistérios cristãos, como o pão e o vinho, o corpo e o sangue que podem nos salvar).
Essa caixa de Pandora era algo de onde saíram os males desse mundo, por assim dizer. E, portanto, ou a fé é algo muito maior do que a mera crença, ou não é algo que nos conduza à verdade, ao amor e à justiça.
Enfim, retornando ao "Cristo em nós, a esperança de glória", quem é esse Cristo, e onde Ele está, se está dentro de nós?
Por que o apóstolo Paulo se referia a Ele, como a esperança de glória, mesmo estando na prisão? Mesmo aparentemente derrotado, no infortúnio, na desgraça da prisão, Paulo a esse Cristo em nós se referia com alegria, com certeza de vitória, com grande amor e gratidão por seus sofrimentos e aparente derrota e desgraça?
Onde está, dentro de nós essa glória, para que não seja uma mera crença, de onde surgem todos os males? Porque a mera crença, sem a compreensão, abre a caixa do que tanto pode ser verdadeiro, quanto o do que pode ser falso e, assim, abre as portas e janelas para todos os males.
Onde está Filipos, onde está Éfeso, essas importantes cidades daquela época, com seus poderosos, suas crenças etc? São ruinas! E onde está o prisioneiro, derrotado, em desgraça, humilhado, naquela época? Estará o apóstolo em ruinas? Ou estará na glória da Felicidade, da Verdade e do Amor inimaginável para nossos pequenos pensamentos e nossas pequenas imaginações?
E, por falar nisso, onde estão hoje, agora mesmo, Jesus, Maria, o Consolador, o Paráclito, que Jesus diria vir após Ele, e que deveria portanto alegrar seus apóstolos, que estavam tristes ao saber que Jesus "sofreria e morreria", que Jesus seria "preso, humilhado, torturado e morto"? Onde estão todos esses Sagrados Corações hoje, onde está hoje, agora, a Igreja Celestial e a Comunhão dos Santos?
Estarão lá num céu, assistindo de camarote a triste situação de nosso país e de nosso mundo?
Esse mundo, meus caros irmãos, já estaria afundado nas catástrofes, seja de "dilúvios ou de fogo", dilúvios e fogo tanto alegóricos como reais em sua destruição, se não fosse o "pão e o sangue" da compreensão e do sacrifício da Igreja Celestial e da sua Comunhão dos Santos, que procuramos sintonizar e honrar em nossas vidas, também por essa Devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, e de todos os Sagrados Corações.
Que o pensar nessas coisas abra caminhos para nossa compreensão e para nos sintonizarmos (na verdadeira fé) com as verdades, ainda que sejam cientificamente meras hipóteses no início, mas honesta e verdadeira mesmo do tamanho de um "grão de mostarda".
Um abraço fraterno a todos em nosso grupo dessa devoção. Que os Sagrados Corações nos abençoem, nos protejam e nos inspirem nos Seus caminhos de Amor e Felicidade indescritível.