25/10/2016
Vivemos, atualmente, em um país livre, onde se pode falar sobre qualquer assunto publicamente, inclusive, religião. Apesar de esse assunto não ser um dos mais desejados, ainda se pode falar. É claro que, possivelmente, ao falar sobre religião, eu venha a ser tachado de fanático, religioso, radical ou qualquer outra nomenclatura que se possa aplicar à uma pessoa que, decididamente, se opõe à prática do sistema atual. Eu devo buscar a minha vontade, a minha satisfação pessoal, a minha felicidade e, consequentemente, não devo pensar nos outros e, muito menos, no que eles pensam. Não posso ser contrariado com um padrão que vai além do que eu acho que consigo. Ah, devo pensar, sim, naqueles que, momentaneamente, pensam como eu penso. Então, para quê manter a santidade? Eu preciso me satisfazer, pois não sabemos o dia de amanhã... Para quê manter a consagração, eu preciso fazer a minha vontade, eu preciso ser feliz! Para quê manter-se enclausurado em uma religião que tanto te prende? Eu preciso ser livre e alcançar os meus próprios objetivos. Eu preciso pensar em mim mesmo, senão quem irá pensar em mim? E, assim, caminhamos para uma vida voltada para nós mesmos. Seguir a Cristo é o contrário de uma vida voltada para si mesmo. É seguir uma Vida que deu a vida por nós e para nós. Seguir a Cristo é ter um estilo de vida arraigado no Ágape, um amor que poucos conhecem e, muito menos, vivem. Seguir a Cristo é muito mais que participar de alguma atividade religiosa ou ter um pensamento religioso; é permitir Cristo definir o que, como e onde nossa vida será estabelecida. Logo não se poderá falar abertamente sobre Cristo e, possivelmente, o cristão será perseguido. Temos buscado o padrão da igreja primitiva, a igreja do Novo Testamento. Mas, não nos iludamos: a igreja do Novo Testamento foi a igreja perseguida, moída, massacrada, excluída, molestada. Se hoje, não conseguimos dizer não à um sistema de valores voltado a si próprio, será que conseguiremos permanecer fiéis na perseguição? Será?