Igreja Batista Luz da Vida

Igreja Batista Luz da Vida Uma Igreja Viva e Relevante, evidenciado na vida de cada membro o amor de Jesus Cristo!

08/06/2017

'Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados.' 2 Coríntios 4:8

Que tremendo esse versículo, Paulo estava sendo acusado, perseguido, foi preso e mesmo assim não desanimou. Às vezes questionamos Deus, porque estamos desanimados, enfrentamos algumas lutas e humilhações, mas devemos ficar firme na certeza que tudo vai passar. Muitas vezes não agradecemos, só vemos as dificuldades, mas devemos parar e pensar que tudo tem seu propósito e tudo contribui para nosso crescimento.

06/06/2017

'Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.'
1 Coríntios 13:1

Quando uma pessoa não tem o amor de Deus, mesmo que fale muitas linguas e seja muito culta, poderemos perceber que seu falar é sem vida e seu coração é vazio. Paulo compara com o barulho do metal e do címbalo, que é um instrumento musical, ambos emitem sons mas não têm vida. Já os cristãos que são cheios do Espirito Santo, ao falar fluem rios de águas vivas que vem do trono de Deus. Há unção nas pessoas que têm experiência com Deus. E como é bom estar perto de pessoas assim. Seja você assim também, encha-se do poder de Deus, você vai atrair as pessoas, e vai se tornar exemplo para elas.

05/06/2017

'A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. A alma generosa prosperará...' Provérbios 11:24-25

A lei de plantio e colheita e a lei da multiplicação, são tão reais quanto qualquer outra lei do universo, todas foram estabelecidas por Deus, assim como por exemplo, a lei da gravidade, acredite você ou não, mas existem. Observando a natureza vemos estes princípios, quem plantar uma semente de trigo colherá trigo, quem plantar arroz colherá arroz, e ainda para cada semente plantada colhemos o fruto com muitas sementes dentro. Quando colocamos nosso dinheiro no banco, colhemos o mesmo montante, mais o juros. Mas quando semeamos no Reino de Deus, a lei do plantio e colheita, e a lei da multiplicação inevitavelmente serão cumpridas, por isso quem semear com generosidade colherá com generosidade.

25/01/2017

MOTIVAÇÃO BÍBLICA (OSWALDO JACOB)

Ser motivado biblicamente significa experimentar o encorajamento e o mover do Senhor a cada dia. O desejo de Deus é que Sua Palavra seja um instrumento de motivação e ampliação da visão do Seu Reino. Na verdade, a Bíblia é um manual de motivação muito eficaz na vida dos que dilatam o coração para a sua influência. Podemos ficar motivados para o aperfeiçoamento da vida pessoal, familiar e eclesiástica. Não devemos nos esquecer, porém, das outras áreas da vida. É sempre bom ressaltarmos que a nossa motivação vem de cima, do alto, onde Cristo está assentado à destra do Pai (Cl 3.1-4). Não é meramente uma motivação centrada no homem, mas em Deus que nos criou à Sua imagem e conforme a Sua semelhança (Gn 1.26).

Motivação significa “ato ou efeito de motivar-se, espécie de energia psicológica ou tensão que põe em movimento o organismo humano”. É o despertamento de interesses nobres em sintonia com o Senhor. Do ponto de vista bíblico, é o meio que Deus usa para cumprir o Seu propósito em Cristo Jesus na vida do homem. O salvo é sempre motivado pela obra de Cristo Jesus na cruz e na ressurreição. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são os fundamentos da motivação bíblica. A Trindade utiliza a Revelação para motivar os cristãos genuínos a se engajarem em trabalhos nobres, agindo de forma solidária, constituindo-se num exército de boas obras (Ef 2.8-10).

A motivação bíblica nos oferece alguns traços bem distintos. São eles: amor genuíno, iniciativa, dedicação, excelência, pureza, dinamismo, compromisso, produtividade, perseverança, mobilização e criatividade. Esses traços estão presentes no trabalho de motivação na perspectiva bíblica. A Palavra de Deus está repleta de pessoas que foram encorajadas ou motivadas pelo Senhor. Que seguiram a ética do Reino de Deus.

Há alguns resultados produzidos pela motivação das Escrituras igualmente nobres: exalta o Senhor; tem prazer em servir o próximo; persegue dia a dia o aperfeiçoamento; promove a saúde para o corpo, pois o mantém em constante atividade (1 Co 6.19,20); renova a mente (Rm 12.1,2); e desenvolve praticas construtivas e avaliações constantes. O nosso exercício profissional deve acontecer a partir de uma consciência cristã amadurecida. As Escrituras são utilíssimas para a construção de uma vida profissional bem-sucedida, ou seja, vivida do ponto de vista de Deus.

Motivados biblicamente, como podemos desafiar as pessoas nessa mesma perspectiva? Implementando um ministério pessoal de oração; buscar pessoas comprometidas com o Senhor; compartilhar com elas a nossa própria experiência; promover leitura de literatura especifica e criar um grupo de constante aprendizado ou educação continuada. Devemos aglutinar um exército de motivados para poder motivar outros. Esse exército tem a sua vestimenta definida por Paulo em Efésios 6.10-20. A batalha é espiritual. Ela demanda preparo e um vigiar constantes.

A nossa intimidade com Deus é o segredo de uma motivação bíblica prazerosa e produtiva. No Senhor encontramos a verdadeira motivação que é renovada e eficaz. Líderes como José do Egito, Josué e Neemias são exemplos magníficos de motivação do alto, do céu. Esses homens amavam o povo e se afadigavam por ele. Os que exercem a motivação bíblica amam mais o Senhor do que as suas próprias vidas. Paulo motivou os pastores de Éfeso com base em seu compromisso com Cristo de vida e de morte (At 20.24).

Sejamos, então, motivadores bíblicos. Planejemos e administremos muito bem o tempo para que o exercício da motivação seja altamente eficaz (Ef 5.16). Há uma agenda do líder motivacional que precisa ser muito bem focada. Utilizemos as Escrituras para motivarmos as pessoas dentro e fora da igreja de Jesus. Usemos a Bíblia como Manual de motivação que honra a Deus, o Seu autor, e serve o próximo. Sejamos motivadores bíblicos para a glória de Deus, nosso amoroso Pai!

Tempos de Violência e Intolerância O ano de 2017 amanheceu sob o estigma da violência. Com o recesso do Judiciário e do ...
24/01/2017

Tempos de Violência e Intolerância

O ano de 2017 amanheceu sob o estigma da violência. Com o recesso do Judiciário e do Legislativo, as manchetes políticas e as prisões da Lava Jato deram um tempo.

Mas as páginas dos jornais e a tela da TV foram manchadas de sangue. Um pai frustrado mata 10 pessoas, entre elas a esposa e o filho. Assassinatos de mulheres, policiais, turistas... Morte planejada com frieza e crueldade. Morte aleatória. Morte.
Nas ruas das cidades, a insegurança cresce com os roubos à mão armada. Grades, alarmes e câmeras de filmagem não inibem mais os ladrões. As casas e condomínios, que a cada dia se parecem mais com prisões, não são lugar seguro.

A guerra de facções criminosas incendiou presídios de Manaus, Boa Vista e agora Natal. Execuções cruéis, decapitações, fugas. Estimulada pela mídia, a sociedade começa a falar sobre encarceramento, pena de morte, políticas de segurança pública, educação, reeducação, reinserção social...
São tempos de violência e de insegurança. Mesmo assim, nada é novo. Trata-se apenas da ampliação, maior agravamento e visibilidade do problema, resultando nos questionamentos e propostas em discussão no âmbito na sociedade brasileira e no leque de medidas anunciadas pelas autoridades.

No Gênesis, a narrativa que segue à Queda é o assassinato premeditado de Abel por seu irmão Caim. A humanidade quase foi extinta por causa da violência e da maldade. É o que está dito em Gênesis 6.11: “a terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência”.
O que podemos fazer, nós cristãos, em tempos de violência e insegurança? Com certeza orar e clamar a Deus por misericórdia. Também agir, difundindo uma cultura de paz e não violência. Educar nossos filhos com os valores éticos do reino de Deus. Atuar como cidadãos, debater, esclarecer, votar, com a intenção de influenciar a sociedade em que estamos inseridos.

A questão dos presídios no Brasil desafia a Igreja Evangélica a uma nova perspectiva de capelania carcerária. Admitamos que muitos dos hoje apenados tiveram formação cristã e congregaram como irmãos. O que aconteceu com eles? Onde se perderam? Por que Evangelho não criou raízes profundas no solo? Pedras e espinhos não foram removidos antes da semeadura ou durante o discipulado?
A igreja deve se posicionar quanto ao enfrentamento do consumo de dr**as que, sem dúvida, entorpece a razão, solapa as emoções, contribui para a violência e financia a criminalidade. Muitos apenas são meros consumidores ou atuavam como “mulas” na busca de dinheiro rápido. Cadeia resolve? Parece que não. Os pais vão presos e os filhos crescem na rua e se tornam a próxima geração de vulneráveis e excluídos sociais.

A Igreja precisa agir. Como? Assumindo junto ao Poder Público e à Sociedade sua corresponsabilidade no processo de prevenção do crime e de redenção dos apenados; no apoio às vítimas e respectivos familiares, até onde for possível.
O combate à violência se faz quando se trabalha para minorar a exclusão social, a desigualdade econômica e a injusta distribuição de renda. A violência está aninhada no racismo, no machismo, no preconceito, sendo preciso combatê-la nas mentes que não entendem que todo ser humano traz a imagem e semelhança de Deus e é portador de igual dignidade. Quanto disso ainda está presente nos cristãos brasileiros?

O cristianismo proclama arrependimento e perdão, mudança de mente e oportunidade para praticar novas obras. O Evangelho é boa nova de salvação. A cruz é intersecção para reconciliação com Deus e com os homens.
Basta de violência. Só julgamento não resolve. Só condenação não resolve. A igreja precisa ser um oásis de água fresca nesse deserto de areias tintas de sangue.

Pr. José Carlos da Silva

Portas Abertas divulga lista 2017 de países hostis ao cristianismo    A Portas Abertas, organização mundial com mais de ...
19/01/2017

Portas Abertas divulga lista 2017 de países hostis ao cristianismo

A Portas Abertas, organização mundial com mais de 60 anos de atuação, publica anualmente os 50 principais países, em que manter a fé cristã pode custar a vida. Segundo dados da organização, hoje existem cerca de 215 milhões de pessoas perseguidas (com diferentes graus de violência e pressão) em todo o mundo. Os números parecem exagerados, mas a pesquisa é minuciosa e conta com a auditoria das principais universidades da Europa.

Segundo dados da pesquisa, países da África representam um terço desses países e têm seus conflitos principalmente motivados pela guerra civil e, sobretudo, pelo comando de grupos islâmicos extremistas, como Boko Haram, Seleka e Al Shabaab, que atuam intensivamente na região. Outro país africano, a Mauritânia, volta à Lista Mundial 2017, pois além do extremismo muçulmano que declarou o país como islâmico, a nação é governada há 30 anos por um sistema ditatorial.

A Lista Mundial da Perseguição 2017, traz outros números que merecem atenção. Pelo 15º ano consecutivo, a Coreia do Norte ocupa o topo da lista, sendo que cem por cento dos cerca de 300 mil cristãos do país são perseguidos por sua fé. Destes, mais de 200 mil estão presos em campos de trabalhos forçados, em péssimas condições de vida e saúde, com pouca alimentação, submetidos a torturas e severas tarefas diárias.

Por fatores de perseguição diferentes, mas não menos hostis, o Sri Lanka aponta mais uma vez no Mapa da Perseguição, tendo como principal meio de perseguição, grupos radicais budistas. Aliás, quando os olhos do mundo estão virados para o radicalismo muçulmano, corre por fora dois outros grupos não menos radicais, que tem sido fatores de perseguição em diversos países do mundo: o budismo e o hinduísmo.

A Lista Mundial da Perseguição é a única pesquisa desta espécie no mundo e completa este ano 25 anos de trabalhos.

Top 10
Os dez primeiros países que compõem a Lista Mundial da Perseguição, são:
1º Coreia do Norte
2º Somália
3º Afeganistão
4º Paquistão
5º Sudão
6º Síria
7º Iraque
8º Irã
9º Iêmen
10º Eritreia

Além desses, dois países da América Latina ainda estão na Lista 2017: México (41º) e Colômbia (50º)

Resultados e tendências
Aproximadamente 215 milhões de cristãos sofrem perseguição alta, muito alta ou extrema.
A Coréia do Norte continua a ser o lugar mais perigoso para ser cristão (por 15 anos consecutivos).O extremismo islâmico continua a ser o principal motor global da perseguição, responsável por iniciar a opressão e conflitos em 35 dos 50 países da lista de 2017.
O nacionalismo étnico está rapidamente se tornando um grande motor de perseguição.
O número total de incidentes de perseguição nos 50 países mais perigosos aumentou, revelando a perseguição dos cristãos em todo o mundo como uma tendência crescente.
O mais violento: o Paquistão, chegou ao número 4 da lista por um nível de violência "superior ao norte da Nigéria".As matanças de cristãos na Nigéria viram um aumento de mais de 62 por cento.
As matanças de cristãos estavam mais geograficamente dispersas do que na maioria dos períodos estudados. "Chegando mais perto de casa, 23 líderes cristãos no México e quatro na Colômbia foram mortos especificamente por sua fé", de acordo com a Portas Abertas.
O pior aumento: Mali, subiu a maior parte dos lugares na lista de 44 para 32.
A Ásia é um novo centro de preocupação, com a perseguição aumentando acentuadamente em Bangladesh, Laos e Butão. O Sri Lanka se junta à lista pela primeira vez.
Clique aqui e veja a lista completa de países, seus perfis e a atuação da Portas Abertas em cada região.

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Com informações de Portas Abertas e World Watch Monitor.
Foto: Iraque – a maioria dos cristãos iraquianos estão em campos de refugiados, expulsos de suas casas pelo Estado Islâmico [Foto: Portas Abertas]

07/01/2017

O menino Jesus em Aleppo

Sentado sobre a maca, em um hospital em caos, o pequeno olha para a câmera. Os cabelos estão endurecidos pela poeira. O sangue mancha sua testa e escorre até os olhos. Estes contêm um misto de perplexidade e distância. Ele deve ter dois anos de idade. Suas pequenas mãos, mãos de um quase bebê, são mostradas em close. Estão paradas, os dedos se movimentando de forma ritmada, talvez em busca de uma harmonia há muito perdida.

O título da matéria é: "Aleppo é um lugar onde as crianças pararam de chorar."
Impressiona o fato da criança não chorar. São os adultos que choram. Ela os vê, um, dois, três, muitos, e permanece em silêncio, provavelmente olhando para dentro de si em busca de um mundo inexistente, que certamente não mais retornará, como seus pais, mortos em um bombardeio.

A cidade mais populosa da Síria encontra-se em ruínas. Tropas pró governo e rebeldes lutam. O governo, para conquistar a cidade. Os rebeldes, para manter os poucos pontos onde ainda estão em vantagem. Em meio às batalhas, uma mortandade sem fim espalha corpos de civis entre destroços e ruas. Muitos corpos são pequenos, de crianças que um dia brincaram pelas ruas, que um dia sonharam em ser gente grande. Hoje, seus pequenos corpos estão estendidos inertes por toda a cidade, transformada em um grande e terrível cemitério ao ar livre.

A morte de civis é inaceitável. A morte de crianças é uma monstruosidade.

O choro de mães e pais ecoa um antigo choro. O de Raquel, simbolizando as mães de Israel que choraram seus filhos que haviam sido levados para o exílio babilônico (Jr 31.15), e mais à frente, o choro de mães belemitas que choram a morte de seus filhos pelos soldados de Herodes (Mt 2.2.16-18).

Herodes pretendia matar o menino Jesus. Mas foi enganado pelos magos e pelos pais de Jesus, que, avisados pelo anjo, fugiram para o Egito.

Jesus escapou da mortandade. Seus pais conseguiram fugir. Jesus chorou? Certamente, diante da pressa da fuga, de situações de desconforto e perigo para um recém-nascido. José e Maria choraram? Muito provavelmente, frente à maldade de Herodes, frente às incertezas da fuga e da vida em um país estranho.

Eles sabiam que Herodes era o inimigo. Também sabiam que os magos eram amigos, e os anjos, mensageiros de Deus para salvá-los.

As crianças em Aleppo não sabem nada.

De onde vem as bombas que desintegram seus pais, irmãos e amigos? Quem alveja suas casas? Estarão vivos no próximo dia ou, na manhã seguinte, a casa ou apartamento onde moram simplesmente se resumirá a escombros, caixão desajeitado para seus pequenos corpos?

Quem são os amigos? Ainda existem amigos? Por que não vem salvá-las? Por que não impedem que bombas caiam? Por que não as colocam em carros e as levam para longe do inferno? Por que não as conduzem ao encontro de seus pais e irmãos, ainda que esse seja um pedido impossível de ser atendido?

As crianças em Aleppo não conseguem chorar. Esqueceram como se chora? As lágrimas secaram? Estão acostumadas com a brutalidade diária?

Elas olham atônitas, com olhos embaçados, cenas infernais se desenrolarem como um filme de terror.

O menino Jesus está em Aleppo. As mães choram os filhos que já não existem.

• João Leonel

05/01/2017

A disciplina do descanso e do relaxamento

Em meio a todas as pressões que sofremos, como podemos não somente vencer o desânimo, mas também manter o frescor espiritual?

Não tenho nenhuma passagem das Escrituras para oferecer, mas gostaria de falar por meio de minha experiência e também das Escrituras. Em geral, eu gostaria de dizer que acredito piamente na importância da disciplina. Acredito que a raiz da estagnação muitas vezes seja a falta de disciplina.


Falemos sobre três tipos de disciplina. Vou chamar a primeira de disciplina do descanso. Somos criaturas extremamente psicossomáticas. Na verdade, somos criaturas pneumato-psicossomáticas, porque somos corpo, mente e espírito. Não é fácil entendermos a inter-relação entre estes três elementos, mas sabemos que a condição de um afeta os outros. Especialmente, a condição de nosso corpo afeta nossa vida espiritual. Às vezes, pessoas com um problema espiritual me procuram, e sei que a solução para seu problema espiritual é tirar uma semana de férias. Quando estamos cansados ou doentes, não temos vontade de ler as Escrituras, não temos vontade de orar e não temos vontade de dar testemunho de Jesus Cristo. Mas, quando nos sentimos bem fisicamente, estas coisas são fáceis. Portanto, aqui estão alguns aspectos da disciplina do descanso.
Primeiro, a necessidade de tirar um tempo para si mesmo. Alguns líderes cristãos são trabalhadores compulsivos, excessivamente meticulosos e acham que há algum problema se não estiverem trabalhando de manhã, à tarde e à noite. Alegam que Jesus é seu exemplo, dizendo que ele estava à disposição de qualquer pessoa a qualquer momento, mas o conhecimento deles da Bíblia deixa muito a desejar. Jesus não estava à disposição o tempo todo. O texto que eu gostaria de oferecer aos trabalhadores compulsivos é Marcos 6.45: “Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão”. Ele despediu a multidão, porque queria ir embora, descansar e orar, por isso não devemos nos sentir culpados se quisermos ter um período de descanso.
Eu mesmo sou muito grato pela sesta. Eu não conseguiria me levantar de manhã se não fosse a sesta que tiro à tarde. Lembro-me muito bem de minha primeira visita à América Latina. Havia viajado por todo o continente e iria embora da Argentina. Era minha última noite em Buenos Aires e alguém me perguntou na reunião pública se eu havia aprendido alguma coisa na América Latina. Pude responder de imediato que havia aprendido três lições valiosas. A primeira era o grande benefício da sesta; a segunda era arrepender-me particularmente do vício inglês da pontualidade e a terceira era a liberdade de cumprimentar a todos com um beijo. Acrescentei que teria de esquecer duas dessas lições antes de voltar para Londres. Deixei que eles adivinhassem quais seriam, mas vocês vão dizer que foi com a sesta que continuei. Portanto, precisamos do sono adequado, e, sem dúvida, nossa necessidade varia de acordo com nosso temperamento. Também precisamos tirar um tempo para descansar durante o dia, como também à noite.
[…]
O segundo item que vem depois do descanso são os passatempos. Quando somos jovens, nosso passatempo, muitas vezes, é o esporte, e isso é excelente para dar-nos uma oportunidade de fazer exercícios com nossos amigos. Mas todo cristão deveria ter um passatempo, mesmo quando se sente muito velho para praticar esportes. Deveríamos ter interesse por alguma ramificação da história natural, pois os cristãos evangélicos têm uma boa doutrina da redenção e uma péssima doutrina da criação.
Não tenho vergonha de sugerir que vocês observem os pássaros. Quem faz isso raramente tem um colapso nervoso. Esta atividade leva-nos para o ar livre e faz com que pratiquemos exercícios. Leva-nos para a solitude ou quase isso com um amigo, longe da agitação da cidade para o sossego do campo. Não consigo descrever a magia da manhã após o nascer do Sol, especialmente na África ou na Ásia, quando eu saía para o meio do mato ou arrozal a fim de desfrutar a vista, os sons e as fragrâncias da natureza. Além do mais, isso mantém a mente ocupada, desligando-a das pressões do trabalho ou do ministério. Também permite que meditemos sobre as complexidades e as belezas da criação de Deus. Se possível, nossos passatempos deveriam levar-nos para o ar livre.
Um terceiro aspecto do descanso é o tempo com a família e os amigos. Em nosso círculo familiar, no qual sabemos que somos amados e aceitos, podemos relaxar, mas todos precisamos de amigos fora do círculo familiar também. Sobretudo, precisamos de amigos se formos solteiros, e é bom orar pelo que os antigos escritores chamavam de “amigo da alma”, alguém com quem podemos compartilhar profundamente nossas experiências espirituais. Fico me perguntando se valorizamos o suficiente a boa dádiva de Deus, que é a amizade.
Vou testar o conhecimento de vocês das Escrituras. Vou citar um versículo e quero que vocês o completem para mim. Foi escrito por Paulo em 2 Coríntios 7.5-6: “Pois, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum descanso, mas fomos atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos. Deus, porém, que consola os abatidos, consolou-nos com…” o quê? Como Deus nos consola quando estamos à beira de um colapso?
Agora, vou lhes dizer como os cristãos superespirituais completariam o versículo. Eles escreveriam: “Deus consolou-nos com a certeza de seu amor”, ou: “Deus consolou-nos com a presença de Jesus”. Mas não é assim que Paulo continua. Ele nos consolou “com a chegada de Tito”, com a chegada de um amigo próximo e com a notícia que ele trazia. Deus usa essa mesma necessidade humana de amizade para consolar-nos.
Deixe-me dar outro exemplo de Paulo. Este está no final de sua segunda carta a Timóteo. Ao que parece, Paulo estava, nesse momento em uma prisão. Muitos acham que era a prisão Mamertina, em Roma, que não tinha janelas, mas apenas um círculo no teto por onde entravam ventilação e luz. Paulo não escaparia dessa prisão, a não ser que fosse por meio da execução. Ele escreveu: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (4.7). Aqui está Paulo no auge de sua maturidade, ao final da vida, e, contudo, estava sozinho. Era um grande e maduro cristão, mas estava sozinho. Ele escreve sobre a presença do Senhor em 2 Timóteo 4.17: “Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças”, e escreve sobre a expectativa da segunda vinda de Jesus, mas nada disso preencheu a solidão que ele sentia.
Então ele escreve para Timóteo, no versículo 9: “Procure vir logo ao meu encontro”, e no versículo 21: “Procure vir antes do inverno”. Além disso, Paulo lhe pede que traga a capa que ele havia deixado para trás, porque estava com frio, e os livros e os pergaminhos, quaisquer que fossem. Portanto, Paulo era um grande cristão, mas uma pessoa muito humana e não tinha medo de admitir sua necessidade de ter amigos.
Assim, há três reflexões para vocês sobre a disciplina do descanso e do relaxamento. Há a necessidade de tirarmos um tempo para descansar, a necessidade de termos passatempos ou praticarmos esportes e a necessidade de termos uma família e amigos. Estas são necessidades humanas. Nunca tenhamos vergonha de admitir que as temos.

Texto retirado de Desafios da Liderança Cristã, John Stott.

11/07/2016
23/05/2016

Igreja Batista Luz da Vida, 13 anos - 2016! Culto de Gratidão, domingo 29/05, às 19:30h. Vem celebrar conosco!

06/05/2016

A MÃE ANÔNIMA
A história também é feita pelos anônimos
Foi assim com uma mulher cuja filha estava muito doente. Tudo o que podia ser feito fôra feito, mas a vida da menina continuava correndo perigo. Quando soube que passava por sua cidade um estrangeiro capaz de trazer saúde à sua filha, sua mãe se levantou. Disseram-lhe que não seria atendida. Tentaram cortar-lhe o caminho. Quando ficou face à face com o mestre, este lhe examinou de alto a baixo, por dentro e por fora, pondo à prova o desejo dela e, ao final, concedeu à filha o livramento que a mãe procurava.
Essa mãe anônima nos mostra que a história é também feita por pessoas sem nome.
A história é feita também por aqueles que não chamam atenção para si. A história é sempre feita por aqueles que prestam atenção às oportunidades que se abrem para mudanças que valem a pena. Feliz é quem não deixa partir uma oportunidade.
A história desta mulher nos convida a admirá-la e, a partir de sua persistência, exaltar hoje a mãe que não deixa o hospital enquanto não é devolvida para sua filha a saúde perdida, a mãe que não tira os joelhos do solo da oração enquanto seu filho não volta para a serenidade, a mãe que acorda mais cedo para preparar a comida do filho que sai para a jornada, a mãe que atravessa ares, montanhas ou mares para assistir a filha em trabalho de parto, a mãe que não enxuga as lágrimas do seus olhos enquanto não pode trocá-las por sorrisos, a mãe que não aceita o "não" ruim do seu filho ou para o seu filho, a mãe que vê o talento da sua filha mesmo que ninguém mais acredite.
A maternidade acontece no ventre que gesta e no coração que jamais desiste do seu filho.
Obrigado, mãe. Obrigada, mamãe!

E Se Fosse Natal?Não apenas 25 de dezembro, mas todos os 365 dias do ano.Nos menores gestos de amor, de confraternizar, ...
12/12/2015

E Se Fosse Natal?

Não apenas 25 de dezembro, mas todos os 365 dias do ano.
Nos menores gestos de amor, de confraternizar, de apoiar na vontade de sorrir, de amparar, de entender, de perdoar, de receber e repartir.
Na capacidade de sofrer, de calar, de vencer, de estimular, de perder e de novo buscar.
Sem fugir, nem evitar, sem influir, nem invejar, sem omitir, nem negar, sem punir nem matar.

E se fosse sempre natal?
Sem dor, só amor.
São nossos sinceros votos.

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