20/01/2026
Temos a dura responsabilidade de comunicar o falecimento do Dr. Ricardo Lopes Dias, na manhã deste dia, em um hospital de SP, provocado por um câncer no pâncreas, por longos cinco anos. Ricardo e sua esposa Arlete, foram missionários da MNTB no ano de 18/11/1996 até 03/12/2010. Trabalharam com o povo Mayoruna, no Vale do Javari-AM. Aprendeu a língua e conhecia profundamente aquela cultura. Viu uma Igreja nascer entre aquele aguerrido povo com o ensino da Bíblia.
Fizeram todo o treinamento da MNTB, mas desejava capacitar academicamente. A graduação em antropologia foi feita na UFAM – Universidade Federal do Amazonas, no polo avançado de Benjamin Constant, ainda como missionário da MNTB. Depois desligou-se da MNTB e fez o Mestrado em Ciências Sociais (Antropologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutorado em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA) e fez pós-graduação em Antropologia Intercultural pela UniEvangélica, em Anápolis (GO).
No dia 5 de fevereiro de 2020 assumiu como Coordenador-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Funai. Homem capacitadíssimo, inclusive com a recomendação do ex-ministro do STF, Roberto Barroso, que decidiu a favor da sua permanência no cargo da FUNAI, pois houve uma avalanche inacreditável contra a indicação do Dr. Ricardo para este cargo e o assunto foi judicializado para instância superior, daí o parecer do ministro do STF. Foi visível a perseguição religiosa contra o Dr. Ricardo Lopes. O único argumento contra a indicação e permanência na FUNAI foi a de que o Dr. Ricardo tinha sido missionário da MNTB e era pastor evangélico. A experiência foi marcante na vida do Dr. Ricardo e, como resultado deste difícil período, foi gestado o livro “Não me envergonho do Evangelho”, um antropólogo entre a fé e a ciência.
Dr. Ricardo foi recebido nos Tabernáculos Eternos, por Aquele que sofreu a maior de todas as dores: a morte na cruz do calvário, o Senhor Jesus Cristo. Dr. Ricardo descansou das suas lutas e está na presença de quem tanto amou e serviu.
A obra missionária brasileira tem mais um capítulo escrito e que deve ser estudado com todo denodo e apreço. Este capítulo já tem um título: “Não me envergonho do Evangelho”, a história do Dr. Ricardo Lopes Dias e sua esposa Arlete.
A MNTB louva ao Senhor da Seara por ter tido o privilégio de ter esta família entre os seus membros. Oramos pela família para que as consolações dos Céus sejam sobre todos.
Dr. Válter de Paula