14/07/2024
Hoje, dia 14 de Julho, é um dia marcante na trajetória do jaguar filho de Pai Seta Branca. Estamos falando da Queda da Bastilha na França em 1789.
O Rei Luís XIV e seus herdeiros financiavam revoluções e assim para manter suas decisões aumentavam os impostos e deixavam os comerciantes e a população em geral insatisfeitos. O esgotamento econômico veio quando para enfrentar a Inglaterra a França financiou a revolução dos EUA, antiga colônia do reino inglês.
Em meio à instabilidade Francesa alguns pensadores começam a criticar a realidade que viviam e assim moldar a opinião do povo.
O Suíço Jean Jacques Rousseau(1712 - 1778) afirmava nos salões franceses que “O homem nasce bom, a sociedade que o corrompe…” junto de outros pensadores como: Voltaire (1694 - 1778), Diderot (1713 - 1784), D’Alembert (1717 - 1783) e outros.
Esses pensadores espalharam a tese de que o problema da sociedade que viviam era consequência do desenvolvimento do comércio e do cristianismo. Assim, escreveram enciclopédias que prometiam organizar o conhecimento da humanidade usando exclusivamente a razão. Esse movimento ficou conhecido como "enciclopedistas" que criticavam exaustivamente o rei e a igreja. Dando início a revolução francesa primeiramente nos livros.
No terremoto de Lisboa onde Marques de Pombal assumiu o poder. Um dos pensadores franceses escreveu: “O Deus cristão é vingativo e opressor…”.
O projeto de dar fim a influência da religião e iluminar a nova era da razão era chamado "Secularizar a Cultura".
Pensadores ingleses alertavam sobre o perigo de acabar com as tradições e religiões de forma arbitrária ao tentar reconstruir a história humana onde um novo governante poderia alterar os direitos naturais de um homem como o direito à vida, a propriedade e a busca pela felicidade. Apesar de todos os alertas os franceses resolveram ignorar e continuar o projeto de revolução.
William Robespierre líder dos jacobinos, partido de esquerda francês, era um radical que não via limites para suas ações desde que fossem justificados pela causa. Ele pregava que o povo deveria ter medo de seguir as antigas tradições e todos deveriam aderir a revolução.
A sua política foi chamada “Período do terror”. Ainda sem saber em como gerar mais medo na população para que todos pudessem aderir a revolução em assembleia foi sugerido a construção de algo assombroso em praça pública. Era guilhotina que seria usada contra todos os inimigos da revolução ou simplesmente as pessoas que fossem contrárias ao regime.
Calculam-se 40 mil vítimas da guilhotina entre 1792 e 1799. E muitos de nós fizemos parte desta triste história que ceifou inúmeras vidas sobre o falso pretexto das seguintes palavras: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Veteranos de nossa Doutrina contam que Tia Neiva falava que muitos de nós fomos os executores das sentenças de morte na guilhotina. Sem falar em outros papéis que estávamos envolvidos no período.
Salve Deus! Que bom que tudo passa!
Adjunto Odenaro
Robert Fernandes
Sétimo do Ministro Marabô