Ilé Asé Damatá Okè

Ilé Asé Damatá Okè Voltada para articulação dos adeptos do candomblé e contribuir com o ensino de nossa tradição.

19/01/2024

O SANTO FUGIU!

Você já ouviu esta frase?

E eu, logo no início da minha trajetória, me perguntava o que signif**ava "O SANTO FUGIU".

Lembro-me em época de obrigação que meu pai mandava mensagem perguntando se poderia ir ajudar a cuidar dos "presos" (irmãos em obrigação). Um dia, ele disse:
- Ajude-os! Mas não deixe que levantem. Somente para ir ao banheiro e, antes de levantarem, tenha certeza de que todos os espelhos da casa estão cobertos.

Perguntei o porquê. A única resposta dele foi:
Porque não pode!
Pedi uma explicação mais clara. Ele me olhou e disse:
"O SANTO PODE FUGIR" (Fiquei mais confusa, mas fiz conforme o orientado)

Hoje entendo...

Naquela época, o respeito ao sagrado era tanto que tinha que haver um zelo extremo em tudo que fosse feito. Era a forma de demonstrar carinho e respeito ao orixá, principalmente pelo período de obrigação.

Hoje, O SANTO FUGIU...

O SANTO FUGIU quando o conhecimento deixou de ser importante e o terreiro virou status.

O SANTO FUGIU quando a quantidade de vela acesa no cruzeiro e no cemitério para derrubar o irmão é maior do que aquelas acesas no quarto de santo.

O SANTO FUGIU quando os fios de conta que carregamos foram substituídos por cordões gigantescos de ouro.

O SANTO FUGIU quando a comida tradicional do batuque foi posta de lado, sendo substituída por petiscos e tira-gostos.

O SANTO FUGIU quando o quarto de santo deixou de ser sua morada para virar símbolo de status e poder para alguns.

O SANTO FUGIU quando os simpatizantes que iam no terreiro ver a chegada das nossas divindades resolveram se iniciar visando f**ar ricos com religião, achando que seu orixá era empregado e que tinham que entregar tudo nas mãos dele.

O SANTO FUGIU quando viu que o ser humano começou a se mistif**ar passando por ele.

O SANTO FUGIU quando perdeu-se o respeito no tempo em que se alimenta o ori (selfie pós selfie).

O SANTO FUGIU quando pararam de se vestir para ele e começaram a se vestir para causar inveja nos irmãos.

O SANTO FUGIU quando a mão que tocou o ori começou a tocar o corpo.

O SANTO FUGIU quando o ifá virou mercadoria.

Sim, a cada dia mais o orixá se afasta do aiyê. Porque ele mesmo não suporta ver seus próprios filhos se destruindo. Orixá é vivo, e cada vez que algo do gênero acontece, é como se nós mesmos os mandássemos daqui. Porque, se o próprio ser humano se coloca na figura do orixá, por que o mesmo teria que vir até nós?! Quando entra ego, ganância, desrespeito, inveja e devassidão, o orixá não f**a.

Reflitam

O INHAME  Em Yorubá chamado de (isú). Para o Povo do Santo existem o inhame macho e o fêmea. O macho costuma ter formato...
05/06/2022

O INHAME

Em Yorubá chamado de (isú).

Para o Povo do Santo existem o inhame macho e o fêmea.

O macho costuma ter formato fálico (cará), e o fêmea arredondado (inhame).

O fêmea (inhame) é oferecido à Oxaguiã e este é seu oficial.

Quando cozido e utilizado como massa ou em bolas, tem a função de amolecer, placar, estabilizar, amaciar tanto situações desfavoráveis, quanto pessoas.

Também faz referências à cultura subsistência, ao trabalho e à alimentação de cada dia.

Poucos sabem, mas a quizila maior de Oxaguiã e dos outros orixás funfun são os inhames velhos.

Eles devem ser oferecidos o mais recente possível após sua colheita, sem ser amassados, partes escuras ou podres.

O macho (cará) é consagrado a Ogum e a outros orixás que também aceitam.

Quando o cará é utilizado após ser assado na brasa, sua função é aplacar a força agressiva de Ogum, e quando é preparado no carvão, possui a função de transformar a força agressiva em favorecimento.

Também compõe o famoso “paliteiro” de Ogum, podendo ser ornamentado com inúmeras taliscas da nervura da folha do Dendezeiro.

Quando pilado cru (inhame) é utilizado para transformação de algo ou situação muito dura ou difícil de resolver, por isso nos ritos de Òrùnmila, os inhames novos são pilados crus e só depois a massa crua ou cozida é utilizada para oferecimento ao MESMO.

Quando utilizado cru inteiro, sua finalidade é produzir algo, porém dependerá de outros ingredientes integrados na oferenda, como pó de Waji.

O inhame entra geralmente nos adimus de Oxaguiã e de Ogum, assim como em borís, feituras, e outras cerimônias de graduação no candomblé.

Entra em ebós ajé e Exu, e nos ebós odu de Ejionile, Ofum, alafia.

Costuma-se usar a água do cozimento dos inhames como banho de Oxaguiã, sendo um forte banho de descarrego e proteção.

O pó da casca do inhame seca e pilada também constitui um excelente atim que atrai energias positivas.

Uma raiz de inhame colocada estrategicamente em uma residência ou estabelecimento comercial atrai a boa sorte e afasta as energias negativas.

O que Òrìsà quer de nós – de seus iniciados, de seus filhos, de seus conteúdos? Se uma das metáforas a Òrìsà é a cabeça-...
04/08/2021

O que Òrìsà quer de nós – de seus iniciados, de seus filhos, de seus conteúdos?

Se uma das metáforas a Òrìsà é a cabeça-cabaça (dois recipientes), penso que Òrìsà queira preenchimento, queira conteúdo, queira plenitude. Mas, se uma outra metáfora remete a Pai, Mãe, Marido, Esposa, Amante, Professor, Guardião, penso que o preenchimento não poderá ser de qualquer coisa ou de qualquer forma e, desse modo, Òrìsà permitirá experimentos, mas a decisão sobre o efetivo pode ser que sempre seja dele ( um ele-eu) – porque nós podermos aceitar o preenchimento por migalhas ou conteúdos falsos e inadequados, mas Òrìsà não.
Penso que todo iniciado já se perguntou, por que Òrìsà permitiu que isso ocorresse ou que não ocorresse e por que permitiu interferências ou por que permitiu tamanha dor – se a dor é de qualidade e vai preencher, Òrìsà permite – lembremo-nos da necessidade de plenitude.
Surgem então os descaminhos ou os caminhos – aos olhos nossos olhos – sem qualidade. Mas as escolhas são de quem? Quem opta por este ou aquele caminho?
Se essa cabaça é uma cabaça mundo-natureza-ancestral e é por nós, ela sabe e vislumbra coisas às quais, até para evitar mais sofrimento, não sabemos e não vemos; sendo assim, é natural que esta mesma “força” evite, hoje, que uma pedra que nos atingirá, insuportavelmente (ou até mortal – rompendo com os desígnios de Eleri Ipin – o senhor do destino) , comece a vir em nossa direção e nos atinja num futuro próximo ou distante.
A parte boa de Òrìsà-cabaça-pai ou mãe é que ele não é cristão e, não sendo, não nos julga, não oprime – não deveria - o nosso direito a sentir, ir e vir, a viver, a crescer, a escolher; porque a humanidade de Òrìsà não é tão possessiva quanto a nossa (pelo menos o Òrìsà no qual aprendi a acreditar).
Isso é bom, porque podemos sim nos apaixonar pelo improvável – creio que Òrìsà respeite as nossas escolhas, mas, se vir que o improvável, poderá nos destruir ou começa a nos destruir, aí sim ele age implacavelmente, pois sabe que a nossa vida e a nossa existência deve estar acima inclusive dos nossos quereres. Se Elx é nós e nós somos Elx – divindade; parece-me natural que haja assim.
Entretanto, não percamos de vista o fato de ninguém ser uma ilha e Òrìsà sabe disso; Elx também não é e, também nesse sentido, entra em jogo a nossa capacidade de nos vincularmos a nós mesmos ou aos outros ou as coisas do mundo em detrimento de nós mesmos. O jogo da vida é complexo e, às vezes, nos parece completo e, nesse jogo, não é difícil completarmo-nos no frágil, no fugaz, no passageiro e inclusive, não raro vestirmos uma roupa que não nos é suficientemente confortável, enganamo-nos e Òrìsà permite porque sabe que o engano será bom conteúdo depois de ultrapassado. “Pensei ter chegado, mas ainda preciso correr mais dez quilômetros” – crê Òrìsà que este será o pensamento vindouro.
Olhemos para a natureza, lá é a morada Daquelx que nos habita, vejamos como Ela atua, vejamos como se comporta a água diante dos obstáculos, vejamos como se esforça, para nascer, a árvore mesmo deitada na terra mais árida; vejamos como age a chuva que, às vezes, nos parece aleatória e inconveniente. Será?
Ninguém disse que seria fácil; mas pode ser mais leve; porque o conteúdo que a cabaça mais precisa é um saber-se, um reconhecer-se, uma amar-se sem destruir, uma vir a ser sereno, um saber esperar no agir, um cuidado para dentro; um conteúdo que a preencha – a cabeça-cabaça – não com devaneios, desejos passageiros e fugas, mas uma água efetiva e que mate, também efetivamente, a sede da cabaça. Que possamos receber esta água, que possamos sê-la.
Texto copiado.
Boa tarde.

Você conhece a Avenida dos Baobás?A avenida ou beco dos baobás é um grupo proeminente de árvores baobá que circundam a e...
20/02/2021

Você conhece a Avenida dos Baobás?

A avenida ou beco dos baobás é um grupo proeminente de árvores baobá que circundam a estrada de terra entre Morondava e Tsiribihina Beloni, no oeste de Madagascar.
Sua impressionante paisagem atrai turistas de todo o mundo, tornando-se um dos locais mais visitados da região.

O local tem sido um centro dos esforços de conservação local, e foi concedido o estatuto de proteção temporária em julho de 2007, o primeiro passo para transformar em um monumento natural.
Ao longo da avenida se concentram muitas Baobás de cerca de 30 metros de altura, da espécie Adansonia grandidieri e endêmicas de Madagascar.

Os Baobás chegam a viver até 800 anos de idade, conhecidos localmente como Renala ("mãe da floresta"), são um legado das densas florestas tropicais, que uma vez prosperaram em Madagascar.
A área ainda não é um parque nacional e não tem centro de visitantes ou tarifas de entrada. Uma ONG lançou um projeto de ecoturismo que visa a conservação da área e melhoria econômica para a comunidade local.

A árvore é um dos símbolos fundamentais e um dos alicerces da cultura africana Os velhos baobás africanos de troncos enormes suscitam a impressão de serem testemunhas dos tempos imemoriais. Os mitos e o pensamento mágico-religioso yorubá têm na simbologia da árvore um de seus temas recorrentes. Na sua cosmogonia, a árvore surge como o princípio da conexão entre o mundo sobrenatural e o mundo material. O baobá é símbolo de força e resistência.
Além de testemunhas do passar do tempo, estas árvores são cercadas de fundamentos. Sua presença se dá na religiosidade, como no caso dos Iorubás, que associam sua existência como conexão entre o mundo material e imaterial. No Candomblé o baobá é considerada a ‘árvore da vida’ e fundamental para a realização do culto. Segundo a tradição ela nunca deve ser cortada ou arrancada.

O baobá é a árvore que representa Madagascar e que também recebe o nome de embodeiro, imbomdeiro ou calabaceira. Ainda assim, o baobá é o emblema nacional do Senegal, onde é considerada sagrada por inspirar lendas, ritos e poesias. Para exemplif**ar, no Senegal diz-se que o defunto que for enterrado dentro do tronco permanece com a alma viva, enquanto a árvore existir.

Fonte: Lugares Fantásticos / Portal Geledés / Portal Hypeness

Ifiranṣẹ ti AlafiaNigbati ala naa ba ya,Ọlọ́dùmarẹ̀ tun kọNigbati ala naa ba ya,Ọlọ́dùmarẹ̀ tún.Nigbati awọn ipa ba pari...
19/11/2020

Ifiranṣẹ ti Alafia

Nigbati ala naa ba ya,
Ọlọ́dùmarẹ̀ tun kọ
Nigbati ala naa ba ya,
Ọlọ́dùmarẹ̀ tún.
Nigbati awọn ipa ba pari,
Ọlọ́dùmarẹ̀ tunse.
Nigbati ko ṣee ṣe lati ni omije,
Ọlọ́dùmarẹ̀ n fun ni ayọ.
Nigbati ko ba si ifẹ mọ,
Ọlọ́dùmarẹ̀ jẹ ki a bi.
Nigbati egún ba daju,
Ọlọ́dùmarẹ̀ yipada si ibukun kan.
Nigbati o ba dabi opin,
Ọlọ́dùmarẹ̀ fun wa ni ibẹrẹ tuntun.
Nigbati ipọnju ba fẹ lati tẹsiwaju,
Ọlọ́dùmarẹ̀ yika wa pẹlu alafia.
Nigbati arun ba kọlu,
Olọ́dùmarẹ̀ ni oniwosan.
Nigbati ohun ti ko ṣee ṣe dide,
Ọlọ́dùmarẹ̀ jẹ ki o ṣee ṣe.
Nigbati awọn ọrọ ba nsọnu,
Ọlọ́dùmarẹ̀ mọ ohun ti a tumọ si.
Nigbati ohun gbogbo ba dabi pe o ti pari,
Ọlọ́dùmarẹ̀ ṣi ilẹkun tuntun kan.
Nigbati o sọ: Emi kii yoo ṣe,
Ọlọ́dùmarẹ̀ sọ pe: Maṣe bẹru, nitori mo wa pẹlu rẹ.

Àṣẹ gbogbo!

Tradução Português

Mensagem de Paz

Deus pode Tudo
Quando o sonho se desfaz,
Deus reconstrói.
Quando se acabam as forças,
Deus renova.
Quando é impossível conter as lágrimas,
Deus dá alegria.
Quando não há mais amor,
Deus o faz nascer.
Quando a maldição é certa,
Deus transforma em bênção.
Quando parecer ser o final,
Deus dá um novo começo.
Quando a aflição quer persistir,
Deus nos envolve com a paz.
Quando a doença assola,
Deus é quem cura.
Quando o impossível se levanta,
Deus o torna possível.
Quando faltam as palavras,
Deus sabe o que queremos dizer.
Quando tudo parece se fechar,
Deus abre uma nova porta.
Quando você diz: não vou conseguir,
Deus diz: Não temas, pois estou contigo.

Axé a todos!

Òrìṣà-OkeEntre os Òrìṣàs e os Ẹbọra existe um chamado Òrìṣà-Oke. Entre todos os Oke existe um mestre muito importante de...
17/11/2020

Òrìṣà-Oke

Entre os Òrìṣàs e os Ẹbọra existe um chamado Òrìṣà-Oke. Entre todos os Oke existe um mestre muito importante de nome Oloroke (Olooke/Olòkè), o dono e Senhor das montanhas. Oloroke foi a primeira ligação entre òrun e àiyé, sendo que ele foi a primeira terra firme, uma montanha que se elevou do mar a pedido de Olódùmarè, segundo o Itan do odu Òfún-Mejí, inseparável de Obàtálá instituído para ser o Guardião de todos Òrìṣàs na terra.

Oloroke é um Òrìṣà/Imọlẹ̀ de costumes próprios e independente de qualquer outro Òrìṣà. Que se encanta em um leão, o leão da montanha, “Ekun Oke” e quando furioso desce a montanha em forma de lava vulcânica e destrói tudo que encontra em seu caminho pois o vulcão também lhe pertence e Oroina, o fogo universal é sua matéria de origem que resfriada pelas águas de Olokun formaram estas grandes pedras de granito, o fogo que caminha com a lava é Aganju, exeto estas grandes pedras de granitos que são Oke.

Oloroke é a colina, tudo que é elevado e alto,
divindade de todas as montanhas da terra.

Na África, até os dias atuais, este Òrìṣà é tido como de muita importância, sendo temido e seus festivais anuais, os “Semuregede”, atraem grande número de fiéis que acreditam que Oloroke trará prosperidade e paz pelo ano todo.

Oloroke é o rei de todo Ekiti que quer dizer “montanhas esplendorosas”, as mais notáveis f**am nas cidades de Ekiti-Efon, no limite ocidental com o estado de Ọ̀ṣun e próximo a Oṣogbo. Apaixonou-se por Olokun e desta união nasceu “Ye ye Yagba Efon”, que criou a água doce formando assim o primeiro curso d’agua que mais tarde passa a ser chamado de Rio Ọ̀ṣun numa clara homenagem a Efon que o criou. Ọ̀ṣun, aquela que é próvida de muita beleza, Rainha do Efon-Ìjẹ̀ṣà.

Oloroke é o guardião de muitos povos de Ekiti e lá estão localizadas as maiores rochas onde se pratica seu culto. A árvore osè (Baobá) é também sua representação e seu arbusto de culto, pois a grandiosidade do Baobá, sua altura, sua magnitude, a idade de até 6000 anos que pode viver, sua solidez faz dela a árvore escolhida por Oloroke para seu culto.

Um Òrìṣà acompanha muito Oloroke ao ponto de levar em seu nome o nome do Òrìṣà, Ògún Oloroke ou Ògún Oke, pouco conhecido no Brasil. Este Ògún viveu ao lado de Oloroke e é quem dá caminhos a Oloroke. Ògún foi quem abriu os caminhos para Oloroke vir para as terras baixas e participar do convívio das pessoas.

Itan do Odu Ogunda:

Ojo Ti Ògún Nti Ori-Oke Sokale
A*o Ina L'o Mu B'Ora
Ewu Eje L'o Wo

O dia em que Ògún estava descendo da colina
A face dele estava como fogo
E ele estava vestido em sangue

Ògún é chamado para clemências de jornada
Para caça abundante
E para se ter vitória em uma guerra
É Ògún o responsável pelas marcas faciais
Os outros Òrìṣàs
Tem que respeitar
Ògún Oloroke

Extraído Instituto Cultural Oloroke.

Bàbátayee
Zander ti Osàlá

Ẹ kú ìròlé!Tradução do texto em tela: Longo firmamento sem fim! Epà bàbá! Que a sexta-feira seja de paz, harmonia, dando...
13/11/2020

Ẹ kú ìròlé!
Tradução do texto em tela: Longo firmamento sem fim!
Epà bàbá! Que a sexta-feira seja de paz, harmonia, dando início a um final de semana de tranquilidade, aquietação dos problemas e apaziguamento dos inimigos! Àṣẹ!
Òfuurufú
lòréré àìláàlá!
Bàbá kí nyẹ̀yẹ́ l’Èjìgbò
Ilé ìfà, mo júbà, bàbá!
Èjìgbò rere, mo júbà oò!
Olúwa ẹ ẹwà ọrọ̀
Ẹwà ọrọ̀ wa lẹ́sẹ̀!
Longo firmamento sem fim!
Mestre que foi ridicularizado em Èjìgbò!
Casa de bênçãos, meus respeitos, mestre!
Èjìgbò abençoe, meus respeitos!
Senhor das belas riquezas,
belas riquezas estão aos seus pés!
Òṣàlá àti òrìṣà funfun gbogbo gbè yín lóní àti láíláí!!!
(Que Òṣàlá e todos os òrìṣà do branco deem suporte [Auxílio, ajuda, proteja, etc.] hoje e sempre!!)
Texto copiado da página Educa Yoruba

BuscaFALSO As oferendas do candomblé eram para escravos fugitivos?Por:Gilmar LopesPublicado em 17 de junho de 2017 Será ...
12/11/2020

Busca

FALSO
As oferendas do candomblé eram para escravos fugitivos?
Por:Gilmar Lopes
Publicado em 17 de junho de 2017


Será verdade que as oferendas deixadas nas encruzilhadas para os orixás no candomblé eram uma forma de dar comida aos escravos fugitivos?

O texto surgiu nas redes sociais no final da primeira quinzena de junho de 2016, indo parar no nosso grupo do Facebook no dia 15 de junho. De acordo com a postagem, um professor chamado Leandro – que seria um historiador da UnB – as oferendas deixadas nas encruzilhadas era uma forma dos negros alimentarem seus irmãos escravos que estavam fugindo dos feitores.

Segundo o tal professor, os negros escolhiam lugares estratégicos por onde escravos fugitivos passariam e colocavam comida para matar a fome desses indivíduos, além de uma boa cachaça para aliviar as dores do corpo.

Será que essa constatação é verdadeira ou falsa?

Oferendas eram uma forma de alimentar os escravos fugitivos! Será verdade?

Verdade ou farsa?
A ideia de que o ritual das oferendas tenha surgido com esse fim aqui no Brasil não procede, pois sabe-se que isso vem desde as religiões africanas pré-escravatura. Os sacerdotes africanos que vieram para o Brasil como escravos, entre 1549 e 1888, tentaram de uma forma ou de outra continuar praticando suas religiões em terras brasileiras. Foram os africanos que implantaram suas religiões no Brasil, juntando várias em uma casa só para a sobrevivência das mesmas. Portanto, isso não é invenção de brasileiro.

As oferendas, segundo o candomblé:

“[…]são rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.”

Falta de dados
O texto amplamente compartilhado no Facebook não diz exatamente em que época esse recurso de se usar a oferenda para alimentar os escravos fugitivos teria se iniciado, o que torna difícil a comprovação dos fatos narrados. De qualquer forma, desde a primeira leva de africanos que chegou aqui no Brasil (provavelmente, em 1538), eles não tinham nenhum acesso livre para f**ar indo a “encruzilhadas” além de não terem comida de sobra para distribuir para “os irmãos foragidos”.

Também não encontramos em nenhum livro ou tese de mestrado algo validando a essas afirmações a respeito da origem das oferendas no candomblé. Provavelmente, alguém resolveu criar essa historinha e espalhar pela web

11/11/2020

Odé - A fome do caçador, a dor da caça.
Senhor da caça como seu próprio nome já demonstra, Odé(caçador), tem seu culto muito difundido no Brasil, e é presente em todas as nações africanas. É senhor da flora e da fauna, da fartura e protege aqueles que ajudam a estruturar a sociedade e buscam evolução, os pensadores, os ambientalistas, os professores, os veterinários, os agropecuários e etc. Um fato muito interessante é que Odé protege tanto o caçador quanto a caça, costumo explicar aos meus filhos que ele sente a fome do caçador e a dor da caça abatida, por esse motivo as mortes e sacrifícios desnecessários provocam a ira desse Orisá.
A Odé ou como também é chamado, Oxossi, título que recebeu na famosa ítan(lenda) onde mata o grande pássaro que apavorava o povo de Ketu. É patrono das nações jeje-nagô, aliás, hoje nossa nação Ketu, recebe esse nome pela boa fama e prosperidade que tinham as casas onde Odé era patrono ou fundador. Outro ponto que demonstra sua liderança e na ítan de Odé e Osún, encontro que resultou no nascimento de Ològúnedé, que nos faz refletir sobre a vaidade, representada por Osún, que encanta e cega Odé quando se banha de mel e envolta em folhas, mas é traída pelo seu próprio elemento, a omi(água), ou seja, um líder não pode se deixar levar pela vaidade oculta, assim como os vaidosos serão traídos pela própria essência, porém o enlace gera um fruto, o equilíbrio entre o poder coletivo (Odé) e o individualidade (Osún).
O senhor da prosperidade é um bom pai, carinhoso, amável e nunca deixa seus filhos perdidos, por mais que os encantos da vida possam nos desvirtuar do caminho, afinal somos sonhadores e muitas vezes até mesmo inocentes, assim como nosso pai Odé foi encantado por Òsónyìn e foi capaz de rejeitar a própria mãe, Yemonjá, mas que foi resgatado por seu irmão Ogún, que no final entende que para manter seu irmão perto teria que deixa-lo livre, como um pássaro.
Odé nos ensina que para ser líder, o OUTRO, sempre vem antes do EU, pois somos parte de um único sistema vivo, como células e cada ação precisa ter um um sentido, assim como cada vida é importante, seja ela a minha, a sua ou de uma folha.
Muito asé,
Babá Diego de Odé

05/10/2020

YÉ ORÒ – AS P***S SAGRADAS

Ìkódíde, Agbè, àlùkò e Lékeléke são as quatros p***s sagradas de nossa religião, somente sendo utilizadas dentro da ritualística e nunca como um simples adorno.

Elementos primordiais e indispensáveis dentro dos Ìgbèrè– Ritos Iniciáticos e de Passagens de qualquer divindade do Panteão Iorubá.

Não existem p***s semelhantes, são únicas em sua essência, simbologia e signif**ado, ou seja, são insubstituíveis.

Dentro do Corpo Literário de Ifá são mencionadas nos mais diversos awon Obá Odú e seus Omo Odú.

1- KÓDÍDE ou ÌKÓÓDE trata-se de uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo de papagaio africano da espécie Psittacus erithacus conhecido popularmente por papagaio-cinzento, papagaio-do-Gabão ou papagaio-do-congo entre o povo iorubá é denominado de Odíde ou Odíderé.
Tornou-se Rei entre todas as aves, símbolo da fecundação, da menstruação, da gestação, representa o nascimento e o símbolo do poder feminino. Representação da realeza, honra e status, esta acima da simbologia do Adé – Coroa.
Fixado a frente da cabeça, representa o processo iniciático e confirma os ritos de iniciação e/ou de passagem.
2- AGBÈ pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família dos Musophagidae Touraco porphyreolophus.
Descritos nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun – Divindade dos Oceanos. Para que possa agir tem que ser utilizada em contrapartida com o Àlùkò.
3- ÀLÙKÒ pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana Turaco da família dos Musophagidae Touraco ruspolii.
Descritos nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa.
A Divindade das Águas Doces, da mesma forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè.
4- LÉKELÉKE pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis conhecida popularmente por garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de1960.
Descritos nos mitos como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte, símbolo por excelência de todos os Òrìsà Funfun.
Um fragmento do Texto Sagrado de Ifá:
Agbè ni i gbe’re k’Olòkun,
Àlùkò ni i gbe’re k’Olòsa,
Odíderé-Moba-Odo Omo Agbegbaaje-ka ni naa ni i gbe’re k’Oluwoo.
O pássaro Agbè carrega a benção de Olòkun
O pássaro Àlùkò carrega a benção de Olòsa
O papagaio do Rio Mogba, descendência de um poderoso exército carrega uma cabaça com a
fortuna para o Rei de Iwó
Os pássaros Agbè e Àkùkò são agentes intermediários entre o poder da imensidão das águas.
Oluwoo é um título do Rei de Iwó a Legendária Cidade, reduto da ave Odíderé.

Ojúure l’Agbè fi í w’aró
Agbè won jí t’aró t’aró
Ojúure l’Àlùkò fi í w’osùn
Àlùkò won jí t’osùn t’osùn
Ojúure l’Lékeléke fi í w’efun
Lékeléke won jí re pel’efun

O pássaro Agbè desperta com aró
O pássaro Agbè olha com bondade para aró
O pássaro Àlùkò desperta com osùn
O pássaro Àlùkò olha com bondade para osùn
O pássaro Lékeléke desperta com efun
O pássaro Lékeléke olha com bondade para efun
Agbe ló l’aró, kìí rá’hùn aró,
Àlùkò ló l’osùn, kìí rá’hùn osùn
Lékèélékèé ló l’efun, kìí rá’hùn efun
O pássaro Agbè não se lamenta por muito tempo ao aró
O pássaro Àlùkò não se lamenta por muito tempo ao osùn
O pássaro Lékèélékèé não se lamenta por muito tempo ao efun
Neste fragmento dos textos sagrados de Ifá relata a ligação das
aves Agbè, Àlùkò e Lékeléke com as pinturas sagradas aró, osùn e efun, - essa expressão “despertar” tem a conotação de “ao amanhecer de cada dia” as aves sagradas carregam em si o poder e a essência de três dos quatros Oba Odú primordiais da existência universal; Ogbè Méjì relacionado com o efun, Òyèkú Méjì e sua relação com o osùn e ligação de Ìwòri Méjì com o aró.
O fato de não se “lamentar por muito tempo” está baseado em uma oferenda cujo o qual os principais ingredientes são as p***s e as pinturas citadas. Ojúure lògbólógbòó Odíderé fi í w’Iwó Ìkódíde àse kun be aràiyé.

O grande e velho papagaio olha com bondade para Iwó.
O poder da pena Ìkódíde enche de suplicas os seres deste mundo.
Como mencionado anteriormente Iwó é a cidade legendária reduto da ave Odíderé onde essa desempenhava a função de favorecer seu povo com as principais bênçãos e suplicas dos seres humanos:
Ire Ajé – riqueza,
Ire Owó – dinheiro,
Ire omo – filhos,
Ire Ìpéláyé – vida longa,
Ire Obìnrin – mulher p/ser esposa,
Ire Okonrin – homem p/ser marido,
Ire Ìbùjókó –um lugar para morar,
Ire Àláfíà – paz e contentamento,
Ire Oríre – boa sorte,
IreImuarale- boa saúde.
Ase gbogbo!

Igbabo Yoruba

23/09/2020

ITÃN*
OPARÁ*

A GUERREIRA QUE INTIMIDA

Sozinha na beira do rio
Sentada com os pés dentro d'água.
Opará é valente, impaciente
Mas as águas a acalmam.
Ela é Oxum
Mas Oxum diferente.
Ela não quer floreios
Não quer cordialidades.
Ali na beira do rio ela ouve
Um singelo som
E já se põe em guarda
Pronta para um conflito,
Mas quem surge antre as arvores
Não é inimigo e sim seu amado
Obaluaye.
Ele é um que gostaria de se casar com ela
Mas ela não é Mulher de casamento.
Obaluaye leva uma grande panela
Com uma massa vermelha dentro.
Opará sente o cheiro e se anima,
Ele fez para ela peteki,
Pure de inhame cheio de azeite de dendê
E principalmente Pimenta.
A comida é tão apimentada
Que chega incha os labios
E arde os olhos
Mas é disso que Opará gosta,
Ela é a senhora da plantação de ataré.
Obaluaye é seu amigo de longa data,
E se identif**a com ela
Por ambos serem feiticeiros.
Logo mais um chega,
É Ogun que também trouxe a ela uma prenda,
Ele fez um presente, uma espada.
Opará se anima, lança mão ao cabo
E empunha a lâmina ansiosa para ir a guerra.
Ogun é seu amigo de longa data
E a trata com muito respeito
Por ambos serem guerreiros.
Mesmo entre dois homens tão valorosos
Opará não é diminuída,
Nenhum dos dois sequer lhe faz sombra.
Opará é forte por si só.
Logo chega a seus ouvidos
As guerras que vem,
Os estrangeiros querem roubar suas terras
Novamente lhe ameaçam
Mas ela não se intimida.
Em pé sobre o lombo do cavalo
Ela vai até eles e os enfrenta sem medo
Um a um extermina sem misericórdia.
Opará não é risonha, é seria
Mesmo sendo pequena como uma menina
Ela sabe o que é ser Mulher neste mundo
Mas não deixará que nenhum homem
Pise em sua cabeça.
Volta para o rio e quando entra na água
Ela se tinge de vermelho sangue
Por ter vindo da violenta luta.
Por alguns momentos ela descansa
Mas logo está de novo na estrada
Montada no cavalo com espada a mão
Indo atrás da sanguinária confusão
Texto:PAI FOLHA
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Rua Ernesto Magioline, 298, Bairro Julieta Cristina
Bragança Paulista, SP

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