27/08/2026
"e a maldade se espalhará de tal maneira que o amor da maioria das pessoas esfriará."
Mateus 24:12
Jesus alerta que, à medida que a maldade aumenta, “o amor de muitos esfriará”. Isso também nos faz pensar em como a rotina, o cansaço e o desânimo podem, aos poucos, esfriar nossa vida espiritual.
Nem sempre o nosso amor por Deus esfria de uma hora para outra. Muitas vezes acontece aos poucos.
Primeiro, deixamos de orar porque estamos cansados.
Depois, deixamos de ler a Palavra porque estamos sem tempo.Começamos a fazer as coisas de Deus apenas por rotina.
O culto deixa de ser um encontro com Deus e passa a ser apenas mais um compromisso. E, quando percebemos, continuamos frequentando a igreja, mas o nosso coração já não queima como antes.
O problema não é ter uma rotina. O problema é permitir que a rotina substitua o relacionamento com Deus.
Precisamos constantemente nos lembrar do que Jesus fez por nós. Ele não foi à cruz por obrigação. Ele entregou Sua vida por amor. Cada vez que lembramos do sacrifício de Cristo, somos chamados a renovar nossa gratidão, nossa fé e nosso compromisso com Ele.
Nosso papel é não permitir que o desânimo, o cansaço e a rotina roubem aquilo que Jesus acendeu em nosso coração. Quando estivermos desanimados, precisamos buscar a Deus. Quando estivermos cansados, precisamos nos lembrar da graça. Quando a rotina tentar esfriar nossa fé, precisamos voltar à cruz.
Não podemos controlar o que acontece ao nosso redor, mas podemos decidir o que acontece dentro do nosso coração.
A pergunta não é apenas: “Eu ainda estou indo à igreja?”
Mas sim:“Meu coração ainda ama Jesus como antes?”
Porque podemos continuar fazendo tudo por fora e, por dentro, estar esfriando.
A cruz é o nosso lembrete de que não podemos tratar como comum aquilo que Jesus fez por nós.
Se um dia o amor esfriar, volte para a cruz.
Se o desânimo chegar, volte para a presença.
Se a rotina tomar conta, renove seu relacionamento com Deus.
Não deixe aquilo que é repetitivo na sua vida fazer você esquecer aquilo que foi extraordinário na cruz.
Jesus não deixou de nos amar quando chegou a hora mais difícil. Então nós também não podemos permitir que os dias difíceis nos façam deixar de amá-Lo.
Talvez o problema não seja que Deus tenha feito menos por nós. Talvez nós é que tenhamos parado de perceber o que Ele já fez.
A gratidão mantém viva a nossa memória.
Quando lembramos da cruz, agradecemos.
Quando agradecemos, valorizamos.
Quando valorizamos, cuidamos.
E quando cuidamos do nosso relacionamento com Deus, o nosso amor não esfria com tanta facilidade.
“Senhor, não permita que aquilo que é extraordinário se torne comum aos meus olhos.”