18/12/2025
Gaudium magnum - Grande Alegria (Lucas 2.8-20)
O nascimento do filho de um rei é ocasião de alegria e festividade pública. No entanto, o anúncio do nascimento do Senhor foi feito a um grupo isolado, no meio da noite e sem qualquer tipo de ostentação mundana. Os primeiros a receberem a grande notícia foram os pastores que viviam nos campos. Foram a eles, e não os sacerdotes ou governadores, nem os escribas ou fariseus, que o anjo apareceu.
Ele disse: ‘’Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo.’’
Não devemos nos surpreender com essas palavras. A escuridão espiritual que cobria este mundo por quatro mil anos estava prestes a se desvanecer. O caminho para a paz com Deus e para o perdão estava prestes a ser aberto a toda a humanidade. Não mais seria a salvação vista por meio de tipos ou figuras, mas, abertamente, face a face. O conhecimento de Deus não mais ficaria limitado aos judeus, seria oferecido também a todo o mundo gentio. A pedra angular do reino de Deus seria lançada. Se essas não eram ‘’boas-novas’’, jamais houve ‘’novas’’ que merecessem esse nome!
Logo após temos os anjos adorando a Deus no nascimento do Salvador. O final do hino diz: ‘’Paz entre os homens, a quem ele quer bem.’’ Esse é o tempo em que a bondade e o amor de Deus para com os homens culpados devem tornar-se totalmente conhecidos. Seu poder foi visto na criação; e sua justiça, no dilúvio. Mas sua misericórdia ficou para ser completamente revelada no nascimento e na expiação de Jesus Cristo. Essas são as boas-novas de grande alegria.