08/05/2022
A Passagem
PESSACH = passagem; salto, mudança de posição…
Estamos na época de uma festa clássica e muito comemorada por diferentes povos de diferentes culturas. Ela sofreu algumas alterações do seu sentido original, algumas que até ofuscaram a essência radiante e forte que ela tem. Praticada hoje no mundo como origem cristã, a Páscoa vai até mais além do cristianismo. Ela é instituída pela primeira vez na história de formação do povo hebreu, a nação de Israel, a quem hoje chamamos judeus.
Muito tempo atrás, Deus fez uma promessa a um homem chamado Abraão, de que dele descenderia uma grande nação e carregaria em sua memória uma fé ao ponto de que ela seria transmitida a todas as nações da terra. Em um determinando ponto do desenvolvimento desse povo, eles estavam debaixo de uma humilhante escravidão no Egito. E esse povo que sabia da promessa feita ao seu progenitor, Abraão, começa a clamar por esperança, que chega. Deus envia um homem, chamado Moisés, que traz uma palavra ao principal governante político de que deveriam parar de subjugar o povo israelita e deixá-los ser livres para viver uma vida com um propósito em uma outra terra. O líder dessa nação resiste e então Deus passa a executar golpes que atingem as crenças daquele povo, revelando-se como o único Deus e Senhor de toda terra.
Então chega a decima praga, e essa era a de saída do povo daquele sistema e mentalidade opressora. Deus dá uma estratégia. Nela, Deus coloca a condição de que o povo de Israel deveria sacrificar um carneiro, um animal sagrado no Egito e não poderia ser morto para sacrifício. Os israelitas que não tivessem coragem de afrontar os egípcios matando o carneiro e aspergindo sangue nos umbrais de suas casas não eram dignos do seu Deus. Isso os desafiava a terem coragem de proclamar sua crença e fé no único Deus, erguendo uma voz contra a escravidão e a opressão praticada no Egito. Todos os que sacrificassem e passassem nos umbrais das suas portas o sangue do sacrifício teria um sinal sobre suas casas que protegeria da praga de mortandades que sobreviria a todo filho mais velho (primogênito) na terra do Egito. Deus estava tomando para Ele um povo, chamando-os para crer Nele.