02/10/2025
O papa Leão XIV disse hoje (1) que a missão da Igreja não é "administrar um poder sobre os outros", mas comunicar a alegria da Ressurreição, ao mesmo tempo em que exortou os fiéis a seguir o exemplo de Cristo no Cenáculo e a não ter medo de mostrar as feridas "por orgulho" ou "por medo de parecer frágeis".
"Esse é o coração da missão da Igreja: não administrar um poder sobre os outros, mas comunicar a alegria de quem foi amado exatamente quando não o merecia", disse o papa na audiência geral de hoje.
Ele enfatizou então que a responsabilidade dos cristãos é “ser instrumentos de reconciliação no mundo”.
O papa dedicou sua catequese à Ressurreição, que, segundo ele, “não é um triunfo retumbante, não é uma vingança nem uma desforra contra os seus inimigos”, mas sim um testemunho de como o amor é “capaz de se levantar depois de uma grande derrota, para continuar o seu caminho irrefreável”.
Leão XIV falou sobre como Cristo aparece aos apóstolos sem “gestos de poder”, mas com a “mansidão” que demonstra “a alegria de um amor maior do que qualquer ferida e mais forte do que toda a traição”.
Quando Cristo emerge das profundezas da morte, disse também o papa, Ele faz isso “com extrema discrição, sem forçar os tempos da sua capacidade de acolhimento”.
"O Seu único desejo é voltar a estar em comunhão com eles, ajudando-os a superar o sentimento de culpa", disse ele, relatando o momento em que o Senhor apareceu aos seus amigos no Cenáculo.
Ao falar sobre essa passagem do Evangelho, Leão XIV perguntou: "Por que exibir as feridas precisamente diante de quem, naquelas horas dramáticas, o negou e abandonou? Por que não esconder aqueles sinais de dor e evitar reabrir a ferida da vergonha?"
Assim, o papa disse que Jesus agora está "plenamente reconciliado com tudo o que padeceu". Por isso, "não há sombra de rancor", de modo que as feridas servem para " confirmar um amor mais forte do que qualquer infidelidade".
“São a prova de que, precisamente no momento da nossa falha, Deus não desistiu”, disse também Leão XIV. “Não renunciou a nós”.