24/06/2026
Seis meses antes do Natal, a Igreja acende uma festa no meio do ano. Hoje, 24 de junho, celebramos a Solenidade da Natividade de São João Batista — o único santo, além da Virgem Maria, que tem o nascimento celebrado no calendário da Igreja, e não apenas a morte.
A data guarda uma catequese silenciosa: depois do nascimento de João, no solstício de junho, os dias começam a diminuir no hemisfério norte; depois do Natal de Jesus, voltam a crescer. A própria criação ecoa as palavras do Precursor: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).
João nasceu para apontar. Sua grandeza não estava em atrair olhares, mas em direcioná-los ao Cordeiro de Deus. Há uma liberdade profunda nisso: quem vive para Cristo não precisa provar nada a ninguém.
E as fogueiras de junho? Conta a tradição que Isabel acendeu uma fogueira para anunciar o nascimento do filho. Todo fogo de São João, no fundo, anuncia uma alegria.
São João Batista, ensinai-nos a preparar os caminhos do Senhor e a diminuir para que Ele cresça em nós. Amém.