22/05/2026
Santa Rita de Cássia nos ensina sobre o perdão porque sua própria história foi marcada pela dor, pela violência e pela escolha radical do amor.
Antes de se tornar religiosa, Rita foi esposa e mãe. Seu marido, Paolo Mancini, tinha um temperamento difícil e violento. Durante muitos anos, ela suportou humilhações, conflitos e sofrimentos dentro de casa, mas nunca deixou de responder com paciência, oração e desejo de reconciliação. Com o tempo, sua perseverança e testemunho ajudaram na conversão do esposo.
A dor, porém, não terminou ali. Paolo acabou sendo assassinado em meio às disputas e rivalidades da época. Depois disso, os filhos de Rita cresceram alimentando o desejo de vingança pela morte do pai. E foi justamente nesse momento que Santa Rita deu um dos maiores testemunhos de sua vida: ela implorou a Deus para que seus filhos não se tornassem homens dominados pelo ódio e pela violência. Preferiu sofrer a dor da perda do que ver seus filhos cometerem um assassinato.
Sua história nos recorda que o perdão cristão não é fraqueza nem esquecimento da dor. É uma escolha corajosa de interromper o ciclo da violência e confiar que Deus pode transformar até as feridas mais profundas.
A Igreja celebra hoje o dia de Santa Rita de Cássia porque nesta data, 22 de maio, recorda-se sua passagem para a vida eterna, ocorrida em 1457. Sua canonização aconteceu séculos depois, em 1900, pelo Papa Leão XIII, reconhecendo oficialmente sua vida de santidade, seus milagres e o profundo testemunho de fé e reconciliação que continua inspirando cristãos no mundo inteiro. Por isso, ela é venerada como a santa das causas impossíveis e modelo de esperança para aqueles que enfrentam grandes sofrimentos.
Para nós, enquanto Igreja e Comunidade Missionária, Santa Rita deixa um ensinamento muito atual: não existe missão verdadeira sem reconciliação. Somos chamados a ser presença de comunhão em um mundo marcado por divisões, ressentimentos e indiferença. A exemplo de Santa Rita, somos convidados a acreditar que o amor, vivido concretamente, é mais forte do que qualquer violência.