12/05/2026
Reportagem no Jornal O Tempo com Mokugen Roshi sobre eutanásia.
Como algumas tradições religiosas pensam a eutanásia
“Transcender o egocentrismo”
“Na tradição Soto Zen, a eutanásia é vista com muita cautela e, em princípio, rejeita-se sua normalização e popularização. O budismo não adota uma postura dogmática sobre qualquer assunto, tampouco sobre a eutanásia. O desapego, o bom senso, a flexibilidade e a compaixão fazem parte da sabedoria budista. Vida e morte são dois aspectos da existência no mundo relativo dual; reconhece-se a morte como parte natural da existência e valoriza-se o direito à passagem com dignidade, tanto para quem morre, quanto para os que ficam. A eutanásia como prática profissional da saúde para apressar a morte de uma pessoa em grande sofrimento, jamais pode ter seu uso banalizado, mas deve ser vista como um direito individual ou familiar, como último recurso para pacientes terminais e doenças comprovadamente incuráveis e sem possibilidade de reversão. É inaceitável, sob o ponto de vista budista, que pessoas relativamente saudáveis, mas muito apegadas a seres e coisas, utilizem a eutanásia levianamente como fuga. Para esses casos, a transcendência dos apegos e dos egocentrismos é o caminho recomendado para valorização da vida”.
Monge Mokugen Roshi, abade do Templo Zen das Alterosas
Reportagem completa: https://www.otempo.com.br/esoterico/2026/5/12/como-algumas-tradicoes-religiosas-pensam-a-eutanasia