16/09/2026
Liturgia Diária
Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires - Memória | Quarta-feira 16 Set 2026
Evangelho (Lc 7,31-35)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 31 "Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32 São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: 'Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!' 33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: 'Ele está com um demônio!' 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: 'Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!' 35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos".
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
— Reflexão:
O exemplo das “crianças que se sentam nas praças” é uma comparação às nossas infantilidades quando duvidamos das ações de Deus na nossa vida. Não queremos perceber os Seus sinais, somos insatisfeitos (as) e desejamos que todas as coisas aconteçam de acordo com a nossa vontade sem mesmo saber qual é. na verdade, o motivo pelo qual nós as pedimos e as esperamos. Não temos convicção de quem somos nem do que queremos e qual é o ideal da nossa vida. Reclamamos de tudo e não aproveitamos o momento atual para apreender, ou com o sofrimento, ou com a bonança, na alegria ou na tristeza. Nós somos essas crianças quando não sabemos o que queremos nem tampouco do que precisamos e nos justificamos pondo a culpa nos outros. Nunca assumimos as nossas carências, deficiências, as nossas leviandades, mudanças de humor e de opinião e há sempre alguém que é o nosso algoz, o réu, o acusado. Cada fato e acontecimento da nossa existência quando enxergado com os olhos de Deus tem o seu aprendizado. Às vezes perdemos as graças que o Senhor nos dispensa porque não sabemos “entender os sinais dos tempos”. O negativo na maioria das vezes prevalece aos nossos olhos, não sabemos enxergar as luzes acesas e olhamos somente para as luzes que estão apagadas. Assim acontece porque ainda não nos dispomos a abrir o coração e perceber o reino de Deus que está dentro de nós. Sábio é, portanto, aquele (a) que acolhe a palavra de Deus sem protesto e sem discussão. O sábio não perde tempo com lamentações, nem lamúrias. Somos “filhos da sabedoria” quando nos deixamos envolver pelo mistério da piedade, o mistério da Fé em Jesus Cristo, sem questionar ou murmurar. Jesus quer que sejamos “filhos da sabedoria”, que possamos sentir o cheiro de Deus em todos os acontecimentos da nossa vida. Amém!!!