21/07/2025
No Evangelho de hoje, alguns escribas e fariseus pedem a Jesus um sinal. Ele responde que aquela geração má e adúltera só receberia o "sinal de Jonas", referindo-se à sua morte e ressurreição. Jesus destaca que os ninivitas se converteram com a pregação de Jonas, e a rainha do Sul buscou a sabedoria de Salomão, mas Ele é maior que ambos, e mesmo assim é rejeitado.
Entre os judeus de seus dias, Jesus já havia feito muitos sinais, mas o coração incrédulo sempre encontrará uma razão para sua descrença. Se nos bastasse o governo da Razão, as Cinco Vias de Aquino há muito teria convertido o mundo. É preciso aquele toque sobrenatural na alma, que produz o verdadeiro conhecimento e fé. É um dom divino.
Todos podemos aprender aqui. São Mateus (Mateus 12,38-42) nos convida a uma experiência cristã em a tentação dos sinais. Não que os sinais inexistam - existem e aos montes! Mas, viver por eles é ignorar o que Deus já nos fez: a começar pela fé, o arrependimento, a conversão, aquela chama que queima na alma e, clara, os próprios sinais dados por meio da Criação (não apenas a própria contingência da existência em si, mas a própria realidade do amor, da fraternidade, de um abraço, de uma esmola desinteressada... )
Penso que a liturgia de hoje nos chama a uma experiencia de fé na vida cotidiana, comum, às vezes até monótona e chata. Cotidiano que, não raramente, é bem assustador e inseguro. Dia a dia que, a menos que a gente busque a contemplação, nos oculta todo e qualquer sinal da presença do Eterno. Afinal, para aqueles que a religião depende do "ver para crer", a vida pode até ser espetacular vez ou outra, mas é, no fundo, vazia e efêmera.
Deus abençoe sua semana em Cristo. Amém.