Igbá Asè Odé Omim - Asè São Francisco.

Igbá Asè Odé Omim - Asè São Francisco. Para quem visita um terreiro de candomblé e muito importante saber que em um templo e sagrado.

O candomblé não tem uma ‘escritura’, não existe um livro litúrgico para esta religião e, assim sendo, toda a informação sobre as tarefas, orações, ritmos e rituais são aprendidos através da oralidade, toda informação é transmitida através da palavra de geração para geração, tudo é ensinado pelos mais velhos e a obediência à hierarquia é o alicerce fundamental para a sustentação de um templo.

O Candomblé não é comércio de milagres, hoje em dia, muitas pessoas procuram o Santo como quem procura uma solução imedi...
01/06/2026

O Candomblé não é comércio de milagres, hoje em dia, muitas pessoas procuram o Santo como quem procura uma solução imediata para os problemas da vida.

Faz-se Santo por doença, por desemprego, por desilusão amorosa, por falta de dinheiro, por caminhos fechados, como se a iniciação fosse uma porta mágica capaz de transformar a vida de alguém da noite para o dia.

Mas é preciso dizer a verdade dentro do terreiro: Candomblé não é fábrica de milagres.

Orixá não é moeda de troca, axé não é comércio, iniciação não é garantia de riqueza, casamento, prosperidade instantânea ou ausência de sofrimento.

Fazer Santo é compromisso.
É renascimento espiritual.
É disciplina.
É entrega.
É transformação interna.

Quem entra para o Candomblé achando que todos os problemas desaparecerão apenas porque raspou a cabeça ou recebeu um Oríṣá, cedo ou tarde se decepciona.

Porque a religião não veio para substituir nossas responsabilidades na vida material. Orixá abre caminhos, fortalece, sustenta, orienta, dá equilíbrio e proteção, mas quem caminha somos nós.

O Candomblé é fortaleza para suportar as batalhas da vida, não fuga delas.

Existe uma diferença muito grande entre fé e ilusão.

Muitos falsos sacerdotes se aproveitam da dor, do desespero e da esperança das pessoas para vender promessas impossíveis.

Alimentam fantasias, criam dependência espiritual e transformam o sagrado em ferramenta de manipulação financeira.

Isso não é Axé.
Isso não é tradição.
Isso não é fundamento.

O verdadeiro terreiro ensina paciência, caráter, respeito, ancestralidade e evolução espiritual, ensina que nem toda demanda se resolve no ebó, porque existem processos da vida que exigem mudança de postura, amadurecimento, responsabilidade e tempo.

Nem todo sofrimento é feitiço.
Nem toda dificuldade é cobrança espiritual.
Nem toda derrota se resolve no jogo ou no sacrifício.

Às vezes, o que falta é consciência, direção e verdade.

Precisamos alertar nosso povo sobre a charlatanice que cresce dentro da religião, precisamos preservar o sagrado daqueles que usam o nome dos Orixás para enriquecer às custas da ingenuidade alheia.

Orixá não escraviza.
Orixá não vende medo.
Orixá não negocia milagres.

Quem tem fundamento orienta.
Quem tem Axé acolhe.
Quem tem verdade não precisa enganar ninguém.

O Candomblé é caminho de equilíbrio entre o Aiyê e o Orun, entre a matéria e o espírito.

E todo caminho verdadeiro exige responsabilidade, consciência e compromisso com o próprio destino.

“Quem promete milagres em nome do Orixá vende ilusão, quem ensina responsabilidade entrega verdadeiro Axé.”
André

Babalorixá Johnny de Freitas

ODE ISAMBO foi o caçador que iniciou a pratica de domesticar os zebus (Bos primigenius indicus). Embora seu povo vivesse...
31/05/2026

ODE ISAMBO foi o caçador que iniciou a pratica de domesticar os zebus (Bos primigenius indicus).

Embora seu povo vivesse da agropecuária e da agricultura, a maior parte das tradições e hábitos giravam em torno do rebanho bovino.

Oba Aganju próximo ao final de seu reinado travou guerra com Onisambo por recusar-lhe a mão de sua filha Iyayun.

Nessa guerra foram aprisionados e mortos mais três chefes aliados de Onisambo, a saber: Onitede, Onimeri e Alagbòna e suas cidades totalmente destruídas.

Mas uma maldição não tardou a cair sobre o Reino de Oba Aganju quando esse foi ofuscado por um grande problema familiar que se transformou em tragédia.

Lubegò seu único filho foi descoberto tendo relações ilícitas com sua amada Iyayun, por conta disso, Oba Aganju sentenciou seu próprio filho a morte e muitos daqueles que detinham o conhecimento do “amor proibido” perderam suas vidas, por não os delatarem ao Rei.

Após a morte de Onisambo o seu povo tornasse nômade e quando um dos membros da comunidade viesse a falecer.

Após as cerimônias fúnebres, todos os demais raspavam suas cabeças, esse Clã não enterrava seus mortos em covas e sim os sepultavam em cavernas ou aberturas naturais na terra.

Quando antigos escravos vieram ao Novo Mundo trouxeram uma parte do culto desse ancestral divinizado e que o conhecimento de seus ritos, estão restritos a um pequeno grupo de pessoas.

Trata-se de um Ode raríssimo de se encontrar e cultuar, o que mais diferencia seus assentamentos é o fato que sobre ele está uma casinha de João de Barro que mais se assemelha a uma pequenina caverna ou gruta e que tem uma característica peculiar na entrada em forma de uma fenda na terra.

Acima podemos perfeitamente compreender o porquê Sua relação com o curral, o esterco de boi, a casinha de João de Barro e oferecer boi a esse Ode.

Aquele que tem ligação com omolu e que foi enterrado até a cabeça e não morreu, veste palha da costa e recebe oferendas com cabeça de boi.

Esta é a única qualidade de Odé que aceita cabeças, muito desconfiado, bugre, chegando a ser imponente e por demais exigente e cheio de kizilas.

Suas vestes são de tecidos rústicos e com muito colorido forte e ornamentado com muita palha da costa.

Os seus ebós tomam quase sempre o caminho de mato fechado.

Babalorixá Johnny de Freitas

Amarula é um famoso licor cremoso produzido na África do Sul, feito a partir da destilação do fruto da árvore maruleira ...
31/05/2026

Amarula é um famoso licor cremoso produzido na África do Sul, feito a partir da destilação do fruto da árvore maruleira e misturado com creme de leite fresco.

Ela possui 17% de teor alcoólico, com um sabor adocicado com notas de chocolate, caramelo e baunilha, e é ideal para beber puro, com gelo ou em drinks.

A Fruta: Amarula cresce de forma selvagem na África Subsaariana e é conhecida por ser muito apreciada por elefantes.

Eu trago a receita desta delícia: Licor Caseiro de Amarula.

👉 Ingredientes:
02 colheres de sopa de chocolate em pó ou achocolatado.
02 colheres de sopa de leite em pó.
02 caixinhas de creme de leite (200g).
01 lata de leite condensado (395g).
01 colher de sobremesa de essência de baunilha ou essência de Amarula.
300 ml de conhaque dreher para dar o teor alcoólico.

👉 Modo de Preparo:
1. Coloque todos os ingredientes acima no liquidif**ador
2. Bata bem até que a mistura fique homogênea e cremosa.
3. Transfira para uma garrafa de vidro com tampa bem fechada.

👉 Obs: depois dele pronto coloque 02 colher de ovomaltine bem cheia, não bata no liquidif**ador, somente misture ou agite bem.

4. Leve à geladeira por pelo menos 04 horas antes de servir, para f**ar bem geladinho.
5. Sirva em copos pequenos, puro ou com gelo.

👉 Dica importante: Esse licor pode ser armazenado na geladeira por até 15 dias, quanto mais gelado, mais saboroso e cremoso ele f**a!
RECEITA DE:Babalorixá Johnny de Freitas

O QUE É O PÓ DE PEMBA?"Uma das ferramentas espirituais mais antigas e poderosas das tradições africanas."A pemba é um gi...
29/05/2026

O QUE É O PÓ DE PEMBA?
"Uma das ferramentas espirituais mais antigas e poderosas das tradições africanas."

A pemba é um giz sagrado feito de carbonato de cálcio o mesmo mineral dos ossos e da terra.

Usada na Umbanda, Candomblé e na Quimbanda para riscar pontos, consagrar, proteger e comunicar com as entidades.

O pó de pemba é a pemba triturada, mais fácil de usar no dia a dia.

PARA QUE SERVE O PÓ DE PEMBA?
Proteção - Cria barreiras energéticas em portas e janelas

Limpeza - Remove energias pesadas de ambientes

Consagração - Carrega objetos com intenção e força espiritual

Comunicação - Abre canais com guias e entidades protetoras

Atração - Dependendo da cor usada atrai amor, dinheiro ou sorte

AS CORES E SEUS PODERES:
Branca - Proteção, limpeza, paz e conexão espiritual

Vermelha - Amor, paixão, força e coragem

Amarela - Dinheiro, prosperidade e abertura de caminhos

Preta - Banimento, proteção pesada e afastar inimigos

Azul - Cura, saúde e tranquilidade

Verde - Abundância, crescimento e equilíbrio

COMO USAR NO DIA A DIA, Para proteger a casa:
Faça uma linha de pó de pemba branca na soleira da porta de entrada, nenhuma energia ruim consegue atravessar.

Para atrair dinheiro:
Coloque pó de pemba amarela embaixo do tapete da entrada ou na carteira dentro de um papel dobrado.

Para limpar um ambiente pesado:
Misture pó de pemba branca com sal grosso e espalhe pelos cantos da casa, deixe por 24 horas e varra para fora.

Para consagrar um objeto:
Passe o pó de pemba na cor correspondente sobre o objeto dizendo sua intenção em voz alta.

ONDE ENCONTRAR
Em casas de artigos religiosos.

Também é possível triturar uma pemba comum num pilão até virar pó fino e etc...
Babalorixá Johnny de Freitas

Logun Edé (O Príncipe da Floresta e do Rio): É um orixá de uma beleza deslumbrante, profundamente enigmática e dono de u...
28/05/2026

Logun Edé (O Príncipe da Floresta e do Rio): É um orixá de uma beleza deslumbrante, profundamente enigmática e dono de uma dualidade andrógina extremamente reverenciada.

Na história sagrada, Logun Edé é o filho amado do orixá Oshún e do caçador Erinlé (ou Oshosi).

O dogma litúrgico aponta que herdou os poderes absolutos de ambos os mundos: vive seis meses na água doce dos rios compartilhando a magia e a feminilidade de sua mãe e seis meses na espessura do monte escuro empunhando o arco e a flecha como um homem caçador.

É o príncipe do magnetismo, riqueza e astúcia.

Sua base é extremamente cuidadosa, adornada com cores azuis, amarelos e verdes, combinando atributos de pesca, caça e espelhos.

Este orixá é implorado para resolver crises profundas de identidade, para dominar a arte da sedução e da diplomacia e para atrair uma fortuna imensa que combine o ouro do rio com o alimento da caça.

Essência e Dualidade O Encanto dos Opostos: Logun une a sensibilidade (Oxum) com a precisão e a coragem (Oxóssi).

A Guarda Dividida: A lenda conta que ele passa 6 meses no rio com a mãe (pescando) e 6 meses na floresta com o pai (caçando).

Símbolos e Ferramentas (Arco e Flecha): Representa a precisão e o sustento da caça, (Espelho): Reflete a vaidade, a beleza e os mistérios de sua mãe.

Cavalo-Marinho: Seu símbolo sagrado ligado ao reino aquático e à dualidade.

Cores e Saudações Cores: Amarelo-ouro, azul-turquesa e, na Umbanda, também transitam por tons claros.

Dia da Semana: Quinta-feira.

Saudação: Logun Àkò! ou Loci Loci Logun!

Os Filhos de Logun Edé, são pessoas sob a regência deste orixá que costumam ser reconhecidas pela sua vaidade, adoram limpeza, dotado de uma inteligência, tem um charme e extrema generosidade, além de um porte altivo.

Eles transitam com facilidade entre a razão e a emoção, e carregam grande talento para as artes e o comércio.

Logun edé tem como símbolos o Cavalo Marinho (animal cujo macho transporta os embriões em sua barriga), que ganhara de sua avó Iemanjá, o Pavão o qual se transmuta assim como sua mãe Oxum, o Lírio, a flor de forte odor que Oya (Ynhasa) o encontrou envolvido quando Oxum o abandonou e etc...

Babalorixá Johnny de Freitas

Yemayá Okuté (ou Okuté Odofe Iyalode): É uma faceta da deusa do mar de uma fereza indescritível e um profundo misticismo...
28/05/2026

Yemayá Okuté (ou Okuté Odofe Iyalode): É uma faceta da deusa do mar de uma fereza indescritível e um profundo misticismo ligado à terra.

Ao contrário das Yemayás que habitam na imensidão do oceano azul, Okuté é a capitã das águas geladas, do gelo e, surpreendentemente, da manígua (o monte tupido).

Trabalhe em uma aliança de sangue inabalável com Ogggún (o ferreiro) e Osain (o dono das ervas), sendo uma feiticeira e herbalária consumada.

Possui um tabu, (ewo) absoluto que nenhum sacerdote pode violar: Yemayá Okuté nunca pode ser oferecido pato, porque lhe é uma aberração.

É de caráter irritante, rancoroso e combate com facadas e facas.

Esta imponente divindade é implorada para executar bruxaria verde ofensiva, para congelar e paralisar ataques de poderosos adversários e para erguer uma muralha de guerra impenetrável ao redor do lar.

Características Principais Sincretismo e Companheiros: É considerada esposa de Ogum (o orixá do ferro e da guerra), recebendo oferendas e oferendas conjuntas.

Personalidade: É uma guerreira indomável, severa, trabalhadora e de gênio forte.

Quando vai à batalha, carrega dois facões e todas as ferramentas de Ogum na cintura.

Cores: Suas contas e paramentos utilizam o azul celeste, o azul-escuro e um tom de rosa-forte.

Proibição: Possui aversão a cachorros, e seus devotos não devem manter esses animais dentro de casa.

O Culto e Oferendas O trânsito entre as águas doces e salgadas faz com que ela também seja encontrada nos rios e até mesmo nas montanhas, sempre próxima de onde seu companheiro ferreiro está.

Na tradição, seus rituais podem envolver sacrifícios e oferendas compartilhadas diretamente com Ogum e etc...

Babalorixá Johnny de Freitas

Yemayá Ashabá (ou Ayabá): É um dos caminhos mais antigos, soberbos e perigosos da deusa do mar. Nos tratados sagrados, A...
28/05/2026

Yemayá Ashabá (ou Ayabá): É um dos caminhos mais antigos, soberbos e perigosos da deusa do mar.

Nos tratados sagrados, Ashabá é a capitã Yemayá, a grande feiticeira das águas e a que dita o destino dos seres humanos a partir do seu trono marinho.

Os patakis descrevem-na com um temperamento tão feroz e destrutivo que Olokun, para impedir que inundasse a terra nos seus arranques de fúria, colocou uma pesada corrente de prata no tornozelo direito.

Devido ao seu imenso orgulho, o dogma litúrgico aponta que Ashabá nunca ouve os pedidos de frente; seus devotos devem implorar-lhe virando as costas ao seu fundamento.

Características Principais Personalidade: Altiva, voluntariosa e extremamente perigosa quando desafiada.

Costuma virar-se de costas ou de perfil quando está escutando alguém por quem não tem respeito.

Aparência: Costuma ser representada usando uma corrente de prata no tornozelo e uma coroa finalizada por um barco com âncora.

Mitologia: A tradição conta que ela foi esposa de Orunmilá.

Durante uma ausência dele, usou os búzios e instrumentos de adivinhação.

Ao descobrir, Orunmilá a expulsou.

Cores e Ofertas: Suas contas são geralmente associadas ao azul, verde e branco.

Recebe oferendas que incluem patos e galos brancos, sempre depositados na beira do mar, pontes ou píeres.

Arquétipo de Filhos Postura: Pessoas de Ashabá são muito persuasivas, têm excelente intuição e são extremamente protetoras com os seus.

Desafios: Assim como a própria divindade, podem demonstrar teimosia, dificuldade em aceitar opiniões contrárias e tendência a guardar ressentimentos se traídas.

Seu receptáculo exige âncoras, correntes de prata e atributos de comando.

Você é implorado para obter uma autoridade inquestionável sobre grandes massas de pessoas, para que a sua feitiçaria destrua conspirações ocultas e para resolver conflitos onde a lei e a honra estão em jogo e etc...
Babalorixá Johnny de Freitas

LoAjé Shalugá (ela e uma divindade da Riqueza Ingotável e da Abundância).Ela é uma divindade primordial de imenso poder,...
28/05/2026

LoAjé Shalugá (ela e uma divindade da Riqueza Ingotável e da Abundância).

Ela é uma divindade primordial de imenso poder, caprichosa e profundamente misteriosa, venerada por todos como a encarnação absoluta do dinheiro, da abundância e da prosperidade material.

Na teologia antiga, Ajé Shalugá é o dono do Caurí (o caracol), que foi a primeira moeda de troca no mundo ioruba.

Está intimamente ligado ao oceano e aos mistérios da mãe Yemayá e Olokun.

A liturgia descreve-o como um espírito imprevisível: muitas vezes abençoa com imensas fortunas aqueles que não as procuram, enquanto ignora aqueles que suplicam com ganância.

Seu fundamento é extremamente cuidadoso, adornado com grandes quantidades de caracóis, moedas de prata, conchas nacar e elementos marinhos, e nunca assenta diretamente na cabeça.

Ajé Shalugá é implorado, com profunda humildade, para assentar impérios financeiros, repelir a miséria e a estagnação, e suplicar-lhe que a sua maré de riqueza inunde a casa do crente de forma estável e duradoura.

Seu dia de culto é o sábado, que é um bom dia para comercialização, ela aceita como oferenda, àkàsà com moedas.

No jogo de búzios por Odù, Ajé Ṣàlúgà está ligada ao Odù Ọ̀sá, que no lado positivo indica elevação espiritual e prosperidade em negócios.

Os principais cuidados e fundamentos incluem:

Sua Essência: Requer rituais frequentemente alinhados aos de Oxalá, por ser uma divindade ligada à paz e à pureza.

Seu assentamento é muito reservado e seu culto busca a alegria e o bem-estar.

Oferendas Comuns: Ela aprecia agrados como arroz cru misturado com mel e farinha perfumada.

Postura de Vida: Ajé abomina o desperdício, a avareza e a ingratidão.

A verdadeira "primeira oferenda" para ela é a sua atitude de servir com entusiasmo e o amor ao trabalho.

Saudação: "Ajé Ògúgúlúsò!" (que signif**a: “Ajê, Senhora da morada da sorte e das realizações do homem, eu a saldo!”) E etc...
Babalorixá Johnny de Freitas

É PERMITIDO CRIANÇAS NA CORRENTE DA UMBANDA / CANDOMBLÉ.❓Vamos entender, pois é um tema de grande responsabilidade.Sim, ...
28/05/2026

É PERMITIDO CRIANÇAS NA CORRENTE DA UMBANDA / CANDOMBLÉ.❓

Vamos entender, pois é um tema de grande responsabilidade.

Sim, é permitido e muito comum que crianças frequentem os terreiros no entanto, a participação na corrente mediúnica ativa (incorporação) varia de acordo com o terreiro.

Sendo mais comum apenas a partir da adolescência, após os 12 anos de idade, com o consentimento dos pais e lógico.

Abaixo estão os detalhes de como as crianças interagem com a religião:

• Frequência e Assistência:
Crianças podem e devem frequentar as giras para tomar passes, receber orientações e a bênção dos guias espirituais.

Porém, sempre acompanhadas por pais ou responsáveis legais.

• Umbanda Mirim:
Muitos terreiros possuem projetos específicos, chamados de "Umbanda Mirim", este projeto é muito bom.

E os que não possuem, trabalham e desenvolvem essas crianças de forma lúdica e pedagógica, afim de prepará-las, elas só estão aptatas a partir dos 13 anos de idade.

Nesses grupos, os pequenos aprendem os rituais, cantam pontos, aprendem o respeito aos orixás e a doutrina através de atividades lúdicas.

Sem a exigência de incorporar entidades.

Pois não estão prontos e a incorporação só começará ser trabalhada a partir dos 13 ou 15 anos de idade.

• Mediunidade na Infância:
Crianças que nascem com a mediunidade aflorada (médiuns de berço)...

Recebem acompanhamento, mas o desenvolvimento prático para a incorporação costuma ser evitado na infância e não deve ser permitido ou acontecer.

A prioridade é preservar o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

Promover o amadurecimento físico e intelectual, e o completo amadurecimento e a formação energética da glândula pineal.

• Autorização Legal:
Por questões de segurança e liberdade religiosa, qualquer menor de idade precisa da autorização formal dos pais para participar ativamente das atividades.

Para entender melhor como essa dinâmica funciona na sua região, é recomendado visitar um terreiro local.

Tomar um passe e conversar diretamente com o sacerdote (pai ou mãe de santo) da casa para conhecer as regras internas.
Babalorixá Johnny de Freitas

Escrava Anastácia, está história de uma princesa de Bantu (a sua história) versão extraída do livro “Anastácia  escrava ...
28/05/2026

Escrava Anastácia, está história de uma princesa de Bantu (a sua história) versão extraída do livro “Anastácia escrava e mártir negra”, de António Alves Teixeira (neto) da editora Eco.

Descoberto que foi o Brasil, em 1500 vieram logo os primeiros colonizadores e os primeiros governantes, necessário se fazia, desde então, o desenvolvimento da terra, especialmente a lavoura.

Daí o terem vindo os célebres Navios Negreiros aprisionando os pobres negros africanos, para aqui serem entregues como escravos e vendidos.

Eram os infelizes negros oriundos da Guine, Congo e Angola.

Entre eles veio Anastácia, uma princesa de Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionómicos e a sua juventude.

Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais, olhos azuis onde se notava sempre uma lágrima a rolar silenciosa.

Pelos seus dotes físicos, presume-se tenha sido aia de uma família nobre que ao regressar a Portugal, a teria vendido a um rico senhor de Engenho.

Pelo seu novo dono, foi levada para uma fazenda perto da Corte, onde sua vida sofreu uma brutal transformação.

Cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, foi amada e respeitada por seus irmãos na dor, escravos como ela própria, bem como pelos velhos que nela sempre encontraram a conselheira amiga e alguém que tinha “poderes” de cura para os males da alma e corpo.

Estóica, serena, submissa aos algozes até morrer, sempre viveu ela.

Chamavam-na Anastácia pois não tinha documentos de identif**ação, por ela deixados na pátria distante.

Trabalhava durante o dia na lavoura, certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar.

Foi vista pelo malvado do feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca.

Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma gargantilha de ferro sem consultar o esposo.

Coisas do destino o filho do fazendeiro cai doente sem que ninguém consiga curar, em desespero recorrem a escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos.

Não resistindo por muito tempo a tortura que lhe fora imposta tão selvaticamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.

O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe permitiu o velório na capelinha da fazenda.

Seu senhor, também levado pelo remorso, providenciou-lhe um enterro como escrava liberta depois de morta.

Foi sepultada na Igreja construída pelos seus irmãos de dor e acompanhada por dezenas de escravos.

Rogai por nós Anastácia, proteja-nos, envolve-nos no teu Manto Sagrado de Graças e com teu olhar bondoso, firme, penetrante, afasta de nós as pragas, os males e os maldizentes deste mundo.
Babalorixá Johnny de Freitas

Endereço

Belford Roxo, RJ

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
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