Baba Sérgio de Ajunsum

Baba Sérgio de Ajunsum Uma forma de discutir o Candomblé sem ferir o awo e respeitando a diversidade de cada axé, de cada nação.

Esta página tem o objetivo de divulgar a cultura negra, o candomblé, através de textos e de vídeos. Muito difícil quando tentamos regatar algo da cultura desses povos, mesmo estando no Brasil, entramos numa livraria ou numa biblioteca e sempre temos a dificuldade de encontrar livros. Não adianta cruzarmos o braço e reclamar temos que fazer algo como a criação desta página e você? clique em curtir,

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Cinco horas da manhã de quarta-feira, dia regido por Xangô. Hora de todo zelador receber o sol com água, reza e vela.Xan...
27/03/2024

Cinco horas da manhã de quarta-feira, dia regido por Xangô. Hora de todo zelador receber o sol com água, reza e vela.

Xangô e a Justiça.

Na religião do Candomblé, que tem suas raízes nas tradições espirituais africanas, Xangô é um dos orixás mais importantes e reverenciados. Ele é o orixá da justiça, do trovão, do fogo e do raio. Xangô é frequentemente associado à justiça imparcial, à autoridade e ao equilíbrio. Ele é representado como um guerreiro robusto, muitas vezes vestindo roupas vermelhas e carregando um machado de dois gumes.

Para os seguidores do Candomblé, Xangô é visto como um protetor e um juiz divino. Acredita-se que ele é capaz de trazer justiça para aqueles que buscam sua ajuda, mas também pode trazer punição para aqueles que agem com injustiça ou desrespeito. Seus seguidores muitas vezes buscam sua orientação e proteção em questões legais, disputas e situações onde a justiça precisa ser restaurada.

Xangô e a Lendária Pedra do Raio.

Os devotos de Xangô muitas vezes o honram através de rituais e cerimônias específicas, que podem incluir danças, cantos, oferendas de alimentos e presentes. Esses rituais são realizados em templos dedicados a Xangô, onde seus seguidores se reúnem para expressar sua devoção e buscar sua intercessão nos assuntos relacionados à justiça e à equidade

Xangô é frequentemente associado à pedra do raio, que é conhecida como "pedra de Xangô" ou "pedra de raios". Esta pedra é uma variedade de mineral chamada sílex, que tem uma aparência opaca e cores que variam de cinza a marrom escuro. Acredita-se que esta pedra tenha uma ligação especial com Xangô devido à sua associação com o raio e o trovão, que são elementos frequentemente atribuídos a ele.

Na tradição do Candomblé e em outras religiões afro-brasileiras, a pedra do raio é considerada sagrada e é utilizada em rituais dedicados a Xangô. Ela é vista como um símbolo de poder, proteção e justiça. Muitos devotos de Xangô acreditam que a presença da pedra em seus rituais pode fortalecer sua conexão com o orixá e atrair sua influência positiva.

Além disso, a pedra do raio é frequentemente usada em práticas de adivinhação e proteção espiritual. Acredita-se que ela tenha o poder de afastar energias negativas e de trazer clareza mental para quem a possui.

Assim, a pedra do raio é um elemento importante dentro da cosmologia do Candomblé, pois está intimamente ligada à figura de Xangô e é vista como uma ferramenta poderosa para invocar sua presença e influência benéfica.

Oba Kao!
Créditos Babalorixá Sérgio de Ajunsun,

Sábado, dia regido por todas Yabas.Iemanjá, Odo Iya, a Mãe dos Rios.Iemanjá é uma das divindades mais importantes e popu...
09/03/2024

Sábado, dia regido por todas Yabas.

Iemanjá, Odo Iya, a Mãe dos Rios.

Iemanjá é uma das divindades mais importantes e populares no Candomblé e em outras religiões de matriz africana. Ela é frequentemente associada à água, em particular ao mar, sendo reverenciada como a mãe das águas, dos oceanos e dos rios.

Na mitologia Yoruba, Iemanjá é considerada uma das esposas de Oxalá e uma das mães dos orixás. Ela é vista como uma figura materna, protetora e amorosa, que zela pela fertilidade, pela maternidade e pela vida familiar. Iemanjá também é associada à emoção e à intuição, sendo muitas vezes invocada em momentos de necessidade emocional e espiritual.

Dentro do Candomblé, Iemanjá é frequentemente invocada para trazer proteção, cura e bênçãos para seus devotos, especialmente em relação à saúde, à fertilidade e à harmonia familiar. Ela é celebrada em festas e cerimônias especiais, onde os seguidores oferecem presentes, cantam e dançam em sua honra.

A associação de Iemanjá com os rios é uma manifestação de sua conexão com as águas em geral. Ela é vista como a mãe de todos os corpos d'água, incluindo os rios, os lagos e os mares. Os rios são considerados fontes de vida e fertilidade, e Iemanjá é reverenciada como a protetora e guardiã desses recursos naturais vitais.

Assim, a imagem de Iemanjá como mãe dos rios reflete sua importância como uma divindade associada à água e sua influência na vida e na prosperidade das comunidades que dependem desses recursos naturais para sobreviver.

Terça-feira, dia regido por Ogum, o Senhor das batalhas e o abridor de caminhos.Na visão dos cultos africanos, Ogum é um...
05/03/2024

Terça-feira, dia regido por Ogum, o Senhor das batalhas e o abridor de caminhos.

Na visão dos cultos africanos, Ogum é uma divindade da mitologia yorubá, originária da região que hoje corresponde à Nigéria e a algumas partes da África Ocidental. Ele é considerado um dos Orixás mais importantes e influentes dentro dessa tradição religiosa. Em seu aspecto guerreiro, Ogum representa coragem, força, determinação e habilidade na batalha. Além disso, ele é associado à metalurgia, à tecnologia, à agricultura e à proteção das comunidades.

Dentro do Candomblé, uma religião afro-brasileira que preserva e adapta as tradições dos cultos africanos, Ogum é amplamente reverenciado. Ele é frequentemente cultuado como um dos Orixás mais populares e poderosos, sendo invocado para abrir caminhos, proteger seus seguidores e auxiliar nas batalhas da vida. No Candomblé, cada Orixá possui características específicas, correspondendo a um aspecto da natureza humana e do cosmos. Ogum é saudado como o Senhor da Guerra e do Ferro, e suas qualidades são celebradas em rituais, festivais e cerimônias religiosas.

Dentro do contexto do Candomblé, Ogum é associado a certos elementos, como a cor azul e o ferro. Ele tem suas próprias cores, cantigas, oferendas e rituais dedicados a ele. Os seguidores de Ogum buscam sua proteção e orientação através de práticas religiosas que incluem oferendas de alimentos, bebidas e objetos simbólicos em seu altar, bem como danças, cânticos e rezas específicas para honrá-lo e invocar sua presença. Em muitos terreiros de Candomblé, Ogum é celebrado em festas específicas, onde seus devotos se reúnem para expressar sua devoção e gratidão.

Qual o melhor tecido para fazer baiana de candomblé?Para confeccionar uma baiana de candomblé, é importante escolher tec...
27/02/2024

Qual o melhor tecido para fazer baiana de candomblé?

Para confeccionar uma baiana de candomblé, é importante escolher tecidos que sejam apropriados para a tradição e que proporcionem conforto durante os rituais. Aqui estão algumas opções comuns de tecidos:

Tricoline: Este tecido de algodão é leve, respirável e fácil de trabalhar. É uma escolha popular para roupas religiosas, incluindo baianas de candomblé.
Sarja: A sarja é um tecido resistente e durável, com uma textura suave. É adequada para saias e blusas de baianas.
Viscose: A viscose é um tecido semelhante à seda, macio e fluido. Ele proporciona um caimento elegante e é ótimo para saias longas e vestidos.
Evite usar malha, pois ela pode escorregar da cabeça durante os rituais. Lembre-se de que a qualidade da costura e dos detalhes é tão importante quanto a escolha do tecido. Se você está encomendando uma baiana, certifique-se de conversar diretamente com o(a) artesão(ã) para garantir que suas preferências sejam atendidas.

O tricoline tem uma história fascinante! Vamos voltar no tempo para descobrir como esse tecido versátil e popular surgiu:

Por volta de 1930, o mundo estava passando por tempos conturbados. A Primeira Guerra Mundial havia terminado há pouco mais de uma década, e uma grande recessão econômica afetava muitos países. Nesse cenário, a empresa britânica “Withworth and Mitchell” estava em busca de uma alternativa à seda natural. Eles desejavam criar um tecido artificial de alta qualidade e baixo custo, uma vez que a seda natural se tornara inacessível para muitos consumidores e fabricantes.

Segunda-feira, dia regido pelo orixá/vodun/santo Omolu, o orixá da cura, do renascimento e da condução.A Origem de Omolu...
26/02/2024

Segunda-feira, dia regido pelo orixá/vodun/santo Omolu, o orixá da cura, do renascimento e da condução.

A Origem de Omolu.

A origem de Omolu é um tema envolto em mitos e lendas das tradições africanas, especialmente do povo Yorubá, da região que hoje é a Nigéria. De acordo com essas tradições, Omolu é considerado um dos principais orixás, sendo associado à terra, à cura e à vida após a morte.

Uma das narrativas mais conhecidas sobre a origem de Omolu conta que ele foi inicialmente rejeitado pelos outros deuses e orixás por causa de sua aparência. Diz-se que ele nasceu com o corpo coberto de chagas e feridas, o que o tornava repulsivo aos olhos dos demais. Por essa razão, ele foi isolado e abandonado pelos outros orixás.

No entanto, apesar de sua aparência exterior, Omolu possuía poderes especiais de cura e proteção contra doenças. Ele utilizava esses poderes para ajudar os necessitados e os enfermos, tornando-se conhecido como um grande curandeiro.

Com o tempo, os outros orixás reconheceram o valor e a importância de Omolu, aceitando-o como um igual e honrando-o por suas habilidades de cura. Assim, ele se tornou uma divindade respeitada e reverenciada, especialmente nas tradições religiosas que se desenvolveram a partir do povo Yorubá, como o Candomblé e a Umbanda.

Essas narrativas mitológicas são fundamentais para compreender a veneração e a devoção a Omolu nas religiões afro-brasileiras, onde ele é reconhecido como um poderoso orixá da cura e da proteção contra doenças.

O Resguardo do Povo de Candomblé Nas Sextas-feiras.O resguardo das sextas-feiras no Candomblé é uma prática religiosa qu...
23/02/2024

O Resguardo do Povo de Candomblé Nas Sextas-feiras.

O resguardo das sextas-feiras no Candomblé é uma prática religiosa que envolve certas restrições e observâncias espirituais durante esse dia da semana. No Candomblé e em outras religiões afro-brasileiras, as sextas-feiras são consideradas um momento especial para honrar e cultuar os orixás.

Durante o resguardo das sextas-feiras, os praticantes do Candomblé podem seguir algumas práticas específicas, que podem incluir:

Vestimenta branca: Usar roupas brancas é uma prática comum para demonstrar respeito e reverência aos orixás durante o resguardo.

Alimentação: Muitas vezes, durante o resguardo das sextas-feiras, os praticantes evitam o consumo de certos alimentos, como carne vermelha, álcool ou outros itens que possam ser considerados impuros ou inadequados para o momento de culto.

Oferendas: Durante as sextas-feiras, é comum fazer oferendas aos orixás, que podem incluir alimentos, bebidas, velas, ervas, entre outros itens, como parte das práticas religiosas de culto e devoção.

Orações e rituais: Os praticantes podem realizar orações, cânticos e rituais específicos dedicados aos orixás durante o resguardo das sextas-feiras, buscando fortalecer sua conexão espiritual com essas divindades.

É importante ressaltar que as práticas e observâncias durante o resguardo das sextas-feiras podem variar de acordo com a tradição específica do Candomblé, o terreiro ou casa religiosa, e até mesmo as preferências individuais dos praticantes. Essas práticas têm como objetivo principal fortalecer os laços espirituais com os orixás e promover a harmonia e o equilíbrio espiritual na vida dos fiéis.
Sérgio de Ajunsun

Sextou! Epa, Baba.Na mitologia iorubá, Oxalá é considerado um dos principais orixás e é muitas vezes visto como o criado...
23/02/2024

Sextou! Epa, Baba.
Na mitologia iorubá, Oxalá é considerado um dos principais orixás e é muitas vezes visto como o criador do mundo e da humanidade. Sua origem está profundamente enraizada nas tradições religiosas dos povos iorubás da África Ocidental, especialmente na região que hoje é conhecida como Nigéria.

Segundo as lendas iorubás, Oxalá foi enviado pelo Olorum (ou Olodumaré, o Deus Supremo) para criar a Terra e moldar os primeiros seres humanos a partir do barro. Ele é considerado o orixá da criação, da paz e da harmonia.

Oxalá também é associado à sabedoria e ao senso de justiça. Em muitas histórias, ele é retratado como um líder benevolente e sábio que busca trazer equilíbrio e ordem ao mundo. No entanto, também é retratado como um orixá que enfrenta desafios e adversidades, mostrando que mesmo os deuses têm suas próprias lutas e jornadas.

Com o tráfico transatlântico de escravos, as crenças e práticas religiosas dos povos iorubás foram levadas para as Américas, onde se desenvolveram em diferentes formas, como o Candomblé no Brasil, onde Oxalá é amplamente reverenciado como um orixá supremo. Assim, a origem de Oxalá está profundamente enraizada na rica tradição religiosa e mitológica dos povos iorubás da África Ocidental.

Terça-feira, dia regido pelo orixá Ogum, O Senhor que abre caminhos.Ogum é uma divindade venerada em várias religiões de...
20/02/2024

Terça-feira, dia regido pelo orixá Ogum, O Senhor que abre caminhos.
Ogum é uma divindade venerada em várias religiões de origem africana, como a Umbanda e o Candomblé. Ele é um dos Orixás mais importantes e é frequentemente associado à guerra, coragem, proteção e trabalho. Ogum é muitas vezes representado como um guerreiro com armadura e armas, simbolizando sua força e determinação.

Sua lenda é rica e variada, com diferentes versões em diferentes tradições. Uma das histórias mais conhecidas sobre Ogum é a lenda de sua batalha com Exu, outro Orixá, que resultou na criação da estrada. Segundo a lenda, Ogum e Exu travaram uma grande disputa, e para acabar com a briga, Oxalá, o grande pai dos Orixás, ordenou que Ogum abrisse caminho através das matas. Assim, Ogum usou sua espada para abrir passagem pela vegetação densa, criando estradas e caminhos que facilitaram a comunicação entre os povos.

Outras lendas sobre Ogum narram sua bravura em batalhas contra inimigos que ameaçavam sua comunidade, seu papel como protetor dos viajantes e seu domínio sobre o ferro, um elemento crucial na fabricação de armas e ferramentas.

Que essa terça-feira seja definitiva para trilharmos ou começarmos a trilhar em nossas escolhas com sucesso, que Pai Ogum nos livre de coisas e pessoas que nos impeça.
Ogunheee!

Terça-feira, dia regido por Ogum, o orixá ferreiro, da luta/guerra e do abre caminhos.Irê, a cidade de Ogun, é um lugar ...
20/02/2024

Terça-feira, dia regido por Ogum, o orixá ferreiro, da luta/guerra e do abre caminhos.

Irê, a cidade de Ogun, é um lugar de grande significado na mitologia iorubá. Localizada a 22 km a nordeste de Ado, a capital de Ekiti, Irê era um reino pequenino cercado por sete vilarejos. Sua fama se deve à conquista por Abalaju, o Kankofô (general) de Ifé, que, após colecionar vitórias em batalhas, foi intitulado “Ologun” (Senhor da Guerra) e posteriormente elevado ao status de Orixá Ogun.

A história conta que, após anos de combate longe de Irê, Ogun retornou ao reino e encontrou silêncio. Nenhum festejo, homenagem ou resposta às suas indagações. Furioso, Ogun decapitou todos à sua frente até descobrir que todos estavam em uma semana de contrição religiosa. Profundamente arrependido, Ogun enterrou sua espada no chão e desapareceu com um estrondo, tornando-se um Orixá. No local onde o rei de Irê enterrou sua espada, foi erguido um altar em sua homenagem, e esse monumento existe até hoje, fazendo de Irê o centro de adoração a Ogun, o Orixá das guerras, do ferro e da forja 12.

A cidade de Irê, situada em uma região arborizada, tem aproximadamente 460 metros de altitude e faz parte do grupo de reinos africanos de etnia nagô que utilizavam o idioma ioruba. Ogun, filho de Odudua, autorizou seus filhos a fundarem novos reinos, espalhando-se pela região. Assim, Irê se tornou um lugar sagrado para a adoração desse poderoso Orixá .

Foto: Templo de Ogum em Ilè Ifé.

Segunda-feira, dia regido por Omolu.Omolu o Médico dos ¨Pobres¨. Essa frase seria polêmica, se não fosse explicado o sig...
19/02/2024

Segunda-feira, dia regido por Omolu.

Omolu o Médico dos ¨Pobres¨. Essa frase seria polêmica, se não fosse explicado o significado ¨pobre¨, pobre de saúde, pobre de recursos, pobre de descobertas científicas.

Uma das lendas mais conhecidas sobre Omolu/Obaluaiê envolve sua própria jornada de cura e transformação. A história varia em detalhes de acordo com diferentes tradições e regiões, mas a essência permanece semelhante:

Conta-se que Omolu era um orixá jovem e bonito, filho de Nanã Buruku, a divindade das águas paradas e lodosas, e Obatalá, o grande criador. Um dia, Omolu decidiu visitar a Terra e caminhar entre os humanos. Porém, ao descer do Orun (mundo espiritual), foi recebido com repulsa e medo pelas pessoas devido à aparência terrível de seu corpo, coberto de chagas e feridas.

Após ser rejeitado e maltratado, Omolu sentiu-se profundamente entristecido e retornou ao Orun, onde buscou refúgio na casa de Orunmilá, o oráculo divino. Lá, ele pediu conselho sobre como poderia ser aceito entre os humanos e ajudar aqueles que sofriam.

Orunmilá instruiu Omolu a se cobrir completamente com panos brancos e a caminhar pela Terra, revelando apenas seus olhos. Dessa forma, as pessoas não seriam assustadas por sua aparência e ele poderia passar despercebido. Além disso, foi dito a Omolu que ele deveria criar um líquido mágico com ervas e segredos de cura, que poderia ser usado para tratar doenças e enfermidades.

Seguindo os conselhos de Orunmilá, Omolu retornou à Terra e começou a percorrer vilas e aldeias, oferecendo cura aos doentes e necessitados. Sua eficácia como curandeiro tornou-se lendária, e as pessoas passaram a venerá-lo como o grande médico dos pobres, aquele que trazia alívio para os aflitos.

Essa lenda não apenas explora a transformação de Omolu de uma figura rejeitada para um curandeiro reverenciado, mas também transmite a mensagem da importância da compaixão e da superação das adversidades para ajudar os outros.

Sexta-feira, dia regido por Oxalá, o orixá da cor branca.Os valores da Cor Branca Para a Crença no Candomblé.Na religião...
09/02/2024

Sexta-feira, dia regido por Oxalá, o orixá da cor branca.

Os valores da Cor Branca Para a Crença no Candomblé.

Na religião do Candomblé, a cor branca possui grande importância simbólica e ritualística. Ela é associada a diversas divindades, cerimônias e momentos específicos dentro da prática religiosa. Aqui estão algumas das principais maneiras pelas quais a cor branca é significativa no Candomblé:

Purificação e Paz: A cor branca é frequentemente utilizada em rituais de purificação, tanto para os praticantes quanto para os espaços sagrados. Ela simboliza a pureza, a paz e a limpeza espiritual necessárias para o contato com as divindades.

Ofertas aos Orixás: Durante as cerimônias e rituais, é comum oferecer alimentos, roupas e outros itens aos Orixás (divindades do Candomblé). Muitas vezes, essas ofertas são feitas em panos brancos, como símbolo de respeito e reverência aos Orixás.

Vestimenta dos Filhos e Filhas de Santo: Os praticantes do Candomblé, conhecidos como filhos e filhas de santo, frequentemente usam roupas brancas durante períodos específicos, como a iniciação religiosa ou outros rituais importantes. Essas vestimentas brancas representam a conexão com o sagrado e a pureza espiritual.

Comemorações e Festivais Religiosos: Durante festivais e celebrações religiosas, é comum que os participantes usem roupas brancas como parte da indumentária cerimonial. Isso não apenas demonstra unidade e respeito pela tradição, mas também reflete a importância da pureza e da espiritualidade durante esses eventos.

Axé e Energia Positiva: A cor branca é vista como portadora de axé, que é uma energia positiva e vital no Candomblé. Usar branco ou trabalhar com objetos brancos é uma forma de atrair e manter essa energia benéfica.

Luto e Homagem aos Ancestrais: Em algumas tradições do Candomblé, a cor branca também é associada ao luto e à homenagem aos ancestrais e aos mortos. Durante os rituais funerários ou em ocasiões específicas de lembrança dos que se foram, as roupas brancas podem ser usadas como forma de respeito e conexão espiritual com os entes queridos que partiram.

Esses são apenas alguns exemplos da importância da cor branca na crença do Candomblé. É importante observar que as práticas e significados podem variar entre as diferentes linhas e tradições dentro dessa religião, mas a cor branca geralmente é reconhecida como um símbolo de pureza, paz e conexão espiritual.

Quinta-feira, dia regido por oxossi.Oxossi Não aceita a Morte.Então qual seria o fato que explicasse? Durante anos debru...
01/02/2024

Quinta-feira, dia regido por oxossi.
Oxossi Não aceita a Morte.
Então qual seria o fato que explicasse? Durante anos debrucei-me sobre muitas iton, porém minha resposta ficou baseada na lógica.

Uma interpretação possível é que Oxossi, ao ser associado à caça e à floresta, simboliza a vitalidade, a renovação e a continuidade da vida. Ele é muitas vezes retratado como um orixá vigoroso e enérgico, capaz de explorar e proteger a natureza de maneira intrépida.

Na mitologia, Oxossi pode ser visto como um guardião da vida selvagem, alguém que está constantemente envolvido com o ciclo de vida e morte na natureza. A rejeição da morte por parte de Oxossi pode refletir a ideia de que, embora a morte seja uma parte inevitável da existência, a vida continua através da renovação constante da natureza.

Além disso, Oxóssi é muitas vezes considerado um orixá jovem e ágil, associado à vitalidade e à energia da juventude. A recusa à morte pode, portanto, simbolizar a resistência à ideia de decadência e envelhecimento.
Baba Sérgio de Ajunsun

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