Solano Dantas de Menezes, então capelão da Irmandade do Somo Sacramento do Rio na Av. Uma senhora, corretora, lhe apresentou um dia o lugar de Heliópolis, situado na Linha do Rio Douro, como ameno e bom para se passar férias. Solano veio ver, gostou, comprou, construiu sua casa de campo, mas suas férias viraram Missão. O povoado era abandonado sob todos os aspectos e ele decidiu agir. Em 1941 part
iu para a construção de uma Escola-Capela na rua Tapajós mobilizando seus paroquianos do Rio que sempre o ajudaram em todas as obras desenvolvidas por ele em Heliópolis. Em 1942 a Escola-Capela já funcionava e em 1943 realizava-se a 1a Comunhão. Em seguida a escola foi para o Orfanato, também fundado por ele, até construir a atual Escola São José inaugurada em 24.06.1951. Em quanto a nova Capela São Judas Tadeu foi inaugurada em 1949. Solicitados por Mons. Solano que continuava a trabalhar no Rio, passaram-se aqui na Capela de Heliópolis dois padres: Pe Antônio José Dias e Pe Luís Quattropani e de vez em quando Pe Arno, Pe José Best e Pe Francisco Sancho. Houve duas Missões com boa repercussão em 1952 e1958. Heliópolis pertenceu à Paróquia da Prata de 1946 até 1948; à Paróquia de N.S. da Conceição de 1948 até 1956; à Paróquia de S. Sebastião de 1956 até 1968. Em 1956 começa-se a construção da 1a Capela de São Jorge em Nova Aurora e em 1957 é inaugurada pelo Vigário de S. Sebastião, Pe Francisco Sancho. Em 1959 Heliópolis obtém da Cúria o 10 Registro de seus batizados. Sem dúvida Mons. Solano foi extremamente importante para a vida religiosa e social de Heliópolis: a 1a Escola, orfanato, posto médico, escola de artesanato, ajuda aos pobres através da Cáritas. A Comunidade era pequena mais viva com vários grupos: Apostolado da Oração, Legião de Maria, Cruzada Eucarística, Catequese, Grupo Jovem... Os leigos também foram valorizados e havia para eles espaço para uma participação ativa na Comunidade. HELIÓPOLIS TORNOU-SE PARÓQUIA EM 07 DE ABRIL DE 1968 com a chegada dos padres Ângelo Maritano e Matteo Vivalda, diocesanos da Itália. Solano tinha prometido ceder suas obras para a sede da Paróquia porque ele tinha comprado e construído sob o nome de Ação Católica Sagrado Coração de Jesus como entidade jurídica. Logo surgiram dificuldades entre os novos padres e Monsenhor sobretudo por via de leigos ligados ao Monsenhor, mas que não gozavam da confiança da Comunidade dos praticantes. Solano não fez a doação prometida e os padres de acordo com o bispo partiram a procura de terreno para construir a sede definitiva. Em 28 de outubro de 1968, dia do padroeiro, foram adquiridos três lotes de terra na rua Tabira com a ajuda do sr. Antônio Plínio, comerciante espírita do Rio que já outras vezes tinha auxiliado Monsenhor e o lar Escola. Em janeiro de 1969 deu-se início às obras com a construção, em estrutura metálica, de um conjunto que compreendia: igreja, salão, salas e casa paroquial. Os padres continuaram a morar no apartamento ao lado da Capela e a usar a Capela para as funções litúrgicas, enquanto a catequese e as reuniões aconteciam no Lar Escola que naquele tempo as Irmãs colocaram a disposição. Válida e providencial naquele tempo a colaboração do Professor Gastão de Oliveira Pereira, pastor presbiteriano convertido, de ótima formação, espírito aberto, trabalhador incansável. Apesar de depender economicamente de Monsenhor, não teve medo em dar apoio aberto e total aos padres, perdendo assim a direção da escola e o emprego, mas não foi desamparado. Em 1971 é comprada atual Casa Paroquial e com a mudança dos padres todas as atividades passam para a nova sede em construção. Logo em seguida o Prof. Gastão também com as duas irmãs vai morar na casa comprada ao lado dos padres. Mons Solano continuou dar assistência às sua obras de maneira precária pois sua saúde e sobretudo a vista foram declinando. Ele veio a falecer em 1974. Os padres davam assistência, no início, a Heliópolis e a Nova Aurora, mas logo partiram para a fundação de novas Comunidades.